quinta-feira, julho 20, 2006


Comida, muita comida, muito barata, muita fruta, maravilhosa, sucos, bolinhos, salgadinhos, lanchonetes, café da manhã:

Amendoim, paçoquinha, pão de queijo, queijo catupiry, queijo minas, queijo prato, aipim, mandioca, coco, tapioca, feijão fradinho, cocada, goiaba, mamão, maracujá, abacaxi, doce de leite, dendé, carne de sol, mingau (de chocolate, que maravilha!), bananas de vários tipos, melancia, milho, batata doce, siri, camarão, lagosta, acarajé, abará, coco gelado, manga, açaí, pinha, picolés, gelados kibon (os nossos Olá), cerveja (Skol, Brahma, Schin…), caipirinha, guaraná, pamonha, balas… é fácil comer de tudo.
Os doces são muito doces. As frutas são tropicais e muito baratas para o que estamos habituados, para as mangas e mamão, principalmente.

As brasileiras são cheínhas, mas também são muito gulosas.

O dendé dá cabo do estômago. No Senac, escola de cozinha no Pelourinho, buffet com qualquer coisa como 48 pratos mais umas quantas sobremesas. Para se provar a comida típica tem de ser um bocadinho de cada, sendo que cada prato não combina com os vizinhos, muita variedade, muita mistura.

Na rua consegue-se comer um cachorro por 1 Real (aprox. 35cêntimos). Ou então um salgadinho e um refresco por 1R. Coxinhas de frango por 0,25R.

Os ‘potes’ de iogurte têm sabores adaptados, em vez dos estritos habituais tutti-fruti, morango, banana, etc, há com sabor a goiaba, mamão, etc.

A necessidade é a mãe de todas as invenções, como há pobreza, criam-se empregos e necessidades.
Numa paragem de autocarro, uma pessoa vende chocolates. Vai ao supermercado, compra um pacote, daqueles com miniaturas de chocolates de vários sabores e depois vende à unidade. É como comprar um pacote de bolachas e vender individualmente.
Dentro dos autocarros vão entrando e saindo vários vendedores, devidamente identificados, autorização do Governo. Trazem a comida, bebida e tabaco aos passageiros. Portanto, numa viagem longa de autocarro, onde se atravessa a cidade inteira, com várias paragens e cruzamentos, se apetecer um chocolate, água, suco, pastilhas, balas, tabaco, compra-se ao vendedor. Não me pareceu mau! Comprei 4 chocolates diferentes (tipo Mars ou Twix) por 1R.
O discurso está montado: “compre um chocolate para você, para a sua família, amigos, vizinha, faça uma surpresa ao seu namorado, marido…”

JM

quarta-feira, julho 19, 2006

Neighbours... everybody needs good neighbours...

O alerta chegou já passava da meia-noite.
A Joana M chegou à sala e disse: "estou a ouvir o "lost" em stereo".
"Estranho". Realmente já me tinha parecido que a nossa mini-televisão da sala estava com um som diferente, mas pensei que talvez fosse problema da RTP1, ou assim.
Tirei o som à tv e continuei a ouvir as falas, mas desta vez vinham, definitivamente, da rua.
Fomos à janela. Era verdade. Ouvia-se o som claramente, aos altos berros, na rua.
Pensámos: ou o vizinho é surdo ou então vê mal (tendo em conta aquela reacção típica de todo o ser humano que, quando não vê bem as imagens, invariavelmente aumenta o som).
Arranjámos um culpado: o João, o nosso vizinho do lado, que estudou com a Joana no Técnico (ele há cada coincidência...).
Depois de algumas pancadas na parede sem qualquer efeito, a Joana começou a fazer uns telefonemas - era meia-noite e meia - para conseguir o número de telefone do vizinho barulhento. Lá conseguiu falar com o rapaz e ele negou. "Não, estou a ver a Sic Notícias." Coitado...
Afinal, lá descobrimos: era o vizinho de cima do João, que se comprometeu a ir lá pedir-lhe que baixasse o som da tv.
Minutos depois, a Joana recebeu uma mensagem do João: "Bati à porta, mas o vizinho não ouviu a campainha..."

JH

terça-feira, julho 18, 2006

Mafiosos!

Ontem começou a dar uma nova série - a 6ª, penso - dos Sopranos na 2:
Apanhei os Sopranos desde o início, e era uma verdadeira fã, mas por várias razões, escaparam-me alguns episódios e perdi o fio à meada.
Estava mesmo empenhada em passar a noite de segunda-feira com o mais neurótico dos mafiosos, pedir-lhe desculpa por o ter abandonado e implorar-lhe que não enviasse os seus carrascos a Alvalade para me castigar por uma ou duas séries de indiferença.
Mas o Tony é mânfio, sacaninha, não perdoa nada, toda a gente sabe, e lixou-me.
Não percebi nada do episódio, pensava que metade deles tinham morrido - o sobrinho e o tio, por exemplo, e não reconheci a outra metade das personagens.
Just shoot me!

JH

Impressões gerais de Salvador e do Brasil (parte 2)

No Inverno, as temperaturas têm um mínimo de 18/19ºC. É Inverno. Choveu todos os dias. Andei de camisola de manga comprida, chapéus de chuva. E molhámo-nos todos na mesma. E nem um mergulho :o(
No Verão, dizem que oscila entre os 35 e os 40, com muita humidade. Que sufoco!


Palavras escritas e ditas, para ler com sotaque: toalete (não tem erros), educandário, palito, terno, fone (tele-), Irã (o país), Madri (a capital), Amesterdã (idem), calcinha, sunga, Xerox PB e cor (chamamos Gillettes às lâminas… são as fotocópias), catchup (não tem erros), fone para celular (phones, kit mãos livres), checap (de saúde), manutenção semafórica (dos semáforos, pois então), chulepento (que cheira a chulé).
Frase: Jesus Cristo é o Senhor (IURD), muitas, uma gigante perto do maior centro comercial até ao presente (estão a construir outro ainda maior), Iguatemi.
Frase: O passeio é do pedestre. Verdade de La Palice! E no entanto… o que fazem os carros estacionados em cima deles?
Frase: Bebida e Condução não têm Sentido. Muito boa. Tinha um desenho mas não consegui fotografar. Tinha uma seta indicadora do sentido. Duplo significado de não fazer sentido, nem ter futuro, beber e conduzir. Apoiado!
Frase: Jogue limpo com Salvador, não deite lixo no chão (nos caixotes de lixo). Já que gostam tanto de bola e desporto, apela ao bom senso de não fazer “sujeira” literal nas ruas.

Muita publicidade aos colchões Ortobom. Não é muito interessante mas estava em todo o lado. De resto quase toda a publicidade falava ou estava relacionada com a copa, muito verde e amarelo.

Na TV, há muita novela, mais avançada do que cá. A minha mãe ficou contente, ficou a saber o futuro da novela que vê aqui.
Um concurso para o mecânico mais bonito do país. WTF? Explicaram-me, é por causa do Gianechini, da novela em que ele faz de mecânico (Belíssima). Ah, tá bem. Então deve ser difícil encontrar concorrente à altura, hehehe.
Os clips de música estrangeira têm legendas. Estranho. Mas útil! Percebe-se o que se canta, avalia-se a ‘categoria’ da letra, aprende-se a língua estrangeira de ouvido.
JM

segunda-feira, julho 17, 2006

Impressões gerais de Salvador e do Brasil (parte 1)

O campeonato do mundo de futebol, para nós o “Mundial”, para eles a “Copa”. Vive-se o campeonato com muita intensidade, o verde e amarelo encontram-se em todo o lado, nas ruas, nas montras, nos carros, nas pessoas, nas lojas, nos mercados, nos hotéis, nos táxis (com TVs portáteis para os condutores), nos ônibus, nas bandeiras, nas fitas, nas tshirts, na roupa em geral, nas unhas (edição especial de vernizes Riské em cores sugestivas)… No dia do 1º jogo do Brasil, fomos ao Shopping Barra, ver umas lojas (a chover, que mais fazer?). Nos altifalantes anunciava-se que o shopping ia fechar meia hora antes do jogo e reabria meia hora depois do jogo. Para que todos possam ver, portanto. Nos bancos anunciava-se um fecho antecipado, oficial e assumido! Passámos pelo supermercado antes de voltar ao hotel. E apanhar um táxi? Foi difícil, mas teria de existir, a necessidade de trabalho é demasiada para todos poderem abdicar de ver um jogo de futebol. A justificação de que nem todos os taxistas gostam de futebol seria aceitável, mas muito poucos devem encaixar nessa categoria. Nas ruas, os ônibus também fizeram pausa, ouviam-se cornetas a anunciar o quase início. Sentia-se uma agitação geral, um movimento stressante.
Os jogadores sobem ao gramado, os torcedores aplaudem, é a copa. A torcida começa, é escanteio mas o goleiro defende. É outro vocabulário. É golo, foguetes, gritos, uma alegria muito sonora, uma comemoração muito vivida e demonstrada.

(e que bonita a cor do céu hein? foi uma carga de água como já não se via há muito, com direito a derrocada na estrada...)

sexta-feira, julho 14, 2006

Férias em S. Salvador – Início (A tortura)

(continuação)
Estar na 1ª fila seria bom, dependendo da separação para os lugares da 1ª classe. Era uma espécie de cortinado pendurado em cima por ganchos e nos lados com velcro. Primeiro que a hospedeira conseguisse esticar o dito e encaixar nos bancos… o cortinado era à medida, por isso encaixava num gancho e quando ela ia encaixar no outro (depois de muito se esticar, era baixa), soltava-se o 1º. Isto repetido n vezes, já ela se ria. Lá conseguiu. A cena dos velcros não é muito inteligente ou funcional para se ir passando. Elas vinham com as bandejas com copos de água e tinham de passar pelo cortinado. Baixavam-se e o velcro ia cedendo, mas oferecia resistência. Era inevitável, bandeja na mão, hospedeira dobrada para passar por baixo, cortina resistente… água para cima de mim. A hospedeira riu-se com o próprio desastre, ai desculpe, e foi-se embora. Nem “molhou-se muito”, “quer alguma coisa para limpar?”, “peço desculpa” formal. Que falta de profissionalismo! (não é tão cedo que me volto a pôr num charter!)
Lá veio a comida, comeu-se. Os copos de chá eram de papel e diziam Air Luxor. Pois, não estragar, sabendo que a Air Luxor já não existe com esse nome há um tempo, mudou para High Fly… o stock devia ser muito.
Um som alto de música clássica, que raio? Era o som do filme, mas apareceu (muito) antes da imagem. Vá lá que rebobinaram e recomeçaram. Mas com o som vindo não se sabe bem de onde, para todo o avião, com as pessoas (tugas) a conversar em alta voz e pelo avião fora, era difícil seguir a história. Mas a escolha era boa, A Good Woman, com a Scarlet Johansson, já tinha visto mas gostei de rever.
O tuga quando aterra bate sempre palmas. Oh Daniel, ou os teus passageiros não são tugas ou as portas da cabine filtram o som, nos voos onde vou há sempre palmas na aterragem!
Aterrámos em Natal, 31º, boa boa!
Uma fila imensa para os papéis de alfândega, depois acabaram-se os papéis antes da nossa vez, etc.
Depois Maceió.
Finalmente Salvador.
Um dia cansativo! (não é tão cedo que me volto a pôr num charter!)

Ps: O Tiago Dores, membro do Gato Fedorento também ia no voo, grandes óculos escuros, muito bem parecido (leia-se melhor ao vivo que na TV). Não me conseguia lembrar do nome dele, só sabia do RAP e do Quintela, senão até o tinha chateado…

JM

quinta-feira, julho 13, 2006

Passarinhos


Isto de viver com a Natureza tem que se lhe diga.
Foi só no segundo dia que me apercebi, por acaso, que tinha montado a tenda a poucos metros de um ninho de passarinhos feito no chão. Estava tão bem camuflado que só peercebi do que se tratava quando vi uma data de boquinhas vermelhas escancaradas.





Receámos que, por causa do acampamento, a mãe já não os viesse alimentar e por isso démos-lhe bocadinhos de pão misturados com água, com uma pinça.





Entretanto tive de mudar a minha tenda de sítio, para não perturbar os passarinhos nem a vinda da mãe deles - que mais tarde chegámos a ver junto do ninho - e a coisa saiu-me tão bem que a tenda desmanchou-se toda com a ventania.

Férias em S. Salvador – Início (A tortura)

Corria o 10 de Junho, sábado, feriado.
As regras pedem para que se esteja no aeroporto com 180mins de antecedência. Em voos domésticos ou europeus não vale muito a pena, 2h antes é suficiente. Mas em voos intercontinentais, dependendo do destino, já se deve ir mais cedo pelas confusões que podem acontecer.
Tenho dito sempre que o nosso aeroporto não tem muito tráfego, quando comparado com qualquer um de Londres, Madrid, Frankfurt, etc. A eficiência e eficácia no processo de check-in, malas, autocarros, mangas, taxi-way, etc tem grandes potenciais de melhoria.
O aeroporto estava a abarrotar. Cheio de pessoas com vontade de ir de férias, famílias completas da avó ao neto, do fato de treino, das bagagens imensas e envoltas em plásticos, caixas volumosas com etiquetas, roupas e calçado menos adequado para viagem. É sempre uma boa alternativa para entreter a espera, observar as pessoas.
A suposta fila para o nosso voo (não é tão cedo que me volto a pôr num charter!) era interminável e ainda não tinham aberto os balcões de check-in.
Afinal é para outra fila. Mas este voo não vai para o mesmo sítio! É este, dizem os senhores representantes das várias agências de viagem. Mas… Tem escala. Tem? Ah… que chatice. Sai daqui, pára em Natal, depois em… Como? Duas escalas? Três viagens de avião? (não é tão cedo que me volto a pôr num charter!)
Claro que o voo saiu atrasado. Eles atrasam sempre é impressionante. Mas depois compensam porque marcam a hora de chegada já com o atraso engolido, ou seja, o tempo de voo dura sempre menos e chegamos à hora prevista. Ficamos com a sensação de que recuperámos o tempo perdido. A menos que o destino seja um aeroporto com muito tráfego e tenhamos de dar voltas à espera de um slot vago.
Euroatlantic, são portugueses, avião velho, claro. O lugar da minha mãe tinha o banco partido, o encosto não encostava. Ou ela ia sentada sem se encostar (8h?) ou ia deitada e o senhor do banco de trás nem podia lá caber. Cedi o meu lugar. Mas o avião parecia cheio, fiquei em pé quase até levantar voo, até quando finalmente descobriram um lugar vago. Por sinal bem bom, na 1ª fila, logo depois da 1ª classe, tem espaço para as pernas!
Muita fome, e frio. Podia-me arranjar um cobertor? Ah, cobertores para todos não há, vou ver se arranjo um. Tinha-me esquecido do casaco em cima da cama, e no avião está sempre frio. Arranjou-me um cobertor. Charter não tem cobertores para todos… (não é tão cedo que me volto a pôr num charter!)

(to be continued)
JM

quarta-feira, julho 12, 2006

De regresso

Pela primeira vez na vida fui, com uns amigos, fazer campismo selvagem. Gosto muito de acampar e já estava com algumas saudades. Achei que a falta de água corrente e de um wc seria, obviamente, complicada, mas até pensei que iria ter piada ver como me "desenrasco".
Fomos para uma barragem ao pé do Cercal, no Alentejo. Um sítio muito bonito e, acima de tudo, muito calmo.



vista da minha tenda


Estava a correr tudo muito bem, apesar das constantes alterações de clima - chuva, sol, encoberto mas muito calor - até 3ªf à noite...
A partir de meio da tarde, começámos a sentir um vento fortíssimo, com rajadas tão poderosas que fizeram a minha tenda desabar e partiram as varetas da tenda de um casal. Já víamos os relâmpagos ao longe e ao fim da tarde, vimos um incêndio do outro lado da margem, que não durou muito tempo.
O problema foi que, por volta das 21h, apareceu um novo fogo, mais perto, e o ar tornou-se irrespirável, por causa do vento, do fumo e da poeira. Entretanto a trovoada não parava e soubemos, por telefone, que aquele incêndio tinha sido provocado por um relâmpago.
Ok, foi a nossa deixa. Arrumámos tudo a correr, tudo pra dentro dos carros e, vamos embora!
Ouvimos depois nas notícias, à meia-noite, que aquele era um dos dois incêndios no país não circunscritos àquela hora...

este foi o primeiro incêndio


JH


quinta-feira, julho 06, 2006

Voz de canário ou de cana rachada?

(A cana tem voz??)
Já tinha escrito sobre as minhas semelhanças com a Diana, por termos nascido no mesmo dia. E referi a Britney Spears.
Afinal somos 4!
2 Dezembro 1978 – Nelly Furtado
2 Dezembro 1979 – Diana Moutela
2 Dezembro 1980 – Joana Mota
2 Dezembro 1981 – Britney Spears
Portanto temos 4 anos de boas colheitas, com duas cantoras de sucesso, milhares de discos e concertos pelo mundo. Devemos ser as 4 muito parecidas em feitio.
A BS já vai para o 2º filho… com 24 anos! Err...
Diana, será que fazendo um dueto resulta?

JM

quarta-feira, julho 05, 2006

Ex-Factor

It could all be so simple
But you'd rather make it hard
Loving you is like a battle
And we both end up with scars

Tell me,
who I have to be
To get some reciprocity
No one loves you more than me
And no one ever will

Is this just a silly game
That forces you to act this way
Forces you to scream my name
Then pretend that you can't stay

No matter how I think we grow
You always seem to let me know
It ain't workin'
It ain't workin'
And when I try to walk away
You'd hurt yourself to make me stay
This is crazy
This is crazy

I keep letting you back in
How can I explain myself
As painful as this thing has been
I just can't be with no one else
See I know what we got to do
You let go and I'll let go too
'Cause no one's hurt me more than you
And no one ever will

Care for me, care for me
I know you care for me
There for me, there for me
Said you'd be there for me
Cry for me, cry for me
You said you'd die for me
Give to me, give to me
Why won't you live for me

Ex-Factor, Lauryn Hill

terça-feira, julho 04, 2006

Español

Ontem foi a 1ª aula de español, muy bueno!
Sabe bem voltar a estudar, por vontade, não por obrigação. Arrastei e mana Sara e a amiga Mafalda para fazer o curso intensivo no Instituto Español, durante este mês de Julio. É engraçado ser uma turma muito heterogénea, com 12 pessoas de cursos diferentes, 2 de Odivelas, 2 do Barreiro, 2 da Costa da Caparica (eu sou semi), 2 de Almada, uma de Évora, um do Porto, um brasileiro. Engenheira Informática e de Ordenadores (yo), de Montes (Florestal, Sara), Assistente Social (Mafalda), depois temos enfermeira no IPO, antropologia, nutricionista, marketing, publicidade, ambiente, civil/construções, arquitecto, errr… não decorei todos.
Falamos portunhol, a professora de Madrid entende e corrige os errores.
O tempo passou rápido, rimos e aprendemos coisas novas.
Para mim tem a vantagem de sair do trabalho pelas 19 e picos, depois de negociar. A ver se consigo cumprir o horário.
Lunes, martes, miércoles, jueves, viernes, sábado e domingo. Muito parecido com o francês, vou-me baralhar toda!

JM

segunda-feira, julho 03, 2006

Roubado

"Num mundo que eu raramente compreendo, existem ventos de destino que sopram quando menos os esperamos. Por vezes sopram com a violência de um furacão, outras vezes mal os sentimos no rosto. Mas os ventos não podem ser negados, trazendo como muitas vezes trazem um futuro impossível de ignorar."

Nicholas Sparks

(roubado do blog Um Tempo Novo)

JH

quinta-feira, junho 29, 2006

Com um nó na garganta

Era apenas uma notícia. Um grupo de antigos presos da PIDE na cadeia do Aljube vão defender, no sábado, que aquela prisão seja transformada num museu da resistência à ditadura.
Depois, comecei a reunir números de telefone e, do outro lado, ouvia as descrições, as memórias de quem conheceu o Aljube, Caxias, Peniche e o Tarrafal. De quem foi torturado na António Maria Cardoso, três noites sem dormir. Relatos dos espancamentos, da memória que é a única companheira, da felicidade de ver os pombos a construir um ninho, ou vislumbrar a rosácea de pedra da Sé.
Ouvi-os, com um nó na garganta.

Lisboa/Aljube: Memórias de quem passou pela "mais sinistra prisão do fascismo"


Por Joana Haderer, jornalista da Agência Lusa

Lisboa, 29 Jun (Lusa) - António Borges Coelho, historiador e antigo preso político no Aljube recorda que passava o tempo a organizar imaginários jogos de futebol: "A perna esquerda era o Sporting, a direita o Benfica".
"Tinha um botão no chão e jogava, mas quase não podia mexer as pernas", descreveu à Lusa o historiador e membro do movimento cívico "Não Apaguem a Memória!" que quer transformar a antiga prisão do Aljube num museu da resistência ao fascismo.
Na cadeia do Aljube, perto da Sé, onde agora funciona o Instituto de Reinserção Social, permaneciam os presos políticos que estavam a ser interrogados na sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso.
Encarcerado em 1956 durante seis meses nos "curros", que descreve como celas do comprimento do seu corpo e da largura do tronco "mais um braço estendido", Borges Coelho, então com 26 anos, entretinha-se os seus imaginários jogos de futebol.
O antigo preso político lembra as "mantas horrorosas, que não eram lavadas" e que "guardavam vestígios de esperma de vários presos, que se foram acumulando".
"No isolamento, o tempo escoa-se e nós vivemos unicamente da memória, que atinge níveis completamente incríveis", diz.
Acusado de pertencer ao PCP, "o que por acaso até era verdade", Borges Coelho não chegaria aos seis meses de isolamento, já que o seu débil estado de saúde, depois de recusar a "comida quase podre, intragável", obrigaria a um internamento na enfermaria da cadeia.
No meio das "piores recordações" que tem do Aljube, Carlos Brito, antigo dirigente do Partido Comunista Português e actual membro do movimento Renovação Comunista, guarda uma memória "muito positiva":
a do dia 25 de Maio de 1957, em que conseguiu fugir da cadeia, acompanhado por outros dois companheiros.
Depois de serradas as grades, os presos percorreram um algeroz "muito estreito" no último andar do edifício, "com grande dificuldade de equilíbrio", desceram a pulso um vão de seis metros por uma corda de lençóis, caminharam sobre dois telhados, saltaram as águas-furtadas e atingiram o chão com uma escada ali colocada.
"É a cadeia que simboliza a repressão da ditadura de uma maneira mais evidente e mais gritante. Por isso senti tanta alegria quando consegui fugir", descreveu à Lusa.
Naquele lugar, que recorda como a cadeia "mais sinistra", Carlos Brito esteve em três ocasiões distintas, entre 1957 e 1959, a maior parte do tempo "incomunicável e em isolamento".
Numa das vezes, após ter sido espancado, ficou durante dias "sem colchão nem cobertores nem qualquer espécie de agasalho, em cima de um bailique (tarimba) de madeira". "Ali se passaram dos momentos mais lancinantes. Lembro-me de ver companheiros que não conseguiram resistir e estavam ali à beira do suicídio", conta.
O historiador José Manuel Tengarrinha observou uma dessas situações: quando, em 1961, regressou de um interrogatório na sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, encontrou as manchas de sangue do seu companheiro de cela, que se suicidara cortando as veias.
Tengarrinha sublinha que o Aljube era "a pior prisão do fascismo", onde permaneciam "em condições indescritíveis" os presos políticos que se encontravam em fase de interrogatório.
"Era duríssimo", garante.
"As condições eram concebidas de propósito para desmoralizar os presos", afirma, lembrando a "angústia" que sentia quando ouvia a carrinha da PIDE a chegar, sem saber se seria o próximo a ser levado para "a António Maria Cardoso".
Nos "curros" durante um mês e meio, Tengarrinha, então com 30 anos, passava a tempo a fazer peças de damas com miolo de pão, que usava para jogar sozinho.
"Houve uma barata que entrou na cela. Conservei-a como uma amiga, uma companheira, o único ser vivo que estava ali comigo", conta.
A única vez que fumou foi durante o isolamento no Aljube, durante cerca de um mês, recorda o socialista José Medeiros Ferreira.
"Não podia ler, não podia sair da cela. Tinha uma grande variação: fumava às 09:00, às 10:00, às 11:00, às 12:00 e, no dia seguinte, às 09:30, às 10:30, às 11:30", descreve com alguma ironia.
O antigo ministro do PS esteve três meses no Aljube, entre 1962 e 1963, acusado de realizar "actividades subversivas contra a segurança do Estado".
O antigo preso afirma que "a maior violência do isolamento é em termos psicológicos", por não haver nada para fazer.
Naquele período, a sua única companhia eram as vozes de "uma menina que cantava canções populares e a de um preso que cantava o 'Menina Estás à Janela'".
Mais tarde, na sala comum, Medeiros Ferreira e os companheiros "iam ao cinema" todas as noites, com cada preso a relatar aos outros um filme que tivesse visto.
Na primeira vez que foi preso no Aljube, em 1934, Edmundo Pedro tinha apenas 15 anos e chegou a partilhar uma cela com o seu pai. Voltaria àquela prisão mais duas vezes, a última já com 43 anos, após o assalto ao quartel de Beja, uma tentativa de golpe falhada ocorrida em 1961.
Edmundo Pedro, hoje com 87 anos, atribui à "determinação, à auto-confiança e à imaginação" a força para suportar o isolamento: recordava os livros que tinha lido, fazia cálculos matemáticos.
Através de uma abertura de um dos "curros" onde permaneceu, conseguia ver a Sé, onde observava os pombos a fazer os ninhos, as pombas a ter os ovos, os borrachos a nascer.
Mais tarde, foi levado para outro "cubículo", ao lado do qual estava um companheiro com quem jogava damas, apesar da parede que os dividia.
"Riscávamos a tabela do xadrez no chão e depois, com um código de batidas na parede, fazíamos um jogo", afirma.
Apesar da dureza da cadeia, Edmundo Pedro acredita que "não há heróis".
"Perante as situações, as pessoas não têm outro remédio senão adaptar-se. Por duas ou três vezes ouvi pessoas a berrar, devem ter enlouquecido. Mas a maior parte das pessoas acaba por resistir".

JH.
Lusa/Fim

Arranjar ou não as unhas (Para mulheres e não só)

Ir ao Brasil e não fazer manicure e pedicure é desperdiçar oportunidades. Lá, estas “operações” são muito bem feitas e muito mais baratas que cá, paguei menos de 4eur por cada arranjo.
Aqui fazem distinção de preço, que sobe consideravelmente se for para os pés. E o preço dos vernizes… muito menos de metade!
Massagens, cremes, lima, verniz, cócegas nos pés.
Tratamento de beleza que nos faz sentir femininas.
Gosto de ter as mãos arranjadas, fica bonito, ajuda a dar confiança. Mas depois é muito chato porque temos de ter cuidado para não estragar o raio do verniz. Não combina muito com lavar a loiça, cozinhar, abrir frascos, tampas, etc. E quando o estado já está lastimável, tem de se tirar o verniz. Seca!
Voltar a colocar é sempre uma aventura que requer experiência e dá sempre azo a asneiras. (Bolas, ainda não estava seco!)
Nos pés é mais giro porque dá menos trabalho e dura mais. As unhas crescem mais devagar, nota-se bem. E como andamos com meias ou dentro dos sapatos, o risco de estragar é menor. E como também não se olha muito fixamente para os pés das pessoas, se uma unha tiver uma falhazinha, a probabilidade de se notar é baixa. E eles merecem, suportam todo o nosso peso todos os dias, devíamos mimá-los!
No salão de beleza onde arranjei as unhas estavam dois homens a arranjar as mãos. Não confirmei, mas a intenção não seria pôr verniz. Simplesmente tê-las cuidadas.
Mãos com unhas roídas são do mais feio que há. Cheias de peles, sujas e com manchas, idem.
E assim quando usamos chinelos ou sandálias minimizamos o pensamento “os meus pés são tão feios”…

JM

Chinesices - a sequela

Então foi assim:

O jantar da associação de comerciantes luso-chinesa foi no Hua Ta Li, na Rua dos Bacalhoeiros, só com a presença do embaixador chinês e, pela Câmara de Lisboa, o Carmona, o Fontão de Carvalho (vice-presidente) e o embaixador (sabiam que a Câmara tem um?!).
Muitas declarações, muitas garantias de que os restaurantes chineses são muito bons e depois comidinha... nada!
Os senhores jantaram - tudo e mais alguma coisa - e os jornalistas que se f*&%#...

A Joana - que ia toda feita a pensar que ia jantar um grande repasto chinês e que por isso não comia nada desde o lanche - chegou ao balcão e pediu um chop suey de gambas (desculpa, JM, ainda não foi desta!) .
A dose chegou em menos de cinco minutos e eu mudei de ideias - sentei-me e, enquanto conversava com uns colegas da SIC, lá se foi o chop suey.
Quando fui pagar, recebi esta resposta: "Patlão está pago!".
Ok, agradece aí ao patlão forreta.
Os gajos lá em cima a comer lagosta e eu contentei-me com um chop suey - que nem sequer estava nada de especial...
Jornalista sofre!

JH

terça-feira, junho 27, 2006

O tapete joaninhas

Quando vemos listagens de nomes de pessoas, há sempre uns e outros muito estranhos que nos fazem rir. Mas é engraçado ter um nome associado a um bichinho que é simpático e está associado ao ambiente saudável e naturalmente biológico (só se encontram joaninhas em locais sem poluição e pesticidas). Cultivo o gosto com alguns acessórios.
Quem nos visitar fica a conhecer o nosso tapete!











JM

segunda-feira, junho 26, 2006

Chinesices (comentado)

Respeito a tua opinião, como é óbvio, mas faz-me comichão as ideias fixas.
A mania de que os restaurantes são todos iguais, que a comida e ementa é sempre a mesma.
Quem puder que experimente o do casino, que é mais fiel ao oriente. Eu nunca fui mas a minha mãe confirma.
Mas já comi no outro lado do mundo e sei que quase nada tem a ver.
Pelo menos variem da galinha com amêndoas, porco doce e pato à pequim!
Experimentem cogumelos chineses, bambu, algas (são alfaces do mar!), rebentos de soja, líchias, rambutan...
Se conhecesse um local onde houvesse Dim Sum... que maravilha! Só é preciso perceber o que se está a comer para se escolher o que se gosta mais. A Mafalda confirma que é do melhor!
Tenho saudades de comida chinesa. Isto de estar a viver sem a mamã também tem as suas desvantagens...
A comida japonesa é considerada muito mais fancy... Não conjuga conjuga com a máxima de que para aqueles lados são todos iguais! Orientem-se!
:oD

JM

Orgulho nacional

Outros desportos deveriam ser mais valorizados. Temos a Vanessa Fernandes a ganhar triatlos por várias vezes em diversas competições e pouco se fala! Para não falar dos jogos paralímpicos em que ganhamos sempre várias medalhas de ouro, sempre mais que nos jogos mais populares, com atletas completos e financiados.
Mas o aspecto cultural conta muito e o futebol é o desporto rei que arrasta a sociedade.
Quero uma tshirt de PT que seja bonita! Já vi umas pessoas com umas tshirts verdes ou vermelhas e com a esfera armilar em grande. Onde se compram?
É o orgulho, aliado ao reconhecimento de que se fazem manhas, simulações e faltas desnecessárias. Qual putos em idade escolar, facilmente perdem o controlo e começam aos empurrões e pancada (não vi a cabeçada do Figo!).
Enfim, espero que o jogo de sábado seja tão emocionante como o do Euro2004, com o mesmo resultado vencedor, claro.
Será que devia colocar outra bandeira? Pelo menos compôr esta, era falta de fio...














JM

Chinesices

Amanhã vou fazer a cobertura de um jantar promovido por restaurantes chineses para "limpar a imagem", depois das imagens desgraçadas que as tvs passaram em Março durante as inspecções da ASAE.
O presidente da Câmara de Lisboa e diplomatas vão estar neste jantar, que se adivinha um verdadeiro banquete, com múltiplos pratos para mostrar que os chineses são muito asseadinhos.

Para amanhã prometo a descrição minuciosa do festim chinês.
Se não tiver apanhado uma intoxicação alimentar, claro!
(ehehehehe - depois deste post, a Joana mata-me!!!!)

JH

quarta-feira, junho 21, 2006

Ao telefone

- Boa tarde! Sou jornalista da Agência Lusa. Queria falar com o senhor presidente, por favor.

- (depois de um silêncio) Da República?

- Da República? Não, da Junta de Freguesia de Alcântara.

- Mas é que ligou para a Presidência da República.

- Ah, foi engano. Desculpe.

(gargalhada geral na redacção. e só voltei de férias há três dias...)

JH

segunda-feira, junho 19, 2006

A rentrée

Depois das férias custa sempre, mas hoje custou menos do que no regresso após NY. Provavelmente foi porque as férias não foram especialmente marcantes ou sensacionais.
Fui para o Brasil com os papás, Salvador, Bahia. Muita comida boa, muito doce, muito pesada, excelentes frutas, sucos, côcos. Mas infelizmente choveu todos os dias, só fez sol durante umas 4h durante a semana toda. De modo que nem deu para um único mergulho, nem na piscina nem na praia. Raio da chuva!
Para os próximos dias relato as curiosidades que detectei na cidade, nos brasileiros, no ambiente, nos costumes. Acho piada a estas crónicas.
Ninguém me quer contratar? Eu viajo e depois retrato os locais, pessoas e culturas! Eu gostava, hehehe.

Acho que por cá foi o mesmo, chuva para o pessoal. Mas hoje... calor! Oh S. Pedro, és responsável pela "depressão" dos tugas na semana passada e nesta que começa!
No próximo fds vai fazer sol, não vai? A começar na 6f! Please!

JM

sábado, junho 10, 2006

Caminho Primitivo?

Las Bienaventuranzas del peregrino.

1.
Bienaventurado eres, peregrino, si descubres que el camino te abre los ojos a lo que no se ve.

2.
Bienaventurado eres, peregrino, si lo que más te preocupa no es llegar, sino llegar con los otros.

3.
Bienaventurado eres, peregrino, cuando contemplas el camino y lo descubres lleno de nombres y de amaneceres.

4.
Bienaventurado eres, peregrino, porque has descubierto que el auténtico camino comienza cuando se acaba.

5.
Bienaventurado eres, peregrino, si tu mochila se va vaciando de cosas y tu corazón no sabe dónde colgar tantas emociones.

6.
Bienaventurado eres, peregrino, si descubres que un paso atrás para ayudar a otro vale más que cien hacia delante sin mirar a tu lado.

7.
Bienaventurado eres, peregrino, cuando te faltan palabras para agradecer todo lo que te sorprende en cada recodo del camino.

8.
Bienaventurado eres, peregrino, si buscas la verdad y haces de tu camino una vida y de tu vida un camino, en busca de quien es el Camino, la Verdad y la Vida.

9.
Bienaventurado eres, peregrino, si en el camino te encuentras contigo mismo y te regalas un tiempo sin prisas para no descuidar la imagen de tu corazón.

10.
Bienaventurado eres, peregrino, si descubres que el camino tiene mucho de silencio; y el silencio, de oración; y la oración, de encuentro con el Padre que te espera.


Encontrei este texto num site sobre o Caminho de Santiago, enquanto recolhia informação sobre o Caminho Primitivo, que espero fazer em Outubro.
Faltam menos de 4 meses, que vão passar a correr.
Desta vez, tenho mesmo de me preparar fisicamente, porque são 330 km por montanhas, com etapas de 35 km num só dia. Mal posso esperar...

Estas "bem-aventuranças" fizeram muito sentido, para mim.
Recordo-me de, no último dia do Caminho Português (que eu e o Hugo começámos, em Valença, há precisamente um ano), o Alexandre, do Porto, e o Robert - um inglês que fez a Via da Prata, de 1.200 km - terem ficado à nossa espera, numa curva num bosque, para nos avisarem que ali havia uma fonte escondida de água fresca. Ante a iminência de entrar na Catedral, que estava a uns 4 km, eles preferiram ficar à nossa espera, só para nos dar essa boa novidade. (Água fresca é uma excelente notícia durante o Caminho... Aprendemos a ser felizes com as coisas mais básicas.)

Lembro-me também que nos desencontrámos das espanholas e do Robert, e que fizémos uma segunda entrada na Catedral só para podermos estar com eles.
Era bom estarmos ali com os nossos companheiros, que conhecíamos há dias, mas com quem partilhámos emoções tão especiais.
Uma peregrina, a Pilar, de Málaga, é companhia certa para o próximo caminho.

JH

sexta-feira, junho 09, 2006

Último post de NY

Antes de sair de Washington ainda fomos à descoberta do Pentágono, esse edifício tão característico e conhecido, cheio de seguranças e burocracias. Tirei fotos a partir do carro, espero não ser denunciada ou presa por isso. Ainda parámos mas disseram que não se podia fotografar, era proibido dentro da zona que era a “reserva não sei quê”.
A caminho de Philadelphia, vamos acompanhando as indicações da auto-estrada com os anúncios das marcas como “esta tem MacDonalds”, “esta não tem Starbucks” que dá sempre jeito. E é giro ver estações de serviço a meio da auto-estrada, que se torna perfeitamente adaptável para ambos os sentidos, entra-se é pela faixa da esquerda, mas poupa-se em infra-estruturas e recursos! Também possibilita a inversão de sentido, para quem está enganado, embora não saiba como lidam com as portagens. Aquilo era esquisito, ora ticket ou pagamento fixo de 2 e 3 dólares.

Descobrir uma cidade sem mapa nem indicações, com escassas imagens do filme e de concertos do Live Eight.

Em busca de um mapa, percebemos que não era preciso, o sentido de orientação funciona, a cidade é pequena, ruas direitas, numeradas e tinha uns sinais fantásticos e muito úteis que facilmente nos localizavam na área e ruas onde estávamos. Um exemplo a seguir!
Os donuts eram mais baratos!

Percebemos que tínhamos de ver o Liberty Bell, cheio de história e orgulho para os americanos, e fomos obrigados a tirar uma foto com os 2, em que se via claramente a “crack”, racha que silenciou o sino, para sempre, quando tocava por ocasião de um aniversário de um presidente.
Mais jardins, esquilos, gelados maravilhosos, organização e simpatia. (a nossa bandeira é a 3ª a contar da esquerda!)

No total fizemos 550milhas =~ 885,1392km, sem mapas de estradas e com o jeito desenrasca do tuga.

Agora vê-se a cidade de modo diferente quando aparece na tv, seja no CSI (que não vejo muito porque sou assumidamente impressionável por aquelas coisas que metem medo), no SATC ou nos filmes. A mesma sensação de quando se vêem novelas brasileiras e aparece o Rio de Janeiro.
Deviam ser destinos mais baratos e mais perto! Assim ia-se num fds para matar saudades…

Assim que cheguei (depois de dormir), bacalhau com grão! Tornou-se tradição familiar, depois de regresso de férias, onde geralmente se comem porcarias, nada com o típico amigo regado com muito azeite!

JM

quinta-feira, junho 08, 2006

Para a minha mana

Eis a voz do meu amado!
Ele aí vem, transpondo os montes, saltando sobre as colinas.
O meu amado é semelhante a uma gazela
ou ao filhinho da corça.
Ei-lo detrás do nosso muro,
a olhar pela janela, a espreitar através das grades.
O meu amado ergue a voz e diz-me:
"Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem.
Minha pomba, escondida nas fendas dos rochedos.
ao abrigo das encostas escarpadas,
mostra-me o teu rosto, deixa-me ouvir a tua voz.
A tua voz é suave e o teu rosto é encantador".
O meu amado é para mim e eu sou para ele.
Ele disse-me:
"Grava-me como um selo no teu coração.
como um selo no teu braço,
porque o amor é forte como a morte
e a paixão é violenta como o abismo.
Os seus ardores são setas de fogo, são chamas do Senhor.
As águas torrenciais não podem apagar o amor,
nem os rios o podem submergir".

Leitura que vou fazer amanhã, na cerimónia do casamento da minha irmã, a quem desejo toda a felicidade do Mundo.

JH

quarta-feira, junho 07, 2006

Washington DC

Chegámos a Washington e estacionámos com as moedas que tínhamos, que não chegavam para o tempo máximo e arriscámos uma multa. Os parquímetros eram “personalizados” ao lugar, e o tempo ia decaindo até chegar a zero. Portanto, sem papel ou talão dentro do carro com a hora limite, se o parquímetro estiver a zeros, não há desculpa!

As passadeiras para peões são fantásticas, têm dois ecrãs: um com o boneco que altera entre cor verde e vermelha, o outro regista os segundos que restam para os peões passarem com verde. É muito bom! Chegamos ao cruzamento ou a meio da estrada e sabemos precisamente quanto tempo temos para atravessar a rua. É a minha invenção citadina preferida! E dependendo das ruas, o tempo é maior ou mais reduzido até chegar o boneco vermelho. Queremos isto em Lisboa!

Conseguimos dar com o turismo, cheio de segurança e polícias, detector de metais, revista a toda a gente que passa. As ruas são também muito paralelas e perpendiculares, mas para além de serem nomeadas com números, também tinham letras, Avenida B, Rua J.

A cidade é cheia de monumentos, parece que foi construída toda ao mesmo tempo com edifícios grandiosos, ministérios a parecer a assembleia da república, museus imponentes, jardins saudáveis, espaços verdes e harmoniosos. Ao mesmo tempo que é toda certinha e regular, homogénea, também lhe falta a componente cosmopolita que NY tanto revela. Mas a sobriedade coincide com o carácter sério da cidade, governo, conselhos, tribunais, presidência, memoriais.

Vimos a casa branca, o obelisco, o memorial do Lincoln, o Capitólio, memoriais, mil monumentos brancos e imaculados.


Entre o Lincoln e o Capitólio, a extensão de espaço verde estava quase inteiramente ocupada por jovens, estudantes, famílias e grupos de pessoas a apanhar sol, brincar, em equipas mistas, baseball, raquetes, kickball… O “misto” era frequente, rapazes e raparigas a jogar em conjunto, sem aquela ideia do “ai raparigas não, são fracas”. O kickball… não percebemos bem mas envolvia obviamente pontapés numa bola. Parecia baseball com chuto do pé em vez de tacada na bola. Mas é uma coisa levada a sério! www.kickball.com

Terminámos o dia com muitos quilómetros nas pernas e a morrer de fome. Numa estação de comboios com lojas e ambiente muito agradável, jantámos iguarias asiáticas. As lojas fechavam cedo e fiquei com a ideia de que a cidade vivia mais para o trabalho, levantar cedo e deitar cedo!

JM

domingo, junho 04, 2006

Estivémos lá! (RiR)

Os festivais de Verão, o calor, a música, o pó, as jolas fresquinhas, o convívio, o pó, a malta jovem, dançar ao ar livre e o pó.
Ontem fui ao Rock in Rio e gostei! Os bilhetes eram caros mas o pai Mota ganhou um com uma frase da Sagres Shoppe e conseguiu arranjar outros para as filhotas e respectivos.
O espaço é enorme, mas havia muita gente. E muito pó, pois claro. Copázios de meio litro de cerveja, muitos patrocínios com passatempos e oferta de brindes, muita malta com cabeleiras rosa do BCP, cabelos com penteados estranhos e com cores, pufs e dedos indicadores insufláveis.
Foi giro, o ambiente era muito fixe, estava calor e sabe bem dançar e ouvir música ao ar livre.

A casa de Lego do MSV com a Dra Mafalda a coordenar as operações de montagem (e desmontagem) da casa.


Para quem gosta de aviões, este local era espectacular. Os aviões passavam mesmo por cima de nós e aterravam na pista que aqui se vê (atrás do camião). Via-se a pista toda e a aterragem toda... Muito fixe!


Tenda electrónica. Obviamente que a Mafalda estava a beber sumol e eu pepsi!

E agora queria ir ao SuperBock mas... quem raio teve a ideia de programar o festival para meio da semana? A malta trabalhadora sofre!

JM

quinta-feira, junho 01, 2006

Feira do Livro

Ontem fui cumprir o hábito de há muitos anos, ir à feira do Livro. Os stands vão aumentando, diminuindo, mais para cima ou para baixo, mais cedo ou tarde no calendário, com mais calor de dia ou fresco da noite.
Livros, ler, folhear, capa dura, capa flexível, novos, usados, em saldo.
Tive de comprar mais uns livros para acrescentar à minha extensa lista e prateleira de fila de espera. Cada vez que compro um… vou ler! Depois tenho de o arrumar e vejo os outros companheiros, tristes por ainda não terem sido lidos. Uns romances, outros técnicos, de contos, capítulos, mais ilustrados, biografias, de um certo autor preferido, os clássicos. Tenho mais de 20 livros em fila de espera e continuo a comprar mais…

JM

terça-feira, maio 30, 2006

VIPs

Numa cidade tão cosmopolita, era frequente ver limousines e carros com vidros fumados. Na TV vi que o George Clooney que estava em NY mas não tive a sorte de o ver na rua… Acho eu, porque até me posso ter cruzado com ele numa limousine, ou com a Madonna…
Os VIPs são pessoas normais, mas por serem ou ficarem conhecidas tornam-se pessoas normais mas de referência. Eu também gosto de ler coisas sobre eles, gosto do par Jolie&Pitt, e a criança deles deve ser muito bonita, a avaliar pelos genes que vai herdar… gosto de actores e músicos. É giro vê-los, “olha tá ali o Granger” que foi ao mesmo cinema que nós no Domingo.
Conheço algumas pessoas que aparecem em revistas e já presenciei cenas de fãs que são estranhas, incomodativas. Ao princípio parece engraçado, mas quando uma pessoa não está para aí virada ou os fãs não têm a sensibilidade suficiente de respeitar a pessoa e o seu espaço, torna-se chato.
Mas “estrelas” internacionais ainda tem uma “excitação” maior. Uma coisa é ver as nossas bandas e músicos em concertos. Actores já é mais difícil mas…
Estávamos no MOMA e o Pedro diz “olha quem está ali de chapéu”. Era o Colin Farrel! Acompanhado com uma menina, acho eu desconhecida, ambos de chapéu, e depois aos beijos num banco. Num museu, estar de chapéu de coco chama a atenção… mas pronto, é apreciador de arte, só lhe fica bem ao temperamento algo conflituoso.
Na loja de brinquedos FAO Schwartz estava o Ron, do Harry Potter. Perfeitamente cenourinha, cara de adolescente, com o pai, a ver uns bonecos. Até apetecia ir falar com ele, do género, “olá, gostamos de te ver nos filmes, fazes um bom trabalho”, todos nós apreciamos elogios de apoio. Mas bolas, não nos conseguimos lembrar no nome verdadeiro dele. Do Harry e da Hermione ainda sabia-se mas o Rupert Grint… O Pedro até queria tirar uma foto com ele, mas era chato. “Olá Ron”, coitado, não se chama Ron.
Imaginar o príncipe William na rua a sair à noite, a Gwyneth a passear os filhotes, a Mischa às compras… nem podem fazer vida normal sem óculos escuros e chapéus. Se não os têm é porque são feios ou desleixados sem maquilhagem ou com cara normal de quem saiu da cama. Se os têm é porque dão nas vistas.
Fazem parte da sociedade, diferenciam-se. E nós gostamos.

JM

segunda-feira, maio 29, 2006

Sobre a praia na Costa, no fim-de-semana

I got bugs
I got bugs in my room
Bugs in my bed
Bugs in my ears
Their eggs in my head
Bugs in my pockets
Bugs in my shoes
Bugs in the way,
I feel about you
Bugs on my window
Trying to get in
They don't go nowhere
Waiting, waiting...
Bugs on my ceiling
Crowded the floor
Standing, sitting, kneeling...
A few block the door
And now the question's:
Do I kill them?
Become their friend?
Do I eat them?
Raw or well done?
Do I trick them?
I don't think they're that dumb
Do I join them?
Looks like that's the one
I got bugs on my skin
Tickle my nausea
I let it happen again
They're always takin' over
I see they surround me, I see...
See them deciding my fate
Oh, that which was once...
was once up to me...
Now it's too late
I got bugs in my room...
one on one
That's when I had a chance
I'll just stop now
I'll become naked
And with them...
I'll become one

("Bugs", Vitalogy, Pearl Jam)

PS - ó bichinhos, vão-se lá embora, que a malta quer ir prá praia ouvir os Poff Poff ao pôr-do-sol e curtir os anos da Loira!!

JH

sexta-feira, maio 26, 2006

Mescla de culturas

No último dia fomos para o Harlem, à aventura, para assistir a uma missa com Gospel. Nenhum de nós é particularmente crente, mas fazem-se tours turísticas para ver as cantorias e é algo realmente diferente. Já fui a missas cá em Portugal, e a JH foi recentemente a uma e disse que os cânticos eram projectados na parede para serem seguidos, muito à frente!
Lá fomos a uma avenida e escolhemos uma igreja que tinha alguns turistas à porta, mas sem ser um autocarro inteiro deles. Era digno de filme, ou como nos filmes. As pessoas todas vestidas com roupa de domingo, vestidos e fatos completos, os miúdos direitinhos, elas com vestidinhos e eles com fatos de tamanho grande a parecer que eram dos pais ou manos mais velhos, senhoras de chapéus e grandes unhas, todos aperaltados como já é raro ver. As senhoras que cantavam e a senhora do piano tinham uma batina cor lilaz. Enquanto cantavam, andavam compassada e lentamente, acompanhando o ritmo com palmas.
Deram-nos um plano da missa, com os números dos capítulos e parágrafos a ler e cantar, as partes constituintes do período religioso. Era engraçado mas foram duas horas compridas e estranhas.
O padre estava muito entusiasmado, gritava e ecoava os ámen e aleluia assim repetidos, tipo “ámen-amen-amen” e “aleluia-aleluia!”, e saltava por detrás do seu “posto” (confesso que o meu vocabulário para este tema não é muito rico).
Por várias vezes solicitaram a contribuição, ora com os miúdos e senhoras que vinham com os cestos, ora por as pessoas se levantarem e depositarem as ofertas num recipiente maior. Suponho que seriam para várias causas, mas nós só contribuímos uma vez.
Houve a parte em que todos os visitantes se apresentaram, brasileira, espanhol, franceses, italianos, suecos e portugueses, claro. Engraçado o encontro de culturas, mas éramos todos turistas, nem todos entraram no início e muitos saíram antes do fim.
No tal plano havia indicação para rezar pelos doentes, e tinha o nome das pessoas que estavam doentes nessa semana. Depois para rezar pela igreja todos os dias às 18h. E como a igreja fazia anos na semana seguinte, pediam a contribuição de todos com cento e tal dólares (já não me lembro do número exacto), mas se pudessem para dar o dobro, e tinha escrito os duzentos e tal que faziam o dobro. Pois…
Levanta, senta, levanta, senta, lê, levanta, discursa, senta, sermão (súbito sono partilhado por todos), levanta, cumprimenta, senta, levanta…

Depois da missa fomos comer. O Harlem era inquietante, e a oferta de locais de comida era estranha. À aventura, entrámos num de comida senegalesa, acho que era isso, tipo afro-american. Tudo era muito picante, estranho, falavam francês com pronúncia africana, não quisemos questionar o aspecto da cozinha nem a descodificação de todos os ingredientes. Mais uma experiência!

JM

quinta-feira, maio 25, 2006

Compras

Um íman aqui, um postal ali, uma tshirt pa mim, outra pa amiga, um museu, um livro… e de repente já se foram os dólares todos, que raio, não comprei nada de especial!
Já há muitos anos que tenho o hábito de apontar as despesas, precisamente para perceber onde foi gasta a moeda estrangeira, que flui rapidamente.
Ainda não encontrei outro país ou cidade com tantos centros comerciais como em Lisboa/Portugal. Nos países nórdicos, nem auto-estradas nem centros comerciais. De resto, o comércio é quase sempre praticado em lojas de rua, mercados e afins. Como a Baixa ou Guerra Junqueiro mas sempre em grandes escalas.
Em Londres existe a enorme Oxford Street. Em NY existem várias avenidas gigantes, sempre em escala maior. A 5ª avenida, a Madison, a Park, a Lexington, a 42ª, a 8ª, a Broadway…
Lojas e lojas, algumas marcas conhecidas, como a Gap ou a Timberland, são bastante mais baratas. E há muitas outras diferentes, alternativas, grandes, cheias de coisas giras onde qualquer um se perde. Sempre mais oferta do que as lojas do costume que encontramos cá.
E os horários de abertura são alargados, domingo de tarde está tudo aberto, o supermercado local fecha muito tarde, MacDonalds abertos 24h…
Pela Diana sabe-se que gozam menos férias. Sabe-nos bem os 22 ou 25 dias por ano, temos sol, gostamos de praia. Mas também se sabe que os níveis de produtividade tuga ficam aquém das expectativas ou níveis desejados…

Quando se está no estrangeiro, a passear durante todo o dia, há sempre o dilema de onde satisfazer as necessidades básicas, o xixi. É sempre chato ter WCs públicos mal-cheirosos, sujos ou a pagar. Um aspecto curioso em NY é existirem WCs nas lojas. Elucidada pela Diana, estava numa Barnes & Noble (milhares de livros para comprar!) e vai de perguntar se tinha Toilets. Pois claro que sim. Weird, mas muito funcional!
E costumam ter o aviso escrito de que os empregados devem lavar as mãos “after use”. Pois claro que sim, mas fica a lembrança! Viva a higiene!
Entrámos na Tiffanys só para ver. E havia pessoas “finas” em fila de espera para o elevador. Ficámos com a sensação de que existiriam outros andares destinados a pessoas mais selectas e endinheiradas…
Fomos à FAO Schwartz. A mega loja de brinquedos que tem o piano no chão, tocável com os pés, com luzes a acender. Quem viu o filme “Big” com o Tom Hanks, sabe qual é. Havia uma fila de miúdos descalços para brincar no piano. Também queria!...
Relojoarias é coisa que não se vê, como aqui temos às dezenas nos centros comerciais, por isso não percebi onde eles compram os relógios. Havia zonas só de joalharias, cheias de rabis, onde existiam relógios mas dos categoria jóia, como Rolex’s e afins.
Poupa-se no alojamento (Obrigada Diana e João!) e gasta-se nas lojas, em comida, transportes, diversão e afins.

O tal edifício de golf, cheio de varandas abertas para mandar umas bolas com vista para o rio...


JM

quarta-feira, maio 24, 2006

Americanices (parte 2)

Apesar de por vezes parecerem um bocadinho “básicos” ou “duh”, os americanos são simpáticos. E claro, muito nacionalistas, bandeira, God Bless América, etc.
Uma vez estávamos no meio da rua a olhar um mapa e uma rapariga perguntou se estávamos perdidos e se queríamos ajuda. Já eu tive vontade de fazer isso mas…
Aconteceu-nos mais que uma vez sentarmo-nos no metro ou bancos públicos sem ser ao lado um do outro, porque não havia lugar vago, e as pessoas, ao perceberem que estávamos juntos, perguntam se querem trocar, levantam-se e cedem o lugar. Parece-me uma atitude muito simpática. E já tinha acontecido à minha mana quando ela lá foi em Outubro do ano passado (as fotos com data são dela).
Aqui, nos transportes, já vi pessoas a fingir que não vêem quando uma grávida procura lugar sentado.
“Não se deve generalizar”, foi a resposta da Odete Santos ao RAP (Ricardo Araújo Pereira, um gato fedorento), no programa Dança Comigo este Domingo, foi o máximo!
Mas pelos exemplos que temos, a amostra serve de opinião. Os “estadounidenses” são “sympas”.
Mas também são esquisitos. Via-se com cada um e uma, vestidos de maneira muito estranha, com aspecto descontraído diferente. Nos bairros de cada “nação” proliferam chinocas e italianos. Depois temos os “finos” Soho, Greenwich Village e o temível Harlem. Apesar de não ter visto nada de mau, estava receosa. E não nos aventurámos no Bronx. Chega a visão exposta pelos filmes!

Bandeiras em todo o lado, claro. Enjoo. A nossa só se vê mais por ocasião de europeus e mundiais de futebol. Temos pouco a cultura do nosso país e bandeira.

É absolutamente obrigatório reciclar. Os sacos do lixo dos prédios são revistos (bela profissão!) e se não for feita reciclagem, multa com eles! Apoiadíssimo! E por isso viam-se sacos do lixo transparentes (menos mau para o desgraçado da tarefa de ver o lixo dos outros).
É absolutamente obrigatório apanhar os dejectos caninos, os sinais da rua advertem para a situação e têm um “It’s the law!” em letras bem visíveis. CC, multas pesadas. Apoiadíssimo! Vivam as ruas livres de porcaria!

E o papel higiénico é mais largo. Pelo menos o da casa da Diana era. E porque não? Tem mais superfície para limpar e pronto. E as sanitas têm aquela forma que implica ter muita água (e tudo o resto que venha) visível num nível mais “próximo”.

Diferente não é necessariamente bom, nem mau. É diferente e a alternativa é sempre bem-vinda. Resistência à mudança? Existe sempre.
Eu até comprava o papel higiénico mais largo, mas o de cor preto da Renova de facto faz-me confusão. Mas é um best-seller em países ricos para hotéis de luxo!



A bolsa. A bandeira não engana!
















JM
ALWAYS ON MY MIND

Maybe I didn't love you quite as good as I should have,
Maybe I didn't hold you quite as often as I could have,
Little things I should have said and done,
I just never took the time.
You were always on my mind,
You were always on my mind.
Maybe I didn't hold you all those lonely, lonely times,
And I guess I never told you,
I'm so happy that you're mine,
If I made you feel second best,
I'm sorry, I was blind.
You were always on my mind,
You were always on my mind,
Tell me, tell me that your sweet love hasn't died,
Give me, give me one more chance to keep you satisfied,
If I made you feel second best,
I'm sorry, I was blind.
You were always on my mind,
You were always on my mind.

Ontem à noite, no Casino Lisboa, no espectáculo Wild Women Blues - Linda Hopkins, Maxine Weldon e Mortonette Jenkins, num tributo a Ray Charles. LINDO!

JH

terça-feira, maio 23, 2006

Mais americanices (parte 1)

Eles têm notas de 1 usd, as “singles”. E nós também devíamos ter! De 1 e 2 euros, que valem mais que 1 e 2 usd, porque em moedas desvalorizamos e achamos que é pouco dinheiro. Mas nos restantes países da moeda única, 1 e 2 euros para eles é de facto pouco dinheiro. Os arrumadores coitadinhos em vez de 100paus, recebem 1 eur que é o dobro!
E depois em certos sítios anunciam que não são obrigados a aceitar notas superiores a 20usd. Ok. Mas os turistas vão sempre prevenidos com notas de 100usd e isso pode ser um problema para as usar/trocar. Convém escolher certas lojas e usar com compras de montantes superiores a 20usd, mas mesmo assim eles olham desconfiados para a nota, passam a caneta ou testam na luz roxa.
É raro ter notas de 50eur na carteira, para não mencionar o olhar curioso quando se vislumbra uma nota de 100 ou 200eur. De 500eur nunca vi! Quem manda ter dinheiro alto em país de pouco capital?

A TV da casa da Diana & João era uma confusão. Requeria mais de 1min de instruções para perceber como se mudava de canal e aumentava o som. Centenas de canais, alguns nossos conhecidos, outros que não lembram ao diabo. Mas o pormenor de ter as séries de tv disponíveis para ver quando se quer é muito fixe. O episódio novo da série dá hoje, passado um tempo, no máximo no dia seguinte, está na lista e é só escolher para ver. Bem como os anteriores da mesma série, se os quisermos rever. Assim podemos ver quando tivermos disponibilidade em vez de ir a correr para casa porque está quase a começar ou nos esquecermos. Aqui já vai havendo qualquer coisa digital mas…

Um T1 em Manhattan é coisa para custar 1 milhão de dólares. Barato, portanto.
O hotel do Home Alone, onde o miúdo ficou e usou bem o serviço de quartos, vai ser transformado em apartamentos. Que também devem ser baratos pois claro, em frente ao Central Park…

De facto vê-se fumo a sair do chão, das tampas e grelhas de esgoto, respiradouros, tubos. É vapor, mas é estranho.
JM

segunda-feira, maio 22, 2006

Taxes & Tips

Os EUA estão divididos em estados, e infelizmente nem eles próprios os sabem com as respectivas capitais. Comprovei isso porque vi uns ímans (a minha colecção sempre em expansão e em exposição permanente no frigorífico) dos estados americanos. E até era giro levar ímans dos estados em que passei, mas a senhora quase nem me sabia responder em que estado é que estávamos, numa bomba de gasolina no meio de uma auto-estrada.
Os estados têm impostos diferentes, uns mais altos e outros mais baixos, uns de estado, outro de council e outro do costume.
A título de exemplo, em NY pagámos 1usd por um donut, que em Philadelphia custou 0,75usd. Mas como estavam em promoção, comprámos 3 por 2usd. Donut addicted!
Irrita nunca saber o preço final da compra, seja um café, uma t-shirt ou um postal.
A teoria defensora da coisa é que assim sabemos quanto o estado ganha com o produto, é o valor do tax. Aqui também sabemos porque vem na factura, embora ninguém as peça e pouca gente deve olhar para o valor do IVA, que nos come 21%.
Vemos os preços em usd, convertemos para eur e depois +- tax. Porque ainda por cima em algumas lojas pagava-se e noutras não, sem perceber porquê.
Há semanas e dias em que a roupa não tem tax, tipo saldos, é fixe! E na maioria das lojas de roupa só se pagavam tax para valores acima dos 120usd.

Depois há as gorjetas. Nos sítios, como os restaurantes, em que não tem tax, é “costume” deixar tip do valor dobro do tax. Isto se tivermos gostado do serviço, claro. Funciona, mas era muito frequente (para não dizer que era sempre) estar a contar as moedas para pagar o postal e depois era mais X, com um valor de tax de +-8,25%. É impossível uma pessoa estar sempre de máquina em punho a contar os tostões ao produto, para não falar em fazer as contas de cabeça!
Portanto os americanos devem estar habituados e não lhes deve fazer confusão nunca saber o preço certo das compras. Portanto não deve haver o caso do miúdo que encontra 10 cêntimos e vai comprar uma pastilha, porque os preços raramente são certos e nem ele vai saber o preço da pastilha.
Para umas coisas simplificam tudo, para outras…
LA COGIDA Y LA MUERTE

A las cinco de la tarde.
Eran las cinco en punto de la tarde.
Un niño trajo la blanca sábana
a las cinco de la tarde .
Una puerta de cal ya prevenida
Lo demás era muerte y solo muerte
a las cinco de la tarde.
El viento se llevó los algodones
a las cinco de la tarde.
Y el óxido sembró cristal y níquel
a las cinco de la tarde.
Ya luchan la paloma y el leopardo
a las cinco de la tarde.
Y un muslo con un asta desolada
a las cinco de la tarde.
Comenzaron los sones del bordón
a las cinco de la tarde.
Las campanas de arsénico y el humo
a las cinco de la tarde.
En las esquinas grupos de silencio
a las cinco de la tarde.
¡ Y el toro solo corazón arriba !
a las cinco de la tarde.
Cuando el sudor de nieve fue llegando
a las cinco de la tarde.
cuando la plaza se cubrió de yodo
a las cinco de la tarde.
la muerte puso huevos en la herida
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
A las cinco en punto de la tarde.
Un ataúd con ruedas es la cama.
a las cinco de la tarde.
Huesos y flautas suenan en su oído
a las cinco de la tarde.
El toro ya mugía por su frente
a las cinco de la tarde
El cuarto se irisaba de agonía
a las cinco de la tarde.
A lo lejos ya viene la gangrena
a las cinco de la tarde.
Trompa de lirio por las verdes ingles
a las cinco de la tarde.
Las heridas quemaban como soles
a las cinco de la tarde.
y el gentío rompía las ventanas
a las cinco de la tarde .
¡ Ay, qué terribles cinco de la tarde !
¡ Eran las cinco en todos los relojes!
¡ Eran las cinco en sombra de la tarde !

Frederico Garcia Lorca

sexta-feira, maio 19, 2006

Comida (americana) (segundo prato)

Os bagels são pãezinhos doces tipo pão de leite ou pão de deus sem a parte do côco. Deve ser o equivalente dos croissants franceses.
As bolachas com pepitas de chocolate ocupam várias prateleiras no supermercado, são boas, embora moles, mas com o dobro do tamanho das “normais”, tipo bolacha gigante.
Batatas fritas azuis e roxas. É verdade, eu pensava que a única cor de comida que não havia era azul (em bebida temos o blue curaçao) mas afinal existe! Faz confusão mas sabe a batata normal, e são colhidas na América do Sul e são mesmo assim. Se pensarmos um bocadinho, existem pimentos e maçãs em cor verde, vermelho e amarelo. Cenouras em cor-de-laranja e amarelas. E pronto, há batatas amarelas e azuis/arroxeadas.
É difícil encontrar comida saudável como sopas, iogurtes, normais, naturais!
As embalagens de leite são como em Londres, em gallons é certo, mas em garrafão com +- 3L. É prático.
A manteiga… não sei se comi manteiga nas torradas, aliás a própria embalagem dizia qualquer coisa como “tastes like butter” (Diana confirma no frigorífico o que diz, sff!).
Mas com o mix alargado de culturas, há restaurantes autênticos de chineses, japoneses, italianos, turcos, africanos, portugueses, franceses, espanhóis, etc etc.
É claro que o japonês é barato, ou pelo menos muito mais acessível e variado. Uma maravilha! E sempre era peixe, sem ser frito.
O raio do Starbucks nunca mais chega cá, com a sua oferta never ending de cafés e acrescentos finais de baunilha e canela e cacau e… mas já agora, tragam os donuts também!

JM

quinta-feira, maio 18, 2006

Olé!

Ninguém acredita: "Tu? Tu gostas de touradas?".
Aparentemente, não comer carne implica não gostar de touradas.
Para mim, gostar de touradas e ser semi-vegetariana é como dizer que não se consegue ver os touros a sofrer, mas depois regalar-se com um bifalhão com batatas fritas.
Incongruente? Sim.
Mas eu sei que não como os bifes e que, pelo menos, os animais que se destinam às touradas, têm uma vida muito mais saudável que as vaquinhas que fazem as delícias de muita gente quando estão no meio de um pãozinho com sementes ou têm um ovo a cavalo (obrigada, Luís! ;)).
Gosto de touradas, sim. Lembro-me de em miúda ter ido assistir em setúbel à alternativa do filho de um amigo do meu pai e de o rapaz ter levado umas cornadas e ter passado o resto do dia mal disposto e a vomitar... ehehehe!
Essa foi a última vez que fui a uma tourada e, sinceramente, questionava o meu "estômago" para assistir a uma agora, já adulta e com 11 anos sem comer carne.
Terça-feira à noite estive no espectáculo de abertura do Campo Pequeno, assisti à magnífica lide do Pedrito de Portugal e confirmei que o meu entusiasmo se manteve.
Logo à noite vou assistir a uma tourada "a sério", na primeira corrida depois da reabertura da praça. Promete...

JH

Comida (americana) (primeiro prato)

O meu primo diz que os melhores restaurantes estão em NY, mas que também são pouco acessíveis monetariamente. A esses eu fico só com o conhecimento e experiência de terceiros.
O que se vê e se é praticamente obrigado a comer é a inevitável fast food. Ao fim de 2 dias já dizia que estava enjoada de comida de plástico e que queria comer saudável. Mas depois aperta a fome, a carteira tem de ser controlada e a oferta leva ao inevitável, pronto venha lá a fatia de pizza. Pelo menos, sendo a oferta alargada, havia muito por onde escolher, variedades de pizza menos habituais e apetitosas tanto para os olhos como para o paladar.
Praticamente tudo é em quantidades gigantes. As pessoas passeiam-se na rua com copázios de soda, refrigerantes, colas, cafés, aos litros. Sugeri ao Pedro pedir um café pequeno em vez do expresso (que é caro como o raio) e veio um copo de quase meio litro de café. E era o tamanho “pequeno”.
Não percebi a tara dos pretzels, a forma típica deve ter um significado que desconheço, mas impera em todo o lado. Eles comem só com mostarda por cima, nos carrinhos de hot dog nas ruas. Aquilo será bom? Não me apeteceu experimentar. E o Pedro também não quis o cachorrinho porque sem batata palha não tinha piada. Já a mana Sara tinha ficado desiludida com o dito, preterimos a experiência.
Tivesse eu Dunkin Donuts em cada esquina e tinha mais 10 quilos. Aquela oferta desmesurada de donuts de todas as cores e sabores dava comigo em doida. Gosto dos bolitos, fofinhos e cheios de cremes, recheios, pepitas… ainda provámos uns quantos, porque escolher só um era difícil. Macã, côco, limão, chocolate, creme de ovos, creme de Boston, recheio X, Y, Z com W, xpto com abcd…

JM

quarta-feira, maio 17, 2006

Circular na cidade (parte 2)

Por toda a cidade ouvem-se sirenes, polícias ou bombeiros. E eles passam a toda a hora, cheios de pressa e vêem-se um pouco por toda a cidade. Por isso senti-me segura, apesar de estar sempre rodeada de pessoas estranhas, era frequente ver polícias. E os senhores da autoridade têm um ar respeitável, firmes e seguros de si, apetrechados. E quando há uma “ocorrência”, fazem questão de aparecer vários carros, para fazer mais efeito.

Os táxis amarelos são aos milhares. Assim que chegámos queríamos apanhar um. E pensava eu que era fácil, com tanta oferta e sendo nós indubitavelmente turistas, com as malas do avião. Mas não. Estava a chover e um frio de 7graus, malas pesadas e meio desorientados por ruas desconhecidas. Braço estendido, a vê-los passar. Poucos paravam e recusavam quando sabiam para onde íamos! Mas que raio!... se é longe não é bom para ganhar mais? Depois percebemos, um passou 2ª vez e disse que nos levava. Havendo táxis 24h, pelas 18h era troca de turno e também muito trânsito. Por isso ir para os arredores e apanhar o trânsito para sair e entrar em Manhattan não lhes apetecia. Ah… tá bem.
Mas os táxis são todos regulados, não há cá trafulhice. Estão todos identificados, e uma vez entrados, não podem recusar a volta. Por isso alguns perguntavam antes de entrarmos. E depois sai a factura electrónica automaticamente, com as milhas percorridas e o preço a pagar. Certinho direitinho. A gorjeta depende da nossa satisfação pelo serviço. Apanhámos alguns muito mal dispostos, “ai os arredores é longe”, “o trânsito”. E são quase todos indianos ou paquistaneses, o melting pot portanto.

Os school buses também são amarelos e típicos, o flash deu um efeito estranho!

JM

terça-feira, maio 16, 2006

Circular na cidade (parte 1)


Estacionar em NY é difícil, são poucos os lugares visíveis, não é o sistema do parquímetro largamente espalhado como aqui. Existem parques mas são estranhos. É o género entrega-se a chave e eles estacionam o carro. Que pode ser num edifício cheio de andares ou num espaço exíguo onde se estacionam todos encaixados, de maneira a que para um sair, têm de se tirar os outros todos da frente. Confiar a chave e o carro a estranhos, faz-me pensar que eles dão voltas com o carro, do género se for um ferrari ou um modelo novo. Além disso são muito caros! Nos poucos lugares pela cidade, vêem-se espaços, mas com a particularidade de terem uma bomba de água no passeio, aqueles marcos pequenos para os bombeiros ligarem em caso de incêndio. Aqui também há mas ninguém nunca ia deixar de estacionar no espaço pela hipótese de bloquear o acesso aos amigos voluntários. Os americanos cumprem.

Quando cai o amarelo nos semáforos, eles param. Aqui…acelera-se! E nas passadeiras, quando está verde para eles mas também para nós, quando os carros mudam de direcção por exemplo, eles esperam, sem fuçanhar as pessoas como aqui acontece. Eu chamo-lhe civismo!

O nosso metro é dos melhores, limpinho e eficiente, pouco complicado, bem indicado.
O de Londres é gigante mas sempre me orientei bem, com os nomes e linhas, sentidos e paragens seguintes.
Em NY… é sujo, feio, complicado, mal indicado e talvez pouco eficiente. A frequência não é má mas esperamos sair numa estação e o raio do metro não pára. É tipo expresso, mas não se percebe nem indicam, pára em algumas estações. Aconteceu-nos isso e voltar para trás quando ainda não era a última estação.
Eles têm os maquinistas a falar. Americano = inglês, filmes, séries e tal. Mas não se percebe bem o que os gajos dizem, falam depressa e engolem o fim da frase. Não sei quê “closing doors”. Tudo bem, mas não era mais fácil ter uma gravação simpática com uma voz calma e esclarecedora? Próxima estação X, não pára em Y, cuidado que a porta vai fechar.
E também têm um gajo que põe com a cabeça de fora para ver se abre ou fecha as portas. Automatização, século XXI, que tal?

JM

segunda-feira, maio 15, 2006

Aventuras ao volante (parte 2)

Conduzir é sempre uma aventura. Em Portugal estamos sujeitos à condução de péssima qualidade da maioria dos condutores, ou não fôssemos recordistas em acidentes e mortos na estrada.

Nos States… a não termos mapa e às indicações de estradas serem mazinhas acrescenta-se os condutores americanos. Os piscas também devem ser poupados, por isso é raro vê-los. Os riscos contínuos ou hiper-proibidos não têm grande importância e passa-se por cima sem problema. Ultrapassar pela direita também é uma hipótese já que as auto-estradas têm tipo 5 faixas para cada lado e a malta baralha-se.
As distâncias estão em milhas e o velocímetro também se expressa em milhas. A gasosa é em gallons e é assim… metade do preço!
1 gallon = 3,785412 litro; o carro levou 9,103G =~34,4586L; pagámos 28,21USD =~23,51EUR, ou seja, cada litro de gasosa (não era gasóleo) custou 0,68eur! E cá andamos a pagar quase 1,5eur! “#$&%/*?!*$#%

Muitos carros têm uns laços atrás, em autocolante, assim do tamanho de uma mão aberta, grande, e com várias cores. As mensagens dizem “support our troops”, com fundo amarelo, rosa ou inevitável “bandeira americana” e assim… que bonito o amor à pátria. Só que nem sabem por onde andam as tropas, ou pelo menos não conseguem identificar num mapa mundo onde raio é o Iraque! Ou a maioria dos países da Europa.


JM

sexta-feira, maio 12, 2006

Aventuras ao volante (parte 1)

Alugámos um carro pela net e fomos até ao aeroporto de La Guardia buscá-lo na Avis. Ah que maravilha ver os aviões a passar por cima de mim!

A senhora achou estranho a validade da carta de condução do Pedro, porque pelos vistos os americanos têm de a revalidar a cada 5 ou 8 anos. Talvez não seja mau visto, deveria haver muito chumbo por estas bandas! Adquirem-se maus hábitos e esquecem-se as regras básicas… Para o caso de perdermos o carro, a matrícula é esta!


Ah pois, o carro tem mudanças automáticas. Enquanto o Pedro conseguia pôr a marcha-atrás e sair do parque sem bater, eu liguei ao André a perguntar os segredos das mudanças automáticas, o P e o R e… tínhamos de perceber as estradas a tomar para o nosso destino.

As sinalizações deles também não são grande coisa. Deram-nos um papelinho com direcções mas a ajuda não era imediata. Também havia o pormenor de não termos mapa do percurso todo, mas o tuga safa-se sempre! É claro que nos enganámos e fomos parar a Manhattan, fomos por uma ponte e voltamos por outra, felizmente das que não se pagava portagem. Na próxima vez que passarem na 25 de Abril e lamentarem o preço da portagem… em NY é muito pior! Há muitas portagens nas estradas, seguidas e caras!
Demorámos 2h a sair da zona de NY até à estrada pretendida em direcção a Washington. Porque apesar de quase toda a gente andar de transportes, um exemplo a seguir, o trânsito é infernal. Muitos táxis, limousines, carros daqueles grandes (quais smarts ou outros pequenos), com traseiras compridas, como aliás se vê nos filmes. Eu acho que os nossos carros são mais variados.
Quando estávamos a aterrar, uma americana fez o comentário “Look, normal cars” para as amigas. Não percebi o que têm os nossos de “anormal”!

JM