terça-feira, março 01, 2016

Sanquin - doar sangue

Em PT era dadora de sangue, mais frequentemente na sede da CGD, que enviava o calendário das recolhas e até recebi um diploma de 10 dávidas. O grupo de dadores está activo no país todo.
É estranho mas torna-se algo "viciante" ser dador, faz sentir bem como ser humano, e é, de certo modo, saudável.
Geralmente tenho a tensão baixa, e o médico dizia para ir beber um café porque a pressão alterial mais alta não chegava aos 10. Eram sempre muito simpáticos, tinha brindes e um festim de comida logo pela manhã, que incluía pastéis de bacalhau e bolinhos, sandes, e até cerveja (acho que sem álcool). A única vez que correu mal foi quando respingou sangue depois de tirar o tubo e ficar claramente estampado na saia branca/cru de tecido grosso a atirar para o veludo. Tive de ir à Zara arranjar substituto antes de ir para o escritório...
8 anos passados na Holanda, já me tinha lembrado da coisa mas achei que seria mais difícil. Até que uma colega falou nisso e percebi que o site da Sanquin tinha informação em Inglês. Inscrevi-me, com o questionário inicial para dadores. Depois ligaram-me com mais perguntas, algumas normais, outras diferentes do que tinha em PT. Se estive fora de BeNeLux? Sim... Fora da Europa incluindo Turquia? Sim. Madeira também está na lista. Se vivi no Reino Unido? Não...
Ontem fui então para o 1o teste, mais um questionário e medições básicas no médico do posto ambulante. Pensei que ia ser um drama ter estado no Brasil há 2 semanas, mas não. Tiraram a amostra de sangue e contactam para dádiva se estiver tudo ok, ou informam se algo não estiver ok.
Simpáticos, com música e wifi na carrinha. Era ver os dadores de braço estendido e telemóvel na outra mão a navegar... dá jeito, realmente era uma questão de olhar para as outras pessoas, ver as enfermeiras a tratar das etiquetas ou espreitar o saco que se enchia do líquido escuro precioso...
Depois um chá e um snack, claramente diferente de PT, mas simpático. Bolachas, tostas ou uma "sopinha" de ervas ou tomate que eles gostam de beber num copo.
Já que não costumam fazem análises a pedido, ao menos tenho as principais e preocupantes debaixo de olho. Prevendo que esteja tudo ok, farei a 1a dádiva em terras neerlandesas em breve...

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

DP – Cerimónia de fecho

Com miúdos é difícil aguentar o dia todo, quanto mais até às 22 horas para a cerimónia de encerramento. Uns a dormir ao colo, outros nos carrinhos, a nossa opção foi um adulto ficar com os miúdos e voltar ao parque depois do jantar a tempo de ver o espetáculo.
É mágico, jogo de luzes no castelo, filmes e fogo e artifício, sempre coordenado com música dos filmes conhecidos. E o momento alto foi a música do frozen, com a febre no feminino, mas que põe miúdos e graúdos a cantar, é muito bonito e bem conseguido. Vale a pena!
Adorei voltar à Disney! Talvez um dia possa visitar os parques nos EUA…

(e consegui acabar os posts a tempo do fim da bateria do computador!! Nem todos os aviões ou todas as classes de passageiros têm tomadas para carregar, lá chegaremos um dia.)

quinta-feira, fevereiro 25, 2016

DP – Desfile

Todos os dias há o desfile com os personagens, carros alegóricos, muita música e acenos de ambas as partes. Colorido e alegre, vale a pena ver e acordar os miúdos da sesta, vão gostar!
Há outros programas e desfiles ou teatros para os miúdos, em várias línguas, é a questão de acertar com o horário e estar lá nessa parte do parque.

terça-feira, fevereiro 23, 2016

DP – Discovery e Frontierland

Na Frontierland temos a montanha russa pelas minas abandonadas. Os carris fazem muito barulho e foi no limite de os miúdos gritarem de medo e ao mesmo tempo rirem de emoção… O parque infantil da Pocahontas contribui para o descanso dos adultos e deixa os miúdos brincarem à maneira deles. Não andámos no barco a lembrar as aventuras do Tom Sawyer, preferimos passar mais tempo na Discoveryland.
A montanha russa do Indiana Jones é para graúdos e não medrosos, mais forte de gritaria mas igualmente divertida. Há barco de piratas, grutas e pontes para explorar nesta área.
O comboio da Disney pode-se apanhar em qualquer das estações e dá a volta completa ao parque. Os maquinistas estão vestidos a rigor, deita vapor e apita conforme o tradicional. É bom para descansar e ver todo o parque de outra perspectiva, e também para ir até outra zona sem ter de atravessar a pé por entre toda a gente. "Tchu-tchu! Pouca-terra, pouca-terra..." as onomatopeias que arranjamos e que diferem em casa país... 

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

DP – Discoveryland

Da visita há 20 anos lembrava-me de ir ao Space Mountain na 1ª fila, que começa no breu absoluto e é uma montanha russa muito emocionante. Mas infelizmente estava fechado agora… seria mais para adultos que para miúdos mas foi pena na mesma.
Nesta parte podemos testar a pontaria com as armas de laser do Buzz “Látia”.
A Star tours demorou séculos até acabar a fila e é uma viagem de nave espacial pelas estações galácticas. E nunca consegui resolver o mistério do desaparecimento da minha tampa Dopper, que depois ficou corrigido com o serviço cliente fantástico da marca. Nesta altura ainda não tinha saído o episódio 7 da saga “Guerra das Estrelas”, mas a febre de merchandise já se notava.

E andámos nos carros da Autopia, onde eu tinha de conseguir carregar no pedal e guiar o volante ao mesmo tempo, já que o meu mini-acompanhante não chegava nem aos pedais nem tinha muita perícia para conduzir J De qualquer modo há um rail debaixo dos carros que não nos deixa desviar muito, mas se formos demasiado devagar ainda levamos um choque do carro seguinte, sem problemas, mas é melhor avançar!

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

DP – Fantasyland

Nesta parte do parque, longe da entrada, há muito com que entreter a pequenada. O castelo da bela adormecida é um ícone do parque, central e adorável.
O jardim labirinto da Alice é muito engraçado, cheio de pequenas surpresas. Conseguimos chegar até à torre para subir e ver de cima e depois… às tantas… queremos sair e andamos todos perdidos, uns dos outros incluído!
O carrossel do Dumbo é bom para os miúdos, assim como as chávenas de chá rodopiantes.
A Branca de neve e os 7 anões estão numa floresta escura, com direito a bruxa má e tudo, mas não assusta. O It’s a small world é muito musical e alegre com a volta ao mundo em bonecos e monumentos tradicionais, enquanto se navega nos barcos e se canta a música conhecida.
E para continuar a descansar os pés, vamos de barco visitar o país dos contos de fadas com muitos bonecos e situações recriadas de livros e histórias de encantar.

quinta-feira, fevereiro 18, 2016

WDS – Ratatouille, Toy Story e Studio Tram Tour

Ratos na vida real não têm piada nenhuma, mas a aventura do Rémy no restaurante do Gusteau é bem gira. Estamos dentro de carrinhos e ficamos reduzidos ao tamanho do ratinho, a fugir no restaurante para não ser apanhado, é muito divertido.
Na zona do Toy Story há paraquedas com os soldados verdes e o cão Slinky para dar uma voltinha suave. E o dinossauro Rex com ar malandro :)
No WDS há muitas atrações com horário marcado, que dá menos jeito para andar à vontade, mas pode-se ter a sorte de chegar a horas e não haver muita fila.
Andámos no comboio que passa por vários props usados em filmes, aviões, carros, cenários de minas, simulação de fogo e explosões. Em algumas partes faz calor e pode-se apanhar água J

terça-feira, fevereiro 16, 2016

Disneyland Paris – Parques

Há dois parques, Disneyland Park (DP) e Walt Disney Studios(WDS), pode-se entrar e sair de qualquer um a qualquer hora. Eu tinha bilhete de 3 dias comprado online, mais barato que no local, era como se fosse 3 por 2. Para um adulto serve perfeitamente, apesar de ter muito para ver e já contando com algumas filas de espera para certas atrações. Para os quase 5 dias de pacote de agência, dá para ver com mais calma com os miúdos, ter momentos de descanso, espreitar as mil lojas de souvenirs e até repetir os favoritos que geram mais emoção. É muito difícil sair de lá sem ter gasto dinheiro nas lojas, que também têm saldos, para ajudar/piorar a escolha.
Certas atrações têm o fast pass, que permite ter entrada a uma certa hora e encurta a fila. Outras têm o single rider, por vezes é mais fácil ser sozinho e sentar num dos bancos livres numa qualquer “carruagem” porque as famílias querem sempre ficar juntas e nem sempre dá conta certa.
É definitivamente um sítio feliz, alegre, animado, musical, colorido, perfeito para passar tempo com a família, reviver a infância e ver os miúdos delirar com os personagens da Disney que por lá passeiam. Cheio de pormenores para ajudar as famílias, tudo muito bem organizado, indicado, muito staff pronto a ajudar com boa disposição. Não sugiro que os miúdos tenham menos de 4 anos, correm o risco de não poder entrar em certas atrações, pela altura ou perigo, embora também haja opções a facilitar que um dos pais fique à espera. Os parques são grandes e torna-se cansativo, mesmo com os carrinhos onde podem dormir a sesta, era ver birras a qualquer hora de quem precisa de descansar mas tem demasiados estímulos para aceitar dormir e deixar a animação contínua em qualquer canto. 

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

Disneyland Paris - Hotéis

Em Julho do ano passado regressei à Disneyland de Paris, 20 anos depois da 1ª vez, quando ainda se chamava Eurodisney… mais vale tarde que nunca, foi preciso estar “presa” no avião durante quase 12h (a caminho do Rio de Janeiro) para finalmente selecionar fotos e escrever posts. Vamos lá a ver o que sai da memória de há 7 meses atrás…
Eu fui de comboio Thalys de Amesterdão até Paris e depois há os comboios regulares até à gare de Marne la Vallée Chessy.
Fiquei no hotel Hipark Serris val D'Europe muito baratinho e moderno, fora do parque, em quarto com kitchenette que facilitava o pequeno-almoço e jantar. Muito perto de um centro comercial com muitas lojas e um Auchan que dava muito jeito para comprar fruta, iogurtes etc. No parque é sempre tudo muito caro.
Tinha autocarros gratuitos (Peps) para o parque, com horários mais frequentes de manhã e ao final do dia. No último dia até deu para aproveitar um bocadinho de sol à beira da piscina, mas como já tinha feito check-out não fui ao mergulho.
E fica também ao lado de um outlet bastante agradável com lojas para todos os gostos.
A família veio de Lisboa com pacote de agência para 5 dias, 2f a 6f, por Orly. Há autocarros directos para o parque que demoram cerca de 1h, horário +- frequente, pouca informação no local e atrasos não comunicados que nos fazem pensar que perdemos um e temos de esperar 1h pelo seguinte… ficaram no hotel Santa Fé, dedicado ao tema dos Cars, ideal para os miúdos.
Tanto se podia comer nos buffet desse restaurante como do hotel vizinho (Cheyenne), dedicado aos cowboys.

quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Restaurante Vork en Mes

Uma colega sugeriu um restaurante, a companhia tinha carro e fomos jantar ao “Garfo e faca”, que fica no meio de nenhures J Percebe-se que se fosse de dia e não estivesse o vento demoníaco do costume, sempre acompanhado de chuva, seria agradável estar na esplanada... voltamos no Verão!
Ingredientes cultivados na horta e estufa do chef, produtos locais. E a própria cultura de micro ingredientes, micro vegetais. Parecido com a Koppert Cress (onde trabalha o João, que também aparece nos tugas pelo mundo de Haia) mas para o próprio restaurante.
Desci para ir à wc e o chef Jonathan (que tem livros de receitas à venda no restaurante) apanhou-me a tirar as fotos às miniaturas, abriu as portas e deu-me logo a provar algumas mini coisas e contou-me a história. É sempre giro ver a dedicação e gosto do dono do negócio, muito simpático e, claro, apreciador de boa cozinha.
E o sinal da wc... ainda bem que me disseram que era a 2ª porta... Na parede, a Terra mãe pode sobreviver sem a nossa presença, mas nós não conseguimos viver sem ela!
Menu surpresa é sempre bem vindo! Atendimento 5 estrelas, até melhor que estrela Michelin (o mais recente). Simpatia, calma, gosto em falar do menu e do que íamos comer... não sei como decoram os 20 ingredientes, chapéus tirados.
Bieterbal (não confundir com bitterbal) com beterraba, e um vasinho com rabanete e “terra” (feita com amêndoas/ avelãs, cerveja preta e aveia). Esta bolinha é muito agradável e ganhou prémio de inovação.
Pão de soda caseiro, crocante e saboroso.
Sumo de maçã, couve roxa, cenoura e grama de trigo.
Salada de Inverno com beterraba vermelha e amarela, mousse de alface, iogurte de ovelha, alga marinha, bolbo de túlipa (pois...), maçã. Muitos ingredientes, muito trabalho, muito bom para degustar.
Galinha/ perdiz do polder (chamemos-lhe do campo) com espinafres, triângulo panado de grão, cenouras, creme de pêra “da terra” (Google traduz para alcachofra de Jerusalém). Batatas fritas caseiras, crocantes e saborosas.
Pelo aspecto e o que ouvimos quando o empregado serviu, achámos que era peixe. E continuávamos a dizer que tinha boa consistência e não sabia a peixe. Mas também não sabia a galinha nem tinha consistência familiar... sempre bom testar os nossos dotes sensoriais e enganá-los...
Perguntámos se a sobremesa podia ter chocolate, e o sr fez-nos a vontade (isto porque comparando com as das mesas do lado, não tinham chocolate).
Gelado de cherovia, mousse de chocolate e bolacha de chocolate, fatias de pêra, soro de leite coalhado (buttermilk) e merengue de limão com chilly. Que maravilha... mais uma vez melhor que o último Michelin.
Um chá para aliviar, e lá vem o brownie... teve de ser comido...

Que surpresa e boa impressão, pena não ser facilmente acessível por transportes públicos. Voltarei assim que tiver companhia com carro!

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Museu Rodin

No dia da semana em que abre até mais tarde (4f) fui então a correr visitar o museu Rodin, para aproveitar a 2ª semana de trabalho em Paris e o bilhete comprado em conjunto com o do museu D’ Orsay.
Já tinha visto algumas peças em Milão, mas o sr Auguste viveu nesta casa e tem mais história para ficar a conhecer. O espaço não é o mais acolhedor, um palácio velhote com algumas salas “frias”, mas fácil de visitar e percorrer.
Por vezes encontra-se a assinatura do escultor nas peças. Que trabalheira, paciência e muita arte, muito impressionante.
Também há alguns quadros e não falha a presença de Vincent van Gogh. E a torre Eiffel ao fundo, quase sempre presente na paisagem Parisiense.
Com muita pena minha, não se podia visitar o jardim de noite… não teria metade do esplendor, mas com iluminação adequada não seria impossível… fica a faltar essa parte L

E talvez um dia possa visitar a casa de Meudon, assim a caminho de Versailles…

sexta-feira, janeiro 29, 2016

Musée D’Orsay

À terceira foi de vez!! Há muitos anos, numa das viagens a Paris com a família, queria ter visitado o museu D’Orsay, mas o meu pai não quis e já tínhamos visto o Louvre, havia outras prioridades. Ficou-me marcado e quis voltar.
Tentei em 2009, no dia dos meus anos, de propósito, mas Paris estava em greve…
Tentei em Novembro do ano passado, mas no dia seguinte aos atentados terroristas com o ambiente inseguro e de incerteza, estava tudo fechado…
Na semana passada… 5f quando o museu (que já foi gare de comboios) fecha mais tarde, a seguir ao trabalho, apanhei o uber e consegui cumprir a visita!!
Foi uma noite mágica, cheia de sorte com o museu em festa, orquestra e cantores de ópera ao vivo… que dão um ambiente espectacular enquanto se visita o museu.
Muita admiração pelo escultor no trabalho do cabelo da senhora… Denys Puech, L'Aurore. A iluminação do museu é muito agradável e bem conseguida, parece ser de dia.
Adorei, tem muito para ver, quadros, escultura, decoração, peças de joalharia... Muitos Van Gogh, Renoir, Pissarro, Sysley, Manet, Monet, Gaugin… entre outros. Obras  conhecidas e familiares (fiquei a saber que “tenho” um Renoir na sala em PT). Ao fundo a igreja de Sacré-Coeur.
Um sofá muito peculiar que dava para descansar um bocadinho. E depois caminhei até à praça de Concorde que tinha uma roda gigante iluminada com as cores nacionais, e a torre Eiffel ao fundo.
A ver se consigo o museu Rodin… e um dia o palácio de Versailles (já visitei os jardins 2xs) e a Ópera e… Paris nunca é aborrecida!

quarta-feira, janeiro 27, 2016

Uber

A trabalhar em Paris, fora do centro e com poucos transportes disponíveis, experimentei o Uber. Um colega tinha-me sugerido e enviou-me o email com 10eur de desconto na 1ª viagem. Ui, que maravilha, fiquei fã imediatamente!!!
A app é muito simples, sabe onde estamos, apontamos no mapa ou escrevemos a morada de onde queremos ir, tudo muito inteligente e automático. Pedimos um carro, um dos motoristas aceita, podemos estimar o preço da viagem. Sabemos em tempo real onde está o carro, o nome do motorista e depois a matrícula que nos vai apanhar. E vemos em tempo real o percurso que estamos a fazer. Oferecem água, revistas, rebuçados, perguntam se estamos ok, se incomoda o rádio, se queremos aquecimento reforçado (estavam graus negativos), atendimento dedicado. Um até me ligou passado 2min porque não me via, estava eu ainda a sair do restaurante, foi rápido demais a chegar J
Chegamos ao destino, obrigada e até à próxima, o pagamento é feito pelo cartão de crédito na app, o recibo é enviado por email, podemos avaliar o condutor, tudo em espaço de segundos. Não temos de esperar o troco, recibo ou ser enganados no percurso. Podemos reportar objectos perdidos e fazer reparos ao condutor, carro ou percurso. O atendimento ao cliente funciona com resposta rápida, zero críticas.
Da próxima vez que a TAP se atrasar e ficar sem transportes no aeroporto em Amesterdão apanho um uber, mais barato que o táxi normal! Sou fã!


Ps1: se alguém quiser experimentar eu envio o email com os 10eur de desconto, win-win!

Ps2: este post foi escrito com base na experiência da semana passada. Esta semana os taxistas decidiram manifestar contra e boicotar o Uber em Paris. Ontem houve conflitos com a polícia, carros destruídos, feridos. Hoje queria usar um Uber, mas também não dava para usar um táxi, continuam em conflito... tiram as pessoas do Uber, "porrada" nos clientes, destroem carros do Uber. Não me vai fazer mudar de ideias, embora perceba que haja diferenças, concorrência, formação, impostos... mas violência não vai ajudar, o cliente quer um serviço de qualidade e o Uber proporciona-o. Comuniquem e alinhem-se, que o Uber pague impostos ou que os taxistas melhorem a resmunguice, os carros, a simpatia, deixem de enganar os turistas e podem então ganhar mais respeito... e clientes.

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Voar no túnel de vento

Voar é uma sensação muito boa, tanto em sonhos como na realidade. No Indoor Skydive em Roosendaal podemos flutuar e voar no túnel de vento vertical, é espectacular!
Mega iniciativa e presente dos amigos (obrigada!), juntámo-nos e fomos até ao Sul, quase na Bélgica, a cerca de 1h e picos de carro. Recebemos o fato, touca, borrachas para os ouvidos, óculos e capacete. Vídeo de instrução, bora lá saltar e voar!
1min a cada um, com a ajuda do instrutor muito simpático, que nos ajuda a posicionar os braços, cabeça e pernas, e também nos deixa voar sozinhos, dependendo da habilidade de cada um. Parece fácil, mas coordenar tudo ao mesmo tempo requer alguma destreza. E é tão bom!!!
Fizémos 3 saltos cada, podem ser também 2 ou 4, geralmente sozinhos, mas se forem muito experientes pode ser em conjunto. Tive a sorte de, no 3º salto, o instrutor me levar a voar até mais acima, a rodopiar, que maravilha!!
Recebemos certificado com as habilidades conseguidas, temos foto de grupo e também individual, umas melhores que outras… Acompanhantes e miúdos podem ficar no andar de cima a ver (e captar o momento em fotos e filmes).
No fim, o instrutor transforma-se num misto de homem-aranha e super-homem, rodopia, voa, acrobacias… parece fácil! É muito giro de ver e de fazer!

Não sai barato, mas vale bem a experiência e estou pronta a repetir! 

quarta-feira, janeiro 06, 2016

Circo de Inverno

Já não ia ao circo tradicional... há pelo menos uns 20 anos, não contando com o Cirque du Soleil, que é outra liga.
Levámos os miúdos ao circo de Inverno em Amesterdão, num espaço mais pequeno que o esperado, sem a tenda típica, e sem os animais do “costume”. Parece que agora já proibiram alguns animais, leões, elefantes, etc.
Tivémos malabaristas, palhaços em Inglês (originalmente Italianos) e apresentador em Holandês, saltos e acrobacias, uma sra com vários gatos, números diversos.
Mas do que nos lembrávamos parecia que tinha faltado algo, magia? Seria da nossa idade ou da evolução do circo? Também achámos o som muito alto e o preço caro para o que foi, mesmo sabendo que estamos na Holanda.

Alguns miúdos tinham direito a um carrocel privado para VIPs, tendo os adultos champanhe e afins, mas não é fácil explicar aos miúdos excluídos que não podem ir... e um patrocinador dava narizes de palhaço, de esponja... custa a respirar mas dá uma foto gira! :o)

segunda-feira, janeiro 04, 2016

Mergulho de Ano Novo

Todos os 1os de Janeiro há muitos malucos a dar o mergulho de ano novo. Por cá existe a tradição do mergulho em Scheveningen (perto de Haia), patrocinado pela Unox (sopas). Cerca de 10.000 pessoas, mas num total de 50.000 no país todo.
E este ano estava sol! Para não variar, não consigo encontrar companhia para o fazer, nem que seja para me largarem lá, segurar a toalha e tirar a foto. Mas também só acordei à 1 da tarde e o mergulho oficial é às 12h, com inscrição às 10:30, se fosse de transportes tinha de sair de casa antes das 9, coisa difícil!
A água estava a 9 graus e fiquei com pena, mais uma vez, o vídeo está muito giro!

Mas quem não tem cão caça com gato. Liguei a amigos, consegui que a família G-A me levasse à água (obrigada!!). A caminho de Ijburg começou a ficar nevoeiro, cerrado... Praia falsa, água doce, areia feia. O carro indicava 5 graus. Mas foi rápido, tirar os ténis, ir para dentro de água, molhar a cabeça, já está!
Um ano abençoado :D

quinta-feira, dezembro 31, 2015

A revisão de 2015

O blog sofreu e deve ter sido o ano em que postei menos, mais trabalho, viagens e jantares durante a semana, passei pouco tempo em casa e ainda menos no computador doméstico. Culpa também de poder usar um ipad e um iphone, o computador liga-se quase só para ver séries, fotos e preparar posts.
Recuperei saúde, energia e alegria, vivi com mais gosto que no ano passado, foi um ano feliz! J
Em Janeiro tive de me despedir dos Chubitos que emigraram para os EUA; recebi a visita da Pipoka e do João, e ainda da Patrícia e do Nuno. Em Fevereiro fui a Munique com o Pedro. Em Março tive a visita dos papás e visitei a Elina em Dublin.
Em Abril fui visitar o Miguel, Diana e Laurinha a Londres antes de regressarem a PT; recebi a Teresa e o Carlos; a família viajou num cruzeiro, onde estreei a Grécia e Croácia; peguei na Marta ao colo no dia em que nasceu! Em Maio fui trabalhar para Ratingen (Duesseldorf) e fui a PT; tive de me despedir da Stacy e do Vincent que também foram viver para os EUA. Em Junho trabalhei em Bruxelas.
Em Julho regressei à Disney de Paris após 20 anos… posts em falta… e trabalhei em Hamburgo. Em Agosto foi a visita anual ao Algarve, praia e petiscos, breves passeios em Espanha; a Maria Teresa visitou em Interail e eu quase me juntei quando não consegui sair do comboio que a ia levar a Itália, mas parou em Utrecht e eu safei-me da multa :$ Em Setembro houve fds relâmpago em Espanha para festa de casamento de aldeia; fds em PT e Adegga em Estocolmo.
Em Outubro foi Adegga em Berlim; formação em Londres; visita a PT; fds em Ossendrecht e reuniões em Paris. Em Novembro trabalhei em Istambul (a presenciar uma pequena manif política) e depois aterrei em Paris quando os atentados estavam a acontecer, foi um fds de receio numa situação de alarme constante, com a cidade vazia e tudo fechado, pouco agradável. Em Dezembro a mana visitou, a Maria Teresa regressou sem ser em modo interail e tivemos o Natal em família em PT. Foi um ano bem viajado :D Embora tenha falhado a visita anual aos Patecos na Côte, pena!
Entro em 2016 já com 5 concertos na agenda, teatro e circo agendados. A ver o que sai no roteiro do trabalho e que viagens poderei fazer.
Vai-se ficando por Amesterdão… a aproveitar a cidade, cultivar amizades e, como diz a tshirt da SPF, “Live, Laugh & Love Amsterdam”, cá estaremos.
Um bom ano! Venha 2016!


PS: o blog fez 10 anos a 25 Outubro e não dei por nada... continua a retratar o diário gráfico do que quero publicar, nem tudo se torna post mas recorro frequentemente para partilhar referências de hotéis, restaurantes, viagens...

quarta-feira, dezembro 30, 2015

Ellis gourmet burger

O Ellis gourmetburger tem uma decoração engraçada (como o candeeiro de garrafas de Heinz ketchup) e é um sítio descontraído para rever amigos. Um bom menu de hamburgers, incluindo vegetarianos, bebidas para todos os gostos, da qual selecionei a “limonada” da casa com frutos vermelhos, agradável. Sai um clássico de soja para a direita.
Depois um Ellis special com bacon para a frente, um crazy red veggie para a esquerda e um Red chilli para mim. Batatas não crocantes mas saborosas, anéis de cebola quentes, grandes e muito concorridos.

Os hamburgers eram ok, feitos com carne “a sério”, mas pouco sumarentos. Vale pelo espaço, localização, menu de bebidas e preço, simples e satisfatório.

terça-feira, dezembro 22, 2015

Natal 2015

O Inverno está estranho, pouco frio, nada de temperaturas negativas ou de neve. Não apetece usar as roupas grossas mas também não lamento não escorregar no gelo. Manhãs escuras, dias muito pequenos, mas a partir de agora começa a melhorar!
E cá estamos em época natalícia, árvores montadas, presentes comprados, embrulhados e enfiados na mala, em jeito de tetris. Pronta para a enxurrada de comida, família, amigos com bebés, mais comida, jantares, correrias de visitas e mais comida na bagagem... 
Desta vez prenderam bem a árvore da estação central, no ano passado oscilava demasiado com o vento. Gente a mais a patinar num Domingo de tarde, talvez haja menos em Janeiro... (ringue de gelo falso).
Boas festas!

segunda-feira, dezembro 21, 2015

Restaurante Il Pacioccone

Depois de visitar a filha “ovelha negra” do Pacioccone, tinha de provar o original, o restaurante Italiano Il Pacioccone recomendado por amiga Italiana, que quase só vai quem conhece por ficar numa rua pouco frequentada.
O menu é pequeno e muda todos os dias, de acordo com os ingredientes e massas trabalhadas pela cozinha, tudo é feito lá. O pão caseiro e o azeite Italiano combinavam muito bem para entreter antes de chegarem os pedidos.
De entrada pedimos uma caponata (“a Sicilian eggplant dish consisting of a cooked vegetable salad made from chopped fried eggplant and celery seasoned with sweetened vinegar, with capers in a sweet and sour sauce.”) e um queijo fumado com batata e endro ( “dill”). A caponata era diferente do da mãe da minha amiga, mas estava bom, o azeite tinha picante. O queijo era guloso, derretido no forno, comia-se muito bem.
O prato de ravioli com cogumelos porcini não parece grande na foto mas foi difícil acabar. Massa fresca, molho delicioso, estava muito bom!
O peito de pato com courgette grelhada e batata no forno tinha bastante pimenta e pouco molho, mas era agradável e diferente do habitual, sendo que pato nunca é fácil encontrar por cá.
De sobremesa, porque não se podia deixar de experimentar, teve de ser o tiramisú. Sendo o mesmo restaurante, era semelhante ao da pizzaria, numa porção enorme que, mesmo dividindo, foi difícil acabar. E um copinho de limoncello, oferecido, para rematar com simpatia.

Ambiente muito simpático, todos são Italianos, desde os cozinheiros aos empregados. Sem a confusão de turistas e sabendo que a cozinha é fiel ao país, é uma óptima escolha, só pecando um bocadinho pelo preço, que acaba por ser normal por cá, mas não sai barato...

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Restaurante Miss Saigon

Sai o último groupon do ano!
Miss Saigon, Vietnamita, 5 pratos. Estava cheia de fome e não começou muito bem, o 1º só veio meia hora depois e na meia hora seguinte nada... depois foi mais rápido...
Começamos com os típicos crepes em massa de arroz, com a particularidade de ser “do-it-yourself”. O que quer dizer rolos pouco cilíndricos e a atirar para o desajeitados, mas igualmente saborosos... a caixa dos crepes era gira, um sítio com água morna para os rodar e molhar, depois ficam meio colados ao prato quando se tenta enrolar... o sr explicou, folha de alface, folhas de coentros e menta, noodles, cenoura, pepino e frango. No primeiro adicionei o molho ao crepe já enrolado. No 2º crepe, pus o molho em cima dos ingredientes antes de enrolar, fica igualmente bom!
Depois uns pedaços de peixe panados em espetada, fresco e a ferver ao mesmo tempo, crocantes e saborosos.
Segue-se uma salada com lótus e camarões, leve e agradável.
Para o prato principal, depois de 3 entradas, podia-se escolher entre a típica sopa de noodles de arroz com vitela fininha crua (coze logo no caldo a ferver), com rebentos de soja, mais coentros e menta; e uns noodles com fatias de porco, crepes vegetarianos e molho de lima. Veio um de cada. A sopa é sempre boa mas não muito fácil de comer entre a colher asiática e os pauzinhos, embora facilite quando são de madeira para a massa escorregar menos...
De sobremesa, também se podia escolher entre duas e vieram ambas para a degustação. Sobremesas asiáticas são sempre diferentes das ocidentais... pudim de tapioca e leite de côco, quente, com banana e amendoins. Muito bom, mas o aspecto verde e a temperatura são de estranhar... e duas bolas de gelado... de sésamo? Com chocolate líquido por cima. Come-se tudo :D
Havia vários groupons no restaurante, mais uns srs asiáticos e outros locais em grupo. Não estava cheio mas dava para perceber que os 2 cozinheiros estavam atrapalhados. Simpáticos e honestos, não desilude.

Do outro lado da rua descobri outro Peruviano. A lista de restaurantes a experimentar nunca se esgota J

quinta-feira, dezembro 10, 2015

Restaurante &Samhoud places

O restaurante week também inclui restaurantes com estrela Michelin, vai um almoço de 2 estrelas? Há vários na Holanda mas a maioria fora do centro e a pedir transporte de 4 rodas, que não abunda. Escolhemos o &samhoud places que, apenas 3 meses depois de abrir, ganhou 2 estrelas Michelin… talheres Cutipol viva o orgulho nacional!
Expectativas altas… que é sempre mau L

Ambiente descontraído, serviço simpático e atencioso, calçado de ténis.
1ª entrada, uma pizza cozinhada a vapor com enguia e abóbora. Coisa bonita e pequenina, era interessante.

2ª entrada, vieiras, ovo de arenque, plantas salgadas, cogumelos chantarelle e cerveja de Outono, bastante forte. Era muito bom, trabalhoso de fazer, apresentação xipiti, sabores combinados muito agradáveis e diferentes, gostamos!
E depois, foi um bocado desilusão…

(foto trocada na sequência) Bacalhau fresco, cozinhado ao de leve, ok, uma fatias finas de rabanete e molho pil-pil, típico do país Basco. Era bom mas não era tchan… e não tinha acompanhamento. Não era pela fome, era para poder variar de uma garfada de peixinho…

E depois um filete de frango com molho Albufeira (aparentemente de raízes tuguesas), salada e puré de batata. Hmm, ok, mas o filete de frango era assim simples…de certeza que o molho dá trabalho mas… meh L

De sobremesa, para um dia de chuva e vento daqueles de plantar chapéus de chuva partidos no chão, e que para tirar foto ao restaurante ia-me voando o telemóvel da mão… apetecia assim uma coisa aconchegadora… em vez de uma sobremesa de Verão com frutos vermelhos, compota de marmelo pouco doce, doce de um fruto arraçado de tomate amarelo que não tinha doçura, gelado ou afim de fruto vermelho a precisar de açúcar, a serem salvos pelos mini suspiros e no meio tinha iogurte.

E para terminar pedimos chá e café. Um bule muito bonito Japonês pesadíssimo com folhas de menta fresca. Para um Michelin de 2 estrelas gostava que as folhas fossem verdes em vez de acastanhadas. A madalena estava belíssima, crocante, e o coração de chocolate com um recheio de derreter a língua, macio e amoroso. Salvou o fim da refeição… até saber que o chá era 12.5eur…

E depois de ter visto o filme “Burnt” continuo a pensar que os estrelas Michelin deviam impressionar para lá da expectativa, mas até agora… pouca sorte!