segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Restaurante Bridges

Por enquanto não recuso convite/ companhia para restaurante Michelin. Mas se me continuar a desiludir, talvez mude de opinião…
Menu do chef Andrès Delpeut no Bridges, 6 pratos. Tinha visto no site e havias vários pratos que suscitavam curiosidade.
Pão crocante e quentinho, manteiga e azeite de boa qualidade, não se espera outra coisa. Duas/ três entradas de boas vindas, uns pãezinhos com alga wakame e nori, muito bons, e um bolo esponja de caril verde e creme fraîche, bonzito. Um “prato”/ taça/ quase abatjour enorme, trazia um mexilhão com gel de citrinos e molho de jalapeños. Muito fresco e agradável!
Depois começou o menu, 3 peixes, 2 carnes e sobremesa.
Slowly cured sépia, bergamot, turmeric, carrot, tom kha kai and chicken thigh. O molho (servido no prato depois de vir à mesa) era de se comer à colher, a lula estava ok mas podia ser mais saborosa, a galinha estava em forma de vieira, para me enganar, mas muito tenra, bolachinha crocante ok.
Smoked sole, parsnip, white chocolate, liver mousse, cep and cauliflower fungus. A solha era fresca e saborosa, tenrinha e ficava bem com raspas de trufa (raspada na mesa pelo sr depois de servir). A mistura de mousse de patinho com chocolate branco e cherivia tinha sabores muito distintos. A “couve-flor de cogumelo” era curiosa mas nada de uau.
Lacquered pike-perch, pomegranate, parsley root, pickled onion, yellow carrot, sea urchin and sweet potato crème. Finalmente um prato quentinho, uma perca maravilhosa e bem cozinhada, com a espuma de cenoura e as suas mousses.
Rouleau of veal sweetbread, smoked beetroot, potato croquete, liquorice, pata negra and chicory. A moleja (glândula tipo bochecha… melhor não saber) é sempre muito tenra, a batatinha podia vir a triplicar (não por ser pouca quantidade mas por ir bem com o resto), já que o molho era ácido.
Roe-deer, chestnut quiche, pumpkin, chanterelles, cranberry and cacao. Uma corça europeia (tadinha) que era muito saborosa e estava no ponto. Não perguntaram, mas não estava sanguinária nem demasiado passada, pinky suficiente. Gostei da combinação com os copinhos de puré de castanha, mais um cogumelozito e a abóbora-menina para completar o prato de Inverno.
Dark chocolate, carrot, sorbet of cream cheese and ginger. A sobremesa era novamente servida num “aquário” branco enorme, e era de se raspar com a colher e garfo para dar menos trabalho a lavar na cozinha. Em vez do tradicional gelado de baunilha tinha o sorbet cremoso, a esponja seria bolo de cenoura (acho) e as bolinhas não percebi, mas a mousse tinha também crocante e ficava tudo muito bem.

Para tentar desmoer, um chá de menta fresca, servido num bule japonês pesadíssimo e com uma quantidade disparatada de fatias de chocolates, leite, branco e negro, para adoçar o final da refeição.

O serviço é sempre muito bom, como se pode esperar, bom ambiente, decoração simples a combinar moderno e clássico do hotel The Grand. À saída, um pequeno desvio pelo hotel, porque a entrada do restaurante estava fechada. Agradável e… para gente endinheirada.


O restaurante era muito bom, qualidade, inovação, ingredientes frescos e bem confecionados. Mas faltou o factor uau, algo que surpreendesse ou suscitasse paixão e admiração para deixar saudades…