sexta-feira, maio 26, 2017

RJ Museu do amanhã

“O Museu do Amanhã é um ambiente de ideias, explorações e perguntas sobre a época em que vivemos e os diferentes caminhos que estão por vir. Orientado pelos valores éticos de Sustentabilidade e da Convivência, oference uma narrativa sobre como poderemos viver e moldar os próximos 50 anos. Uma jornada rumo a futuros possíveis, a partir de grandes perguntas que a Humanidade sempre se fez.”
Comprámos bilhetes no site e tivémos entrada prioritária, evita-se a fila. É um edifício muito bonito do arquitecto Santiago Calatravabla com inspiração nas bromélias do jardim botânico.
Maquetes de várias favelas e bairros do Rio, construídas por um residente de uma delas, totalmente com “lixo” encontrado por lá, muito giro. “Faça mais do que existir”. Ora bem!

Mão na massa – um convite à intervenção local pelos residentes da comunidade, muitas ideias e sugestões de concretização: E se canteiro fosse horta? E se tivesse flores? E se suas mensagens tivessem alcance? (Gentileza gera gentileza!) E se praça fosse festa? E se tiver mais cor? E se você compartilhasse comida? E se essa rua fosse minha? E se tivesse lugar para sentar e conversar? E se ponto de ônibus fosse estante de livro?e se grade fosse cabideiro?
“O Amanhã não é uma data no calendário, não é um lugar aonde vamos chegar. É uma construção da qual participamos todos, como pessoas, cidadãos, membros da espécie humana. (...)
Orientado pelos valores éticos da Sustentabilidade e da Convivência, essenciais para a nossa civilização, o Museu busca também promover a inovação, divulgar os avanços da ciência e publicar os sinais vitais do planeta. Um Museu para ampliar nosso conhecimento e transformar nosso modo de pensar e agir.”
Nesta sala escura tinha uma... como descrever... muito bonita: 3 “panos”, música de piano, um sistema de corrente de ar que mantinha os 2 panos sempre em movimento harmonioso, ora entrelaçados, ora independentes, sem repetição. 
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Sociedade: “Somos muitos, muito variados, sim, mas muito parecidos. Estamos sempre em associação uns com os outros – às vezes em cooperação; outras, em conflito. Nas próximas décadas as sociedades compartilharão um mundo cada vez mais populoso, integrado, diferenciado e provavelmente injusto. Em muitas regiões, se viverá três vezes mais que no Império Romano, e os idosos serão tão numerosos quanto as crianças.”
Eu, aparentemente, sou uma andróide visionária, segundo o teste com algumas perguntas interessantes e pouco comuns.
A churinga (esta coisa a parecer um pau na vertical) é uma ferramenta simbólica milenar, da cultura aborígene Australiana que serve para coser o tempo, ligando o passado e o futuro. O museu do amanhã ambiciona ser uma churinga para o século XXI.
O museu usa energia solar – “as placas solares na cobertura do edifício movimentam-se como asas para acompanhar o posicionamento do sol e aumentar a eficiência da captação de energia, valorizando também a entrada de luz natural.” Mas estava muito frio lá dentro, um disparate de nível de AC...
O espelho de água é “abstecido pela baía de Guanabara e resfriando o sistema de climatização do edifício, economizando o uso de água doce.”
A Puffed star II é uma estrela de 20 pontas e 6 metros de diâmetro de Frank Stella.
O jardim do museu “tem 24 espécies nativas da Mata Atlântica de restinga, típicas da região costeira do Rio de Janeiro.”
Na altura pré-olímpica as letras diziam “cidade olímpica” e o eléctrico estava em obras. Agora dizem “Rio Te Amo”, e o eléctrico é bonito de ver passar.
Um museu muito fora do habitual, muito interesssante de visitar, apela à sensibilização e passa uma mensagem mista de receio e esperança. Como anuncia...


O amanhã é hoje. E hoje é o lugar da ação.