sexta-feira, fevereiro 16, 2018

Restaurante Batoni Khinkali

Em S. Petersburgo tinha provado comida da Geórgia, o khatchapuri, e em conversa com colegas Russas, ficámos de ir ao restaurante Georgiano em Amesterdão - Batoni Khinkali.
Jantar às 5 da tarde...estava vazio mas depois encheu e várias pessoas vinham buscar para comer em casa.
Menu reduzido, comemos um bocadinho de tudo. Nas entradas, não havia as bolas de espinafres, mas comemos a beringela grelhada, bolas de feijão vermelho e pimentos vermelhos, com recheio de nozes, açafrão, romã, feno grego e especiarias da Geórgia - tudo bom.

Depois os dumplings Khinkali, para os quais se usam uns talheres especiais para os pegar, mordisca-se a massa, bebe-se o caldo interior e depois come-se o resto.
Pode não correr muito bem a quem não tem experiência, e depois usamos talheres e está tudo bem :)
Pedimos com carne e com cogumelos, também havia com queijo no interior.
Nas mesas do lado, em família, as travessas eram gigantescas, uns 4 ou 5 por pessoa, no mínimo.
E depois os khatchapuri, que repetimos... e era diferente dos da Rússia, até melhores. O queijo era diferente, parecia fresco, mais mole e em pedacinhos. Na Rússia era tipo mozzarella de pizza.
E o ovo aqui vinha meio cru e misturava-se com o queijo. Na Rússia vinha estrelado. E depois partem-se pedaços do pão (quente saído do forno) e molha-se no queijo com ovo... nham nham!
É um óptimo prato para partilhar entre convivas.
E depois não havia nada de sobremesa, era gelado com uma compota especial mas não havendo compota... não valia a pena o gelado.
E o vinho também era bom. A senhora é que não tinha bem a noção de como se partilha uma garrafa por 6 copos. Serviu muito cheios, chegou ao 5o copo, acabou o vinho e disse "that's it".
Então e... que tal ter enchido menos os 5 copos, de maneira a que desse para os 6? Entornámos dos nossos para o copo vazio...

A sra não tinha muito jeito, nem vinha perguntar se queríamos mais alguma coisa, e não falava Russo. Mas a comida é boa e vale a pena a visita!

quarta-feira, fevereiro 14, 2018

Restaurante Thijs & filme Cinecenter

O cinecenter é um cinema mais local e alternativo que os da cadeia Pathé, onde há mais "3a idade" e filmes Italianos, Franceses, Holandeses, Espanhóis, etc.
Tem a modalidade de cinema + jantar em que se pode escolher o Thijs ou o Morlang, como já fui várias vezes ao Morlang, escolhi o Thijs.
A minha amiga atrasou, mas depois também demorou a servir e acabámos por sair meio a correr sem sobremesa (trouxémos numa caixa de take away)
Já tinha ouvido boas críticas do restaurante e parece ter potencial, mas o menu de pacote com cinema tinha menos opções.
Comi um tártaro, que era "Holandês", doce...
Depois um hamburger (diz que estava bom) e umas bolas de arroz, risotto com cogumelos, acompanhado de espargos, muito boas e até em quantidade muito generosa. O cheesecake no tupperware estava bom no dia seguinte.
Ambiente simpático e com boas opções no menu, tanto para papar como para acompanhar na vertente alcoólica :)
O cinema renovou as salas e mudaram as cadeiras e carpete. Já era ok e agora ficou melhor. O café é muito simpático para um chá ou chocolate quente, jola ou copo de vinho, aqui não entram pipocas!

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

Bistrot des Alpes

O Bistrot des Alpes já estava na lista há muito tempo, mas teve de esperar por companhia que goste de queijo e comida pesada, dias frios...
Alpes franceses, região da Savóia, ares de montanha, cabine de neve, decoração em madeira, água servida nos termos, skis e trenós fazem companhia aos convivas... queijo, queijo, queijo... 
Começámos com uma sopa cremosa de alcachofra de Jerusalém, croutons de queijo Beaufort (dos Alpes) e ovo escalfado
Partilhámos vieiras com risotto negro, alho francês slow cooked e molho de manteiga branca.
E o prato de queijo era Reblochon, "só" 4 doses generosas, charcutaria, um balde de batatas cozidas, um forno para irmos gratinando o queijo e uns talheres especiais para o (tentar) virar. Com pão e saladinha... saudávelzinho... quase! Acho impossível comer esta dose para uma psó essoa! 
Éramos 3, e já não deu para comer sobremesa... fica o leite creme para a próxima... em que vou ter de escolher entre fondue e raclette... decisões difíceis...

sexta-feira, fevereiro 09, 2018

Prova de Jolas

Um amigo tuga saiu da empresa e recebeu uma caixa de cervejas variadas da beerwulf. Um mix de 20, estas.
Alinhámos um dia e fomos provando e petiscando... eu é mais ruivas e pretas, ele é mais loiras e amargas. Pois, eu geralmente não gosto de cerveja normal, só das estranhas... que costumam ser mais pesadas e alcoólicas...
Sem surpresa, as que gostei mais foram as escuritas, a Chocolate Porter cheirava mesmo a chocolate, e a Honey Dew até se bebia, provavelmente por ser pouco amarga. Loiras claras ou escuras não adorei, mas a Santa Bee pela cor... vão todas... (hic!)

“Só” conseguimos provar 10, ficaram outras 10 para outra ocasião.. talvez deixar passar uns dias ou fds para um detox-zinho... beber água ajuda!

quarta-feira, fevereiro 07, 2018

Ramen Ya


Mais um ramen?... Ya!... piadinha fácil...
Noodles caseiros e sopinha quentinha em dias frios vai sempre bem, desta vez fomos ao Ramen Ya.
Começamos por partilhar uns feijões de soja (edamame) e umas guiozas saborosas.
Os ramens escolhidos foram variados, o da casa “Hakata” em caldo de porquinho cozinhado durante várias horas, um “Sesame Chicken”, um “Cherry Veggie” e o outro já não me lembro, sorry :P
E para terminar, as bolas de gelado. A de Yuzu (uma espécie de limão Japonês) era muito fresca, bom limpa palato, mas demasiado frio para o inverno, já tinha a língua congelada! O de black sesame era bom, como costume.
Houve quem comesse ramen pela primeira vez e todos gostámos. O serviço não é especial mas cumpre. Apesar de ficar na cave, tem boa iluminação, e à noite não faz diferença. Estando na zona turística, tem sempre mais gente, mas é uma boa opção para jantar no centro.

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

Catedral de Notre Dame


Tantas visitas a Paris e nunca tinha entrado na catedral da Notre Dame/ Nossa Senhora, ainda por cima com entrada gratuita, basta esperar na fila, que por acaso até anda rápido...
O típico estilo gótico com as gárgulas no exterior, bonita no interior e muito concorrida.
Queria subir mas percebi que a entrada era noutro lado pelo exterior, e para aquele dia já não havia entradas, oh... fica para a próxima...
Não encontrei o corcunda lá dentro :D

terça-feira, janeiro 30, 2018

10 anos

10 jaar geleden heb ik in Amsterdam arriveert!
oops, estava incorrecto, pois :P
ik ben al 10 jaar geleden gearriveerd!

Epaaaaa, já lá vão 10 anos, hoje!

Há perguntas (muito repetidas) que continuam sem resposta, mas se não calhar não precisam de a ter... 
- se falo Holandês? Alguma coisa, médio, safo-me, percebo mais do que falo mas é porque não se pratica o suficiente... e porque não é preciso em termos profissionais, porque o país e a sociedade assim o permitem, por isso não desenvolve muito... claro que estar exposta a ouvir Dutch um bocadinho todos os dias e ler as legendas no cinema ajuda a ganhar vocabulário. Mas é muito fácil estar cá e não falar... Acho que o meu Português ainda não é “de emigra”, mas é raro falarmos entre nós sem sair uma palavra em inglês, principalmente a falar de trabalho, não há milagres...

- se estou para ficar? Duvido que alguém saiba esta resposta ou se compromete em dizer que sim ou que não, se volta, se muda de país... Vamos vivendo como queremos e gostamos, onde nos sentirmos felizes. A distância torna-se curta quando queremos e mantemos o contacto constante com aqueles que têm um papel importante na nossa vida.
- vim porque queria uma experiência internacional, era um desafio profissional, deram-me formação e continuou a ser desafiante... uma aventura, cheia de boas experiências, que continuam...

- lembro de falar com o recrutador e não saber se aceitava ou não, que resposta difícil... mas era Amesterdão, não era uma cidade qualquer refugiada em nenhures... voos directos, pertinho, para falar inglês, evolução profissional... porque não?

- lembro de falar ao meu manager sem conter lágrimas nos olhos a dizer que me ia despedir... ainda hoje é meu amigo!

- entre casa e trabalho passo sempre pelo hotel onde fiquei quando vim à entrevista, e muitas vezes me lembro dessa viagem... até trabalhei no fds, estava em consultoria, pois claro!

Lembro-me do 1º dia, das despedidas (e choradeira) do aeroporto, da chegada e confusão do comboio, e cá estão os bilhetes de há 10 anos... mala de 42kg porque trouxe a mamã para poder trazer mais roupa e sapatos e livros e... :D

Lembro do 1º dia por cá, em que fui logo comprar o Dutch for dummies e o dicionário. E  do 1º dia de trabalho em que ainda não eram 5 da tarde e já os meus coleguinhas Holandeses tinham ido para casa e eu não quis acreditar que isso podia ser verdade... De um dia chegar a casa às 18:15 e pensar... e agora faço o quê? Com tanto tempo livre?

Foram momentos marcantes e tenho claramente uma separação mental entre o antes e o depois. Isto aconteceu quando? Já cá estava, por isso foi há... E em que ano foi aquilo? Ainda estava em PT, já tem mais de x anos...

Gostava de ter tido um livro de visitas desde o início, com datas e fotos. Tive muitas e guardo os postais e recados deixados, mas não estão organizadinhos num só livro. Tive muitos “repetidos” e são todos sempre bem vindos!

Em 10 anos... 2 empregos, 2 casas, dezenas de novos amigos, alguns desde o 1º dia, outros seguiram outros caminhos e mantemos contacto além continentes. E novos aparecem todos os anos, de várias nacionalidades, idades, religiões, género, preferências... um enriquecimento cultural contínuo, que também inclui choques culturais (na vida pessoal e profissional), que requer adaptação e aprendizagem, descobertas de novas maneiras de pensar e questionar certos hábitos que tomávamos como “normais”.

Sempre giro descobrir, concordar ou discordar dos estereótipos criados para as diferentes nacionalidades. E tornarmo-nos “embaixadores” do nosso país. Criei um guia de dicas para Ams e outro para Lis, mas percebi que muito desconhecia de Lisboa e fui/ continuo a tentar (re)descobrir a cidade e o país sempre que visito.

E depois a outra pergunta de sempre... Hotel em Lisboa? Hotel em Amesterdão? Ora bem, se tenho casa nas duas cidades, não tenho referências para dar de experiência própria... o hotel da entrevista era fora do centro, por isso recomendo por zonas. Quem couber e for próximo fica cá em casa, sem quarto extra nem cama decente, mas é o que se arranja. E também recebi e acompanhei visitas de muitos desconhecidos, amigos de amigos, contactos do blog...

Fiquei emigra de deixar de ter frio em PT enquanto andam todos encasacados. E passei a saber apreciar o sol... ou simplesmente ver céu azul! Embora em PT, sem aquecimento central, se sofra qb na altura do Natal...
Este ano ainda mal usei camisolas de lã ou collants grossas... não apetece, no escritório depois fica muito quente, nos transportes está quentinho, é só para o tempo de espera na rua...

Às vezes penso como será voltar a Amesterdão depois de ter cá vivido, o que terá mudado e do que me vou lembrar... mas actualmente não há planos para sair, por isso esse dia ainda não está no horizonte.

Ficamos mais resistentes e desenrascados, em vários aspectos, que remédio!
E hoje está sol e céu azul, que maravilha!