quarta-feira, abril 18, 2007

Chocolates a potes


Dizem que também se pode medir o nível de desenvolvimento e de vida dos países pela percentagem de chocolate consumida. Suiça, Bélgica, Finlândia, Suécia, Inglaterra, França, Espanha...

Em tempo de Páscoa, alguém achou bem associar os coelhinhos. Mas também há galinhas, patos, peixes, ursos e outras formas igualmente apetitosas. Pelo que percebi, o hábito é oferecer estas pequenas esculturas aos mais pequenos. Mas o preço é bem grande, um patinho custa pelos 16eur!

Come-se com os olhos e pronto... Ou entra-se na loja, inspira-se o cheiro maravilhoso a chocolate, olham-se as montras, escolhe-se uma amostra pequena e prova-se. São todos bons. E ainda é melhor quando têm um pratinho junto à caixa para tirarmos um bocadinho.
Que maravilha!
JM

Já vos tinha dito...

que os Da Weasel têm letras lindas?!

"Mundos Mudos"

Ligo directo para a caixa de correio só para ouvir a tua voz
Sei que é cena fora mas todo o dia chega a hora em que
O lado esquerdo chora quando se lembra de nós
A vida corre tranquila, cada vez menos reguila
Meto guita de parte e a cabeça não vacila tanto
Para minha alegria e meu espanto
Pode ser que o passado fique por onde deve estar:
No pretérito imperfeito, já que não é mais-que-perfeito,
Este é um presente que eu aceito
Para atingir a tranquilidade
Que supostamente se atinge com a nossa idade
A verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita...
Mas por muita força que faça ela passa por saber que te vivi...

Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Muda o teu número, eu mudei o meu
Muda o teu número, eu mudei o meu
Muda o teu número, eu mudei o meu
Muda o teu Mundo, eu mudei o meu

Cada vez que eu ligo eu tento deixar mensagem
Mas acabo por nunca arranjar a coragem necessária
Gostava apenas de poder partilhar o meu quotidiano habitual
Nada que se compare com as correrias
Doutras alturas e doutros abismos
E já que falo por eufemismos
Gostava de dizer que ainda gosto bastante de ti...
A casa tá diferente, parece digna de gente
Dá gosto sentar no sofá com a tv pela frente
Comprei uma máquina de caféXpto, bem bonita, azul bebé
Ocasionalmente cozinho e bebo o meu vinho
E esqueço o fumo que nos dava aquele quentinho
Hoje em dia é mais à base do ar condicionado
Condicionei a tentação num clima controlado
Quero que saibas que tou bem, sei que tu mais ou menos
Sempre gostaste de brincar em perigosos terrenos
Em relação a isso eu não sei o que fazer
E se calhar é por isso mesmo que acabo por não dizer
que a verdade é que a saudade do que passou
não é mais que muita...
Mas por muita força que faça ela passa por saber que te vivi...

Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
Agora
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu número, eu mudei o meu,
Muda o teu Mundo, eu mudei o meu.

(gosto. muito.)

terça-feira, abril 17, 2007

Há, por baixo da janela do meu quarto, um cheiro a flores de jasmim que eu gostava de fotografar.

(este post é dedicado aos milhares de fãs que me enviaram cartas e emails a pedir para voltar a escrever no blog)

JH

sexta-feira, abril 13, 2007

Monocolor

Há dias assim. Tinha ideia de uma roupa, mas depois a TSF anunciou que estavam 14 graus e tive de mudar o cenário.
Experimentei 4 cintos, 3 casacos, 3 sapatos, 2 brincos, 2 relógios, desisti das pulseiras e da cor laranja... Não fiquei particularmente satisfeita com o resultado mas já me estava a atrasar e tinha de sair. Contabilizam-se 5 tons de azul, mas serão 8 se contar com o relógio, brincos e fita da PTM.
Por vezes apetece vestir farda, que neste caso significa fato. Mas bom era poder vestir umas calças de ganga, ténis e uma qualquer peça por cima.

JM

quinta-feira, abril 12, 2007

O alojamento

Passei muitas férias a conhecer a Europa a acampar, com noites mal dormidas, frio, bichos, mas sempre com o espírito aventureiro. Recentemente temos ficado em hotéis, "aparthotéis" ou bungalows para maior comodidade, menos frio e sobretudo noites dormidas com mais qualidade porque quase sempre vou trabalhar imediatamente após a chegada. E porque o ordenado também serve para maior conforto.
Desta vez ficámos no mesmo parque onde já tínhamos ficado há muitos anos, perto de Versailles, em Porchefontaine. Mas desta vez não acampámos, ficámos numa roulotte. O preço pode parecer caro, cerca de 90eur a noite, mas dava para 4 pessoas e aí fica logo mais barato que um hotel. E tem outras vantagens, poder cozinhar e poupar nas refeições. Toma-se o pequeno-almoço, fazem-se sandes para o dia (com queijo e hamugers) e cozinha-se um jantar saudável e económico. Sopa, fruta, saladas, cereais... o normal.
Para mim os parques de campismo são uma realidade natural, mas tenho colegas que nunca experimentaram a coisa. Há tendas, roulottes, autocaravanas. a evolução também acontece, tendas que se montam sozinhas, colchões que se enchem rapidamente, etc.
Hoje em dia ainda há outras opções, como neste parque:
Roulottes (onde eu fiquei)

Cabanes (suponho serem parecidos a chalets da neve)

et Canadiennes! (com instalações sanitárias de alta qualidade ao lado)
JM

quarta-feira, abril 11, 2007

Paris


Já não ia a Paris há tempo suficiente para me ter esquecido do quão bonita é a cidade, e grande, cheia de coisas giras para ver e visitar.
Andar a pé, quilómetros, mochila às costas, crepes, pain au chocolat, monumentos a cada passo, organização, excelentes transportes, simpatia, sol e céu azul.
Tenho dezenas de fotos e comentários a fazer...
(foto tirada com o telemóvel num passeio de barco pelo Sena)
JM

quinta-feira, abril 05, 2007

Des croissants...

Pain au chocolat, chocolat chaud, fromagerie, boulangerie, champagne... parece-me tudo muito bem!
JM

quarta-feira, abril 04, 2007

Máquina de lavar roupa

O único electrodoméstico que não sabia usar muito bem antes de sair de casa era a máquina de lavar roupa. O conceito é simples, coloca-se a roupa, põe-se detergente, escolhe-se o programa e sai roupa lavada. E com um bocadinho de amaciador, fica a roupa macia e cheira muito bem. Mas cada máquina tem os seus programas, que roda aqui e ali, mais os botões de isto e aquilo.
É simples, pelo menos com a máquina da casa, o livro de instruções é clarificante. Nível de sujidade, programa, tempo de duração. Em ano e picos de lavagens só se conta meia dúzia de roupa interior e algumas peças isoladas com novas cores. Nunca aconteceu a típica imagem da camisola encolhida ou toda uma máquina ‘estragada’.
Quando era pequena gostava de me sentar num banquinho em frente à máquina e ver as coisas a rodar, especialmente se lá dentro estava o meu peluche preferido, não fosse ele enjoar com as voltas e precisar do meu auxílio.
E hoje levantei-me às 6 para ligar a máquina, voltei a dormir e às 8 estendi a roupa. Tem de se aproveitar o tempo. Muito útil era ter uma máquina que se programava para ligar a uma determinada hora, e depois era só estender.
JM

sexta-feira, março 30, 2007

Quando eu for ministra

Com responsabilidades em mobilidade, acessibilidade, coisas práticas e funcionais:
o Os passeios vão ser rebaixados na zona das passadeiras, para facilitar a vida aos que têm pouca mobilidade e aos que levam bagagens ou carrinhos de compras com rodinhas
o Os passeios vão ter espaço suficiente para as pessoas passarem e vão ser altos ou com pinos, porque os carros estacionam e as pessoas têm de caminhar na rua
o As passadeiras vão estar pintadinhas e ser antecipadas com marcas na estrada, mas sem grandes lombas para não estragar os pneus dos carros
o As tampas de esgoto vão ser niveladas, nada de grandes buracos ou saliências
o Os ecopontos não vão estar no separador central de uma rua com dois sentidos, não faz sentido!
o As wcs vão ter cabides individuais. É cá uma ginástica o xixi com a mala e os sacos na mão em equilíbrio…
o As wcs vão ter caixotes do lixo
o As wcs vão ter torneiras que se abrem e fecham, o sistema do carrega e sai água desperdiça muita, para além de salpicar porque o jacto raramente está regulado.
o O segurança do edifício verifica periodicamente se as torneiras pingam, se as lâmpadas estão fundidas.
o As regas dos jardins urbanos nunca vão ser programadas para as horas do calor, vão ser pela madrugada ou noite. No pico do verão é ridículo regar a meio do dia, a água evapora logo.
o As regas vão ser programadas mas alguém tem o bom senso de interromper o processo quando chove. E não precisa de ser todos os dias. No Inverno não chove todos os dias e não se rega nos dias em que chove.
o O acendimento das lâmpadas é adaptado à luz do sol, escusam de as acender às 18h no Verão porque ainda é de dia!

A reivindicativa JM

terça-feira, março 27, 2007

O tempo vai passando

6f: entrei às 8h45 e saí às 22h15. Já desisti de fazer planos à 6f, e abandonei a ideia de que se sai mais cedo.
2f: entrei às 8h50 e saí às 22h40.
Estou cansada, queria viajar, falar línguas, ter mais movimento...

Domingo fui ver a praia de S. João. Na 2f já estava mais destruído outra vez... choram sempre no leite derramado!
Mania de serem sempre reactivos e nunca proactivos... Não limpem as florestas nem liguem aos planos de água, deixem arder e depois lamentem-se.
Nem todos os investimentos têm retorno rápido, mas uns são mais necessários que outros e o valor é evidente a médio e longo prazo!

São os vírus a falar, de ontem para hoje fiquei absolutamente constipada. Quero férias!!!
:(
JM

quarta-feira, março 21, 2007

Os vídeos da tv

As tecnologias supreendem. Fui ao site da sic e tem lá a reportagem da mini-maratona.
"http://xl.sapo.pt/?play=/MTE3NDIzMTYxNw==/MjAwNzAzMThfbWFyYXRvbmE=
/Zjk5MDZhNTJlYjYzNGVhNTU2ZjY5MzFmOWViMDg1Zjk"
no tempo 1m28seg, a jornalista entrevista uma senhora e eu apareço por trás dela, a cortar a meta, boné vermelho, tshirt amarela com tshirt preta de mangas compridas por baixo e a bolsa a tiracolo. Vou a passar atrás e a esticar os braços para cima, para aliviar a respiração. Sou eu! :)
JM

Ajudar o próximo

No outro dia estava a entrar no metro e vi um senhor invisual com dificuldade em passar as cancelas estúpidas do metro, mas já lá estava um operador do Metro para ajudar.
No Porto, o andante não tem cancelas! E as da Fertagus são muito mais eficazes!
Estava na plataforma à espera do metro e oiço um "Está aí alguém?" gritado. Quase me assustei e percebi que pela entoação talvez não fosse o primeiro apelo que o senhor fazia. Fui ajudá-lo. "Já vem o metro?" Não, ainda não está assinalado. "Mas olhe que já o estou a ouvir..." É o do outro lado que vem primeiro. "Estou a ouvir, já vem aí!" (É sabido que têm outros sentidos mais apurados). Lá veio o metro e encaminhei o senhor para a carruagem.

Hoje já tinha atravessado a av de Roma e vi uma senhora, também invisual, em dificuldades para encontrar a passadeira, com um buraco perigoso perto dela. Lisboa é só buracos!
Ajudei a senhora a atravessar e voltei a atravessar para seguir caminho.

São boas acções, não custa nada. É um sentimento estranho, mas bom. Deve ser tão difícil viver sem ver... e sem ouvir, sem falar...

Ajudar faz a diferença, sentimo-nos úteis!

JM

segunda-feira, março 19, 2007

Dorsal 11658, 56m34s73c


Em mais de 36000 pessoas, até apareci na reportagem da SIC, estava a cortar a meta quando a jornalista entrevistava uma senhora que tinha acabado a prova.
Sem os companheiros de corrida habituais, e nem um dos esporádicos, no mar de gente encontrei conhecidos. Notava-se bem o número elevado de participantes e o atraso na partida foi fatal para poder começar a correr. Era um ziguezaguear obrigatório por entre pessoas sem fim, famílias, carrinhos de bebés, grupos desportivos, idosos, entusiastas a perder de vista. Nessas tentativas de correr o esforço ainda é maior, com arranques e desvios forçados, corridas na diagonal em maior distância do que se fosse em linha recta. E mesmo assim acho que fiz um bom tempo, fui fiel ao powerade azul, nunca parei e passei pelo grupo do sr ministro e pelas ‘noivas’ que também apareceram na tv. Lá estava o sr palhaço e o sr da barba comprida a lembrar o pai natal. Desta vez não vi os senhores das couves nem o barman com o copo em equilíbrio. E também não vi os primeiros lugares da meia, apesar de, sem surpresas, terem vencido os quenianos.
T-shirts amarelas e bonés vermelhos. Pela 11ª vez, foi giro! E agora a ressaca muscular dos próximos dias…

JM

sexta-feira, março 16, 2007

O sol, o céu azul, os passarinhos...

Ah que dias magníficos!
Assim que abro a janela sou influenciada positivamente com o dia bonito.
Alguma alma caridosa limpou o nosso jardim, zero urtigas e ervas daninhas. Vou comprar sementes e plantar coisas!
E no domingo vai ser mais uma mini-maratona cheia de malukos a correr! Atingiram o limite de inscrições e tudo.
Lisboetas: se querem ir para a praia, lembrem-se que a ponte vai estar cortada enquanto passam milhares de entusiastas.
E depois vou aos pastéis de Belém!

JM

terça-feira, março 13, 2007

Nói na volta ao Mundo

Era uma vez o Nói, um porquinho malhado (!), que decidiu ir fazer uma volta ao Mundo. Bem... ao Mundo é um bocado exagero. Para já, para já, o Nói foi ali à Galiza e já regressou a casa, cheio de fotos para mostrar as suas aventuras.





O Nói em cima da vieira que marca o km 0 dos caminhos de Santiago, em frente à catedral em Compostela. A sorrir, claro, porque foi de carro e não a pé!




O Nói a chegar - outra vez de carro, o sacaninha! - a Finisterra (ou Fisterra, como dizem os espanhóis).




O Nói na sua terra natal.




Depois de muitos passeios, o Nói a comer uma dose de "chocolate con churros"! Deliciosos, diz ele!

sexta-feira, março 09, 2007

Está um dia lindo!

Já cheira a Primavera, já se vêem florinhas, céu azul com uma luz solar bestial, tão característica de Lisboa.
No fds quero bom tempo, pode ser?
JM

quarta-feira, março 07, 2007

E... mudemos de assunto, sim?

Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos

E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa

E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade

Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo

Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?

Um colega pôs-me à frente uma pilha de CDs para eu ripar e um deles era o "Irmão do Meio", do Sérgio Godinho. Esta música é cantada com o Jorge Palma e é... linda!
Tinha saudades de a ouvir...
Voltei (às bloguices)!

JH

segunda-feira, março 05, 2007

Passeios de Sábado de tarde

Geralmente damos pouco valor ao que é nosso. Devo conhecer melhor museus estrangeiros que nacionais. Estou há muito tempo com o MNAA na minha lista de ToDos, e ainda fiquei com mais vontade de lá ir quando fui a um jantar e fiquei maravilhada com o jardim cheio de obras de escultura, embora de noite todas parecessem semelhantes.
Este sábado fui ao Jardim Botânico. Apesar de algumas infra-estruturas estarem a precisar de reforma, o jardim está bem cuidado, é bonito e supreendeu pela dimensão. Não é gigante como o do Rio de Janeiro, mas tem espécies únicas de todo o mundo, muito verdinho, cheio de passarinhos e muito agradável para passear.

Há muitas zonas escondidas em Lisboa, jardins secretos no meio de quarteirões ladeados de enormes edifícios. E também se vêem muitos prédios devolutos, abandonados, por recuperar.
E depois do sol se esconder há scones e um bom chocolate quente (quase tão bom como o do Museu do Chocolate em BCN) na cafetaria do último piso do ECI, onde imperam senhoras de 3ª idade a lanchar chá e torradas.
JM

sexta-feira, março 02, 2007

A vida ao contrário

Eis o que me ocorre por ver sempre todos os dias várias pessoas com alguma idade em frente ao Pingo Doce à espera que sejam 9h e abram as portas:

Quando nascemos o dia-a-dia é preenchido a comer e dormir, ou seja, dormimos a maior parte do tempo e não temos grandes horários.
Quando somos pequenos, mesmo na primária, não temos a noção das horas, temos o dia todo livre, levantamo-nos às 7 da manhã totalmente despertos e com uma energia bestial.
A entrar na fase difícil da adolescência queremos ficar na cama o dia todo, não levantamos cedo. Queremos fazer coisas mas não conhecemos o mundo, não temos muita liberdade e sofremos com as mil dúvidas diárias, os problemas borbulham a olhos vistos.
Na fase final do secundário e faculdade ainda temos algum tempo, queremos fazer coisas mas não temos dinheiro, dormimos durante dias e estudamos em noitadas.
Em trabalhadores temos finalmente dinheiro mas não temos tempo e a liberdade é condicionada para fazer o que nos apetece.
A fase seguinte não sei bem como é. Nas mais avançadas, deve acabar a vontade de dormir e um bocado do dinheiro. Levantam-se muito cedo, às 7 da manhã já estão na praça, antes das 9h já estão alegremente a conversar à espera que o Pingo Doce abra. Suponho que tenham muito tempo livre. Talvez não tanto dinheiro, energia e vontade para fazer ‘coisas’.
Há sempre os casos irritantes daqueles que dispõem de dinheiro toda a vida, têm trabalhos com muito tempo livre e realizam todas as ‘coisas’ que lhes apetece.
Cada um tem de fazer o balanço do que tem e da ginástica que tem de fazer para ter o que quer.
E pronto, tenho inveja de quem come pão fresco e quente todos os dias...
JM

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Para quando a opção do tabaco em espaços públicos?

Opção ou até mesmo restrição.
Em Barcelona, à semelhança do que é praticado há vários anos em Londres e NY, pelo menos, existe o respeito pelo não fumador, ou por todos os que se incomodam com o fumo.
Num restaurante só havia uma mesa vaga na zona de fumadores, recusámos. Nos bares havia espaço distinto para ambos e era respeitado. O uso dos símbolos, permitido fumar e proibido fumar é acentuado.
É tão mais saudável, respira-se, não cansa, vêem-se as outras pessoas com mais nitidez e a roupa não fica a cheirar a tabaco!

terça-feira, fevereiro 27, 2007

BCN em algumas fotos

O mercado de Santa Caterina é muito moderno, tudo muito arrumadinho e aprumado, nada semelhante a uma feira tradicional.
Andei a namorar os queijos Manchego mas o preço custa.

O Colombo aponta do alto do seu pedestal no fim das ramblas e em direcção ao mar.

O estádio olímpico, palco das cerimónias de 92, estava em recuperação, mas ainda deu para espreitar por dentro.

Esta antena de comunicações tem algo de extra-terrestre. O espaço era muito grande e não tivemos tempo de ver a parte das piscinas olímpicas, mas pelo postal dá sempre para ver onde é.

E pronto, o fds passa a correr, a manhã de Domingo está calma na Gran Via, o céu azul sorri aos turistas que já fazem fila para ver a casa Batlló e a Pedrera.

Ao fundo vê-se neve no cume das montanhas.

E uma nuvem esquisita.
JM

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Tapas e Gaudi

Tapas
Fatias de pão tipo baguete com tudo e mais alguma coisa em cima.
Li em reportagens que hoje em dia tornava-se moda nos restaurantes servir os pratos em tapas, ou seja, o que cobre o pão é igual ao prato da ementa. E assim vão cobrando mais pelo mesmo. Mas é bom, com queijo, com cerveja, tipo champanhe, com batatas fritas. Coberto com presunto, tortilhas várias, pimentos, salmão, atum, mariscos vários, ou simplesmente com azeite e tomate 'esfregado'. Vai-se escolhendo e comendo como petisco.


Gaudi
Por toda a cidade se vêm edifícios, monumentos, arte, de forma menos usual e frequentemente colorida. Fica agradável e giro de se visitar. Acabámos por não ver nenhuma das casas nem a sagrada família por dentro, fica para a próxima.Assim como o parque Guel que era longe para ir a pé, embora não inatingível!
JM

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

BCN

"Por favor abróchate el cinturón mientras permaneces sentado
Chaleco salvavidas debajo de tu asiento"

As visitas de fds a cidades europeias são possíveis quando os aeroportos forem relativamente perto ou os transportes forem eficientes. OTA não!...

Sair do trabalho ao fim do dia e ir para o aeroporto embarcar é sempre bom. O voo para Barcelona foi um bocadinho turbulento ao início. Seria do piloto? Estávamos a arrancar, em que os motores nos fazem avançar em frente e abanávamos muito para a esquerda e para a direita. Continuámos a abanar e a saltitar nos primeiros minutos de voo, parecia uma estrada cheia de buracos com quedas pequenas mas que não tranquilizam nada. Depois passou e a aterragem foi hiper suave.
Tinha estado em BCN há quase 10 anos, por isso tinha poucas lembranças da cidade. A lista de locais a visitar cresceu rapidamente e conseguimos picar os pontos quase todos com muito passeio a pé, numa cidade bastante plana e agradável de visitar.

A foto foi na Oveja Negra, um bar frequentado por muitos 'erasmus', onde a imperial e a sangria era servida em jarros, existia separação entre zona fumadora e zona saudável (perfeitamente respeitada) e sem música (!), embora só tenhamos reparado ao fim de um tempo e não foi por causa do silêncio, bem pelo contrário.
Ah erasmus... quem me dera ter feito.
E hoje até foi um dia histórico, voltei ao IST e levantei o meu diploma de curso...
JM

Ontem foi Carnaval

Não me mascarei, não é hábito. Mas é engraçado ver os miúdos mascarados.
Alguns empregados na Fnac estavam mascarados, tinha a sua piada já que são adultos, a trabalhar e continuavam sérios.
No correio havia uns folhetos do Lidl... cheios de coelhinhos e chocolates...
Bom... então a Páscoa está aí!
JM

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Restaurante Luca

Existe o Luca e o Lucca, ambos italianos. O Luca fica na R. de Sta Marta e é caro. O Lucca fica numa transversal à Av. Roma. Ambos são barulhentos. Não sei bem o que determina o nível de ruído, para além de factores como a decoração e cores utilizadas, as pessoas podem falar mais ou menos alto.
Sábado fui experimentar o Luca, com reserva, praticamente cheio, com estrangeiros, empregados maioritariamente brasileiros.
Confesso que não fiquei muito impressionada com a carta, apesar de cada prato ter sempre uma descrição de 3 linhas, com nomes e ingredientes apetitosos. Havia quase sempre alguma coisa que não me agradava, e não costumo ser esquisita.
É caro, e como tal pode-se esperar um melhor serviço ou maior qualidade na refeição. Pequenos apontamentos falham, por infelicidade ou incompetência.
Oferecer para guardar o casaco é positivo. Mas é negativo que quando o solicitemos demore bastante.
Infelizmente ainda não há divisão entre fumadores e não fumadores e não há respeito pelos outros clientes quando fumam enquanto comemos e o fumo vem directamente para nós, nem há a preocupação de analisar o incómodo.
Ter vinho a copo é positivo, pode-se experimentar vários. Mas não é bom servir o vinho quando ainda estamos nas entradas e é destinado a acompanhar o prato principal.
Os pratos demoraram. Houve um empregado que veio dizer que estava quase a sair, o costume. É positivo avisarem já que, apesar do comentário, ainda não tínhamos exposto a situação.
O meu prato estava salgado. Disse ao empregado que tinha uma crítica e uma sugestão, mais tomate e menos sal, já que estava salgado. “Então da próxima vez diga para fazermos ao seu gosto!” Não será a resposta mais adequada. Sei lá eu como é o prato para pedir de antemão ao meu gosto? Não é standard que não venha salgado? Apesar da boa intenção fiquei com a ideia de que a crítica não ia chegar à cozinha.
Vejo as restantes mesas a receberem aqueles paninhos quentes para passar pelas mãos. É bom, gosto da ideia. Mas a nossa mesa não teve direito. Se calhar esqueceram-se.
Veio a conta, o valor total era inferior ao que se esperava. Tinha desconto. Perguntámos. Não pagámos os pratos porque demoraram muito.
Nunca me tinha acontecido, mas já tinha ouvido falar, embora no estrangeiro. Só lhes fica bem, é um compromisso que assumem, dado o preço da refeição e qualidade que querem anunciar.
Ainda assim, com desconto… Mais rapidamente volto ao Lucca.
JM

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Um luxo, é o que é!

Em plena crise na Câmara de Lisboa, esta jornalista atarefada encontrou um amável colega que lhe fez uma mini-sessão de reiki?!
Mais um pouco e eu ficava a dormir. Juro.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Os ares

Gosto de arejar tudo, abro as janelas, sacudo a roupa, a almofada (os ácaros andam lá!), os cobertores, tudo.
E naturalmente que preferimos estender a roupa lavada ao ar, para secar melhor e mais rapidamente que em casa. Mas a chuva é chata! Tem-nos trocado as voltas. Se estendemos na rua, chove. Se fica dentro de casa, não chove.
O ideal era estar em casa e ir estendendo e recolhendo a roupa à medida.
3f é feriado! Quero ficar em casa e não fazer nada. Não fazer nada e ler. E estudar espanhol. E ver concertos, séries e filmes em dvd. Sentar-me no sofá. Preguiçar.
Nunca há tempo para fazer todo o nada que se quer...
JM

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Desta vez foi a chuva?

Em 98 era porque estava sol, era Verão e as pessoas foram para a praia. Desta vez também se ouviu que estava a chover e as pessoas ficaram em casa. Ai que flores!
Custa perceber que o referendo não cativa o direito cívico de votar. Acho que para além deste só houve o da regionalização, e do que me lembro também houve muita abstenção.
Continuamos com taxas elevadas de iliteracia, portanto também entendo que as palavras referendo, IVG, despenalização, etc, sejam algo estranhas para o comum do tuga. Apesar do tema ser bem sensível e poder estar presente na maioria da população. Mas é diferente de ver o senhor político a fazer campanha, que distribui brindes, que é conhecido da terra e que depois se associa à cruz do voto. Quem não estivesse atento aos debates da tv e rádio, mails e blogs e como a publicidade dos cartazes não chega a todo o lado, o tema podia-lhe passar quase ao lado.
Os jovens votaram mais que os idosos. Pois, talvez a mente mais alerta, menos tabu, mais vontade de mudar. Em Lisboa, Setúbal, Alentejo... o sim esmaga o não. No Norte e Madeira são outras atitudes... E a melhor percentagem do sim é superior à melhor do não.

Cheguei do sol de Barcelona para o cinzento da capital. Faltavam 2 minutos para aterrar e só via nuvens e cinzento. Valham-nos os radares e sensores... Já sabia que se estava a assistir a elevada abstenção. Cometi o erro de perguntar ao taxista se já tinha votado. "Eu já não voto, não acredito nesses..." Mas disse que se votasse era sim, sem dúvida. Mas não o convenci. Também era chato perguntar pelo Benfica que tinha perdido. Ao menos não se chateou da viagem ser curta, já estava à espera de um "tantas horas na fila do aeroporto e sai-me uma viagem até Alvalade...".

JM

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Preciso de um "boost" de energia, de uma injecção de adrenalina directa no coração, de uma caixa inteira de chocolates, de um litro de "Powerade" e de um pack de barritas energéticas.

E mesmo assim não sei se chega...

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Irreplaceable(?)

"So since I’m not your everything
How about I'll be nothing
Nothing at all to you"

Tenho de admitir... a miúda (Beyoncé) às vezes faz músicas giras.
E, quanto a esta, concordo com a minha amiga, que dizia, num outro blogue (Pessoas que Gostam de Homens com Barba) :
"Com ou sem mão na anca, este é um tema de ostentação de poder. E é de um enorme novo-riquismo feminino."

Gosto da música, pronto. E da ideia.

"Everything you own in the box to the left/In the closet, that's my stuff/If I bought it nigga please don't touch"

É um hino de todas as mulheres que já tiveram o coração partido.

Quem quer casar com a Carochinha?

Ontem à noite, depois do trabalho, fiz bacalhau à Brás e lasanha de legumes.
Estou uma verdadeira fada do lar!

Tenham medo, tenham muito medo!

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Já tinha dito que...




...tenho saudades do Verão?!


(foto tirada pelo A, na esplanada da praia da Mareta, em Sagres)




My darling one,
you are young and lovely,
But inexperienced,
and though you think
The world is at your feet,
It can rise up and tread on you.

Ian McEwan, Atonement

domingo, fevereiro 04, 2007

Macau

Gostava de voltar a Macau. Estive lá em 2001 durante um mês e foi inesquecível.
É diferente de tudo, não completamente chinês e quase nada português, mas tem algo de familiar.
O autocarro da Taipa para Macau, o casino Lisboa, o forte, a escadaria, a comida barata, o karaoke, as ervilhas fritas, as milhares de kittys em todo o lado, o dim sum, a fanta de uva que sabia a caneta bic, o maravilhoso arroz do restaurante tailandês, aquela fruta que cheirava mal, o calor, as baratas...
Dave: Ficas encarregue de colocar fotos de todos os recantos que foram a nossa casa durante o Agosto de 2001!


JM

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Nomes das pessoas

Cada vez se conhece mais pessoas. Desde toda a escola primária, preparatória, secundária, universidade, actividades extra de ginástica, natação, música, línguas, voluntariado, na rua, na noite, nas lojas, nas vizinhanças, no trabalho.
E depois de descobrir que o mundo é pequeno e que amigos de amigos se conhecem e são primos dos amigos que andaram na escola com amigos e conheceram amigos nas férias entre amigos… descobrimos que sofremos de falhas de memória. De onde conheço aquela cara?
Passamos meses ou anos com certas pessoas e passado um tempo voltamos a vê-las ou vêm à conversa e não nos conseguimos lembrar do nome delas… é chato quando elas se lembram dos nosso nomes!
A lista vai aumentando e contém 8 joanas, 10 pedros, 15 joões, 7 marias…

No outro dia tive um dia de trabalho daqueles de me$da, em que entrei às 9 e saí às 21h. Já tive dias piores, mas com dores de cabeça desde que me levantei, enxaqueca a meio do dia e olhos massacrados do Excel, saí sem neurónios.
No caminho para casa encontrei um ‘conhecido’ que me reconheceu ao cumprimentá-lo e depois uma colega que parou o carro porque me viu no passeio. Senti-me melhor com dois ‘olás’ esporádicos a terminar o dia.

JM

sexta-feira, janeiro 26, 2007

As coisas que se descobrem...- parte 2

Outra descoberta absolutamente espantosa desencadeada pelo caos actual na CML.

Ontem à noite concordei com (quase) tudo o que o Luís Delgado disse na Sic Notícias.


Just shoot me!

quinta-feira, janeiro 25, 2007

As coisas que se descobrem...

A loucura actual da Câmara de Lisboa fez-me perceber que o meu corrector de olheiras faz maravilhas!

(Este post é exclusivamente feminista. As miúdas sabem do que estou a falar...)

Turismo magnético


Em todas as viagens que faço há vontade de trazer souvenirs.
Não podendo usar tshirts no dia-a-dia e estando o armário com pouco espaço, comecei a adoptar há alguns anos a estratégia postal + íman.
Faço coleção de postais, de turismo, dos free, de arte, teatros, cinemas, exposições, etc, já ocupa vários dossiers. Quando veio uma tia chinoca para o casamento da mana, mostrei-lhe a europa através dos postais que tinha.
Quando se chega a um destino e pouco se sabe da cidade, basta ver os postais, estão lá os locais mais conhecidos e geralmente com fotografias giras que não temos oportunidade de tirar. E são baratos.
Os ímans são giros e ficam bem no frigorífico, alegram a cozinha, para quem não os tem escondidos e embutidos num armário. Alguns já são oferecidos, nunca fui ao Chile ou Argentina, por exemplo.
Qualquer dia o espaço já não chega e temos de começar a povoar a arca...
JM

terça-feira, janeiro 23, 2007

Vamos votar no referendo da IVG!

Recebi um apelo da I:
"Não fiquem em casa e votem. O último referendo foi assassinado pela abstenção.
Façam uma pesquisa na internet e cheguem à conclusão que o problema tem mesmo de ser resolvido. Estamos atrasados em relação ao resto da Europa.
O aborto clandestino acontece todos os dias e bem perto de nós. Não é uma questão religiosa como a querem fazer...
É uma decisão que a mulher vai sempre tomar, sendo ou não legal.
Se o Sim passar, daqui a algum tempo quando uma miúda de 16 anos decidir abortar e se dirigir a um hospital, haverá uma equipa de profissionais que lhe explicarão que há outras hipóteses e que aquela não é a melhor saída. Em vez da actual parteira que quer o dinheiro e faz o "serviço" de qualquer maneira.
Na altura dos nossos pais, andar de mão dada na rua, podia originar uma multa....vamos evoluir, por favor..."

No outro referendo eu ainda não podia votar, foi no Verão de 98 e só fazia os 18 anos em Dezembro. Sempre fui a favor e fiquei chateada pela abstenção.
Desta vez, vou votar! No fds vou estar de férias, mas marquei viagem de regresso para voltar a tempo de votar.
Não entendo que as mulheres passem a optar por abortar porque já não é crime. Que adoptem a ‘opção’ como um contraceptivo banal.
A garantia de apoio e acompanhamento será mais real e segura.
Nunca será uma decisão de ânimo leve.

Leiam em http://jovenspelosim.wordpress.com/

JM

domingo, janeiro 21, 2007

Fidel is alive!

Este fim-de-semana trabalhei, pela primeira vez, com as minhas novas funções.
Com alguma dor de barriga, por ir pela primeira vez editar economia, internacional, cultura...
E com a "ameaça" de o Fidel poder morrer, o que poderia "intensificar" muito a produção de notícias.
Mas o homem lá continua firme e hirto e a noite de sábado só animou com uma história sobre o caso Apito Dourado.
Pró mês que vem há mais...

E agora... um diazinho de folga e de dolce fare niente... maravilha!!
Ternura

Desvio dos teus ombros o lençol,
Que é feito de ternura amarrotada,
Da frescura que vem depois do sol,
Quando depois do sol não vem mais nada...

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...

Começas a vestir-te lentamente,
E é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...

Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!

David Mourão-Ferreira

(este poema, delicioso, foi assunto de conversa recente com um amigo, o Ricardo)

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Mão esquerda ou direita?

Suponho que seja 'direita' mas acho que se fizesse um teste, que os devem existir, devia ter uma percentagem significativa de 'canhota', devo ser meio 'ambi'.
Quando era pequena achava piada, e ainda acho, escrever com a esquerda. Às vezes entretinha-me a escrever o nome e frases.
Estou a beber o chá na caneca do trabalho e reparei que pego com a esquerda. Mas também pego com a direita.
Chutar a bola... não jogo muito mas acho que é direita.
Primeira aula de surf, Haia, Holanda. Na areia, exercício de levantar e equilibrar na prancha. Qual o pé que vai primeiro? Não sei... tentei com os 2. Acho que direita, mas parecia-me igual, ou pelo menos não era claramente uma delas.
Há aquelas pessoas que eram canhotas e de pequenas foram obrigadas a contrariar. Há sempre sinais que ficam como ter uma letra feia ou comer com os talheres ao contrário.
Sei que é bom contrariar os hábitos, desenvolve ou exercita a inteligência. Lavar os dentes ou pentear com a mão esquerda, é possível. Conduzir pela esquerda, nos países e carros adequados, é possível mas muito atrofiante.
E foi este o pensamento das 17h25...
JM

quinta-feira, janeiro 18, 2007

O verão... (sorry pela imitação!)

Já é o segundo post em que imito o tema, perdoa-me H!
No Verão as roupas são mais coloridas, leves, alternativas.
Ficamos com cores mais giras (eu tento mas perco sempre no bronze)...
Foto de 3 Joanas, a F, a M e a G:
JM

Este post é só pra lembrar que tenho saudades do Verão!

Podes tirar a miúda da Costa...



... mas não podes tirar a Costa da miúda!


quarta-feira, janeiro 17, 2007

Ainda os desgostos amorosos

O tema é sensível e infelizmente quase todos passamos pelos maus momentos. A solidão, a tristeza, as crises de choro, as mudanças da rotina a 2, o sofrimento.
Temos sempre a tendência para encontrar um motivo, um culpado, uma razão. E muitas vezes ela não existe, aconteceu, a chama apagou-se, o interesse desfez-se. Mas isso não serve. Queremos saber se há outra(o), quando mudou o vento, em que acontecimento começou a decair o sentimento, o que podemos fazer para voltar atrás (nada!), a quem podemos recorrer para obter as respostas às nossas perguntas.
As mulheres falam muito, fazem muitas perguntas. E eles raramente respondem. E isso magoa.
O que me torturava eram as conversas imaginárias, em que se discutia e perguntava o que a coragem permitia. Milhares de pensamentos com perguntas. Sem resposta. E se eu disser isto o que ele responde? E se eu fizer assim e assado com cambalhota no ar, será que ele repara e vai olhar para mim?
Os amigos, que são mais nossos amigos ou mais dele, que queremos que nos contem como ele está mas não queremos que lhe revele como estamos. Pedimos aos amigos que sejam nossos mas não deles. E por vezes entalamo-los e há chatice e perdem-se amigos.
E os mal-entendidos. Terríveis. Porque depois ficamos categorizados e tudo o que fazemos acham que é porque ainda gostamos da pessoa ou porque queremos chamar a atenção.
E pensamos em telefonar e salta-nos o coração de marcar os números.
Eu escrevia muitas vezes, ajudava a aliviar.
É difícil, mas resulta escrever e deixar de molho um tempo, uma noite. Libertámos o sufoco e no dia seguinte percebemos que ia sair disparate se o sms fosse lido.
Porque se a pessoa não nos quer, queremos mantê-la por perto, ser amigos.
Não tem de haver uma quebra total. Infelizmente nem sempre se esclarecem todos os pontos. Mas podem continuar amigos.
A Bridget Jones foi lida numa dessas alturas. Os filmes tornaram a história um pouco patética. Mas não me esqueço das conversas imaginárias. E daquele sentimento egoísta de que... os ex-namorados deviam ficar na prateleira para um dia mais tarde...
O sentimento de pertença é bom. E a perda é terrível.
JM

segunda-feira, janeiro 15, 2007

À C., que sofreu recentemente um desgosto de amor

O MEC não podia estar mais certo. Bem sei que as pessoas não o fazem por mal e que procuram só um consolo. "É melhor assim", "o tempo cura tudo" e "antes agora que mais tarde" são daquelas expressões que se dizem sempre a alguém cujo coração acabou de ser destroçado. Quem nunca as disse que atire a primeira pedra...
Fórmula fácil, recurso frequente quando não se sabe o que dizer. E, claro, depois de se chamar muitos nomes feios ao responsável pelo desgosto.
Bem sei... ouvi-as demasiadas vezes no ano passado.
Como se fosse realmente melhor termos o coração partido "agora" que "mais tarde". Como se isso fosse de facto um consolo. Porque o que realmente nos passa pela cabeça nesses momentos é... "e que tal nunca?!".
"O tempo cura..." E o que é que fazemos com o tempo até lá?
Enganamo-nos a nós próprios. Fingimos que acreditamos realmente no que nos dizem, forçamo-nos a sorrir, saímos mais e tentamos divertir-nos. "Agora vou fazer tudo de forma diferente", juramos. Nessa fúria de mudança, criamos novos hábitos, cortamos o cabelo, compramos roupa nova, fazemos uma remodelação do nosso quarto. Tudo diferente, start over, reset o sistema. Porque remodelar o coração é bem mais difícil e não há designer de interiores, por muitos bons conhecimentos de "feng-shui" que tenha, que nos possa valer nessas alturas.


É triste só gostar
(por Miguel Esteves Cardoso, na Actual de sábado passado)

Os desgostos de amor são horríveis. E, por serem horríveis, as pessoas dizem que fazem parte; que dão força e fazem crescer. Tal é o medo de aceitar a totalidade da tragédia que são que se chega ao ponto de ver os desgostos de amor como um rito de passagem não só para a humanidade como para o próprio amor - o que é muito mais grave. É sempre outrem que fala assim levemente; alguém que, se calhar, nunca teve um desgosto de amor digno do nome ou, se o teve, já o esqueceu e, ao esquecê-lo, provou que nunca amou, por muito desgostoso que tenha ficado. Porque também existe o desgosto de ser abandonado por alguém de quem nos habituáramos a fugir, e de já não ser amado por quem nunca amámos. Mas isso é um simples desgosto que nada tem a ver com o amor. Já um desgosto de amor é um desgosto completo: uma desilusão e uma angústia; uma frustração de quase não existir, que começa por nós próprios, num incêndio de chuva que vai por aí afora até estragar o mundo inteiro, incluindo o que mais se queria proteger: a pessoa amada. Os abutres da consolação pretendem reclassificar os desgostos e ofender o amor e, distraídos pelo prazer necrófilo de cheirar, mesmo numa pessoa amada, a morte do amor alheio - tão secreta e infinitamente invejado! -, chegam a dizer as três palavras mais estúpidas, cruéis, inúteis e indignas daquelas circunstâncias: "Foi melhor assim."
Acrescentando, às vezes, mais duas: "Deixa lá. " Como se pudéssemos responder: "Boa ideia - vou deixar!"
Os desgostos de amor estragam a alma. É preciso ter muito medo deles. Respeito. Cuidadinho. Tratar o amor nas palminhas. Mesmo antes de chegar a pessoa que se vai amar. É que os corações ficam partidos.
Deixam de poder amar. E, em vez de amar, tornam-se músculos leves e cínicos, trocistas e elegantes.
Pode até ser muito giro ser assim. Mas está para o amor como o gosto duma pedra de sal está para o mar.
E às vezes ainda é mais triste: é o próprio gosto pelo amor, como quem gosta de um prazer qualquer, que mata o amor - a possibilidade de amar - logo à nascença. Será este o único desgosto, por muito caladinho que seja, tão grande como um desgosto de amor.

JH

domingo, janeiro 14, 2007

iceberg doméstico


De vez em quando deve-se tirar o gelo do congelador, embora pareça desnecessário.
O Alex tirou a primeira placa de gelo e depois torna-se um puzzle que se tem de finalizar.
Afinal havia muito mais gelo do que parecia.
E de repente o espaço do congelador aumentou consideravelmente.
Aquando da foto ainda se estava no início da tarefa...
Obrigada Alex!
JM

sexta-feira, janeiro 12, 2007

1ª viagem do ano

Já marquei! I'm addicted to tourism...
Será uma repetição de destino, mas já pouco me lembro da cidade. Um dia de férias e faz-se um fim-de-semana diferente. Volto a tempo de votar no referendo.
Será que a sagrada família já está quase terminada?
JM

terça-feira, janeiro 09, 2007

A 'cidadania' nos saldos (post feminista)

Estamos em época de saldos oficial após as habituais promoções que se antecipam a cada temporada.
Nos centros comerciais vêem-se 'eles' à porta, à espera. Porque 'elas' estão lá dentro, nas lojas.
O que exaspera é o estado de sítio em que as lojas ficam. Para além das filas para experimentar e pagar. Chateia quando está tudo desarrumado, prateleiras reviradas, roupa no chão, sapatos sem o par visível, o caos.
Cada pessoa devia ter um mínimo de respeito pelos empregados que têm de ter dose reforçada de paciência nestes períodos.
Costumo chegar às prateleiras mais acima, onde frequentemente se encontram coisas arrumadinhas. Depois de abrir uma camisola, volto a dobrá-la, ainda que possa não ser perfeitamente, e a arrumá-la. E nos provadores, levo o que não vou comprar e devolvo à proveniência. É por isso que frequentemente me vêm perguntar sobre artigos e tenho de responder que não trabalho ali...
É costume as desgraçadas que tomam conta dos provadores terem pilhas de roupa maiores que a altura delas para arrumar. É ridículo. Dá mau aspecto, chateia as empregadas e por vezes lá no monte está o número que queríamos ou a cor preferida da peça pretendida.
Se quero chafurdar no monte vou à feira!
É o drama das consumidoras...
Sejam arrumadinhas e respeitem quem está a trabalhar!

Se 'eles' não nos entendem... Comprar o mesmo por um preço menor é bom! Ainda por cima porque podemos comprar mais peças pelo preço inicial de uma. Entendam: preferimos ter um arco-íris de tops de qualidade dúbia do que ter uma camisola xpto caríssima. Gostamos de variedade. E não gostamos de ter coisas iguais a outras pessoas. Portanto a chave é diversificar a oferta.
The street is our catwalk. E por isso tenho de ter um walk'in closet...
Vivam os saldos!
JM

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Fortune cookie

Sempre achei muita piada ao conceito dos "bolinhos da sorte", mas nunca encontrei nenhum. Hoje, por acaso, à saída de uma loja, apanhei um saquinho e, no interior, estava uma bolachinha em forma de crepe e, lá dentro, estava um bilhetinho com esta frase:

"Happiness is not something ready made. It comes from your own actions."

domingo, janeiro 07, 2007

Em Dezembro há mais

Ontem foi dia de reis e comi bolo rei, como manda a tradição.
Era também dia de desmontar as decorações natalícias, arrastou-se para hoje.
Oh... já se acabou o Natal...
Em Dezembro há mais!
JM

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Bye bye 2006

Quando se entra no mês de Dezembro é um instante até ao fim do ano. O mês começa com 2 feriados que, quando não calham ao fds, fazem 2 semanas mais leves. Depois a febre das compras de natal. Multiplicam-se jantares e almoços com amigos e colegas. A semana entre o natal e o ano novo tem um ritmo de trabalho mais leve, geralmente. Prepara-se a passagem do ano e começamos tudo de novo.
A Diana foi-se embora para NY. Recentemente o Pedro Monteiro foi para Grenoble. Pouco depois o Nuno Barbosa foi para o sul de França. O Daniel continua pelo estrangeiro, o Tiago mantém-se em Londres e o Dave vai tentar a vida em Macau. Eu que sempre sonhei em sair do país começo a ser caso raro :o(
Saí de casa dos pais e fui viver para Lisboa, com a JoanaH. Fiquei mais independente e mais próxima do trabalho, cinemas, outros serviços. Gosto de voltar à Costa, fazer as compras semanais com a mãe, almoçar com a mana e cunhado, tenho 3 escovas de dentes.
Nevou em Lisboa e no Verão a cidade encheu-se de vacas coloridas e estilizadas.
Cumpri 10 anos de mini-maratona da ponte 25 de Abril e sigo a tradição pela ponte Vasco da Gama.
Viajei duas vezes para oeste e 3 vezes para este, com NY, Washington e Philadelphia; Brasil em Salvador da Bahia com chuva todos os dias; Suécia e Finlândia com o Pai Natal em Rovaniemi e passei do circulo polar ártico; re-visitei o Tiago e Edu em Londres e desta vez levei a mãe, vi a Guernica em Madrid. Mais ímans e postais para a minha colecção, milhas e fotografias. Quando tiver de deixar de viajar vou ficar irremediavelmente triste, é viciante e faz-me feliz, acho que tenho de continuar!
Comecei a aprender espanhol, gostei e vou continuar. Acompanho com leituras em inglês e exercícios de francês. Tenho de retomar o mandarim!
Fui ao Rock in Rio e assisti a mais concertos como os Pearl Jam e o Jamie Cullum. Continuo a comprar livros, ir ao teatro e bastante ao cinema.
Viciámo-nos no campeonato do mundo, gritámos e desesperámos por golos. Quando se passou para as fases finais em que já não havia vários jogos todos os dias já parecia que faltava qualquer coisa. E depois… ficou a intenção e a selecção despediu-se de jogadores com ‘J’ maiúsculo. E houve a cabeçada do Zidane.
Em vez de comprar a sonhada Vespa GTS 250, comprei um mini carro, o micra com 7 anos que anda, já levou 8 pessoas e dá muito jeito para aumentar a independência.
Participei no Banco Alimentar e estou inscrita na Bolsa do Voluntariado, gosto de ajudar e sentir-me útil para a sociedade, continuo a ser dadora de sangue.
E para 2007 desejo… continuar a viajar e concretizar o sonho de ir trabalhar para fora. Saúde, alegria e felicidade, o costume. Será pedir muito?
JM

sexta-feira, dezembro 29, 2006

AmBar

Caro senhor AMérico BARbosa:
Desde há alguns anos que comecei a utilizar filofax e tenho comprado sempre a carga da sua empresa.
Faz parte da minha organização pessoal e sou inseparável da minha agenda, com os compromissos, aniversários, eventos, despesas, férias, endereços, lista de compras, afazeres, desenhos…
E neste ano que está prestes a findar ainda não consegui comprar o bloco de 2007! Ainda não chegou às lojas, nomeadamente à Papelaria Fernandes.
Vou ficar desorientada a partir de 2f… Oh não!!!!
JM

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Costa da Caparica com Pólis


Já tinha saudades de ver o mar.
No dia de Natal, depois de mais uma refeição em família e cheia de sobremesas, fomos dar um passeio até ao paredão.
Fotos de qualidade ‘espectacular’ do meu Samsung.

Em tempos este espaço teve 3 campos de ténis, onde eu tive aulas. Depois o bar do rugby. Depois o Remédio Santo. Agora muita areia.

Aqui houve um campo ‘da bola’, onde eu joguei com o Tiago, Pedro, Vasco e outros colegas, da primária e secundário. Agora muita areia.

A mata já não é o que era e as barracas já cá não estão.
Quando era pequena a areia em maré vazia era muito além do fim dos pontões. Na juventude do meu pai, diz ele que era muito mais longe e cansava até chegar à agua. Será que isso vai voltar? Perto disso? Alguma areia, pelo menos?


JM

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Filhós, família e frio

Três novos F... para descrever o meu Natal.

O dia 24 foi igual a todos os outros dias 24 (felizmente): eu e a minha avó Alice a amassar, esticar e fritar a massa das filhós. Duas novidades este ano: contámos com a ajuda da minha mana e a minha avó enganou-se nas doses, o que tornou intragáveis os sonhos (ou filhós de colher, como a nossa famílias lhes chama). ehehehe

À noite, uma mesa original: a família do costume, mais o meu pai, a minha avó e tia paternas, pela primeia vez connosco desde há 15 anos. Conversas sobre aventuras aéreas (a cargo do casal comissário + assistente de bordo), muitos disparates e muita risada!
Foi bom, natural, pareceu que não tinha passado este tempo todo. E devia ter sido sempre assim!

No dia 25, mais "convidados": a namorada do meu primo e mãe do meu priminho Lorenzo, a Cinjer, e a sua mãe, Ute, "obrigaram-nos" a passar o dia a falar inglês! Foi diferente, mas divertido!

FELIZ NATAL!!!

Semiologia

Ou uma dissertação sobre o "Sexo e a Cidade" e o efeito que a série tem em cada um dos comuns mortais

Numa noite destas, um grupo de pessoas que, na sua maioria, não se conheciam entre si, começaram a debater a série.
Quem se revê em quem, de qual das meninas é que os homens realmente gostam, os estereótipos, como os homens vêem a série e como se revêem (ou não) na forma como o sexo masculino é retratado...
Fizeram-se declarações de amor, ouviram-se suspiros, soltaram-se gargalhadas... eu fiquei (agradavelmente) surpreendida por ouvir os homens que participavam na conversa admitirem que não queriam uma mulher como a Samantha!
E trouxe para casa a ideia de que a mulher perfeita é, afinal, uma conjugação de todas (e é desse modelo que a Carrie mais se aproxima): independente e voraz como a Samantha; eternamente apaixonada e romântica como a Charlotte; forte, segura e um bocadinho cínica como a Miranda.

O sonho de uma miúda

"Conheço uma mulher para a qual é impossível olhar durante mais de cinco segundos seguidos - faz um mal terrível ao coração."

(Roubada da Tabu)

Egocêntrico, fútil, frívolo... eu sei... Mas é Natal e uma miúda pode pedir o que quiser.

domingo, dezembro 24, 2006

Feliz Natal!

Para mim o Natal é festa de família, reunião de coisas doces e presentes embrulhados em papel colorido. Gosto de decorar a casa, do bacalhau com muito azeite, dos fritos e bolo-rei, queijo da serra, lampreia de ovos, broas castelar e de milho, amêndoas, pinhões, nozes, figos.
Este ano fui a casa da mana fazer fritos de abóbora, cenoura e laranja.
E fui a casa da tia fazer azevias de grão, fritos de abóbora e coscorões.
Recheio das azevias: grão, açúcar, canela, amêndoa, margarina e ovos:

Estende-se a massa com o rolo e embrulha-se como se fosse um rissol:
Depois depende o óleo e temperatura para ficarem mais ou menos bronzeados.

Depois acaba-se o recheio e frita-se só a massa, em tiras fininhas, polvilha-se com açúcar e canela e tá bom!

Mais logo vem a família toda, cada um com o seu tacho e postas de bacalhau, às vezes já com as batatas descascadas, as couves enchem a panela e o fogão nunca chega para tanto.
Boas festas!
JM

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Burocracias

Na nossa rua não se paga o estacionamento, felizmente.
Já começo a reconhecer algumas pessoas da rua, os carros, hábitos. Há um carro abandonado desde que me lembro, pneus em baixo, sem fechadura.
Ontem estava a sair de casa e passavam dois polícias em rotina, viva a segurança! Levantei a questão do carro. Ah e tal, tem de se participar a este e aquele, notificar o dono, pedir reboque, arranjar lugar no parque municipal… Verificaram a matrícula, não tem selo nem seguro, estacionamento abusivo, hipótese de autuar, falou-se do procedimento habitual. Veio uma vizinha que estava na janela dizer que achava que sabia quem era o dono e que o carro estaria ali há mais de um ano. Passa outro senhor que comenta que o carro está ali há mais de 5 anos! E para dar seguimento ou continuidade ao processo, isto não fica resolvido em menos de 1 ano! Ah bom, ainda bem que falei nisso então.
E dizem que como este caso há muitos espalhados pela cidade. Se for a ver pelos prédios abandonados e devolutos, faz sentido, deve fazer parte da cidade e do desperdício de espaço e recursos. Mas não justifica que não se faça um esforço por resolver estes assuntos.
Burocracia sucks!
JM

terça-feira, dezembro 19, 2006

Máquina de fazer plingrafias!


O Pai Natal trouxe-me este ano uma máquina digital! Enganou-se, o sacaninha, e deixou na Lapónia o meu cartão de memória de 1 giga, mas eu já lhe tratei da saúde!

De qualquer forma, já dá pra começar a brincar com o "gadget" novo!


E, para celebrar a ocasião, aqui fica a primeira foto tirada com a máquina!


sexta-feira, dezembro 15, 2006

Onde escrevo isto?

por Rodrigo Guedes de Carvalho

Claro que hás-de ter razão, claro que não me diz respeito. Até parece que te esqueces de como nos conhecemos afinal. Na manifestação, não há nada mais sensual do que uma manifestação quando somos novos. Manda-se à fava a timidez, damos por nós a gritar e a rir, tocam-se mais perto os corpos, todos os gestos parecem consentidos, nenhum fica mal. Roçam-se as roupas na confusão, a tua mão tocou a minha, foi de propósito, foi sem querer, que interessa isso, estamos próximos. Claro que és tu que tens razão, que isto que gritamos agora faz mais sentido do que daquela outra vez, em que acompanhei a uma manifestação uma rapariga que me interessava, só a oportunidade de estar perto dela, sentir-lhe o cheiro, pode ser que, pode ser que, só quando lá cheguei percebi que se gritava pela vida, qualquer coisa de que não me lembro bem, não ao aborto, abaixo as clínicas de assassinos, só Deus nosso senhor põe e dispõe de nós. Deu resultado, sabes, dormi com essa rapariga, deu resultado insurgir-me contra esse crime, percebes, toquei-a ao de leve, de propósito, sem querer, aquilo uma confusão de gente e cheiros e gritos, dormi com ela, teria dito o que ela quisesse. Mas claro que estava errado, desculpa lá contar-te isto, é só para veres como sou sincero, claro que isto agora faz muito mais sentido, sim à interrupção voluntária, claro que as mulheres não podem ser obrigadas a situações desumanas, a recorrerem à clandestinidade, quando há uma coisa tão simples em que muita gente por acaso nem pensa e que tu trazes tão clara pintada na barriga, com a letrinha redondinha de uma amiga a quem pintaste de volta, aqui mando eu, é o que trazes na barriga, aqui mando eu, no meu corpo. Dormi contigo depois dessa manifestação que fazia, claro, muito mais sentido. E para mais apaixonei-me, se bem te recordas. Dormimos essa noite e muitas mais, fizemos férias juntos, fizemos planos, jantámos, fomos à praia. Essas coisas que se fazem. Por isso não me entendas mal hoje, não se trata da manifestação, claro que a nossa é que fazia sentido, e não a da outra beata, abaixo os assassinos, abaixo, seja isso o que for. Se te falo disto hoje é porque no meio de tudo isto gostava que me emprestasses a caneta para eu também pintar qualquer coisa no meu corpo, não sei onde, não sei o quê, mas qualquer coisa que te pudesse lembrar que não engravidaste um dia por imaculada concepção, que na barriga que é tua, e isso não tem discussão, começou a crescer um botãozinho que me parece que fui eu a pôr lá, não, claro que não, que o teu direito ao teu corpo faz mais do que sentido, que não te sentes apta a procriar por agora, que te sentes demasiado jovem, que te angustia a responsabilidade, que queres ter o direito de decidir sobre a tua vida e não ficar à mercê dos acidentes, claro que sim, mas só te peço que repares que nem me disseste nada antes de largares para Espanha, porque o corpo é teu, aqui mandas tu, claro, mas repara que não sei o que escreva nem onde escreva no meu corpo, mas algo me diz, algo me diz que tive alguma coisa a ver com isso, quer-me parecer que o que crescia dentro de ti, dessa tua absoluta barriga sem discussão era também (desculpa) um pouco de mim, e não me entendas mal, o mais certo era eu entender tudo e concordar com tudo, estar ao teu lado, pegar-te na mão, mas confesso-te aqui (desculpa) que saber que está feito e já não há nada que eu possa dizer me deixou assim um vaziozinho. Não tanto por essa coisa que ainda não era, mas por outra que vejo que também não é. Nós. A palavra que eu tinha escrito no coração, também sem tu saberes.

na Máxima de Janeiro

domingo, dezembro 10, 2006

Madrid

Conheço mal Madrid, fui aos bocados a visitar certas partes e desta vez cumpri mais uma peça do puzzle. Com os papás, mana e cunhado, um bungalow nos arredores e bastante frio. Deu para praticar o espanhol, perceber que entendo praticamente tudo, comprar a Glamour espanhola, comer queijo Manchego e doces espanhóis.

Visita cultural, Aranjuez (a fila era tamanha que não visitámos por dentro)

Palácio do Escorial, enorme, realeza espanhola, paredes, tectos, portas, muita pintura e arte.


Vale dos Caídos, o Franco era muito mau e doido, esta obra foi feita nos anos 40 à custa de muitos escravos, fuzilados, fascistas, escavado na rocha dura e fria, monumental.

A estação de Atocha, mini-floresta pacífica no seu interior, não a imagino cheia de terror nos atentados.

Vi o museu Tyssen e o Rainha Sofia, finalmente o Guernica. Muita arte bonita, daquela esquisita, simples, infantil, colorida, monótona, deprimente (não consigo gostar dos quadros religiosos nem dos bodegones=naturezas mortas). Compro os postais dos quadros preferidos ou dos que há, fico com vontade de pintar. Passámos no Prado mas já era tarde e pela loja, não fiquei com pena de não ver o museu.

Nas ruas de Madrid sempre muita gente, famílias, carrinhos de crianças, movimento, animação.
Não percebi porque raio muita gente usava perucas coloridas, mas amanhã vou perguntar ao professor de espanhol!

JM

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Ai ai... o amor (suspiroooooo)!

No espaço de poucos dias, soube de três pedidos de casamento, cada um mais delicioso que o outro!

O de um menino que levou a namorada a Veneza para a pedir em casamento!
O de outro rapazinho que "popped the question" numa pousada no alentejo, no dia em que faziam 4 anos de namoro.
E agora... o melhor (na minha opinião, apesar de os outros também serem de arrebatar qualquer miúda de coração desprevenido!): o pedido no topo do Empire State Building!
lindo lindo lindo!

domingo, dezembro 03, 2006

Cumpleaños felices


Já não estou na faixa etária dos 18-25, já não posso ter cartão jovem nem vários descontos em museus e transportes que terminavam nos 25. Sendo assim já não sou tão jovem e os 30 ficam mais perto.

Dormi. Almocei no Amarras Tejo na Margem Sul, na zona velha de Almada onde se avista Lisboa inteira. Dei uma volta no Fórum Almada já cheio de pessoas com a febre do Natal. Trabalhei um bocadinho no portátil, infelizmente teve de ser. Jantei em casa com a família e a Mafalda. A Joana teve um azar com os travões do carro e não pôde vir.

Recebi telefonemas e sms de amigos e colegas. Há sempre surpresas de pessoas com quem não se fala há muito tempo e também há os que se esquecem e ficamos um bocadinho tristes. Gosto de receber os parabéns, é o 'meu' dia e fico contente com esses pequenos mimos.

E foi também o dia da miss Diana que fez 27 anos, em terras nova-iorquinas. E a Britney Spears fez 25 anos, já com 2 filhos, um casamento, um divórcio e muitos outros episódios em vidas paralelas e tão diferentes.

Será que tenho cara de 26 anos?...

JM

sábado, dezembro 02, 2006

Nadie fue ayer

Nadie fue ayer
Nadie fue ayer,
ni va hoy,
ni irá mañana
hacia Dios
por este mismo camino
que yo voy.
Para cada hombre guarda
un rayo nuevo de luz el sol...
y un camino virgen
Dios.

León Felipe (1884 - 1968) in "Versos y oraciones del caminante"
Já sabíamos que esta era uma possibilidade e que, um dia, podia mesmo acontecer. Mas, de certa forma, recusámo-nos a acreditar e fomos adiando a necessidade de aceitar.
Na quinta-feira à noite, soubemos que a Mat se vai embora a partir da próxima semana.
Sentimo-nos todas assim um bocadinho órfãs, com uma sensação de vazio... A falta que ela nos fará... As gargalhadas fortes, as mil e uma voltas sobre um lead ou um feature, tanto que aprendíamos com ela diariamente, o stress, as histórias do passado, o companheirismo, a amizade.
Vai sair uma das poucas pessoas que percebe da agência. E isso é muito triste.
Só uma certeza: a partir de agora tudo será diferente.