quinta-feira, maio 11, 2006

Outras atracções (não museus) - parte 2




O museu do Intrepid, que participou na 2ª guerra mundial, com aviões lá dentro, mísseis, história, submarino e o meu querido Concorde. Um dos meus sonhos era andar de Concorde, mas depois do acidente, deixou de ser realizável. Consegui pelo menos vê-lo de perto, visitar por dentro e tirar fotos!
A Time Square é aquele local luminoso e cheio de gente 24/7, onde caem os papelinhos na passagem do ano e estão os musicais a ver (desta vez escapou).
O Rockefeller sem árvore de natal e pista de gelo, é um local que passa despercebido…
O Ground Zero é estranho, olhamos para o céu e pensamos, vem aí outro avião? Mas já não há torres para cair. Passaram quase 5 anos (passa rápido!) e está basicamente tudo na mesma há muito tempo, buraco, tractores, obras sem grande obra à vista. Tinham uns placards com o dia em momentos “perda de contacto com avião X”, “evacuação da White House”… mas eu achava que ia encontrar fotos ou flores ou mais memoriais. Mas de facto… passados quase 5 anos já era martírio para os familiares. E acho que ainda há detritos por explorar num depósito num aeroporto de NY. Que lentos! Não me sentia confortável naquele espaço, havia pessoal com mau aspecto a vender fotos ou livros de pouca confiança, e um gajo com péssimo aspecto a contar histórias com um garrafão a servir de depósito de gorjetas. Muito feio.
Mas o passeio à volta na beira do rio é muito fixe, assim tipo docas ou expo mas muito melhor, tratado, agradável, seguro, com mais pessoas a correr, patins, cães, crianças, calmaria, bem-estar!
JM

Outras atracções (não museus) - parte 1


Depois das torres caírem, o velhinho Empire State Building voltou a ser o edifício mais alto e de referência que se vê a partir de quase toda a cidade e arredores (assim a lembrar a torre Eiffel em Paris). As torres eram mais altas, e deviam sobressair muito mais. O tal City Pass incluía a subida ao Empire, com várias filas daquelas aos ziguezagues, labirínticas, mesmo depois de chegar ao 80º andar (no elevador sentia-se a pressão nos ouvidos). Quando chegámos lá acima já era de noite, mas tínhamos também incluído o guia com auscultadores que se revelou muito útil. Porque é giro ver os prédios, mas de noite, pareciam todos iguais e sem conhecer não abonava muito. O tal guia explicava as zonas, edifícios e tinha histórias giras. Num dos dias seguintes, lemos no jornal Metro (lá há muitos jornais gratuitos, nós já temos 2) que um senhor de idade entrou na wc e saiu vestido com um fato de milhares de USD, uma máscara com câmara e preparava-se para dar um saltinho… a polícia deteve-o mas a foto mostrava o senhor já do lado de fora, e as grades são muitas!
O passeio de barco foi uma surpresa agradável e dava para descansar enquanto o comandante ia explicando o que víamos, pelo rio Hudson e mar, as pontes, a estátua da liberdade, os edifícios que ruíram no 11 de Setembro, o prédio aberto onde o pessoal bate umas bolas de golfe em frente ao rio e que vão parar às redes, o prédio onde a Nicole Kidman tinha um apartamento e o Robert de Niro tem um restaurante, o heliporto dos VIPS, etc. A estátua da liberdade é verde por acção do sal marinho no material bronze que a constitui. As pontes são fáceis de decorar, BMW = Brooklin, Manhattan e Williamsborough (acho que é assim que se escreve!).
JM

quarta-feira, maio 10, 2006

terça-feira, maio 09, 2006

Parques e ruas

central park cinzento com um prédio conhecido onde os vizinhos recusaram a Madonna como hóspede


um dos muitos esquilos brincalhões


memorial do John Lennon na parte do park que ele gostava mais, Strawberry Fields


finda o verde e começam os arranha céus


Nos 2 primeiros dias esteve mau tempo, com frio de 7 graus, chuva chata e até trovoada um bocadinho.
A primeira imagem do central park foi gravada com tons cinzentos mas percebia-se que um espaço verde daquele tamanho era uma área espectacular. A reservoir Jackeline Kennedy é gigante e muito calmante. Há vários espaços diferentes, com rochas, patos, peixes, muitos esquilos, passarinhos, árvores, plantas, flores, espaço para correr, passear, brincar com os miúdos e jogos de grupo.
Têm sorte porque é quase tudo plano e em todo o lado se vêem pessoas a correr, com o seu inseparável ipod, claro. Não percebi porque se viam tão poucas motas ou bicicletas, dada a facilidade de circular pelos caminhos, mas andar a pé é uma opção apetecível e muito saudável!

Em Lisboa… o parque Eduardo 7º é íngreme e não muito aconselhado, o do Campo Grande é altamente desaconselhado, um jardim em cada bairro segundo o Santana é mentira, Monsanto é longe e também não me parece muito seguro, safa-se a Gulbenkian cuja origem não é lusa. Enfim, para quê uma árvore se um parquímetro rende muito mais? Qual oxigénio, qual descanso. Os miúdos hoje em dia já nem saem à rua para brincar, educam-se nos PCs e a ver TV. Enfim.

As ruas são praticamente uma esquadria perfeita, todas numeradas e assim fáceis de identificar. À primeira vista é impessoal, revela falta de imaginação ou de justificação para atribuir um nome de uma pessoa/local/data a uma rua ou avenida. Mas facilita muito a orientação da cidade, sabemos se estamos a ir para Sul se os números das ruas horizontais estiverem a descer, e para Oeste se os mesmos aumentarem. Onde fica o museu X, loja Y, monumento Z? Fica na 57 com a 3ª, na 34 com a 7ª… Algumas têm nome, como a Madison, a Park, a Lexington, a Broadway, mas são poucas.
E são compriiiiiidas, andamos e vamos e é difícil conseguir fazer uma avenida vertical inteira. Na horizontal dá, a 42ª é gira de se fazer, começa no pontão dos passeios de barco e acaba perto da ONU, há um autocarro que percorre a rua (o 42, pois claro) e é chato para caramba porque pára em cada quarteirão, mais os sinais luminosos e o trânsito…
Em Lisboa… aconselho o maps.google.com!

JM

segunda-feira, maio 08, 2006

Museus


Comprámos o city pass que nos permitia visitar uma série de museus e atracções por um preço bem mais convidativo do que se fosse em separado. Vimos quadros dos pintores famosos (Picasso, Van Gogh, Monet, Manet, Dali, Munch, Kandinski, Pollock, Klimt, Cézanne, Mondriann…), esculturas (Rodin – o pensador!…), muita arte. Há sempre uma emoção de ver um quadro famoso, de olhar o pormenor, a técnica, de pensar “aquele quadro também eu pinto”.



Começámos com o Guggenheim, inconfundível pela sua arquitectura estrutural. O Museu de História Natural Americano, que era gigante, com o mega esqueleto de dinossauro na entrada. O MOMA, arte moderna, arte questionável, interactivo, giro e o Metropolitan que também nunca mais acabava.





Galerias intermináveis por zonas, povos, culturas, continentes… o hipopótamo azul, dedais para os dedos dos pés em ouro para colocar nas múmias (os egípcios eram estranhos), e outras coisas fascinantes ou estranhas. Era impossível ver tudo ao pormenor porque começa a “enjoar”.
A mim dava-me vontade de pintar!

Com alguma vergonha confesso que nunca fui (que me lembre) ao museu mais visitado em Portugal, o dos coches. Quando vamos para fora podemos ver museus, estamos de férias. Aqui… os horários são incompatíveis com o do trabalho. O CCB não costuma escapar quando tem o WPP, ou a Gulbenkian de vez em quando.
Estou para ir ao aqueduto das águas livres há anos!

JM

"De madrugada, antes de dar de comer ao gato, apertou o peito com as mãos para não morrer, e tomou a resolução de esquecer María."

"Só vim fazer um telefonema", Doze Contos Peregrinos, Gabriel García Márquez

JH

sábado, maio 06, 2006

"Percebo a dor de uma separação quando pensamos que vamos ter de aprender um dia de novo essa linguagem que é estranha aos de fora".

A Cidália, ou a Carrie portuguesa, certa como sempre, no NS.

JH

sexta-feira, maio 05, 2006

Dim Sum



No domingo fomos a chinatown para um brunch (um mix entre breakfast & lunch) de dim sum. A Mafalda gostou muito desta modalidade quando foi à China e cá em Portugal acho que não se encontra, pelo menos na forma habitual.
Uma sala com muitas mesas, chegamos e somos sentados, podendo isso acontecer numa mesa com pessoas que não conhecemos. Depois as senhoras passam com carrinhos cheios de taças com comida cozinhada a vapor, ou fritos, cozidos, assados. Escolhemos o que queremos e vão carimbando o nosso cartãozinho com as coisas. O normal será beber chá e comer com pauzinhos.
No oriente não há muito o hábito da sobremesa ou doces, mas tínhamos uma espécie de pastel de nata, quentes com amendoim e sésamo, feijão encarnado doce, e são coisas boas!
No fim ficámos satisfeitos e saiu barato!

JM

quinta-feira, maio 04, 2006

Saida à noite em NY

Fomos sair a uma discoteca muito gira, diferente, chamada Salon ou Saloon. A música era batida mas ao vivo com uns senhores com uns tambores que davam um ritmo muito fixe. Tinham 3 dançarinas que iam mudando, com umas roupas (ou falta delas) estranhas qb mas que também ajudavam a criar o ambiente diferente. As bebidas eram servidas em copos baixos e com palhinhas pequenas muito fininhas. E porque não?
Ninguém chateava para entrar e estava cheio. As pessoas eram variadas, da nossa idade, mais novos e mais velhos, com roupas normais ou produzidas. Sem código de vestir aborrecido e obrigatório, estava-se à vontade e era divertido.
Outro pormenor muito fixe era a ausência de tabaco. Só vi umas 2 ou 3 pessoas a fumar. É fantástico, sem fumo, não cansa tanto, não arde os olhos, respira-se melhor, nota-se mesmo a diferença! E já não temos medo de nos queimarem a roupa ou as mãos quando vão a passar de cigarro em punho que nem uma arma de fogo.

E por NY era raro ver fumadores. Eram mais as pessoas com IPOD, para não dizer que todos tinham um, desde novos a velhos, esfarrapados ou executivos. Para quando o respeito pelo não fumador?

JM


Nos primeiros dias chovia e estava frio, mas isso não impedia os nova-iorquinos de passear e estar nos parques, com os miúdos, de bicicleta, a conversar, a ler…

quarta-feira, maio 03, 2006

Impressões norte-americanas

Finalmente tive férias este ano e conheci NYC. Ontem regressei ao trabalho com a rabujice e vontade do costume, a querer mais uns dias de férias!
Porque as férias foram culturais, com muita passeata cansativa a pé e stress de visitar uma cidade muito grande, hiper-meltingPot, com vários museus para ver, sítios para vislumbrar, transportes a orientar, jardins para respirar, compras a aliciar…
E depois como o jet-leg é pior no regresso (viagem de Oeste para Este), bem queria mais um tempinho para descansar, pôr o sono em dia, de papo para o ar, ter tempo de arrumar as coisas, gozar o nosso sol, escrever crónicas para o blog e tratar das fotografias.
Fui com o Pedro visitar a Diana e o João, que moram em Queens, no lado direito de Manhattan, acima de Brooklin.
Aproveitámos para alugar um carro e aventurámo-nos pelas ruas, estradas e auto-estradas com condutores americanos, sem mapa, até Washington e Philadelphia. Para uma próxima vez ficará a visita a Boston e às Cataratas do Niagara.
Em vez do diário de viagem habitual, escrevi pontos de interesse, curiosos e críticos para ver como exemplo ou simplesmente perceber que se pode viver de modos diferentes. Com algumas fotos a ilustrar, para breve.
JM

segunda-feira, maio 01, 2006

"No good deed goes unpunished"

Uma frase engraçada num filme com piada que teve como principal resultado o casal romântico Sienna Miller & Jude Law e toda a sua novela mexicana traição-vingança-escândalo-separação-reconciliação.

É também uma boa forma de começar uma semana que antecipo como longa, demasiadamente longa, com um fim-de-semana pelo meio a trabalhar, ou 14 horas (7+7) a resmungar "mas-o-que-é-que-eu-estou-aqui-a-fazer-quando-os-meus-amigos-todos-estão-na-praia-e-ainda-por-cima-esta-merda-de-horário-que-eu-não-devia-ter-aceite-nem-me-dá-tempo-para-ir-ao-ginásio", e a arrancar logo com dois dias de trabalho que só devem acabar lá para as tantas da manhã e eu com o dilema dos dois programas que tenho para sexta-feira, mais o convite para sushi no sábado, e as noites divertidas (e longas!) que os Poof Poof prometem para a semana que vem, mais os bilhetes de teatro e tanta coisa em que pensar, porque raio é que tenho de trabalhar?!

(lindo pensamento para o Dia do Trabalhador, digo eu.)

JH

A época de praia já abriu...

e o calor já chegou.
Eu sei que ainda falta algum tempo para o Verão, mas estes dois dias de praia foram uma excelente antevisão....
E as festas no Bicho estão quase a chegar, pra inaugurar oficialmente o Verão, a praia, as noites e as amizades.
Antes disso, os 4 melhores DJs da praça - os Poof Poof Snipers - prometem arrasar com três noites no Função Pública!
Isto promete...

JH

quinta-feira, abril 27, 2006

Pontos de luz

Há alturas em que parece cair um manto de nevoeiro sobre as nossas vidas, que cobre tudo: as relações, o trabalho, as conversas, e que acaba por toldar a forma como vemos o mundo, os nossos juízos e conclusões.
Nessas alturas, mais do que nunca, precisamos de encontrar pontos de luz, que nos ajudem a continuar. E é nesses momentos que encontramos, aqui e ali, os amigos, a ligar os máximos do carro, a enroscar uma lâmpada, a acender uma vela com cheiro a baunilha, ou um isqueiro, ou um fósforo.
E assim é mais fácil não nos perdermos e não ir de encontro aos pedregulhos que por vezes surgem no caminho. E isso é bom.

JH

quarta-feira, abril 26, 2006

Gabriel García Márquez

"Estava aí havia mais de uma hora sempre a pensar na morte, quando começou o Outono."

Boa Viagem, Senhor Presidente, in Doze Contos Peregrinos

quinta-feira, abril 20, 2006

Grávida... eu?!

Em pouco tempo, três pessoas diferentes perguntaram-me se estou grávida. Já percebi que a notícia da minha "gravidez" corre alegremente nos corredores da Câmara de Lisboa.
Se insistem com a ideia, ainda começo a comprar roupa de bebé!

JH.

domingo, abril 16, 2006

Adam

"Actor de "Morangos com Açúcar" morre num acidente de viação" in site do Público.
Conheci o Francisco em 2002, naquelas andanças de anúncios e festas.
Custam a sair aqueles adjectivos que descrevem as pessoas, principalmente quando se prefixam com "era", "era alegre", "era...".
Esta notícia fez-me muita confusão, a JH enviou-me um sms a noticiar. Depois ouvi no rádio, como notícia de abertura. E depois repetem a cada hora.
Porque é que tem de ser assim? Já sabemos que em todas as "operações Carnaval/Páscoa/Férias/Natal" morrem pessoas em acidentes de viação. Quando são conhecidos faz mais confusão. Como é óbvio não acontece só aos outros.
Não sei as circunstâncias do acidente, mas um cuidado extra às 4 da manhã teria sido aconselhado.
Tenham cuidado a conduzir, excessos de velocidade e álcool, que estupidez!
Para quê? Alguém tem pressa de se despedir?

Um beijinho especial para o Chico Adam dos olhos mais azuis que conheci.

JM
"Se calhar temos de aplicar o pessimismo diariamente, como creme hidratante.
Senão, como nos recompomos quando a nossa fé é abalada e descobrimos que, ao contrário do que pensamos, o amor não move montanhas?"

Carrie, Sex and the City

JH

quinta-feira, abril 13, 2006

Até já...

No ginásio:

Um instrutor aproxima-se de mim e diz-me qualquer coisa. A princípio não percebo, tiro os phones e pergunto: "O quê?". Ele sorri e diz: "Até já!".
Olho para ele baralhada, balbucio qualquer coisa, pergunto se ele vai dar uma aula a seguir e esclareço que não posso ir. Ele fica calado, a olhar para mim e com um sorriso amarelo. Eu retribuo, com um sorriso ainda-mais-amarelo.
Então percebo: amarrada à cintura tenho uma camisola da nova campanha da TMN e, mesmo em cima do meu rabo, lê-se em letras garrafais: "Até já"!
Lindo...

JH

quarta-feira, abril 12, 2006

Ir a pé para o trabalho e almoçar em casa

Com pouca chuva e tempo mais ameno, decidi arriscar ir a pé para o trabalho. Foi mais perto do que pensava, os 15mins passam rápido e faz bem o exercício matinal para acordar.
Ontem experimentei outra variante, almoçar em casa. Uma maravilha! A comida já estava num tupperware e foi só aquecer em conjunto com a sopa. Vi as notícias na tv, fiz a cama, arrumei o quarto e até lavei a loiça! Poupa-se dinheiro, faz-se exercício (15min + 15min a pé) e apanho um sol fixe no caminho! Que isto de estar 12h numa sala sem janelas é mau. De tarde não tive sono pós-almoço.
Uma vez por semana não tem mal, apesar de almoçar sozinha, sinto que usufruo do meu espaço e de condições que devem ser aproveitadas. Viva a comida caseira!

E por falar em comida caseira, ontem fizémos um jantar muita bom: perca grelhada, arroz de alho e couve coração salteada. Depois disso cozinhámos bacalhau à brás, que é terrivelmente fácil!
Coze-se o bacalhau e desfia-se. É talvez a parte chata, mas sempre interpretei a tarefa de arranjar o peixe como sendo um puzzle em que as espinhas não são benvindas, basta saber onde estão e eliminá-las! 'Bota-se' cebola e azeite a alourar num tacho, mexe, bacalhau, mexe, ovos, mexe, batata palha, mexe, salsa/coentros e já está. Uma maravilha comprovada e até agora sem espinhas encontradas. Bom trabalho da JH!
JM

terça-feira, abril 11, 2006

Wishes don´t come true

Esta noite caiu-me a pulseira da sorte, daquelas brasileiras do Senhor do Bonfim. Tinham-me trazido do Brasil, eu não fazia questão de usar uma pulseira daquelas, mas mesmo assim ela durou no meu pulso esquerdo durante uns dois anos e meio.
Já estava fininha e nos últimos dias já a sentia mais larga.
Ontem à noite, ao tirar as luvas de cozinha, a pulseira caiu. Os desejos é que não se cumpriram...
Perguntei à Joana o que fazia com a pulseira. Ela tem a mesma teoria que eu: deita-se ao mar, na sétima onda (sétima onda a contar do quê?!)... deve ser um mito suburbano da Costa da Caparica...
Na dúvida, vou aproveitar o fim-de-semana na Costa para cumprir o ritual.
Mesmo sem os desejos realizados...

JH.

Ser feliz

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Posted by Mafalda, no seu blog. Plágio comunicado a priori!
JM

segunda-feira, abril 10, 2006

"E tu, onde deixaste as asas?"

JH

Ice Age 2







Ontem fomos ao cinema a pé! Meia hora de caminho até ao Alvaláxia.
Gosto e continuo a gostar dos filmes animados a computador, são anos de trabalho dos techis por cada filme e animação.
Muito giro, divertido e bom para desanuviar!
JM

sábado, abril 08, 2006

"Isto merece um post"

Tens razão, JM. Isto merece um post. "Isto" é uma "tarde de gajas" na Baixa e no Chiado.
Dia lindo de Primavera, calorzinho... Aproveitámos para ir às compras, claro!
E corremos mesmo as lojas todas: 3 Zara, 2 Bershka, 2 H&M, 1 Mango, 1 Pull & Bear. (falta alguma, Joana?)
Experimentar vestidos, cai-cais, tops, só a pensar no calor, e desejar que não volte a chover para podermos estrear tudo!
Para acabar, um delicioso croissant com doce de morango na Bénard, claro! (o único que o meu jejum de Quaresma permite...) Tão bom que apetece comer o guardanapo!
Depois, regressar de metro para casa e sair uma estação antes da nossa para andar mais um bocadinho a pé...
'Bora repetir nos saldos do Verão? :)

JH

sexta-feira, abril 07, 2006

Em repeat mode

and so it is
just like you said it would be
life goes easy on me
most of the time
and so it is
the shorter story
no love no glory
no hero in her skies
i can't take my eyes off of you
and so it is
just like you said it should be
we'll both forget the breeze
most of the time
and so it is
the colder water
the blower's daughter
the pupil in denial
i can't take my eyes off of you
did I say that I loathe you?
did I say that I want to
leave it all behind?
i can't take my mind off of you

damien rice

quarta-feira, abril 05, 2006

Dar sangue

A 1ªa vez que fui dar sangue, foi pela sugestão/convite da JH e estávamos em 99.
Fomos à sede da CGD, onde eles têm o Grupo de Dadores de Sangue, pertencente aos Serviços Sociais da CGD. Uma vez por mês, recebem as várias entidades, hospitais e institutos (Instituto Português de Oncologia, por exemplo) e as pessoas da Caixa e outros voluntários podem ir dar o seu contributo.
Nessa vez correu bem e senti que era uma boa acção que se podia fazer, civicamente, que ajuda muitas pessoas, e sinto-me "útil e prestável" à sociedade. Também podemos pensar que um dia podemos vir a precisar e que não deve ser em cima do acontecimento que se remedeia a situação. Se por um lado tenho um tipo de sangue "comum", isso também significa que pode servir a muita gente, e não são apenas os tipos "raros" que são mais precisos.
Ficamos a saber o tipo de sangue, são feitas análises gerais e às doenças infecto-contagiosas, nomeadamente as hepatites, tuberculoses e HIVs. Se houver algum valor preocupante eles comunicam (nunca me aconteceu), mas de qualquer modo, enviam para casa um resumo dos resultados. E ficamos a saber (confirmar) que não temos SIDA e outras doenças graves. Esses testes são muito caros e, apesar de confiar em mim e nas pessoas com quem me relaciono, ficamos sempre mais descansados por eliminar hipóteses.
Todas as pessoas saudáveis podem dar sangue. Existem, no entanto, condições que visam salvaguardar os próprios dadores e receptores da contribuição. Temos de ter mais de 18 anos, mais de 150cm e mais de 50kg. As mulheres podem dar de 4 em 4 meses e os homens de 3 em 3. Se dermos duas vezes num ano, ficamos isentos do pagamento das taxas moderadoras, pede-se o papel e altera-se o cartão de utente.
O processo pode variar dependendo da entidade envolvida mas no geral temos sempre inscrição, consulta médica, dádiva, paparoca e brindes. Chegamos e recebemos uma senha de vez, increvemo-nos ou confirmamos os dados e ficam com o cartão de dador para registar mais uma dádiva. Pode haver um médico ou enfermeiro a fazer a picadinha da hemoglobina, que se faz num dedo da mão e dói! Se tivermos um valor baixo (anemias) podemos ser recusados. Depois a consulta médica com a medição da tensão e registo do peso e altura. Nessa altura fazem-se uma série de questões importantes que pretendem avaliar a aptidão do dador: drogas, doenças, transfusões, operações, comportamentos sexuais, medicamentos, piercings e tatuagens recentes, contacto com pessoas ou países de risco, etc. Depois escolhemos o braço e deitamo-nos na maca. Picadinha e podemos ver que o nosso sangue é escuro, enquanto é recolhido para umas saquetas apropriadas, ao mesmo tempo que se recolhem amostras para tubinhos que vão para análise. Não tiram "litros" de sangue. De acordo com a constituição da pessoa, a dádiva oscila na ordem dos 0,4-0,6L. O tempo depende da pessoa, da veia, da velocidade com que sai o sangue, hoje demorei 10min. Comprime-se o sítio da picadinha e põe-se um penso. Descansamos um bocadinho e passamos à mesa da comida.
Já vi várias versões: sandes, sumos, água, café, cerveja (sem álcool), frango assado, salgados vários, bolos, bolachas, biscoitos... Temos de repôr o nível de sangue, não fazemos esforços nesse dia e bebemos muitos líquidos.
Finaliza-se a visita com a entrega de um saquinho de brindes onde está sempre presente uma flor ou manjerico (na devida altura). Ao longo do tempo contabilizo canetas, blocos, ímans, porta-moedas, porta-chaves, pratos, copos, tigelas, tshirts, etc.
Acho que antigamente pagavam para ter dadores, mas o belo do "voluntário" começou a sê-lo por interesse e abandonaram a ideia. O meu pai dá no hospital da Almada e agradecem quase sem mais nada.
Já levei vários amigos para dar sangue e já contabilizo algumas histórias. Renovar o sangue também é saudável, e esse é um dos motivos pelos quais o meu pai dá, para baixar os níveis de não-sei-quê.
Alguém ficou tonto? Alguém quer as datas das próximas acções de recolha?
Alguém chegou ao fim deste post? :o)
JM

terça-feira, abril 04, 2006

Dança Comigo

O programa da RTP1 é giro, gosto de ver. Até gosto mais da Sílvia Alberto que da Catarina Furtado, é mais sincera e menos exagerada. Acho piada vê-los a dançar, a evolução possível que percebemos. Mas muito mais giro era estar no papel deles. Não pela parte de aparecer no programa e dançar para os telespectadores. Mas a parte de ter profissionais a ensinar e a transformar-nos em dançarinos.
Se fizessem o programa para concorrentes do povinho, talvez não tivessem programa...

JM

segunda-feira, abril 03, 2006

Em contagem decrescente

Faltam pouco mais de dois meses para o casamento da minha mana, em que tenho a dupla responsabilidade de ser irmã da noiva e madrinha!
Até há dias, as minhas incursões aos centros comerciais e ao Chiado tinham como objectivo único procurar um vestido para usar.
No sábado fui a uma loja mesmo perto da minha casa, na avenida de Roma, e... à segunda tentativa, decidi o que vou usar.
Com a minha mãe demorou mais tempo, mas também comprou o vestido na mesma loja e no mesmo dia.
Só faltam adereços, sapatos e uma écharpe para a Fátinha.
Mas... uff... que alívio!

Agora só preciso de encontrar uma grande maquilhagem, mesmo das boas, que me impeça de ficar a parecer um palhaço triste quando a minha irmã entrar na igreja, de braço dado com o meu pai. É que eu vou chorar mesmo mesmo! Tenho a certeza.

JH

Últimas da miniM



a ponte é gira! até faz lembrar a torre eiffel!













acho que já reabriram o trânsito na ponte. mas ainda há muita gente por concluir a prova!












o relógio já marca 1h43 e a placa indica o km 20. claramente o pessoal da mini excede o dameia. Força, já só falta 1km e pouco e mais à frente estão uns senhores a tocar tambores alegres que dão o alento necessário para o sprint final!















o estádio do belenenses tem a melhor vista de todos! e já levava pastéis quentinhos para a sobremesa. que bem nos souberam!








vista assim... é comprida! e para o ano há mais! ...desta. em setembro temos a vasco da gama!

JM

sábado, abril 01, 2006

Prazeres da carne


O natal é quando um homem quiser e não é apenas na passagem do ano que se tomam decisões.
Decidimos voltar a comer carne sem restrições. Eu com a carne de porco e a Joana com a carne em geral. Para ir devagarinho, bifinhos grelhados ao almoço. Comemos carne mas saudavelmente!
(Ainda há mais fotos da miniM, mas estão noutro pc)

JM

sexta-feira, março 31, 2006

Percurso da miniM




ai a meta tão longe...
começa no início da ponte 25 Abril e termina em belém em frente aos Jerónimos













a descer todos os santos ajudam. antigamente nesta ponte estavam as senhoras da vizinhança a aplaudir, é sempre bom ouvir e sentir o apoio. este ano estavam cheios de seguranças! Com quase metade da prova feita, a ponte ainda está cheia de corredores!











o local de encontro à chegada não falha. os Jerónimos só têm uma janela redonda!















isabelinha satisfeita com a medalha recebida. já todos tínhamos comido o gelado que as meninas da olá dão na meta. tb havia massagens e alongamentos orientados por profissionais.

quarta-feira, março 29, 2006

personagens da miniM

Habitualmente há sempre alguém que corre com uma árvore de couve. um sr mais à frente tinha outra vegetação igualmente visível! há palhaços, o sr barman que corre com a bandeja, garrafa e copo sem entornar... é uma festa! o que vale é que fomos todos descompassados, senão a ponte podia cair!








Nos jornais destacaram a participação do sr de 94 anos. Eu vi o Pai Natal! E é patrocinado pela Nav??















Febras! O tuga é fantástico. Há quem leve 2 cães, com trela e dorsal respectivo, ou seja, pagaram inscrição e também têm direito a medalha.

Há quem tenha medo de ter fome e leve o equipamento para assar a bela da febra, com lume aceso, tintol a acompanhar, paninho e lixo!

Os meninos do gás. Foi sem dúvida um spot de sucesso, no carnaval viam-se muitos.

As bilhas, ao que consta, ainda pesam 7kg. Mas pelo menos não vão ter calor por roupa a mais! Só se for por não estarem habituados a tanto cabelo...

JM

terça-feira, março 28, 2006

adeptos da miniM


O acesso à partida. Não parece muita gente mas este fluxo contínuo ao longo de + de 1h contabiliza os milhares de participantes. Passa-se a portagem e há sempre quem diga a piadinha de não a pagarmos.









Os companheiros fiéis Pica e Pedro (quando não torcem um pé a jogar à bola ou perdem o transporte)













A convidada especial isabel, que já me acompanhou na prova irmã da ponte Vasco da Gama)

segunda-feira, março 27, 2006

10 anos de Mini-Maratona

O tempo passa rápido e corria o ano de 1996 quando fui passar a ponte 25 de Abril na mini-maratona. 10 tshirts, 10 medalhas, alguns quilómetros, mau tempo, bom tempo. A companhia foi mudando, consigo convencer alguns, outros desistem, um torce o pé na véspera, o outro perde o último comboio para a margem sul. O ano passado fui "sozinha". Eu e mais os 30 e tal mil de entusiastas. Uns correm, outros andam, passeiam, levam filhos, famílias, cães, mascaram-se. Vou colocando fotos por estes dias, a relatar o evento.

Correr nesta parte não é muito aconselhado, há mais risco de tropeçar e cair. Mas vê-se o rio por baixo e o comboio, quando o deixam passar. Depois do 11 de Setembro, o comboio deixou de passar, por motivos de segurança. Este ano passou. Assustei-me quando o ouvi. Faz um razoável barulho e pensei logo... vem bomba? :o(

Hoje doem as pernas, mas amanhã ainda vão doer mais!

JM

quinta-feira, março 23, 2006

Amor Portátil

A Lusa distribuiu telemóveis novos, depois de toda a gente ter rosnado contra os péssimos Siemens... Os novos são da Nokia, que já é marca que se veja.
Uma função que acho muito engraçada é a das mensagens instantâneas. Aquelas que já estão escritas e mandamos quando não temos tempo ou paciência para enviar um texto personalizado. São sempre mensagens simples, business-like como "Estou em reunião. Ligo mais tarde" ou "Chego atrasado".
Mas os senhores da Nojia já querem ser tão práticos e chegar de tal forma às nossas necessidades diárias que já incluíram uma outra mensagem instantânea: "Também te amo".
Digam lá se eles não pensam em tudo...

JH

Dias mundiais

Não vamos discutir que há dias para tudo, porque o povo tem memória curta e se não forem associados dias para certos acontecimentos ou áreas de interesse comum, ninguém fala nisso e fica tudo na bela da rotina.
Ontem foi o Dia Mundial da Água, que é "um recurso natural escasso e essencial à vida". Tomem duche, fechem a torneira quando lavam os dentes e a loiça.
Hoje vem no 'Metro' que os lisboetas/portugueses gastam mais água que a média europeia. Que vergonha!
Hoje é o Dia Mundial da Meteorologia. "O clima é um factor prioritário na conservação dos ecossistemas e da saúde humana". Tufões, tempestades, inundações, ventania, incêndios...
Ai a Primavera solarenga nunca mais chega. Apetece dizer que podia só chover de noite, mas depois os trabalhadores nocturnos não concordavam. E a malta ao fds também não gosta de sair à noite com chuva. Embora seja necessária, atrapalha e chateia um bocado andar com o raio do chapéu atrás!

JM

Ps: Na Madeira querem deixar de comemorar o 25 de Abril... no comments à estupidez alheia

quarta-feira, março 22, 2006

Portugal no seu melhor

Nós de facto somos um povo muito curioso, mas pelo menos somos saudáveis e conseguimos gozar com as nossas próprias façanhas. Recebo com alguma regularidade mails com fotos deste tipo. Não se percebe como é que algumas destas coisas podem acontecer. O senso comum não é... comum?
Suponho que as coisas sejam feitas com método, talvez uma visita ao local, planeamento mínimo em papel, materiais, recursos etc. Mas na obra em si... não é obvio que algo está mal? E mesmo assim continuam e dão por terminado o trabalho? Faz sentido a alguém o poste estar ali, no meio da estrada???


As pessoas alguma vez iam conseguir ver o jogo ou sequer circular pelas bancadas sem dar cabeçadas na estrutura?

Pelo menos pode escolher onde deseja aliviar-se da necessidade fisiológica, mas alguma delas é funcional qb?

O site é giro, para ver uma foto de vez em quando e perceber o quanto ainda temos de evoluir!
JM

terça-feira, março 21, 2006

Poesia

Gostava muito das aulas de português, de interpretar os textos e de os ler.
Hoje também é o dia mundial da Poesia. Aqui ficam uns (excertos de) poemas de uma 'googlada' rápida. E tantos outros ficam por dizer e mencionar.

Canto I
AS armas e os Barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
(...)
Camões, Lusíadas

Importuna Razão, não me persigas
Importuna Razão, não me persigas;
Cesse a ríspida voz que em vão murmura;
Se a lei de Amor, se a força da ternura
Nem domas, nem contrastas, nem mitigas;
(...)
Bocage

Mar Português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma nao é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Fernado Pessoa

Se tu viesses ver-me...
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca

JM

Primavera

Quando era pequena, a Primavera começava dia 21 de Março, mas os tempos mudam e este ano começou dia 20, ontem. Os passarinhos, andorinhas, flores e dias mais bonitos (e compridos) é o que se espera.
Hoje é o Dia Mundial da Floresta e Dia da Árvore.
Quando era pequena, no dia de hoje era costume plantar uma árvore na escola. Era giro, reuníamos em redor do buraco já feito por um senhor e íamos colocando terra e depois água. Um acto simbólico de grande importância. Um colega meu comentou que em lugar das árvores que plantara na primária, passava agora uma auto-estrada. Que bom.
"O uso sustentável das florestas contribui para a melhoria da qualidade do ar que respiramos" in calendário ecológico do Pingo Doce. E não só. Todos os anos ardem em Portugal milhares de hectares de espaços verdes. E não são só árvores, é a flora e a fauna de todo um espaço, local, área circundante que fica afectado. Depois quando chove a lama arrasta-se pelas encostas abaixo, os pássaros e animais terrestres não têm sítio para onde se abrigarem com ninhos ou tocas. As abelhas não têm poiso e depois não há mel (aumenta o preço, claro). Espécies protegidas correm mais risco, o oxigénio não se renova, os solos ficam pobres, a desertificação aumenta, etc.
Considero-me ecologista e ambientalista qb. Reciclo bastante e poupo nos recursos. Não deixo a água a correr no banho, na lavagem da loiça, nem quando lavo os dentes.
Ainda temos muito para evoluir na protecção da natureza. A importância que se dá à floresta, em Portugal, é irrisória. Basta ir à vizinha Espanha ou resto da Europa, Américas, para perceber que se preocupam e fazem algo para a proteger e valorizar.
Plantem árvores! Depois só fica a faltar o filhote e o livro!
JM

domingo, março 19, 2006

Notícia de última hora

Parem as máquinas!
O Manuel Subtil acabou de informar a Agência Lusa que vai viajar amanhã para Bruxelas para se solidarizar com o ex-barricado belga.

(afinal os domingos são animados... ehehehe)

JH

Ossos do ofício

Em Bruxelas, um homem barricou-se num hotel com a filha de dois anos desde sábado à tarde, e só se entregou à polícia domingo de manhã.

Em Lisboa, a redacção da Agência Lusa recebe um telefonema:
"Fala Manuel Subtil (aquele que há uns anos se barricou na RTP). O meu nome diz-lhe alguma coisa? Queria saber qual é a situação do barricado em Bruxelas".

Barricados do mundo, uni-vos!

JH

sábado, março 18, 2006

Overheard

Tenho o péssimo hábito de ouvir as conversas das pessoas à minha volta, seja num restaurante, num café ou num transporte público. Chama-se a isso cusquice e é uma coisa muito feia.
Ontem à noite, no entanto, nem era preciso fazer qualquer esforço para ouvir a conversa do casal, mais ou menos da minha idade, sentado ao meu lado no nepalês. Era claramente o início de uma bela amizade, porque eles ainda trocavam informações sobre as suas famílias ou sobre os respectivos empregos e projectos.
A dada altura, a rapariga sai-se com esta frase: "Quando não há limites, tem-se liberdade para fazer tudo".

Hãhã.

JH

Roubado à Pública da semana passada...

A noite foi maravilhosa mais saíste à pressa

Não te esqueceste de nada? A noite foi maravilhosa mas saíste à pressa. Tropeçaste nas escadas, chocaste contra a vitrina, beijaste a porteira, derrubaste o vaso da trepadeira. Atravessaste com o vermelho, entraste na farmácia e pediste um café. Passaste pelo teu Fiat, sentaste-te ao volante de um Toyota. Conduziste, não para o Cais do Sodré, mas em direcção ao aeroporto. Embarcaste não no cacilheiro mas num avião para Hollywood.
Criaste uma seita e um site, um lobby e um blogue, aprendeste mandarim, converteste-te ao zoroastrismo, mudaste de nome, arranjaste os dentes, cravaste um piercing, deixaste crescer a barba, pintaste o cabelo, saíste do armário, entraste no top dos cantores pimba, protagonizaste um escândalo, escreveste um best-seller, perdeste a vergonha, ganhaste um óscar. Desfilaste na passerelle, participaste numa telenovela, entraste num anúncio de telemóvel, saiu-te o euromilhões, desceste muito baixo, subiste ao pódium, foste atleta de alta competição, campeão de audiências, activista verde, eminência parda, vendedor de sonhos, vidente de búzios, líder de opinião, chefe de cozinha, presidente da Junta, rei do porno, comentador do prime-time, pérola do jet-set, padrinho da máfia, filho pródigo, pai de família, empresário de sucesso e filósofo de serviço. Agora podes voltar. Tem cuidado com o vaso.

(Texto de Paulo Moura)

JH

quinta-feira, março 16, 2006

PTM

Desde o 12º ano que fiquei rodeada de rapazes, na turma do secundário, no curso da faculdade, no trabalho de consultoria. Onde estou neste momento (PT Multimedia), o andar é maioritariamente ocupado no feminino. E por estranho que possa parecer, ou não, muitas delas estão grávidas.
Há várias situações notórias a que não estava habituada. Muita galhofa ao longo do dia, risadas, TV e música ligados frequentemente, posters de filmes nos corredores, WC ocupada muito frequentemente. Acaba por ser um ambiente dinâmico mas também algo perturbador. Por vezes precisamos de nos concentrar e ouvimos música, gargalhadas e muitos parabéns a você (sem direito a bolo). Sem código de vestir imposto, também é engraçado ver alternativas, se bem que por vezes assustadoras.
É normal haver pessoas que ficam encarregues de acompanhar o funcionamento dos canais, como a Sport TV em dias de jogo importantes, os canais de filmes a ver se a publicidade está como acordado e quem tenha de estar de olho nos canais para maiores de 18...
O mundo dos audiovisuais parece-me pouco aborrecido!
JM

sexta-feira, março 10, 2006

A aliança da minha avó

"Um dia, o teu avô começou a penhorar as coisas lá de casa, para emprestar dinheiro a um amigo, que tinha uma amante. Até tirou o fio de ouro do pescoço da tua mãe, coitadinha, que era uma criança. O amigo era casado e tinha um filho, mas envolveu-se com uma mulher que já tinha uma data de filhos. Quando soube que o teu avô tinha tirado o fio da menina, fui ter com ele à garagem e, à frente de todos os empregados, confrontei-o. Ele não gostava nada que eu fizesse isso, mas eu sempre contei tudo. Aos filhos também. Fui perguntar-lhe pelo fio da tua mãe e ele, com aqueles modos dele, disse-me para tirar a aliança do dedo."O quê? Queres que eu tire a aliança?". Dei meia volta e fui a casa buscar uma faca. Um facalhão grande. Voltei à garagem, dei-lhe a faca, maluco como ele era, e estendi a mão. "Se queres tirar-me a aliança, o dedo vai junto. Corta, corta-me o dedo. A aliança vai, mas o dedo também". Era muito nova, tinha pouco mais que 20 anos. E nunca mais o tirei, durante 50 e tal anos. Só agora é que deixou de me servir, há dois ou três anos."

Foi esta história que a minha avó me contou, quando me ofereceu a sua aliança, ontem à noite. Redondinha, dourada, larga. Muito bonita. Não sei se me casarei um dia, mas gostava de usá-la.
JH.

Pérolas

Num comunicado do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) sobre acções de fiscalização a casas de alterne, hoje enviado à agência Lusa:

"O SEF fiscalizou também um estabelecimento de diversão nocturna na zona de São João da Madeira, cuja entidade empregadora será alvo de procedimento contra-ordenacional, por terem sido identificadas a trabalhar quatro cidadãs estrangeiras não estando habilitadas para o efeito".

JH

segunda-feira, março 06, 2006

You're pointing cameras at hurricanes
Like you'd could stop them
Lock them in frames.

"The longest road", David Fonseca (outra vez)

Ainda não se nota cá fora...

mas a Primavera já chegou às traseiras da nossa casa.
Bem-vinda!




JH.

And the Oscar goes to...

Não vi a cerimónia toda, mas ficámos até às 2h30 a ver os oscars, os vestidos e entradas, os primeiros prémios. Acordei e ouvi na TSF os prémios principais, quase sem surpresas. Levantei-me e liguei a TV para ver um bocadinho dos discursos. O raio do compacto é tarde, não me posso deitar tarde outra vez...
Ontem ainda fui ver o Capote, história estranha, personagem esquisita, voz e personalidade irritante, mas muito bem interpretado.
Aqui ficam os vencedores e vencidos:
http://www.imdb.com/features/rto/2006/oscars
No campo feminino, do gossip, eu e a Joana partilhamos a opinião dos Dos & Dont's. A Reese estava princesinha, a Michelle estava muito querida mas o amarelo canário não é consensual. O que se passou no gosto da Charlize para usar aquele vestido com aquele laço gigante e quase tétrico? http://www.glamourmagazine.co.uk/fashion/do_and_dont/default.asp?page=33584
E pronto, brevemente tenho de ver o Colisão, Walk The Line, Memórias de uma Gueixa, Munique, Mrs Henderson, Boa noite Boa sorte, North Country, ... a lista custa a diminuir!

JM

sábado, março 04, 2006

IRS

Tentei entregar o IRS, reuni a papelada, fiz contas. Sem benefícios não deve sair grande coisa, apenas tenho despesas de saúde. Tentei mas não deu. Diz que tenho de entregar na 2ª fase. Mas também não consegui perceber onde podia colocar as despesas de saúde, os anexos. É suposto termos um curso para fazer esta tarefa estúpida? Não se percebe a aplicação, os nomes, onde se colocam os valores, e há sempre erros.
Enfim, um outro dia encho-me de paciência. Dá vontade de não fazer nem que seja pela chatice da entrega!

JM

Pré Oscars

Ontem fiz maratona de TV. Cheguei a casa depois de jantar (levei os meus pais, mana e cunhado ao japonês) e liguei o aparelho para fazer companhia enquanto ia pôr alguma leitura em dia. Mas só deu para ler nos intervalos. Apanhei um programa tipo "road to the oscars" com entrevistas, reportagens, comentários, previsões, uma maravilha. Logo a seguir, os globos de ouro. Outra maravilha. Tantas séries giras que não chegam cá ou dão a horas estúpidas impróprias para trabalhadores. Boa programação na RTP1! Depois o zapping final foi parar ao Hollywood com o top dos mais vistos da semana. Muita TV em jeito de cinema.
Gostava de ficar a ver os óscares, madrugada fora. Há anos em que fico pelo resumo mas neste apetecia. Apesar de não ter visto todos, e nem a maioria dos filmes, conheço-os e estou muito curiosa com os premiados. Tantos filmes para ver ainda!
Terei de me contentar com o princípio, a entrada, os vestidos, as mini-entrevistas e talvez os 2 primeiros oscars que são rápidos e apanha logo um actor principal. Depois acordo com a TSF que faz o apanhado e relata os discursos mais emocionados. Talvez veja o resumo depois. Que mania de fazer a cerimónia ao Domingo! :o(

JM

sexta-feira, março 03, 2006

Transamerica

Ontem fui ver o Transamerica. Muito bom, ela tem um papel excelente, rimo-nos sem ser nonsense-comédia-fácil. É mais um tema polémico (ou 2) que a academia nos apresenta.
Ela a fazer de transexual está muito bem conseguido. Será maquilhagem, o cabelo, as roupas? Não sei mas a transformação está digna de óscar.
E depois de ver a Bree, tive de rever a mulher feminina que a Felicity é.



Recomendo!

JM

Cartão Lisboa Viva

Quando raio melhoram a porcaria do sistema do cartão Lisboa Viva?
Antes de mudar para Lisboa tinha o passe da Fertagus que tem cancelas nas estações da Margem Sul. O sistema funciona na perfeição, passam pessoas consecutivamente sem entalanços e o passe nunca dava problemas.
Desde que fecharam o Metro, que via as pessoas a ficarem entaladas, o passe a não passar, a espera pela demora no sistema reconhecer os cartões, uma porcaria! Eu própria já fiquei entalada e ia desmaiando tal foi o embate que levei. Vieram logo os senhores do metro (tive sorte) amparar-me e perguntar se estava bem, se queria ir para o hospital e se queria apresentar queixa. Ora, para eles sugerirem apresentar queixa... bem sabem como é mau o sistema!
Quando fui comprar o passe estava receosa, mas correu bem e passou bem a 1a vez. Mas de resto... ou não passa, ou diz que está inválido, ou fecha mal. Grrrr....

De resto, sempre gostei de andar de metro, rápido e eficaz. As TVs ajudam a passar a espera mas os anúncios repetidos... já não há paciência para a Rita Guerra "à espera do sol" e do Michael Bublée no seu "ohhOHHHohhhouuu". Aumentem a frequência!

JM

terça-feira, fevereiro 28, 2006

A vida são dois dias e o Carnaval são... cinco!

Uma Miss Saigão à procura do seu GI...



Depois de três dias consecutivos a trabalhar mais de 12 horas, as minhas chefinhas "ofereceram-me" uma folga, na 6ª. Juntei ao fim-de-semana, fiz ponte e... estive 5 dias em casa! Ainda por cima, com um programa de festas muito bom!
6ªf: Jantar no Bairro com algumas "celebridades", a que se seguiu uma festa com grandes músicas no "Naperon"... Brigada, Clô!
Sábado: Primeiro jantar oficial lá em casa. Lasanha de espinafres e requeijão, junta-se cogumelos, tomate e cenoura. Não ficou brilhante, mas com a prática chega-se lá! A sobremesa foi melhor: maçãs assadas com canela e gelado de baunilha... Hum!
Domingo: Dia mais calmo. Assistir com a família ao Benfica-Porto. Ver os lampiões a ganhar, mas mesmo assim com um nozinho no estômago... não dá, é mais forte que nós!
2ªf: Dia a matar saudades do Tommy e do Fonso (lindos!!!). Noite de festa no Bicho d'Água (ver fotos...). Muitos sorrisos, muitas máscaras divertidas e um grande som com os 4 djs da casa, os amigos...
3ªf: Dia calmo, calmo, ao ritmo da ressaca... Mais mudanças pra Alvalade (já temos cambolhota, para acolher hóspedes) e cinema (Walk the Line)... Muito bom!
E pronto, agora são só mais três dias e depois é outra vez fim-de-semana. E se fosse sempre assim?

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Domingo à noite... cinema?

A lista de filmes a ver custa a diminuir, mas 2 num fds ajuda!
Estar em Lisboa ajuda a ir ao cinema, já não tenho de ir a correr ou esperar 45mins pelos comboio de regresso à Margem Sul.
Fui com a Isabel ao Colombo ver o Orgulho e Preconceito. Em dia de jogo na Luz poderia ser desaconselhado, mas o jogo já tinha começado e o centro estava vazio e pacífico. Quando saímos, pacífico e vazio estava porque já o jogo tinha acabado.
Gostei muito do filme, romântico mas sem ser lamechas, cheio de coisas bonitas, diálogos muito cuidados e linguagem eloquente ou coloquial. Dá vontade de passear naqueles campos e de vestir aqueles vestidos!
Já adicionei mais livros à minha lista para ler, agora da Jane Austen.
E as pipocas. O filme não tinha nada ambiente pipocal, e como tinha poucos espectadores, ouvia-se mesmo o remexer no balde e o mastigar ruidoso do milho explodido. Mas não conseguiu estragar o ambiente bonito criado pelo filme.

JM

sábado, fevereiro 25, 2006

6f à noite... cinema?

Com os óscares à porta e tanta oferta, tenho uma lista de filmes que quero ver. Ontem fomos ver o Syriana com o George Clooney, 10kg mais pesado. Muita intriga e confusões de histórias e personagens, com uma filmagem característica do realizador, muito movimentada e que baralha. Americanos, árabes, petróleo, CIA, interesses e corrupção. Gostei, apesar de ter ficado um bocado baralhada e de confirmar que a triste realidade existe e até deve ser bem pior do que se viu.
Então e o local do cinema? Escolhemos o ECI, péssima escolha. Aquele parque de estacionamento põe-me doida e faz-me pesadelos, a espiral de entrada/saída nunca mais acaba e fico tonta. Os bilhetes normais já custam 5,40eur? Fiquei chocada. Meu rico cartão jovem que me vale!
Uma fila gigantesca para as bilheteiras e outras tantas para comer e depois para entrar no cinema. Ficámos na 3ª fila, um bocado a ler as legendas e a fazer ginástica ao pescoço, porque árabe não dá para perceber de ouvido!
E as pipocas e coca-colas. Até gosto de comer mas prefiro-as salgadas, embora nunca consiga ganhar a batalha. Às vezes vêm numa bola de caramelo, aquilo em calorias deve ser bonito.
E pipocas com coca-cola... combina? E depois na sala só se ouve o barulho da palhinha a encontrar o fim do copo. Ontem embirrei.

JM

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Mudanças

Já passei a 1a noite oficial na casa e já tivémos o nosso 1o jantar.
Sábado de tarde comecei a reunir a roupa para levar, foram mais de 5 malas de viagem e não chegou para tudo. E neste momento quase não consigo entrar no quarto porque não tive tempo para arrumar as coisas e continua tudo dentro das malas. Ainda há a hipótese de as coisas não caberem nos armários e ter de as levar de volta para a Costa...
Com o tempo vamos operacionalizando a casa. Ontem de manhã percebi que a prateleira das coisas do pequeno almoço está muito bem localizada. Mas para cozinhar ainda não sei o sítio dos tachos e dos condimentos, nem sei bem o que temos e não temos, é a fase da adaptação. Na sala vamos colocando livros e outras coisas pequeninas a que ainda não há local de arrumação destinado.
Ontem de noite cheguei a casa morta de cansaço mas tinha de fazer sopa. A 1a sopa da casa, sem panela de pressão. Cortei tudo pequenino para cozer mais rápido. Lavei os grelos e adicionei a água excedente. Foi água a mais. Cortei mais batatas para aumentar o puré e juntei-lhe também grão. Tudo passadinho na máquina a estrear e ficou óptima. Talvez por ter sido eu a cozinhar, mas sabia bem!
O camião do lixo passou de madrugada e acordou-me, mas de manhã ouvem-se os passarinhos enquanto preparo o pequeno-amoço.
Apetece-me estar em casa, como no anúncio do IKEA. Tenho vontade de arrumar as coisas, de as usar, de cozinhar e até de limpar!

JM

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Pequenos luxos

Há certos momentos que devíamos guardar.
Um dos meus critérios é distinguir aquelas alturas em que, por momentos, parece que não estamos no local onde realmente nos encontramos ou sentimos que temos uma vida diferente.
Ontem de manhã tive um momento desses.
Numa loja gourmet absolutamente fabulosa, à beira-rio, com uma cafetaria cheia de delícias e as mesas cheias de beautiful people. Deleitei-me com um prato de requeijão, doce de abóbora e nozes, e fiquei com vontade de lá voltar e experimentar um sumptuoso "brunch"... Maravilha.
Ao balcão, um senhor já com alguma idade comia uma empada, que acompanhou com um copo de champanhe. "Que luxo", pensei...
À noite, já com a companhia da JM, cozinhei a primeira refeição lá em casa: massa com espinhafres, rebentos de soja e cogumelos. A acompanhar, e para estrear a casa em grande, um resto do Moet & Chandon com que a Joana e o Pedro celebraram os 3 anos de namoro...
À nossa!

JH

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Japuna

Na semana passada fui experimentar comida japonesa. A medo, muito a medo.
A minha primeira experiência com comida japonesa não tinha sido lá muito famosa... Fui há uns dois anos a um restaurante japonês muito engraçado, em Carnaxide.
Para se chegar lá, passa-se um jardinzinho, com uma ponte, tudo muito oriental e bonito. O restaurante tem 3 salas enormes: japonês, chinês e tailandês. Dessa vez vestiram-nos uns roupões, o espaço tem um ambiente muito giro. Mas não gostei nada da comida... além do sushi e sashimi, também comi peixe cozinhado com muita manteiga e alho. Essa parte foi a menos má, mas não fiquei com saudades da experiência.
Há dias repeti. Por desafio da minha directora, que adora comida japonesa, fomos a um restaurante em Cascais, que tem duas "nacionalidades": italiano e japonês (!!), acompanhados por dois chefes que viveram em Macau e são grandes entendedores de comida japonesa, e por isso ficaram encarregues dos pedidos. Enquanto esperava pelo peixe cru, só via passar as pastas e pizzas, a minha verdadeira paixão... Mas os receios iniciais passaram e posso dizer q a comida japuna ganhou mais uma fã.
Sopa de miso, sushi, sashimi, maki, tempura... Adorei!!!

JH

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Pessoas

Há pessoas que conseguem transformar o nosso dia ou, pelo menos, melhorar muito o nosso humor do momento.
Isso já aconteceu a todos, claro, em diversas ocasiões, mas eu recordo-me de duas situações...
Uma delas aconteceu há cerca de um ano. Eu andava a fazer uma reportagem sobre a utilização do feng-shui em locais públicos de Lisboa, um trabalho que se arrastou durante muito tempo por falta de tempo minha e indisponibilidade das pessoas que eu queria entrevistar. Uma das pessoas com quem eu precisava de falar era a proprietária de um restuarante vegetariano perto do Hospital dos Capuchos, o Psi.
Naquele dia andei a correr, estava tudo a correr mal e eu cheguei ao Psi com uma neura enorme e sem vontade nenhuma de trabalhar. Até que conheci a Najma, uma médica de clínica geral de origem indiana, umas das pessoas mais maravilhosas que conheci. Contou-me como se empenhou em trazer o Dalai Lama a Portugal e conseguir que ele inaugurasse o belíssimo jardim onde funciona o restaurante, de inspiração oriental. E passámos o resto da tarde a conversar sobre as nossas vidas, as nossas crenças, à frente de um chá delicioso e de uma espécie de pão, cujo nome não recordo, com requeijão e mel, e o tempo voou. É à Najma que eu devo o meu jardim zen, um tabuleiro de areia e pedrinhas com dois ancinhos usados para meditação. Sempre quis ter um e lá no Psi têm um, em cima do balcão. Já não me lembro a que propósito, mencionei o jardim zen, e ela disse-me que tinha um, guardado para "alguém que quisesse muito um jardim zen". Dias depois, fez-mo chegar à Lusa, num embrulho. No final da nossa conversa, demos um abraço muito apertado, muito forte, como se fôssemos amigas há muitos anos...
A outra situação ocorreu ontem. O ambiente na Lusa está demasiado carregado, e ninguém tem vontade de rir ou de brincar. Pesado, pesado... Ainda por cima apareceu-me o trabalho todo ao mesmo tempo e tive de adiar várias vezes uma entrevista com o director artístico da Companhia do Chapitô, a propósito de uma reportagem sobre os 25 anos da instituição. Quando finalmente cheguei ao Chapitô, eram umas 19:30, fui recebida por outra pessoa, Rui Rebelo, co-fundador da Companhia. A boa-disposição e as ideias diferentes dele fizeram-me rir e saí do nosso encontro muito mais animada...

JH

Uma questão de civismo

Esta foto foi tirada no metro de Londres, em Maio do ano passado quando lá estive com a mana Sara. Foi uma foto daquelas, "olha vamos tirar!". Cá nunca iríamos tirar uma foto no metro, mas o de lá tem escadas rolantes tão grandes que quase não se vê o fim e é sempre mais um recuerdo. Já tínhamos reparado nestes anúncios laterais que são fantásticos.


Os ingleses são organizadinhos e educados e cumprem as regras sociais, tão simples e tão úteis quanto funcionais para todos. E são vários milhões a circular nos transportes públicos todos os dias na cidade.

Então temos um gajo vestido de desentupidor a atrapalhar a escada toda. E o anúncio adverte para o bom senso de não atrapalhar a circulação de passageiros. Deve ter dado um gozo bestial vestir aquilo. Ou não... :o)
É tão simples as pessoas encostarem-se à direita se não querem subir as escadas e preferem que elas as levem para o destino. Para que aqueles que têm pressa ou simplesmente gostam de aproveitar o exercício gratuito de subir escadas, poderem passar pelo lado esquerdo.
Quando estava a trabalhar no Chiado e tinha os 4 lanços de escadas rolantes para subir, era notório que algumas pessoas até faziam isso e outras pura e simplesmente ficavam paradas e até incomodadas quando se lhes pedia licença para passar. Custa muito? Facilita tanto!

E aquela MANIA estúpida de entrar no metro à hora de ponta? Falta o Herman em imitação do National Geographic a comentar as cenas. Todos se acotovelam para entrar. Como bichos selvagens. E que tal deixar as pessoas saírem primeiro?
Quando foi o túnel do Rossio a fechar até era giro logo pela manhã os polícias em Sete Rios a tentar coordenar as pessoas. Furiosas logo para entrarem nas carruagens e os senhores a gritar "Não entra mais ninguém!" E logo uma senhora se escapava para entrar...
No comboio também acontece, mas no metro é bem mais gritante. Sejam civilizados!

Lembro-me quando fui pela 1a vez a Macau e a Hong-Kong, e vi a minha avó pela 1ª, única e última vez. Estávamos em 1993, tinha 12 anos. No metro e comboio, todos tinham bips e telemóveis, e obviamente havia rede nos túneis e em todo o lado. Estamos quase lá, passados quase 13 anos... Bom, mas o engraçado era que nas estações de metro (sabendo que eles são bem mais que as mães, vários milhões, sempre um mar de gente em todas as ruas a qualquer hora) havia marcações no chão. As carruagens paravam todas no mesmo sítio e as pessoas posicionavam-se nas linhas que até tinham números. Havia espaço para os passageiros saírem e entrava-se por ordem. Civilizadamente!
Aqui em Lisboa não, é bom é ficarmos pela estação toda e quando o metro está a parar começam todos a acotovelar-se para as portas. É logo um exercício matinal tentar entrar e tentar sair nas estações. Com licença... Com Licença.. COM LICENÇA!
E com força porque a educação não é suficiente!

JM

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Dia 14 de Fevereiro

Sem ofensa para quem o comemora, este Dia de São Valentim, ou Dia dos Namorados, sempre me pareceu uma grande treta!
Não há paciência para corações insufláveis a dizer "I love you", para as montras das lojas cobertas de corações vermelhos recortados, para os ursinhos de peluche a segurar corações... a dizer "I love you", para os chocolates em forma de coração, para os boxers com corações, para os relógios com corações... Não, não tenho qualquer tipo de fúria anti-corações nem sequer contra o romantismo. Só embirro quando há dia e hora marcada para se ser romântico ou para se mostrar à outra pessoa o quanto se gosta dela...
Tudo aos pares, nos restaurantes, a fazer fila à porta, as mesas postas para dois, à espera que um casalinho saia e seja logo substituído por outro... mas também nos cinemas, nos jardins, os namorados a oferecer flores e peluches às meninas e elas a retribuir com um par de boxers e uma moldura com uma fotografia dos dois, de preferência abraçados ou na praia.
É um dia terrível para jantar fora ou ter alguma actividade social e por isso acabo sempre por refugiar-me em casa, longe de todos os casais agarradinhos e aos beijinhos. Desta vez, na casa da minha mãe...
Sempre disse que este é o "Dia dos Foleiros" (mais uma vez, sem ofensa para quem o celebra), e nunca o comemorei, em mais de 10 anos de namoro non-stop. Nem sempre com o mesmo namorado, é claro...
Nestas coisas, tenho muito mais o lema do "Natal é quando o homem quiser"...

Hoje é também o dia em que o meu amigo Zé faz 35 anos. Já não o vejo há mais de um mês, foi para a Índia, o único sítio onde é verdadeiramente feliz, e eu fico feliz por ele estar lá, apesar de ter saudades dele e das nossas conversas cheias de misticismo, vinho branco e confidências.
Por isso, o Dia dos Foleiros passa a ser oficialmente o dia de anos do Zé. E do Dedi, também!

JH

Chaves do Areeiro

Quando tivémos o problema pensei logo nessa empresa conhecidíssima, Chaves do Areeiro.
Imaginei logo uma operação ao estilo Missão Impossível para abrir a porta, com mecanismos altamente sofisticados.
Percebi que tinham muito trabalho tal era a estimativa de espera. Há assim tantos esquecidos de chaves ou com problemas em abrir a porta, por essa Lisboa fora? Negócio à vista!
Mas não, apareceu um senhor de meia/alta-idade com uma mala tipo de cartão, regular e antiga. Abriu e era ver a desarrumação de ferramentas velhas e gastas por onde vasculhou até encontrar uma lima com que afagou a chave e abriu a porta. Foi rápido na 1a vez. E são 50,5 eur. (!!!) Não tinha dinheiro nem cheque, fui levantar à confiança do sr que esperou por mim.
No dia seguinte era um sr mais novo mas com 10 anos de experiência, que não conseguiu abrir a porta. Pediu ajuda a outro com 20 anos de experiência e nada. Lá se abriu a porta depois de muito bater e empurrar e partir uma chave. Mas foram simpáticos e não cobraram pelo serviço. Pudera, daí a um par de horas iam receber centenas de euros por uma fechadura nova, anti-ladrões espera-se!
Pelo menos temos chaves novas, sem ser cópias mal feitas e garante-se que os anteriores inquilinos não voltam a meio da noite se lhes der na telha.
E o senhorio pagou.

JM

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

iiiiiiii...

Que longa ausência...
As peripécias da casa afastaram-me na semana passada dos momentos de lazer à frente do computador... Então, recapitulando e resumindo:
na 2ªf passada fui a casa à noite, e a JM passou lá um pouco depois. No dia seguinte, por volta da hora de almoço, voltei lá pra levar algumas tralhas que tinha comprado e... a chave não rodava na fechadura. Nem para um lado nem para o outro, não interessava com que força! Não deu, pronto!
Telefonei à JM, que voou até lá, pra experimentarmos a chave dela e... nada! Telefona para as Chaves do Areeiro, pede para virem cá, uma hora de espera da JM, 50,5 euros para "desbloquearem" a fechadura... Ok ok, vamos ver se dá.
Não deu.
No dia seguinte de manhã, os pais da JM tentaram entrar e... o filme todo outra vez... Desta vez meteu telefonema para os senhorios, que chegaram a ameaçar não pagar, e os senhores das Chaves do Areeiro a dizer que tinha mesmo de ser uma fechadura nova. O senhorio lá decidiu vir "lá da terra" até Lisboa, em "uma hora e dez", como fez questão de frisar, e pagou o arranjo da porta. Pronto, pronto, já "só" falta o esquentador e o fogão.
5ªf: à espera pelo homem do esquentador desde as 09h, lá chegou por volta das 11 e picos, era só uma questão de lubrificação, 10 minutos, 35 euros e... água quente por toda a casa! Iuppi!
Fui prá Lusa, cheguei, estacionei, recebi um telefonema "Está um técnico da Balay (fogão) à sua porta, mas não está ninguém..." oh não! Pensava que eles iam mais tarde. "Não, eu vou lá, o senhor que não se vá embora!". Fazer o caminho todo de regresso, chegar a casa, o técnico à espera, o fogão adaptado para gás natural! Já tá tudo!
Amanhã posso tirar a antena de televisão que tenho de manipular de cada vez que quero mudar de canal, pq chega a tv cabo!
A neura já passou... As próximas peripécias hão-de ser com as minhas tentativas de cozinhar...

JH

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Compras domésticas (4)

Ontem estava de carro e decidi comprar um aquecedor, já que a casa é muito muito fria.
Critérios: assim a rondar os 25eur, pode ser feio.
Worten, Colombo. Tem uns à entrada. Todos os empregados estão na outra ponta da loja. Não tem mais? Não. Volto para a entrada para escolher. Indecisão. Outra ponta da loja. Qual a diferença entre o de 1200 e 1500 (potência suponho)? Volto para a entrada para escolher. É único. Outra ponta da loja: é único, posso levar? Espere que vou ver ao armazém. Espero. Não há, vou consigo. Volto para a entrada para ajudar a empacotar, tenho pressa, já é tarde e mais uma vez não janto antes das 23h. Enquanto se desmonta e embrulha o dito, vem outro senhor perguntar se não há mais porque também quer. Vou a correr pagar, levar para o carro, largar em casa.
Questão: a Worten vende muito ou eu tenho pontaria para escolher produtos best-seller que toda a gente quer num dia de semana a horas tardias?

Bolas, o raio do gás afinal é natural. Tanto trabalho a montar o fogão e assim não vamos lá.
Quero estrear a casa!

JM

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

A vida segue dentro de momentos

Há alturas em que o Universo parece conspirar para complicar tudo. Sentimo-nos a patinar, a tentar andar, avançar, como um desenho-animado estúpido em cima de um lago gelado, a tentar desesperadamente sair, mas sem nunca conseguir atingir piso firme. Ou como aqueles sonhos em que damos muitos murros e nunca conseguimos derrubar o gigante que está à nossa frente.
Parece que o Universo decretou um intervalo, fechou as cortinas pesadas cor de rubi e anunciou: "A vida segue dentro de momentos".
Nada dá certo, os nossos projectos não se concretizam, tudo se complica e ficamos assim, meio dormentes, à espera de uma boa notícia, à espera que alguma coisa mude, à espera que ainda possamos fazer qualquer coisa, à espera de...
Um verdadeiro desafio à minha paciência e uma ofensa à minha vontade de ter sempre uma resposta para tudo.
Is it over yet?

JH

domingo, fevereiro 05, 2006

Compras domésticas (3)

(Se eu tivesse net no longe do Tagus Park escrevia à medida das ideias e não 3 post de uma vez...)
Sábado fui lá pa casa. Mais limpezas, lavar a loiça que foi dada, emprestada ou comprada. Montar uma estante de alumínio com cuidado para não me cair em cima. colar cabides atrás da porta. Lavar mais loiça com água fria porque o esquentador não tem força para puxar o gás. Arrumar a loiça e forrar prateleiras. Para onde quer que me vire só vejo tarefas para fazer. Largo uma e pego noutra. Finalmente consegui tirar um parafuso da parede, que estava difícil.
Saio à rua para ver as redondezas. Temos tudo, a Av da Igreja deve ter mais de 5 farmácias, correios, lojas várias normais, dos 300, restaurantes, churrascarias, bancos. Dei com o Lidl e depois com o Minipreço/Dia. Entre azeite, arroz, tostas, condimentos, saladeiras, toalha para a mesa, salsicha para a porta e muitas outras coisas, foram 4 sacos cheios. Até casa tive de parar 4 vezes para descansar, tal era o peso. Imagino quando tiver de comprar leite e água... Ai os meus ombros!
Tentar arrumar as coisas ainda sem sítio definido e devidamente optimizado.
Ajudantes para montar o gás no fogão, a mana e o cunhado. O cabo dos trabalhos para mudar a torneira de ligação do fogão. Ferramentas insuficientes, jeito, força, paciência. Lá veio o amigo André feito "homem do gás" cheio de ferramentas e boa vontade. Roda o fogão, aperta, segura. Tem fuga, faz bolhinhas, cheira. Finalmente! Mas o raio do gás não tem força. Chame-se o piquete então nos dias úteis...
O Pedro ofereceu um dvd, o mais baratinho mas que funcione. Conseguiu sintonizar a TV com 2 canais, a RTP e a TVI para ele ver o SLB daí a umas horas.
Primeiro jantar em casa, frango do churrasco da concorrida churrascaria da esquina com fila a sair da porta por umas 8 pessoas. Eram bons!
E ainda nem mexi no quarto. Isto demora!

JM

PS: Obrigada mana, cunhado e scout friend!