As passadeiras para peões são fantásticas, têm dois ecrãs: um com o boneco que altera entre cor verde e vermelha, o outro regista os segundos que restam para os peões passarem com verde. É muito bom! Chegamos ao cruzamento ou a meio da estrada e sabemos precisamente quanto tempo temos para atravessar a rua. É a minha invenção citadina preferida! E dependendo das ruas, o tempo é maior ou mais reduzido até chegar o boneco vermelho. Queremos isto em Lisboa!
Conseguimos dar com o turismo, cheio de segurança e polícias, detector de metais, revista a toda a gente que passa. As ruas são também muito paralelas e perpendiculares, mas para além de serem nomeadas com números, também tinham letras, Avenida B, Rua J.
A cidade é cheia de monumentos, parece que foi construída toda ao mesmo tempo com edifícios grandiosos, ministérios a parecer a assembleia da república, museus imponentes, jardins saudáveis, espaços verdes e harmoniosos. Ao mesmo tempo que é toda certinha e regular, homogénea, também lhe falta a componente cosmopolita que NY tanto revela. Mas a sobriedade coincide com o carácter sério da cidade, governo, conselhos, tribunais, presidência, memoriais.
Vimos a casa branca, o obelisco, o memorial do Lincoln, o Capitólio, memoriais, mil monumentos brancos e imaculados.


Entre o Lincoln e o Capitólio, a extensão de espaço verde estava quase inteiramente ocupada por jovens, estudantes, famílias e grupos de pessoas a apanhar sol, brincar, em equipas mistas, baseball, raquetes, kickball… O “misto” era frequente, rapazes e raparigas a jogar em conjunto, sem aquela ideia do “ai raparigas não, são fracas”. O kickball… não percebemos bem mas envolvia obviamente pontapés numa bola. Parecia baseball com chuto do pé em vez de tacada na bola. Mas é uma coisa levada a sério! www.kickball.com


Terminámos o dia com muitos quilómetros nas pernas e a morrer de fome. Numa estação de comboios com lojas e ambiente muito agradável, jantámos iguarias asiáticas. As lojas fechavam cedo e fiquei com a ideia de que a cidade vivia mais para o trabalho, levantar cedo e deitar cedo!





































Com alguma vergonha confesso que nunca fui (que me lembre) ao museu mais visitado em Portugal, o dos coches. Quando vamos para fora podemos ver museus, estamos de férias. Aqui… os horários são incompatíveis com o do trabalho. O CCB não costuma escapar quando tem o WPP, ou a Gulbenkian de vez em quando.












