quinta-feira, março 19, 2015

Munique – tour 1

Uma escapada de fim de semana em Munique. Do aeroporto para a cidade há comboios e metros, não foi difícil encontrar o caminho, embora as máquinas de bilhetes não fossem muito fáceis de entender.
Começando pela Leopoldstrasse, que não é interessante na primeira metade, encontra-se o Walking Man. Entra-se na cidade pelo Siegestor, portão da vitória. Passa-se a cidade universitária e a estátua de Ludwig I. Chega-se à praça Odeon, com bastante história para contar. A igreja Theatine está em renovação, fica a fachada de pano para ter ideia.
A zona do antigo palácio real Residenz tem edifícios muito bonitos, embora alguns também em renovação. O edifício da ópera também é bonito.
Entrando já na zona central cheia de lojas, passa-se Marienhof e chegamos à praça de Maria, com a coluna, onde está o edifício «novo« da câmara municipal. 
O posto de turismo tem mapas e informação da cidade, contribuí com os 50 cêntimos pedidos pelo mapa, embora não houvesse controlo. Barato e útil!
Os pontos altos do dia são às 11h e 12h quando há animação na torre depois das badaladas da hora.

Depois de mexerem os bonecos de cima…
Mexem os de baixo. Demora um bocadinho e é engraçado ver uma vez.
A igreja da Nossa Senhora também estava em remodelação, ao menos dava para ver uma das torres. A igrejade S. Pedro dava para subir, mas como estava frio e cinzento, não se iriam ver os Alpes.

terça-feira, março 17, 2015

Mercado de Beverwijk

Já tinha ouvido falar do mercado Bazaar em Beverwijk, mas como era longe, fui adiando. De comboio e bus consegue-se lá chegar e antigamente pagava-se entrada. Mas ainda bem que não se paga agora… é de facto um mercado muito grande, com muitos pavilhões diferentes e dispersos. Mas desiludiu-me, estava a pensar num mercado como o bazar de Istambul e a maioria das bancas era tipo o mercado da esquina que vende champôs, perfumes e cosméticos; capas para telemóveis e tablets, casacos de «chunga« e ténis a condizer, roupas brilhantes para as senhoras e… de vez em quando lá se via alguma coisa interessante.
Velharias, lixo para uns, relíquias para outros, candeeiros, tapetes, coisas dos «300« ou tipo «loja dos Chineses«, um pavilhão para ouro que não espreitámos, roupa étnica para vários gostos.
Com uma mistura de culturas tão grande, dava para provar comida de países menos comuns. Embora já tenha provado comida Afegã do Mantoe, as visitas não conheciam e pedimos um prato mix. Carne grelhada no espeto e carvão, sempre muito saborosa, de frango e borrego, 2 tipos de arroz diferente, lentilhas, espinafres, molho de iogurte e umas batatas com um molho de lamber os dedos. É sempre muito saborosa!
Espreitámos a zona de mercado de frutas e legumes, tudo muito fresco e a preços acessíveis. Havia um supermercado oriental também muito grande e muita variedade de produtos a preços acessíveis. E a tentar encontrar a saída demos com uma padaria também Afegã e trouxemos um pão integral tipo «tábua« que era muito bom.

Depois tentámos encontrar os buses, conseguimos perdê-los e tivémos de caminhar para a estação, já com bastante cansaço nas pernas. Tem a sua piada para visitar mas não estará no top 10 ou 20 de coisas para sugerir às visitas… 

O pc voltou à vida, yay!

quarta-feira, março 04, 2015

Flora Holland

A Flora Holland é a plataforma de comércio internacional de flores e plantas maior do mundo. O tamanho do armazém é só cerca de 220 campos de futebol! Cerca de 60 países contribuem para este negócio de venda de 20 000 tipos de flores e plantas que são importadas para todo o mundo.
As flores e plantas são armazenadas de acordo com as suas condições de manutenção, frio ou quente, e são leiloadas a partir das 6h da manhã, hora local. Abre para visitas às 7h e fica em Aalsmeer, por isso o melhor é encontrar alguém com carro... O parque não se paga, mas a entrada custa 6eur e não percebi bem o que fazem ao dinheiro. Há placas explicativas, não há apoio de guia, não há interação, há passeio e vistas…


Todos os dias são vendidos milhões de flores em milhares de transações muito rápidas. A Holanda é o exportador de flores e plantas mais importante do mundo. Para além de cultivar em território nacional, são importadas flores (top 5) do Quénia, Etiópia, Israel, Bélgica e Alemanha. A exportação vai maioritariamente (top 5) para a Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália e Rússia.
Entra-se no armazém gigante e percorre-se o corredor muito longo. Depois de espaço vazio e caixas empilhadas, vêem-se carrinhos a serem alinhados automaticamente em filas.
Há uma ponte sobre a auto-estrada, onde as flores são levadas por ganchos enormes, para serem distribuídas e transportadas em camiões do outro lado.
Depois vemos a dimensão da coisa e é impressionante, o movimento de dezenas de carrinhos que levam caixas de flores, baldes, lotes, num trânsito maluco e sem chocar… há números, há códigos, no chão e nos lotes, e todos parecem saber para onde vão e em que flores pegar.

No centro de pesquisa, avaliam o aspecto, graduação e qualidade das flores e plantas, para melhorar o seu cultivo e conservação.
O leilão de flores, ramos, caixotes com dezenas de pés, lotes, funciona de modo automático e pela internet. O preço começa num valor elevado e vai descendo, quem carregar no botão fica com a “peça” daquele valor onde parou o relógio. O ecrã tem informação da qualidade do produto, origem, tamanho, preço, quantidade de pés, caixotes… Túlipas a 15 cêntimos o pé!?
Cheira bem a flores, sem ser enjoativo. Muitas cores, beleza e delicadeza, umas são transportadas em baldes, outras em caixas, por vezes individuais.

No fim há fotos de visitas ilustres às instalações, Winston Churchill, rainha Elizabeth, rainha Beatrix, François Mitterrand… e um carrinho para a foto!        

A partir desta visita comecei a reparar que em todos os mercados e quiosques de flores se vê a proveniência das flores, pelo símbolo do Flora Holland e Aalsmeer. 

PS: os próximos posts vão demorar, o pc ficou corrompido e não tenho como tratar das fotos. Maldita tecnologia... :(

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

Café Bern

O Café Bern mudou de sítio temporariamente por causa das obras das fundações. A cozinha mantém a qualidade e o espaço está sempre concorrido.
Fondue de queijo delicioso, embora só acompanhado de baguette. Fica simples mas faltava-me um verde a companhar, bróculos ou cogumelos... Mas combina bem com uma dose de entrecôte que vem com salada, cuja carne vem crua e depois cozinha no molho. Que também fica bem no pão e no fondue ;) Em conjunto fica bom mas é pena não terem batatas fritas ou outro acompanhamento.
De sobremesa uma mousse de chocolate, que não era má mas a minha é melhor :D

Quero voltar para experimentar outras opções do menu que eram interessantes e pouco comuns de encontrar, como o émincé de veau e o bife à pistou!

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Restaurante Mario

Recomendado pelo chefe de uma amiga, aproveitámos o groupon para um menu de 7 pratos no Mario. Ganhou muitos prémios, pontos GaultMillau e estrela Michelin em 2000 (não tem nenhuma desde 2007). Foi votado o melhor restaurante Italiano da Holanda desde Janeiro deste ano.
#1 Prosciutto, salumi della vale e um flan de porcini. O sr também disse que tinha parmesão e molho de café expresso. Como não gosto de porco, não adorei os enchidos. E achei o flan pesado de sabor muito intenso.
#2 Terrina de salmão e bacalhau com feijão verde, espargos e courgette. Maionese de azeitonas. Era bom  e fresco, mas começámos a achar que as porções iam ser um desafio porque ainda faltavam 5…
#3 Ravioli de vitela, parmesão, puré de abóbora e redução de vinho tinto. Era bom, cremoso e saboroso, prato de Inverno aconchegador.
#4 Risotto com pancetta, castanhas e molho de alcaparras. Adoro risotto mas não adoro pancetta L comi umas partes com as castanhas, achei que o molho ainda tornava o prato mais pesado, fiquei desiludida.
#5 Bifes de vitela marinados e cozinhados em vinho tinto, puré de polenta e legumes cozidos. Gostei dos bifes mas só comi a parte mais de fora. Os legumes desiludiram pela falta de sabor. A polenta costuma ser deliciosa mas tinha um ingrediente estranho e foi melhor não lhe tocar com os bifes…
#6 Queijos… difícil desiludir, embora confesse que goste mais dos Franceses, ou dos nossos, claro. Pelo que percebemos, 2 pecorinos, um toma e um taleggio. Em estilos e curas diferentes, mais leves ou fortes, sobrou pouco no prato.
#7 Eu adoro queijo mas sinceramente não me apetecia que a sobremesa fosse queijo de cabra L andei à volta para comer o limão confitado, pistachios torrados e molho de figos.
Infelizmente o meu estômago estava a sofrer de alguma coisa que tinha comido nesse dia ou no dia anterior e não pude usufruir do jantar da melhor maneira. Sem fome e com um menu que achei pesado, não foi a melhor experiência L para não falar que 2 bebidas (água com gás e refrigerante de limão) me custaram 12 eur e achei abusivo.

Os nossos agradecimentos à R&B pelo empréstimo do gps e à M&J pelo empréstimo do carro. O restaurante não é muito longe de Amesterdão mas seria muito difícil lá chegar de transportes públicos.

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Maria’s Place

Depois de muitos sábados no mercado do Lindengracht a cativar clientes com as suas iguarias, a Maria abriu finalmente a sua loja.
Tudo é feito por ela, à mão, a massa dos pastéis de nata, dos rissóis de camarão e empadas de galinha, croquetes, pães com chouriço… já há muitas famílias a encomendar todas as semanas, ou para jantares de amigos. Venha a travessa de barro com o bacalhau com natas ou à espiritual, o arroz de pato, filetes de pescada com arroz de feijão, rolo de carne, feijoada de lulas, polvo à lagareiro, coelho à caçador… muitos pratos trabalhosos que merecem ser bem feitos por quem sabe.
Agora com poiso fixo, vai dar jeito a meio da semana passar lá depois do escritório, ou durante o fim de semana para lanchar uns bolos e dar a conhecer a mais gente a culinária nacional. De 3f a Domingo, das 11h às 19h. Obrigada por melhorar os nossos jantares e deixar matar saudades de comida caseira Portuguesa. Boa sorte Maria!

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Restaurante Vandaag

O Vandaag é um restaurante com brunch aos Domingos, com a indicação de ser o restaraunte mais amigável para crianças de toda a cidade. E havia muuuuuitos miúdos logo à entrada, festas de anos e afins. Mas não quer dizer que haja miúdos a correr em todo o lado, há espaço suficiente para muitos grupos e famílias, sítio para carrinhos e muitas cadeiras de bebé para os clientes.
Durante o brunch o parque é gratuito, para quem tem carro. Não sendo no centro da cidade, tem a vantagem de o tram 4 parar à porta.
Paga-se à entrada, não parece barato. Mas é como se fosse o restaurante de um “tudo incluído” num hotel de férias. Tem tudo e pode-se comer à vontade durante 2h…
Os Holandeses são doidos por toda a espécie de gomas, miúdos e graúdos comem quilos destas coisas e querem sempre mais. Os miúdos lá andavam entretidos, às vezes não gostavam e devolviam a goma meio comida à caixa, e selecionavam outra com as suas mãos, geralmente sujas. Miúdos a lavar as mãos na wc só se tiverem mães que o façam também, sendo que o comum é pouca gente se dar a esse trabalho… sad but true!
As mesas de doces, sobremesas e fruta estavam intactas ao início, sendo que as outras estavam rapidamente a perder conteúdo e os chefs não davam vazão, o ataque inicial não tem misericórdia! Gelados, algodão doce, crepes, fonte de chocolate negro e branco, para cobrir biscoitos e fruta. Pastéis de nata Portugueses! Muito bem-vindos e saborosos, não sei porque os têm mas acho muito bem e até tem a indicação que são Portugueses, a publicidade está feita!
A secção dedicada às crianças, com tabuleiros divididos e buffet baixo à altura dos infantes, contém essencialmente fritos… batatas, nuggets, croquetes, salsichas… nada verde, mas ninguém se queixa, pais ou filhos. Podem moldar biscoitos e têm uma zona com parque de bolas para se entreterem.
Cereais de pequeno-almoço, croissants, pães diversos, queijos, compotas…
Havia zona de grelhados na chapa de salmão, camarões e bifes. Sítio para wok, pizzas, sushi, sashimi, ostras e mais camarões, omeletes, salsichas, bacon, ovos, dim sum, massas, arroz…
A oferta é tanta que há alguma dificuldade em decidir por onde começar. Prova-se, come-se, desperdiça-se alguma coisa. Revisitam-se os favoritos, pastéis de nata e sashimi!
As bebidas normais estão também incluídas, para além de prosecco, há as máquinas com sumos de laranja e maçã, os refrigerantes do costume, chá de menta, café, leite com chocolate…
Há muita variedade e a oferta tem qualidade, por isso acaba por não ser caro se tivermos em consideração tudo o que se come e bebe. E garantia de sair com estômago cheio porque os olhos são mais gulosos do que a barriga pode aguentar…  

Durante a semana também funciona com a mesma fórmula, buffet e comer até querer, com o anúncio apelativo de cocktails a 3eur… pode ser um bom sítio para festas de anos.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Café Panini

À hora do almoço não servem as massas e risotto no Panini… ohhh… mas há paninis e foccacias caseiras…
Uma bresaola (carne salgada seca ao ar) com molho de alcachofra e rúcula.
Uma melanzane com beringela grelhada, mozzarella derretida e pesto. Ambas muito boas!

A sobremesa era de uma pastelaria vizinha, a Holtkamp que promete impressionar pela amostra de tarte merengada de limão e tarte de framboesas rodeada de merengue. E pela informação do site, merece visita cheia de gula!

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Visita ao Muziektheater

O Muziektheater é a casa do ballet e ópera nacionais Holandeses.
Já lá fui algumas vezes assistir a peças musicais, bailados, mas finalmente consegui lugar na visita guiada aos Sábados. Com o pormenor de ser em Dutch… portanto não se percebe tudo…
A sala tem a capacidade para 600 espectadores e cerca de 120 elementos da orquestra, se for o caso. Nunca se fica além de 30m do palco, com boa visibilidade. A senhora disse que a parte onde se pode circular corresponde a cerca de 20% do edifício… 
Entramos para os bastidores e vemos o palco de lado, cheio de luzes e andaimes onde os técnicos operam durante cada espectáculo, mais a mesa de controlo com câmaras infra-vermelhos para coordenar tudo.
Sala de maquilhagem e cabelos, camarins para trocar de roupa, milhares de cabos, máquinas e veículos para montar palcos, zona de guarda-roupa e ateliers de criação de vestuário para a ópera e ballet.
Roupas penduradas para muitas peças, dançarinos e figurantes, trabalhos muito delicados e criativos, cabeleiras, acessórios, sapatos e fatos especiais em exposição.
Os bailarinos treinam 6 dias por semana… entram às 10h ou 11h, descansam entre as 16h e as 18h. Podem fazer parte da companhia nacional a partir dos 20 anos. 
O teatro abre pelas 7 ou 8 da manhã e fecha pelas 23h ou 1 da manhã, dependendo dos espectáculos. Vimos alguns bailarinos a aquecer para ensaios no palco e em aulas a praticar.

Corredores enormes a fazer lembrar uma escola, com vários andares para cima e para baixo, onde também há cacifos, cantina, lavandaria, sapateiros, técnicos de tudo e mais alguma coisa. A produção de um espectáculo começa um ano antes de estrear… muitos preparativos antes do abrir do pano vermelho!

terça-feira, fevereiro 10, 2015

Brasserie Harkema

Acho que já tinha ido à Brasserie Harkema há muitos anos, o espaço era familiar, mas só entrei para encontrar amigos, sem jantar. Neste dia a fome não era muita, tinha havido overdoes de batatas fritas de tarde, por isso o menu não foi muito explorado, mas tinha recomendação e não desiludiu.
Ambiente simpático, poucos turistas, perto da Dam mas «escondido» na Nes, é um sítio giro para jantar com a vantagem de ter muito espaço, abrir até tarde e ter serviço profissional e dedicado.
As riscas de um lado e a garrafeira do outro, compõem uma decoração moderna e original. Um simples hamburger pode ser muito bom se for composto por carne picada (em vez de um aglomerado de algo que parece processado) e grelhado no carvão. E os bifes tinham também óptimo aspecto, o carvão faz diferença no sabor dos grelhados e é pouco comum encontrar.

Foi uma visita rápida mas saímos satisfeitos!

quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Ennio Morricone

Domingo fui ver o concerto da celebração de vida musical de Ennio Morricone no Ziggo Dome.
Uma orquestra enorme, mais de 60 elementos do coro, infelizmente a Dulce Pontes cancelou a participação com um problema no joelho.
Os 86 anos do maestro e compositor Italiano parecem estar cheios de saúde e vigor, não pareceu ter dificuldade a caminhar ou gesticular, embora tivesse um banco para se apoiar enquanto dirigia.
Muitas composições conhecidas de filmes famosos, ganhou muitos prémios. Como por exemplo:
Se a Dulce Pontes pudesse ter participado, teria sido belíssimo!
Muito bonito e com momentos de arrepiar, valeu a pena insistir depois de ter sido cancelado no ano passado!

terça-feira, fevereiro 03, 2015

Parque Wertheim - monumento Auschwitz

Em passeio pela cidade com amigos, descobri o parque Wertheim e o monumento Auschwitz.
O parque mais antigo da cidade foi construído em 1812 e foi um presente de Napoleão... O sr Abraham Carel Wertheim era um Judeu banqueiro e filantropo, que se dedicou à caridade.
Na 3f passada, há uma semana, celebraram-se os 70 anos da libertação de Auschwitz, por isso o monumento está coberto de flores. Na placa lê-se "Nooit meer Auschwitz", Auschwitz nunca mais.

sexta-feira, janeiro 30, 2015

7 anos

30 Jan 2008-2015, já lá vão 7 anos de emigra em Amesterdão. 
Será o ano da crise dos 7? 
Ou o ano do 7 sortudo? 
A minha bola de cristal está avariada, vamos lá ver o que sai na rifa… 

quarta-feira, janeiro 28, 2015

Visita F&J

Janeiro nunca é o mês mais famoso para visitar, com dias pequenos, frio, possibilidade de neve e chuva quase garantida. Mas há amigos e empatias que se criam com a maior facilidade, como se já nos conhecessemos há muitos anos.
A F e o J desafiaram o Inverno e vieram fazer-me companhia enquanto descobriam a cidade. De PT deliciei-me com uma sericaia caseira, com ameixa de Elvas genuína, manteigas Mimosa, Chocapic e bolo rei!
No 1o dia fomos brindados com um sol bonito. De bike, percorremos a cidade toda. A foto das letras, o mercado com a stroopwafel gigante, o arenque, as socas pantufa, as flores, os queijos. Pontes, canais, sítios que o guia sugeria, visita aos licores.
A foto na soca gigante, mais mercados, a típica sopa de ervilhas, umas bitterballen e umas jolas. Do supermercado levaram muitas bolachas, cerveja e ainda fizémos a prova dos iogurtes (Grego, Turco, Búlgaro). Provaram comida Vietnamita, para sobremesa fomos gulosos num gelado e um crepe com Nutella. Nunca ninguém passa fome na minha companhia e há que experimentar as iguarias disponíveis…
Depois houve chuva, passámos no Begijnhof e na parte aberta do museu da cidade, lojas com saldos, visitaram a Anne Frank, enchemo-nos de burrito, quesadilla e nachos, coisas muito saudáveis, por causa dos abacates, claro… Foram descobrir a Heineken e ganhar ainda mais cervejas gratuitas, passámos no red light que numa noite de Domingo em Janeiro não estava no seu auge, mas dá para ter a ideia da «coisa»… Também se explorou um dos wc públicos, aqueles verdes, arejados, só para homens…
Depois de espreitar o museu do Van Gogh e do Rijks, compram-se bolbos de túlipas no mercado das flores (os que levei no Natal já estão plantados na Costa da Caparica) e provam-se as famosas batatas fritas. Segue-se o kibbeling, que infelizmente não era acabado de fritar mas estava aquecido e fica-se com a ideia. Mais coisas saudáveis (fritos…) para conhecer um bocadinho do Suriname, bara e telo (cassava). E um cheirinho do médio oriente com baklava.
Para desmoer, uma volta ao Vondel, assegurando que as mãos e pés ficam geladinhos na temperatura abaixo de zero…

Este fds correu às mil maravilhas e foi muito divertido! Voltem para visitar o que falta e provar mais «coisas saudáveis«!! 

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Koan Float

Já tinha passado várias vezes na rua onde se vê a banheira do Koan Float e não me despertou demasiada curiosidade. Já houve amigas que foram e gostaram, e calhou-me receber um voucher pelos anos. Sendo assim, fui experimentar…
Primeiro tive uma massagem «energética«, leve, agradável, relaxante. Depois lá esperei e finalmente foi a minha vez, porque a menina anterior nunca mais saía de lá. A sra da recepção não estava disponível, quem me levou foi a massagista… tomas um duche, tem aí uns botões, uma almofada insuflável para a cabeça e depois a sra diz pelo intercomunicador quando passarem os 45min. Ok…
Diz a «bula« que a água salgada a 35.5 graus é óptima para relaxar, sincronizar o hemisfério esquerdo e direito do cérebro, aumentar a produtividade, performance, eficiência, confiança, aliviar stress, melhorar o sistema imunitário… etc.
Sem fato de banho, convém não ter feridas nem esfregar os olhos (fui esperta em querer desviar umas gotas de água e fiquei com os olhos a arder) e boia-se na piscina de água salgada. Pode-se fechar a coisa ou deixar aberta, experimentei as duas modalidades. Desliguei e liguei a luz, o mesmo com a música relaxante. Mas o que não gostei foi de ter frio… quando se flutua, há uma parte do corpo que está fora da água, logo faz frio! Tentei relaxar, até experimentei de barriga para baixo, com a tal almofada para a cabeça era possível. «Xapinhava« água para me aquecer e depois a flutuação faz com que se movimente de um lado para o outro, ou tocava com os pés na ponta de baixo, ou com a almofada em cima, ou as mãos nos lados.
E depois do frio veio o enjoo… como se estivesse num barco… eu tentei, quietinha, mas tive frio… e decidi terminar a experiência. Depois do duche ouvi a tal comunicação da sra a dizer que tinha acabado o tempo, portanto não aguentei os 45min, talvez uns 35min.

Não adorei… pelo frio e dor de cabeça que me deu. Estava lá um sr noutra sala-cabine que disse fazer sempre uma sessão quando chega de viagem para combater o jet leg e aconselhava. Pois, mas comigo não foi espectacular… há quem adore e adormeça. Talvez se aquecerem a sala e eu não tenha frio, não precise de me molhar e movimentar para me aquecer e assim não enjoe… 

terça-feira, janeiro 20, 2015

Gartine

Já tinha ouvido falar no Gartine muitas vezes, e era um mistério a sua localização, numa zona que passo com frequência mas afinal era para o lado oposto ao que pensava.
Café local muito simpático e tradicional com loiça clássica e bonita. A primeira visita foi para pequeno almoço, a próxima será para almoço ou high tea! 
Ovos mexidos com ervas em torrada de massa lêveda (sourdough).
«Fatias douradas« (French toast) com melaço e amêndoas.
Iogurte com mascarpone, mel, água de rosas, cereais torrados e tâmaras.
E um pequeno-almoço grande (não lhe posso chamar um grande almoço senão não se entende!) com croissant, a torrada de sourdough, a fatia dourada, ovo estrelado, carnes frias e umas compotas absolutamente deliciosas feitas localmente; maçã, frutos do bosque e alperce. Também se podem comprar e levar para casa.

Na próxima visita tenho de experimentar a tarde de pêra estufada com lavanda e mel!

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Manneken Pis local

Para as típicas batatas fritas levo as visitas ao Vleminckx, que coitadinho também nunca teve direito a post dedicado mas já apareceu muitas vezes nos posts das visitas. Prefiro este local por ser mais perto de casa, gostar do sabor e vir recomendado nos guias.
Mas há quem prefira o MannekenPis, perto da estação central (não o da Bélgica), e então de passagem aproveitei para partilhar umas «fritas«. Votado o melhor da Holanda, dizem. Tem a vantagem de estar aberto até tarde, embora não recomende particularmente aquela zona a horas tardias, o nível de «chunguice« aumenta. 
O sr não era uma simpatia e até nem tinha fila grande. Eram ok, sabor e «estaladice» mas tinham muitos olhos e casca…

Por ser mais perto e nunca ter desiludido, continuo a recomendar o Vleminkx!

terça-feira, janeiro 13, 2015

Winkel

Aqui fica o post em falta da Winkel, um dos sítios mais conhecidos para comer a tarte de maçã, desde 1983. Desta vez fiquei perto da janela da cozinha e deu para ver as dezenas de tartes que lá estavam, deixei de ficar com receio de chegar um dia e não haver, haja stock! Acompanhado do típico chá de menta fresca, é um lanche ou sobremesa simples e bem feito.

E por estar a espreitar a cozinha, fiquei com curiosidade do resto do menu que surpreendeu pelas opções fora do comum em café local. E a ver os senhores a preparar… tem outra fonte de água para o paladar! 

sexta-feira, janeiro 09, 2015

Produtos Portugueses

No Natal fui prendada com produtos de 3 marcas Portuguesas, que têm mais encanto quando se é emigrante e há que apoiar a criatividade nacional!

Meia Dúzia
Compotas Meia Dúzia em bisnaga a lembrar os tubos de tinta para pintar.
Sabores que a família recebeu: Chocolate de S. Tomé com ananás dos Açores, abóbora e laranja, groselha e framboesa com lúcia-lima, pêra rocha com moscatel do Douro.
Sabores e combinações riginais, giros para oferecer e dão muito jeito para transportar, não parte o frasco, não oxida e são óptimos!

Tasa
O projecto Tasa tem vários colaboradores e produtos. Os clips de cana servem para fechar embalagens (bolachas, cereais…) e organizar papéis. Feitos à mão com canas Algarvias.
Eu quero um candeeiro de cortiça e barro!

Raphael Bordallo Pinheiro
A minha primeira peça de RBP, a sardinha lisboeta, versão emigrante, pois claro! O site não está (neste momento) a funcionar para mostrar as sardinhas todas. Há outras fontes…

A ver se este ano passeio por Lisboa e descubro mais orgulhos nacionais.

sexta-feira, janeiro 02, 2015

A fechar 2014

Foi um ano (muito) mau, em termos de saúde, cerca de 10 meses doente a afectar tudo o resto, incluindo o trabalho.
Ainda assim, não cancelei viagens (ou seria tudo ainda mais frustrante) e passei por Bruxelas, voei 3x para Londres (mas nunca estive no centro), fui 6x a PT, visitei o D. em Edimburgo, tive visitas de amigos, voltei a Antuérpia, pela 1a vez em Lille, mantive a tradição de visitar os amigos em Antibes, conheci Bristol e Bath, voei até ao Oriente com escala técnica em Singapura para descansar em Bali, celebrei o aniversário pela 1a vez em PT desde que emigrei.
Tornei-me uma leitora do 9gag, mantive o ginásio (estive quase para desistir dada a falta de energia e motivação), o cinema, tentei voltar a tocar piano (to be continued), visitei alguns restaurantes novos, mas não deu para levar a bicicleta em passeios grandes.
Mantive os amigos perto, que me apoiaram e fizeram companhia em meses de vivacidade diminuída, acompanhei casamentos e nascimentos (de, ainda mais, pseudo-sobrinhos).
A família reunida no whatsapp poupa roaming e descansa preocupações, partilham-se fotos e vídeos e ficamos todos actualizados no imediato.

2014 não deixa saudades e, embora seja sempre possível um cenário mais negro, espera-se que 2015 seja mais saudável! E, consequentemente, mais feliz!
Bom ano!

quarta-feira, dezembro 31, 2014

Roterdão – Bom Gosto

O Bom Gosto já tem sido falado entre os tugas de Amesterdão, mas infelizmente só abre para almoço aos fds. Aparecemos para conhecer ao fim da tarde. O caldo verde estava ainda a cozinhar, mas a sopa de peixe estava quase pronta, veio uma dose para casa. Uma dose que deu para 2 vezes, cheia de peixe e marisco variado, muito rica e saborosa!
O menu prometia e havia várias saladas e sobremesas à vista com bom aspecto.

A regressar num fds para almoço, quem sabe com pedido de francesinha!

Último post do ano e está relacionado com comida... mas o blog não é só gastronómico!
Adeus 2014, não deixas saudades!

terça-feira, dezembro 30, 2014

Roterdão – Hotel NY

O Hotel New York aparecia recomendado para lanche, ou high tea. Depois de algumas caminhadas ao frio e de passar a ponte Erasmus, ia saber bem uma pausa e ficar a conhecer o sítio. Chocolate quente só o Chocomel, que remédio…
Uma árvore de Natal curiosa, virada ao contrário, com a base no tecto. Tinha merchandise giro com as iniciais do hotel.

Num dia de Verão terá uma esplanada boa com vista para o rio, mas agora estava vazia, só ocupada pelas folhas caídas… 

sexta-feira, dezembro 19, 2014

Roterdão – Euromast

A torre Euromast é um dos símbolos de Roterdão, com os seus 100m de altura a imitar um mastro de navio. A altura total é de 185m por terem adicionado outra torre nos anos 70.
Com tempo limpo, consegue-se ver até 30km de distância. A ponta da torre oscila até 1m com ventos de força 11.
Cogumelos no jardim a caminho da entrada. 
Sobe-se de elevador até aos 92m, depois umas escadas e depois o elevador rotativo que permite a vista a 360 graus da cidade.
O porto com dezenas de cais, estádio do Feyenoord (adeptos inimigos do Ajax de Amesterdão, correspondidos), parte financeira, edifícios antigos.
Dá para ficar um bocadinho tonta com a rotação mas nada de grave. Não é espectacular, mas vale a pena ir para conhecer. Vídeo:

quinta-feira, dezembro 18, 2014

Roterdão – Markthal

O markthal abriu em Outubro no centro de Roterdão. Combinado com mais uns pontos turísticos, foi um dia bem passado nesta cidade dispersa e moderna que contrasta demasiado com Amesterdão.
O edifício é gigantesco, com habitações a forrar a estrutura exterior e muito comércio no interior.
Uma pintura enorme nas paredes e tecto, motivos coloridos, flores, frutos, numa combinação alegre e bonita.
Mercado de verduras, queijos, carne, peixe… e muitos sítios para comer e petiscar.
Peixinho frito, serão carapauzinhos mini? Comemos os do canto superior esquerdo, o sr chamou-lhe anchovas, estavam óptimas, sem cabeça, claro, para não ofender os mais sensíveis, e muito barato.
Provámos, rendemo-nos e levámos queijo envelhecido de 3 anos de Roterdão, "Rotterdamsche Oude".
Porto de Roterdão?? Ah ok, é nosso. No site menciona Vila Nova de Gaia e a casa Kopke, mas falha a palavra Portugal!

Num dia frio sabe bem comida quentinha. Adoptando a cultura local, vai uma sopa de zuurkool (chucrute), muito ácida; e uma de batata e celeriac, também com aquele sabor muito distinto e pouco comum na nossa cozinha. Depois o típico stampot que começa com puré de batata e combina com endívia, couve penca, hutspot (cenoura e cebola), a chucrute e vegetais esquecidos (uma combinação de vários). Para acompanhamentos, podia ser a almôndega gigante, salsicha fumada, bacon, carne de vaca ou pato. A eleição foi endívia com a bola de carne picada, quentinha e saborosa. Estômago confortável! 

quarta-feira, dezembro 17, 2014

Piano na CS

Na estação central de Ams ouvi o som do piano, fui espreitar.
"Share your talent"
O miúdo tinha uma energia emocionante, fez-me lembrar o Macaulay Culkin do filme "Sozinho em casa". 
Depois de uma peça mais clássica, "Comptine d’Un Autre Été", a passo rápido e alegre, tocou "Lovers in Japan" de Coldplay:
Terminou, alguns aplausos, calçou as luvas e levantou-se, sem dar importância. Fui-lhe agradecer e dar os parabéns, perguntei a idade. 13… Muito talento!

Tive aulas há uns 20 anos, sabia ler as pautas. Mas o tempo apagou tudo, as teclas, as pautas, o jeito de coordenar 2 mãos no teclado… aprendi dó-ré-mi e aqui é c-d-e… L

terça-feira, dezembro 16, 2014

Casamento I&P

Já há algum tempo que não ia a um casamento, é sempre uma festa divertida com amigos e a oportunidade de rever os emigras espalhados pelo mundo, somos muitos...
Muitas surpresas giras para os noivos. A caminho do altar, a noiva não perdeu a compostura ao ler os papéis com mensagens diversas, do género "última oportunidade para fugir!", "estás a caminho do teu mais-que-tudo!".
Os confetis tinham bolinhas de várias cores e aviões mini, o transporte comum de quem vive fora.
Transporte da igreja para a festa? London bus! Com champanhe, música, minis e muitas fotos. Pulseiras do Santo António para os convidados, novidade para mim, mas giro de ver que os souvenirs ganham variedade e qualidade!
Um vídeo muito divertido compilado a partir de muitas filmagens em várias cidades pelos convidados, onde todos dançam e alegram o videoclip desta música.
A área das fotografias com adereços incluía sardinhas «Lisboetas«, garrafão de pinga e bóina do Zé Povinho, para além dos habituais bigodes, chapéus e perucas. Um mimo de fotos de grupo!
Mala de viagem antiga com postais antigos, chamemos-lhe vintage, para escrever aos noivos e colocar na caixa de correio, daquelas americanas com bandeirinha para cima quando há correspondência.
Bouquet guardado… com as solteiras a tentar a sorte no código do cadeado.
Foi bom rever Lisboa com luzes de Natal, as ruas com turistas, tuc-tucs, lojas convidativas, comer bem com muitos pratos, queijos e sobremesas… não faltando o caldo verde e pastel de nata no fim. Ou não fosse um casamento Português em Portugal!

Felicidades aos noivos, agora casados! 

segunda-feira, dezembro 15, 2014

Bali - Dança

No hotel havia todos os dias uma performance de dança de Bali, percorria o resort e terminava na praia, com manobras de fogo.
Com muito ritmo, as senhoras dançavam, em harmonia e sincronia, e depois o senhor mais malabarista.
E fica mais uma recordação da praia, uma vista sempre muito agradável em todas as férias.
«Su-kse-mâ« Bali!