quarta-feira, maio 24, 2017

RJ Restaurante Eleven

Este Eleven é o do Rio, não o de Lisboa, é da família e tem (na altura) estrela Michelin, mas só soubemos enquanto lá estávamos. O guia novo ia sair em Maio e o sr explicou que, por estar no meio há muitos anos, já conhecia os examinadores e a práctica (PT e Espanha), incluindo os nomes falsos que costumam dar na reserva J e que vão sempre logo ver a wc para inspecionar a limpeza, e no fim revelam a identidade, interessante!
Para poupar a M (na altura com “2 e 5” anos) pedimos o menu Eleven, que “só” tinha 6 pratos em vez do menu de degustação que tinha 8 pratos. Mas mesmo assim o jantar durou mais de 4h... O que seria o de 8!
Azeite de Paulo Laureano com 2 azeitonas diferentes (só lhe conhecia os vinhos). De bubbly dividimos um 130 da casa Valduga, pinot noir e chardonnay.
Bife tártaro, terrina de porco (eu disse que não queria/ comia porco, mas veio na mesma) e vol-au-vent de camarão. 
Sopa de sardinha com legumes, morna-fria.
Bacalhau confitado (muito tenro) em tosta de focaccia, compota de pimentão, puré de azeitonas, salada de bacalhau (salgadinha).
Sashimi de atum, azeite, burrata, anchova, gel de salsa, creme de funcho (servido na mesa) e gengibre.
Peixe namorado, courgette, couscous com tinta de choco, emulsão de crustáceos.
A pré-sobremesa vinha servida num bonsai, umas bolas (peganhentas) com laranja e noz pecã, ganache de chocolate branco.
Sobremesa era maçã com crocante de mel e sorvete de passas ao rum.

Para o chá/ café, vinha o carrinho com as mignardises, que incluíam quindim, cocada de maracujá, brigadeiro, macaron de pistachio, telha de amêndoa e bolacha recheada com goiaba... dava para experimentar um bocadinho de tudo J

Pedimos um chá de menta, seria fresca, disseram. Mas não correu bem. Veio uma água pouco verde e com um cheiro pouco agradável, e sabia a “deslavado”. Não deu para ignorar... pode verificar? Ah, a água já tinha sido usada muitas vezes, esqueceram de trocar a menta. Desculpe?? Veio outro, que não tinha nada a ver com o 1º, agora sim cheirava a menta, tinha cor de chá, mas era de pacote. Era um chá, mas para um restaurante de estrela, que anunciou ser de menta fresca e depois veio de pacote... já tive melhores experiências!

À saída, mais uma atenção, um bolinho de chocolate em embrulho bonito, para as senhoras.
O chefe veio à mesa no início e no fim do jantar. O espaço era agradável, uma moradia adaptada a restaurante, decoração elegante. Mas bastante ruidoso, de tal modo que não ouvia a explicação dos pratos...
Para estrela desiludiu... não houve um prato uau, 4.5h de jantar no menu normal foi excessivo, o pior chá dos últimos anos... ficou a experiência...

terça-feira, maio 23, 2017

RJ Jardim Botânico

Já tinha visitado o Jardim Botânico na 1a visita ao Rio, há bastantes anos, mas é sempre bom voltar a passear num jardim enorme, no meio de tanta vegetação tropical, diversa, bonita. No ano passado era o terror do zika, este ano diminuiu-se o drama e falava-se em febre amarela, tomei a vacina e siga.
Numa área enorme, tem estufas, orquidário, bromeliário, roseiral, cactário… vemos cacau e cheiramos canela.
Não visitámos tudo, foi mais passeio descontraído, a ver as palmeiras, nenúfares gigantes, os macaquinhos nas árvores e o Cristo Redentor lá no cimo do morro, o jardim japonês, árvores sumaúma, pau-brasil, pau-mulato (é mesmo preto, parece pintado, é muito estranho!). Um jardim muito bonito!
A escultura dos dançarinos é em alusão ao quadro de Henry Matisse Dance.

segunda-feira, maio 22, 2017

RJ – diversos

Voltar após 1 ano dá a oportunidade de relembrar a visita anterior, repetir sítios preferidos e descobrir novos locais, com ou sem planeamento. É engraçado ir caminhando pelas ruas e relembrar locais, lojas, o que se fez no ano anterior, cheiros e sons.
E a comida, pois claro... Ao logo da semana, comi muita fruta, mamão, mangas, bananinhas, anonas/ fruta do conde/ atemóia, melancia, abacaxi... até pêra rocha importada do Oeste!
Barrar tostas com queijo Catupiry, provar iogurtes em forma de coalhada integral ou desnatada, tricar pães de queijo acabados de fazer do Talho Capixaba, ver a diferença dos biscoitos Globo doce e salgado (gosto mais do salgado)...
Do boteco Belmonte levámos pastéis – de feijoada!, de goiaba e catupiry (nham nham) e mais uma dose de arroz de brócos.
Repetimos o CT Boucherie, tinha de ser... a ementa tinha novidades, mais opções de peixe e novos acompanhamentos. Risotto de quinoa! E confirmam-se os preferidos, puré de batata baroa, farofa, puré de maçã e maracujá... arroz maluco, chuchu... foi uma dose carnal que me fez sentir culpada, de contrafilé e filé mignon, nunca comi tanta carne de uma só vez...
Repetimos o Aprazível, desta vez para um Peixe tropical em crosta de farinha de água sobre molho de laranja e beterraba, com arroz de côco, castanha de caju e banana da terra assada. Uma Rainha do Baião, filete com azeite de coentro e pimenta de cheiro sobre creme de bacuri, servido com legítimo de baião-de-dois e quiabo al dente. Para adoçar o espírito, gelado de tapioca com açaí e um leite-creme tradicional. Nunca desilude!
Era para repetir o Zazá mas fechava à 2f, por isso repetimos o Sushi Leblon (que curiosamente também foi o almoço de despedida no ano anterior) e que tinha o prato novo de espetinhos de salmão e líchias, com crispy de gengibre. Que ma-ra-vi-lha!
Nos entretantos, passámos nas Salinas a namorar bikinis e maiôs, namorámos várias peças de Lenny Niemeyer (tomara eu que estivessem com uns meros 50% de desconto para ter um preço mais convidativo), relembrámos o cheiro de borracha e morango das Melissas, levei mais umas Havainas para as amigas, espreitei as novidades da Osklen (que maravilha de ténis baby pink!), e levei mais uns mimos da Granado para as amigas… 
As obras do parque já estavam acabadas e ficou um local agradável para passear e para os miúdos brincarem. O tempo não esteve espectacular, choveu bastante, mas ainda deu para uns 3 mergulhos e relembrar o prazer do Verão com chinelo no pé, praia e roupa leve. O Cristo lá estava em cima do Corcovado. E achei curioso que o “idoso” tenha sinal dedicado, embora não tenha percebido bem a utilização...

sexta-feira, maio 19, 2017

Dunkin Donuts – o desafio

E pronto, já está, foi um desafio único e juro para nunca mais!
A 1ª loja de DunkinDonuts (que eu tenha notado, mas já se estão a multiplicar) abriu no centro da cidade, pertinho de casa, ainda por cima. 3 adultos, responsáveis, talvez um bocadinho gulosos, submeteram-se a uma experiência inesquecível!
Queria um de cada se faz favor... os empregados estavam um bocado baralhados... Havia 28 donuts diferentes na loja. E uns munchkins(chocolate hazelnut, fazia lembrar nutella)... tipo os buracos do donut. Mas um parecia ser diferente dos donuts existentes, por isso também veio. Para completar as caixas, vieram 2 repetidos, por isso passou a 30 donuts.
A ideia inicial era dividir cada donut em 3 e ir provando... mas dada a quantidade, decidimos partir em 4, tarefa aliás mais fácil, e o quarto que sobrava foi sendo guardado. Achei que estávamos a ir muito depressa, mas a minha amiga disse que era melhor assim, senão não íamos conseguir comer todos...
Tive o discernimento de ter 3 “limpa-palatos”: rodelas de pepino, pedacinhos de queijo do mercado e os palitos salgados... de vez em quando sabia bem para cortar o (disparate de) doce. Ah e começamos por acompanhar com um copo de leite, que até ia bem. Depois passou a água.
Por qual começar? Não houve grande alinhamento, iamos tentando perceber qual era pelas fotos da loja, embora alguns não tivessem nome. Uns melhores que outros (simples com cobertura de limão, chocolate ou morango, côco tostado), uns disparatadamente doces [white chocolate oreo with chocolate filling, blueberry cheesecake, strawberry cheesecake, caramel fudge, chocolate cheesecake, rocky road with hazelnut filling, double stuffed with buttercreme and raspberry filling], uns “bolo” [triple chocolate cake ring], uns locais que não se devem encontrar noutros países (stroopwafel com recheio (desnecessário) de caramelo, Dutch blue), os dentes não adoraram as mil bolinhas duras do orange cookie monster e havia vários sem nome apontado na loja.
E às tantas... já cortávamos metade e dividíamos a outra metade em 3. Deixei uma dentada de um que era demasiado doce, consegui (a palermice de) comer os outros todos. Recordo com algum pesar a dificuldade dos 2 últimos...
Conseguimos, provámos todos os donuts que havia na loja! E rapidamente quis arrumar tudo, congelei 2 inteiros, várias metades e muitos quartos, lavar a loiça, pôr as caixas na reciclagem.
Que overdose!!! Falar no assunto era muito sensível, pensar em mais sobremesas, ou coisas doces, ou sequer comer mais alguma coisa durante o dia... acho que funcionou, estou curada da febre de donuts, penso não voltar tão cedo à loja, nem sequer querer ter vontade de comer mais nenhum doce nos próximos tempos. Até sou capaz de finalmente saber os que gosto mais e menos, mas prefiro não pensar nisso!

E depois fomos dar uma volta a pé pela cidade, para desmoer... seguido de um chá de gengibre dos potentes. E não jantei, pelo cálculo das calorias da app que eles tinham, foi suficiente para o dia... ainda bem que tinha ido ao ginásio de manhã, mais os 8km a pé que o telefone acusou do dia, certamente não cobriu mas ajudou. 

quarta-feira, maio 17, 2017

Mud masters 12km

O desafio desportivo do ano, mud masters de 12km prueba superada!!!
Com vários colegas do trabalho, e centenas de outros malucos, andámos a correr e tentar ultrapassar obstáculos variados, com muita lama, água e muito frio.
O site diz que foram 2h42m52s para terminar. Não havia pressa, havia muita espera para certos obstáculos, a meio estava cheia de fome e pedi 2 pedaços de banana em vez de 1 na 2ª estação! Nessa altura também teria gostado de ter uma sopa quente porque estava gelada!
Rastejar na lama debaixo de arame farpado, trincheiras de lama para saltar ou atravessar, tentando não escorregar e parar dentro de água, escorrega muito alto directamente para a água, e ter de nadar com os ténis e toda a roupa, plataforma cadafalso para dentro de água, água pelos joelhos ou pela cintura, carregar pneus, tentar (e falhar) passar por cima de uma coluna horizontal de pneus, tentar (e falhar) agarrar a corda para balançar até à parede de corda do outro lado, percorrer barras de madeira de joelhos, tentar (e falhar) passar a água pelas escadas horizontais (monkey bars), muitos degraus para cima e para baixo, passar por cima de fardos de palha, rastejar a subir o monte, passar paredes de madeira, correr para subir uma parede curva... e ir correndo nos entretantos, ter ajuda de colegas e desconhecidos... mas uma colega fez-me sempre companhia e terminámos de mãos dadas, alegres por ter conseguido e tentado os obstáculos todos – sim porque os rapazes decidiram passar ao lado de alguns “porque tinham de esperar muito”, assim também nós teríamos acabado mais depressa!

Foi giro, mais difícil passar certos obstáculos e resistir ao frio, que algumas provas. Faltou força de braços mas houve entusiasmo suficiente. Está feito! Com várias nódoas negras nas semanas seguintes, pernas, joelhos, braços... marcas de guerra J

segunda-feira, maio 15, 2017

Restaurante Pompstation

Jantar de colegas, uma amante de bife tártaro escolheu o restaurante Pompstation por apregoar dos melhores da cidade. Um bocadinho fora do centro, mas uma agradável surpresa na decoração interior e ambiente, e estava praticamente cheio numa 3f. Também têm concertos ao vivo de 5f a Domingo.
Veio então 1 (aliás 3) bifes tártaro, no modelo “faça você mesmo” para adequar os condimentos às preferências, e agradou a todas. Eu comi um hamburger Rossini, carne wagyu com fígado de pato, couve chucrute e maionese de trufas. As batatas eram com casca, crocantes e boas. Outra colega pediu a ribeye e também, gostou.
O serviço... uns 15mins sentadas à espera que alguém viesse com o menu até conseguirmos chamar a atenção. Os pratos não demoraram muito mas depois também foi o abandono... já sendo tarde, desistimos de pedir sobremesa e fomos até ao balcão pagar.

Acabei por não perceber sobre a “bomba”, de água? Estava uma coisa envidrada ao nosso lado e vibrava muito, na cadeira não almofadada, era até desagradável e confuso... a comida era boa, o ambiente era bom... o mau serviço chateou...

sexta-feira, maio 12, 2017

RJ Restaurante Degrau

Andei a fazer a prova dos arrozes de bróculos, por isso pedinchei que fôssemos ao Degrau, que tinha sido recomendado. As doses davam para 2 pessoas, mas tinham de ser pessoas com muita fome... dava para 3 à vontade!
Começámos por provar uns pastéis, catupiry, palmitos com roquefort e outro de camarão. Depois filé de peixe Badejo (quem? um peixe nobre, do litoral brasileiro, ou seja, de água salgada, pescado entre o Sul da Bahia e o Espírito Santo. Tem um lombo alto, muito bom para fazer grelhado ou assado) grelhado na chapa, com molho de camarão e o dito arroz de brócolis. O bife (eram 2 ou 3) à Degrau tinha palmito, ovo, presunto, ervilhas e batatas fritas. Havia um prato desconhecido (Vatapá com camarões pequenos e acaçá – que diz ser puré/papa de arroz) que a mesa vizinha atacou muito bem, e eu cheia de inveja a ver se dava para provar. Não deu, claro, mas roubei uma foto J
Para rematar, um pudim de leite (condensado) e um quindim, que era muito mini, mas com dose de açúcar suficiente de sobremesa grande.

Foi um grande almoço, que pediu mesmo o passeio de Domingo no calçadão...
ps: quem me dera descobrir arroz de bróculos por cá...