Dissertações sobre tudo e sobre nada, porque sim e porque não, a favor da liberdade de expressão.
sexta-feira, maio 19, 2006
Comida (americana) (segundo prato)
As bolachas com pepitas de chocolate ocupam várias prateleiras no supermercado, são boas, embora moles, mas com o dobro do tamanho das “normais”, tipo bolacha gigante.
Batatas fritas azuis e roxas. É verdade, eu pensava que a única cor de comida que não havia era azul (em bebida temos o blue curaçao) mas afinal existe! Faz confusão mas sabe a batata normal, e são colhidas na América do Sul e são mesmo assim. Se pensarmos um bocadinho, existem pimentos e maçãs em cor verde, vermelho e amarelo. Cenouras em cor-de-laranja e amarelas. E pronto, há batatas amarelas e azuis/arroxeadas.
É difícil encontrar comida saudável como sopas, iogurtes, normais, naturais!
As embalagens de leite são como em Londres, em gallons é certo, mas em garrafão com +- 3L. É prático.
A manteiga… não sei se comi manteiga nas torradas, aliás a própria embalagem dizia qualquer coisa como “tastes like butter” (Diana confirma no frigorífico o que diz, sff!).
Mas com o mix alargado de culturas, há restaurantes autênticos de chineses, japoneses, italianos, turcos, africanos, portugueses, franceses, espanhóis, etc etc.
É claro que o japonês é barato, ou pelo menos muito mais acessível e variado. Uma maravilha! E sempre era peixe, sem ser frito.
O raio do Starbucks nunca mais chega cá, com a sua oferta never ending de cafés e acrescentos finais de baunilha e canela e cacau e… mas já agora, tragam os donuts também!
JM
quinta-feira, maio 18, 2006
Olé!
Aparentemente, não comer carne implica não gostar de touradas.
Para mim, gostar de touradas e ser semi-vegetariana é como dizer que não se consegue ver os touros a sofrer, mas depois regalar-se com um bifalhão com batatas fritas.
Incongruente? Sim.
Mas eu sei que não como os bifes e que, pelo menos, os animais que se destinam às touradas, têm uma vida muito mais saudável que as vaquinhas que fazem as delícias de muita gente quando estão no meio de um pãozinho com sementes ou têm um ovo a cavalo (obrigada, Luís! ;)).
Gosto de touradas, sim. Lembro-me de em miúda ter ido assistir em setúbel à alternativa do filho de um amigo do meu pai e de o rapaz ter levado umas cornadas e ter passado o resto do dia mal disposto e a vomitar... ehehehe!
Essa foi a última vez que fui a uma tourada e, sinceramente, questionava o meu "estômago" para assistir a uma agora, já adulta e com 11 anos sem comer carne.
Terça-feira à noite estive no espectáculo de abertura do Campo Pequeno, assisti à magnífica lide do Pedrito de Portugal e confirmei que o meu entusiasmo se manteve.
Logo à noite vou assistir a uma tourada "a sério", na primeira corrida depois da reabertura da praça. Promete...
JH
Comida (americana) (primeiro prato)
O meu primo diz que os melhores restaurantes estão em NY, mas que também são pouco acessíveis monetariamente. A esses eu fico só com o conhecimento e experiência de terceiros.
O que se vê e se é praticamente obrigado a comer é a inevitável fast food. Ao fim de 2 dias já dizia que estava enjoada de comida de plástico e que queria comer saudável. Mas depois aperta a fome, a carteira tem de ser controlada e a oferta leva ao inevitável, pronto venha lá a fatia de pizza. Pelo menos, sendo a oferta alargada, havia muito por onde escolher, variedades de pizza menos habituais e apetitosas tanto para os olhos como para o paladar.
Praticamente tudo é em quantidades gigantes. As pessoas passeiam-se na rua com copázios de soda, refrigerantes, colas, cafés, aos litros. Sugeri ao Pedro pedir um café pequeno em vez do expresso (que é caro como o raio) e veio um copo de quase meio litro de café. E era o tamanho “pequeno”.
Não percebi a tara dos pretzels, a forma típica deve ter um significado que desconheço, mas impera em todo o lado. Eles comem só com mostarda por cima, nos carrinhos de hot dog nas ruas. Aquilo será bom? Não me apeteceu experimentar. E o Pedro também não quis o cachorrinho porque sem batata palha não tinha piada. Já a mana Sara tinha ficado desiludida com o dito, preterimos a experiência.
Tivesse eu Dunkin Donuts em cada esquina e tinha mais 10 quilos. Aquela oferta desmesurada de donuts de todas as cores e sabores dava comigo em doida. Gosto dos bolitos, fofinhos e cheios de cremes, recheios, pepitas… ainda provámos uns quantos, porque escolher só um era difícil. Macã, côco, limão, chocolate, creme de ovos, creme de Boston, recheio X, Y, Z com W, xpto com abcd…
JM
quarta-feira, maio 17, 2006
Circular na cidade (parte 2)
Os táxis amarelos são aos milhares. Assim que chegámos queríamos apanhar um. E pensava eu que era fácil, com tanta oferta e sendo nós indubitavelmente turistas, com as malas do avião. Mas não. Estava a chover e um frio de 7graus, malas pesadas e meio desorientados por ruas desconhecidas. Braço estendido, a vê-los passar. Poucos paravam e recusavam quando sabiam para onde íamos! Mas que raio!... se é longe não é bom para ganhar mais? Depois percebemos, um passou 2ª vez e disse que nos levava. Havendo táxis 24h, pelas 18h era troca de turno e também muito trânsito. Por isso ir para os arredores e apanhar o trânsito para sair e entrar em Manhattan não lhes apetecia. Ah… tá bem.
Mas os táxis são todos regulados, não há cá trafulhice. Estão todos identificados, e uma vez entrados, não podem recusar a volta. Por isso alguns perguntavam antes de entrarmos. E depois sai a factura electrónica automaticamente, com as milhas percorridas e o preço a pagar. Certinho direitinho. A gorjeta depende da nossa satisfação pelo serviço. Apanhámos alguns muito mal dispostos, “ai os arredores é longe”, “o trânsito”. E são quase todos indianos ou paquistaneses, o melting pot portanto.
Os school buses também são amarelos e típicos, o flash deu um efeito estranho!
JM
terça-feira, maio 16, 2006
Circular na cidade (parte 1)
Estacionar em NY é difícil, são poucos os lugares visíveis, não é o sistema do parquímetro largamente espalhado como aqui. Existem parques mas são estranhos. É o género entrega-se a chave e eles estacionam o carro. Que pode ser num edifício cheio de andares ou num espaço exíguo onde se estacionam todos encaixados, de maneira a que para um sair, têm de se tirar os outros todos da frente. Confiar a chave e o carro a estranhos, faz-me pensar que eles dão voltas com o carro, do género se for um ferrari ou um modelo novo. Além disso são muito caros! Nos poucos lugares pela cidade, vêem-se espaços, mas com a particularidade de terem uma bomba de água no passeio, aqueles marcos pequenos para os bombeiros ligarem em caso de incêndio. Aqui também há mas ninguém nunca ia deixar de estacionar no espaço pela hipótese de bloquear o acesso aos amigos voluntários. Os americanos cumprem.
Quando cai o amarelo nos semáforos, eles param. Aqui…acelera-se! E nas passadeiras, quando está verde para eles mas também para nós, quando os carros mudam de direcção por exemplo, eles esperam, sem fuçanhar as pessoas como aqui acontece. Eu chamo-lhe civismo!
O nosso metro é dos melhores, limpinho e eficiente, pouco complicado, bem indicado.
O de Londres é gigante mas sempre me orientei bem, com os nomes e linhas, sentidos e paragens seguintes.
Em NY… é sujo, feio, complicado, mal indicado e talvez pouco eficiente. A frequência não é má mas esperamos sair numa estação e o raio do metro não pára. É tipo expresso, mas não se percebe nem indicam, pára em algumas estações. Aconteceu-nos isso e voltar para trás quando ainda não era a última estação.
Eles têm os maquinistas a falar. Americano = inglês, filmes, séries e tal. Mas não se percebe bem o que os gajos dizem, falam depressa e engolem o fim da frase. Não sei quê “closing doors”. Tudo bem, mas não era mais fácil ter uma gravação simpática com uma voz calma e esclarecedora? Próxima estação X, não pára em Y, cuidado que a porta vai fechar.
E também têm um gajo que põe com a cabeça de fora para ver se abre ou fecha as portas. Automatização, século XXI, que tal?
JM
segunda-feira, maio 15, 2006
Aventuras ao volante (parte 2)
Conduzir é sempre uma aventura. Em Portugal estamos sujeitos à condução de péssima qualidade da maioria dos condutores, ou não fôssemos recordistas em acidentes e mortos na estrada.
Nos States… a não termos mapa e às indicações de estradas serem mazinhas acrescenta-se os condutores americanos. Os piscas também devem ser poupados, por isso é raro vê-los. Os riscos contínuos ou hiper-proibidos não têm grande importância e passa-se por cima sem problema. Ultrapassar pela direita também é uma hipótese já que as auto-estradas têm tipo 5 faixas para cada lado e a malta baralha-se.
As distâncias estão em milhas e o velocímetro também se expressa em milhas. A gasosa é em gallons e é assim… metade do preço!
1 gallon = 3,785412 litro; o carro levou 9,103G =~34,4586L; pagámos 28,21USD =~23,51EUR, ou seja, cada litro de gasosa (não era gasóleo) custou 0,68eur! E cá andamos a pagar quase 1,5eur! “#$&%/*?!*$#%
Muitos carros têm uns laços atrás, em autocolante, assim do tamanho de uma mão aberta, grande, e com várias cores. As mensagens dizem “support our troops”, com fundo amarelo, rosa ou inevitável “bandeira americana” e assim… que bonito o amor à pátria. Só que nem sabem por onde andam as tropas, ou pelo menos não conseguem identificar num mapa mundo onde raio é o Iraque! Ou a maioria dos países da Europa.
JM
sexta-feira, maio 12, 2006
Aventuras ao volante (parte 1)
A senhora achou estranho a validade da carta de condução do Pedro, porque pelos vistos os americanos têm de a revalidar a cada 5 ou 8 anos. Talvez não seja mau visto, deveria haver muito chumbo por estas bandas! Adquirem-se maus hábitos e esquecem-se as regras básicas… Para o caso de perdermos o carro, a matrícula é esta!
Ah pois, o carro tem mudanças automáticas. Enquanto o Pedro conseguia pôr a marcha-atrás e sair do parque sem bater, eu liguei ao André a perguntar os segredos das mudanças automáticas, o P e o R e… tínhamos de perceber as estradas a tomar para o nosso destino.
As sinalizações deles também não são grande coisa. Deram-nos um papelinho com direcções mas a ajuda não era imediata. Também havia o pormenor de não termos mapa do percurso todo, mas o tuga safa-se sempre! É claro que nos enganámos e fomos parar a Manhattan, fomos por uma ponte e voltamos por outra, felizmente das que não se pagava portagem. Na próxima vez que passarem na 25 de Abril e lamentarem o preço da portagem… em NY é muito pior! Há muitas portagens nas estradas, seguidas e caras!
Demorámos 2h a sair da zona de NY até à estrada pretendida em direcção a Washington. Porque apesar de quase toda a gente andar de transportes, um exemplo a seguir, o trânsito é infernal. Muitos táxis, limousines, carros daqueles grandes (quais smarts ou outros pequenos), com traseiras compridas, como aliás se vê nos filmes. Eu acho que os nossos carros são mais variados.
Quando estávamos a aterrar, uma americana fez o comentário “Look, normal cars” para as amigas. Não percebi o que têm os nossos de “anormal”!
JM
quinta-feira, maio 11, 2006
Outras atracções (não museus) - parte 2


O museu do Intrepid, que participou na 2ª guerra mundial, com aviões lá dentro, mísseis, história, submarino e o meu querido Concorde. Um dos meus sonhos era andar de Concorde, mas depois do acidente, deixou de ser realizável. Consegui pelo menos vê-lo de perto, visitar por dentro e tirar fotos!
A Time Square é aquele local luminoso e cheio de gente 24/7, onde caem os papelinhos na passagem do ano e estão os musicais a ver (desta vez escapou).
O Rockefeller sem árvore de natal e pista de gelo, é um local que passa despercebido…
O Ground Zero é estranho, olhamos para o céu e pensamos, vem aí outro avião? Mas já não há torres para cair. Passaram quase 5 anos (passa rápido!) e está basicamente tudo na mesma há muito tempo, buraco, tractores, obras sem grande obra à vista. Tinham uns placards com o dia em momentos “perda de contacto com avião X”, “evacuação da White House”… mas eu achava que ia encontrar fotos ou flores ou mais memoriais. Mas de facto… passados quase 5 anos já era martírio para os familiares. E acho que ainda há detritos por explorar num depósito num aeroporto de NY. Que lentos! Não me sentia confortável naquele espaço, havia pessoal com mau aspecto a vender fotos ou livros de pouca confiança, e um gajo com péssimo aspecto a contar histórias com um garrafão a servir de depósito de gorjetas. Muito feio.
Mas o passeio à volta na beira do rio é muito fixe, assim tipo docas ou expo mas muito melhor, tratado, agradável, seguro, com mais pessoas a correr, patins, cães, crianças, calmaria, bem-estar!
JM
Outras atracções (não museus) - parte 1
Depois das torres caírem, o velhinho Empire State Building voltou a ser o edifício mais alto e de referência que se vê a partir de quase toda a cidade e arredores (assim a lembrar a torre Eiffel em Paris). As torres eram mais altas, e deviam sobressair muito mais. O tal City Pass incluía a subida ao Empire, com várias filas daquelas aos ziguezagues, labirínticas, mesmo depois de chegar ao 80º andar (no elevador sentia-se a pressão nos ouvidos). Quando chegámos lá acima já era de noite, mas tínhamos também incluído o guia com auscultadores que se revelou muito útil. Porque é giro ver os prédios, mas de noite, pareciam todos iguais e sem conhecer não abonava muito. O tal guia explicava as zonas, edifícios e tinha histórias giras. Num dos dias seguintes, lemos no jornal Metro (lá há muitos jornais gratuitos, nós já temos 2) que um senhor de idade entrou na wc e saiu vestido com um fato de milhares de USD, uma máscara com câmara e preparava-se para dar um saltinho… a polícia deteve-o mas a foto mostrava o senhor já do lado de fora, e as grades são muitas!
O passeio de barco foi uma surpresa agradável e dava para descansar enquanto o comandante ia explicando o que víamos, pelo rio Hudson e mar, as pontes, a estátua da liberdade, os edifícios que ruíram no 11 de Setembro, o prédio aberto onde o pessoal bate umas bolas de golfe em frente ao rio e que vão parar às redes, o prédio onde a Nicole Kidman tinha um apartamento e o Robert de Niro tem um restaurante, o heliporto dos VIPS, etc. A estátua da liberdade é verde por acção do sal marinho no material bronze que a constitui. As pontes são fáceis de decorar, BMW = Brooklin, Manhattan e Williamsborough (acho que é assim que se escreve!).
JM
terça-feira, maio 09, 2006
Parques e ruas

um dos muitos esquilos brincalhões
memorial do John Lennon na parte do park que ele gostava mais, Strawberry Fields
finda o verde e começam os arranha céus
Nos 2 primeiros dias esteve mau tempo, com frio de 7 graus, chuva chata e até trovoada um bocadinho.
A primeira imagem do central park foi gravada com tons cinzentos mas percebia-se que um espaço verde daquele tamanho era uma área espectacular. A reservoir Jackeline Kennedy é gigante e muito calmante. Há vários espaços diferentes, com rochas, patos, peixes, muitos esquilos, passarinhos, árvores, plantas, flores, espaço para correr, passear, brincar com os miúdos e jogos de grupo.
Têm sorte porque é quase tudo plano e em todo o lado se vêem pessoas a correr, com o seu inseparável ipod, claro. Não percebi porque se viam tão poucas motas ou bicicletas, dada a facilidade de circular pelos caminhos, mas andar a pé é uma opção apetecível e muito saudável!
Em Lisboa… o parque Eduardo 7º é íngreme e não muito aconselhado, o do Campo Grande é altamente desaconselhado, um jardim em cada bairro segundo o Santana é mentira, Monsanto é longe e também não me parece muito seguro, safa-se a Gulbenkian cuja origem não é lusa. Enfim, para quê uma árvore se um parquímetro rende muito mais? Qual oxigénio, qual descanso. Os miúdos hoje em dia já nem saem à rua para brincar, educam-se nos PCs e a ver TV. Enfim.
As ruas são praticamente uma esquadria perfeita, todas numeradas e assim fáceis de identificar. À primeira vista é impessoal, revela falta de imaginação ou de justificação para atribuir um nome de uma pessoa/local/data a uma rua ou avenida. Mas facilita muito a orientação da cidade, sabemos se estamos a ir para Sul se os números das ruas horizontais estiverem a descer, e para Oeste se os mesmos aumentarem. Onde fica o museu X, loja Y, monumento Z? Fica na 57 com a 3ª, na 34 com a 7ª… Algumas têm nome, como a Madison, a Park, a Lexington, a Broadway, mas são poucas.
E são compriiiiiidas, andamos e vamos e é difícil conseguir fazer uma avenida vertical inteira. Na horizontal dá, a 42ª é gira de se fazer, começa no pontão dos passeios de barco e acaba perto da ONU, há um autocarro que percorre a rua (o 42, pois claro) e é chato para caramba porque pára em cada quarteirão, mais os sinais luminosos e o trânsito…
Em Lisboa… aconselho o maps.google.com!
JM
segunda-feira, maio 08, 2006
Museus

Comprámos o city pass que nos permitia visitar uma série de museus e atracções por um preço bem mais convidativo do que se fosse em separado. Vimos quadros dos pintores famosos (Picasso, Van Gogh, Monet, Manet, Dali, Munch, Kandinski, Pollock, Klimt, Cézanne, Mondriann…), esculturas (Rodin – o pensador!…), muita arte. Há sempre uma emoção de ver um quadro famoso, de olhar o pormenor, a técnica, de pensar “aquele quadro também eu pinto”.
Começámos com o Guggenheim, inconfundível pela sua arquitectura estrutural. O Museu de História Natural Americano, que era gigante, com o mega esqueleto de dinossauro na entrada. O MOMA, arte moderna, arte questionável, interactivo, giro e o Metropolitan que também nunca mais acabava.

Galerias intermináveis por zonas, povos, culturas, continentes… o hipopótamo azul, dedais para os dedos dos pés em ouro para colocar nas múmias (os egípcios eram estranhos), e outras coisas fascinantes ou estranhas. Era impossível ver tudo ao pormenor porque começa a “enjoar”.
A mim dava-me vontade de pintar!
Com alguma vergonha confesso que nunca fui (que me lembre) ao museu mais visitado em Portugal, o dos coches. Quando vamos para fora podemos ver museus, estamos de férias. Aqui… os horários são incompatíveis com o do trabalho. O CCB não costuma escapar quando tem o WPP, ou a Gulbenkian de vez em quando.
Estou para ir ao aqueduto das águas livres há anos!
JM
sábado, maio 06, 2006
sexta-feira, maio 05, 2006
Dim Sum
No domingo fomos a chinatown para um brunch (um mix entre breakfast & lunch) de dim sum. A Mafalda gostou muito desta modalidade quando foi à China e cá em Portugal acho que não se encontra, pelo menos na forma habitual.
Uma sala com muitas mesas, chegamos e somos sentados, podendo isso acontecer numa mesa com pessoas que não conhecemos. Depois as senhoras passam com carrinhos cheios de taças com comida cozinhada a vapor, ou fritos, cozidos, assados. Escolhemos o que queremos e vão carimbando o nosso cartãozinho com as coisas. O normal será beber chá e comer com pauzinhos.
No oriente não há muito o hábito da sobremesa ou doces, mas tínhamos uma espécie de pastel de nata, quentes com amendoim e sésamo, feijão encarnado doce, e são coisas boas!
No fim ficámos satisfeitos e saiu barato!
JM
quinta-feira, maio 04, 2006
Saida à noite em NY
Ninguém chateava para entrar e estava cheio. As pessoas eram variadas, da nossa idade, mais novos e mais velhos, com roupas normais ou produzidas. Sem código de vestir aborrecido e obrigatório, estava-se à vontade e era divertido.
Outro pormenor muito fixe era a ausência de tabaco. Só vi umas 2 ou 3 pessoas a fumar. É fantástico, sem fumo, não cansa tanto, não arde os olhos, respira-se melhor, nota-se mesmo a diferença! E já não temos medo de nos queimarem a roupa ou as mãos quando vão a passar de cigarro em punho que nem uma arma de fogo.
E por NY era raro ver fumadores. Eram mais as pessoas com IPOD, para não dizer que todos tinham um, desde novos a velhos, esfarrapados ou executivos. Para quando o respeito pelo não fumador?
JM
Nos primeiros dias chovia e estava frio, mas isso não impedia os nova-iorquinos de passear e estar nos parques, com os miúdos, de bicicleta, a conversar, a ler…
quarta-feira, maio 03, 2006
Impressões norte-americanas
Porque as férias foram culturais, com muita passeata cansativa a pé e stress de visitar uma cidade muito grande, hiper-meltingPot, com vários museus para ver, sítios para vislumbrar, transportes a orientar, jardins para respirar, compras a aliciar…
E depois como o jet-leg é pior no regresso (viagem de Oeste para Este), bem queria mais um tempinho para descansar, pôr o sono em dia, de papo para o ar, ter tempo de arrumar as coisas, gozar o nosso sol, escrever crónicas para o blog e tratar das fotografias.
Fui com o Pedro visitar a Diana e o João, que moram em Queens, no lado direito de Manhattan, acima de Brooklin.
Aproveitámos para alugar um carro e aventurámo-nos pelas ruas, estradas e auto-estradas com condutores americanos, sem mapa, até Washington e Philadelphia. Para uma próxima vez ficará a visita a Boston e às Cataratas do Niagara.
Em vez do diário de viagem habitual, escrevi pontos de interesse, curiosos e críticos para ver como exemplo ou simplesmente perceber que se pode viver de modos diferentes. Com algumas fotos a ilustrar, para breve.
JM
segunda-feira, maio 01, 2006
Uma frase engraçada num filme com piada que teve como principal resultado o casal romântico Sienna Miller & Jude Law e toda a sua novela mexicana traição-vingança-escândalo-separação-reconciliação.
É também uma boa forma de começar uma semana que antecipo como longa, demasiadamente longa, com um fim-de-semana pelo meio a trabalhar, ou 14 horas (7+7) a resmungar "mas-o-que-é-que-eu-estou-aqui-a-fazer-quando-os-meus-amigos-todos-estão-na-praia-e-ainda-por-cima-esta-merda-de-horário-que-eu-não-devia-ter-aceite-nem-me-dá-tempo-para-ir-ao-ginásio", e a arrancar logo com dois dias de trabalho que só devem acabar lá para as tantas da manhã e eu com o dilema dos dois programas que tenho para sexta-feira, mais o convite para sushi no sábado, e as noites divertidas (e longas!) que os Poof Poof prometem para a semana que vem, mais os bilhetes de teatro e tanta coisa em que pensar, porque raio é que tenho de trabalhar?!
(lindo pensamento para o Dia do Trabalhador, digo eu.)
JH
A época de praia já abriu...
Eu sei que ainda falta algum tempo para o Verão, mas estes dois dias de praia foram uma excelente antevisão....
E as festas no Bicho estão quase a chegar, pra inaugurar oficialmente o Verão, a praia, as noites e as amizades.
Antes disso, os 4 melhores DJs da praça - os Poof Poof Snipers - prometem arrasar com três noites no Função Pública!
Isto promete...
JH





















