quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Restaurante Vork en Mes

Uma colega sugeriu um restaurante, a companhia tinha carro e fomos jantar ao “Garfo e faca”, que fica no meio de nenhures J Percebe-se que se fosse de dia e não estivesse o vento demoníaco do costume, sempre acompanhado de chuva, seria agradável estar na esplanada... voltamos no Verão!
Ingredientes cultivados na horta e estufa do chef, produtos locais. E a própria cultura de micro ingredientes, micro vegetais. Parecido com a Koppert Cress (onde trabalha o João, que também aparece nos tugas pelo mundo de Haia) mas para o próprio restaurante.
Desci para ir à wc e o chef Jonathan (que tem livros de receitas à venda no restaurante) apanhou-me a tirar as fotos às miniaturas, abriu as portas e deu-me logo a provar algumas mini coisas e contou-me a história. É sempre giro ver a dedicação e gosto do dono do negócio, muito simpático e, claro, apreciador de boa cozinha.
E o sinal da wc... ainda bem que me disseram que era a 2ª porta... Na parede, a Terra mãe pode sobreviver sem a nossa presença, mas nós não conseguimos viver sem ela!
Menu surpresa é sempre bem vindo! Atendimento 5 estrelas, até melhor que estrela Michelin (o mais recente). Simpatia, calma, gosto em falar do menu e do que íamos comer... não sei como decoram os 20 ingredientes, chapéus tirados.
Bieterbal (não confundir com bitterbal) com beterraba, e um vasinho com rabanete e “terra” (feita com amêndoas/ avelãs, cerveja preta e aveia). Esta bolinha é muito agradável e ganhou prémio de inovação.
Pão de soda caseiro, crocante e saboroso.
Sumo de maçã, couve roxa, cenoura e grama de trigo.
Salada de Inverno com beterraba vermelha e amarela, mousse de alface, iogurte de ovelha, alga marinha, bolbo de túlipa (pois...), maçã. Muitos ingredientes, muito trabalho, muito bom para degustar.
Galinha/ perdiz do polder (chamemos-lhe do campo) com espinafres, triângulo panado de grão, cenouras, creme de pêra “da terra” (Google traduz para alcachofra de Jerusalém). Batatas fritas caseiras, crocantes e saborosas.
Pelo aspecto e o que ouvimos quando o empregado serviu, achámos que era peixe. E continuávamos a dizer que tinha boa consistência e não sabia a peixe. Mas também não sabia a galinha nem tinha consistência familiar... sempre bom testar os nossos dotes sensoriais e enganá-los...
Perguntámos se a sobremesa podia ter chocolate, e o sr fez-nos a vontade (isto porque comparando com as das mesas do lado, não tinham chocolate).
Gelado de cherovia, mousse de chocolate e bolacha de chocolate, fatias de pêra, soro de leite coalhado (buttermilk) e merengue de limão com chilly. Que maravilha... mais uma vez melhor que o último Michelin.
Um chá para aliviar, e lá vem o brownie... teve de ser comido...

Que surpresa e boa impressão, pena não ser facilmente acessível por transportes públicos. Voltarei assim que tiver companhia com carro!