terça-feira, maio 16, 2006

Circular na cidade (parte 1)


Estacionar em NY é difícil, são poucos os lugares visíveis, não é o sistema do parquímetro largamente espalhado como aqui. Existem parques mas são estranhos. É o género entrega-se a chave e eles estacionam o carro. Que pode ser num edifício cheio de andares ou num espaço exíguo onde se estacionam todos encaixados, de maneira a que para um sair, têm de se tirar os outros todos da frente. Confiar a chave e o carro a estranhos, faz-me pensar que eles dão voltas com o carro, do género se for um ferrari ou um modelo novo. Além disso são muito caros! Nos poucos lugares pela cidade, vêem-se espaços, mas com a particularidade de terem uma bomba de água no passeio, aqueles marcos pequenos para os bombeiros ligarem em caso de incêndio. Aqui também há mas ninguém nunca ia deixar de estacionar no espaço pela hipótese de bloquear o acesso aos amigos voluntários. Os americanos cumprem.

Quando cai o amarelo nos semáforos, eles param. Aqui…acelera-se! E nas passadeiras, quando está verde para eles mas também para nós, quando os carros mudam de direcção por exemplo, eles esperam, sem fuçanhar as pessoas como aqui acontece. Eu chamo-lhe civismo!

O nosso metro é dos melhores, limpinho e eficiente, pouco complicado, bem indicado.
O de Londres é gigante mas sempre me orientei bem, com os nomes e linhas, sentidos e paragens seguintes.
Em NY… é sujo, feio, complicado, mal indicado e talvez pouco eficiente. A frequência não é má mas esperamos sair numa estação e o raio do metro não pára. É tipo expresso, mas não se percebe nem indicam, pára em algumas estações. Aconteceu-nos isso e voltar para trás quando ainda não era a última estação.
Eles têm os maquinistas a falar. Americano = inglês, filmes, séries e tal. Mas não se percebe bem o que os gajos dizem, falam depressa e engolem o fim da frase. Não sei quê “closing doors”. Tudo bem, mas não era mais fácil ter uma gravação simpática com uma voz calma e esclarecedora? Próxima estação X, não pára em Y, cuidado que a porta vai fechar.
E também têm um gajo que põe com a cabeça de fora para ver se abre ou fecha as portas. Automatização, século XXI, que tal?

JM