segunda-feira, maio 11, 2009

Passeio T&T e Frísia (4)


O barco para a ilha de Terschelling (o segundo T) era muito cedo, pelas 8h30. Por termos de sair do B&B cedo, antes da “hora de começar o pequeno-almoço”, o Jouke deu-nos umas canecas de leite quente e arranjou-nos o pequeno-almoço delicadamente embrulhado que quase enchia um saco... parecia a lancheira da escola mas em doses industriais, 3 tipos de pão, 2 bolos, sumos, iogurtes... Deu quase para o dia todo! :D

Reservámos com bicicletas incluídas, ida no o 1º barco do dia, rápido (45mins), e regresso no último, lento (2h). Ficou-nos em 25eur cada.
Via-se famílias inteiras a preparar para umas férias, com verdadeiras malas de viagem.
Chegámos cedo e estava fresquinho... que raio de ideia de trazer chinelos e biquíni, ainda que estivessem guardados nas mochilas... devíamos era ter levado mais um casaco!

A vila de Terschelling-West ainda estava a acordar, mas também rapidamente desapareceram as pessoas que vinham no barco, muitas de bicicleta.
Lá percebemos que tínhamos de passar no posto de turismo (vvv) e levantar uns vales para alugar as bicicletas, em qualquer “loja”.
O recibo dizia que o aluguer custava 14eur cada, e ainda tivémos direito a um café/chá num dos locais mencionados no mapa, que valia mais 2eur.
A mana estava reticente na questão de conhecer a ilha em 2 rodas, mas trazer o carro era muito caro e não justificava, tínhamos o dia todo para ir ao nosso ritmo.
Na marina havia barcos curiosos e muitas bóias de sinalização coloridas, que marcam todo o caminho de terra à ilha, embora só tivesse percebido isso no regresso. Pelo caminho notava-se que havia baixios, zonas com areais e outros barcos. E já que estes fazem carreiras diárias, então o percurso fica devidamente sinalizado.

O caminho é naquela direcção!

Moinho de café, transformado em café para quem passa.


Pelos guias já tínhamos percebido que nesta ilha havia muitos Cranberries, há uma história-lenda, de um dos muitos “exploradores do mar” encontrarem um barril que se pensava ter algum tesouro, mas estava cheio das bagas. E depois deram-se bem na ilha e há de tudo...
Entrámos no Cranberrie-Lekkernij-Makerij, tradução livre, o “maker-fazedor” de “delicacies” de “cranberries”.

Sumo... que deve ter muitos anti-oxidantes e ser muito saudável mas era impossível de provar sem fazer mil caretas de tão pouco doce que era... muito natural, pois!
Vinho, tipo sobremesa, docinho sem exagero, muito agradável, 11 graus, deu prenda para os pais.
Licor, forte, acho que eram 22 graus, deu para aquecer a alma para seguir caminho a pedalar.
Jam e compote, não sei a diferença, mas vou provar de cada, um está cá em casa, ou outro viajou para PT.

Também havia bolos, velas de cheiro, cremes, chás, condimentos, molhos ...
E agora levamos isto onde? Na bike, claro...

(no desenho do canto superior direito)
“Cranberries verry good for pissing”... pois... e é sempre o problema do turista em passeio!