terça-feira, novembro 28, 2006

Um domingo em grande


No Domingo o pai Mota fez anos, fomos almoçar fora.
Depois fomos à Gulbenkian ver a exposição do Amadeo de Souza Cardoso. Não conhecia a obra e gostei muito. Ele próprio dizi que não tinha escola e também não consegui responder a um colega meu que perguntou qual o estilo dele. Tinha vários, coloridos, mais soturnos, várias técnicas à pincelada, geometrias, desenhos com tinta da China, quadros simples e daqueles que a imagem dificilmente se parece relacionar com o título. Fiquei logo com vontade de pintar, mas nunca há tempo.
Depois fui ter com o André Cid e fomos para o armazém de Alcântara. Há anos que contribuo para o Banco Alimentar. Andava há muito tempo a querer ajudar do outro lado, no voluntariado e gostei muito.
Vão chegando carros, carregam paletes, uns abrem os sacos e deixam as coisas cair num tapete rolante, outros recolhem coisas de um tipo, coloca-se em caixas, embala-se com fita e enche-se outra palete.
Comecei por levar caixas vazias, depois recolher sacos e finalmente encarregue de recolher latas de feijão. Muitas latas de muitos tipos de feijão, branco, preto, encarnado, manteiga, frade, latas grandes e pequenas. Às vezes também iam latas de ervilhas e de milho. Outros recolhiam latas de atum, salsichas, azeites, óleos, massas, leite, cereais, sal, etc. assim tipo fábrica, muito engraçado, muita malta jovem. Às vezes o tapete enchia-se com mais coisas e era o caos a recolher as coisas e escoar para as mesas onde se punham em caixas. Às vezes parava à espera de novas paletes.
E depois há aquelas ‘ofertas’ estranhas, como perecíveis de ovos, iogurtes, pão, manteiga. E aqueles ‘alimentos’ pouco comuns como sabonetes, guardanapos, brinquedos, lenços de papel. Caixas de chocolate guylian, bombons, pudins e gelatinas, queques, garrafas de água,
encontra-se de tudo.
Vê-se muitas tias a ajudar e miúdos de 13 anos a tratarem-se por você. Tinha música e iam dizendo quantas toneladas já tinham. Todos ajudam a fazer alguma coisa e vê-se muitos escuteiros já habituados às tarefas. Quando se partia uma garrafa de azeite, cobriam de areia e varriam, ficava logo resolvido!

E para baixar o nível da saca de sacos de plástico vazios, pegavam nos miúdos mais pequenos e ficavam dentro da saca gigante como se estivesse a pisar uvas, coitado, ficava todo sujo mas divertia-se.
Uma pessoa sente-se útil e é giro. Só não fiquei mais porque tinha de ir embora.
Fiquei lá umas 3h e depois fomos comer, tinha jantar.
E depois ainda fui ver o James Bond. É loiro e não tem metade do charme do Pierce, para além de ter uma expressão facial mais 'dura'. Mas o seu porte altamente atlético e o bom desempenho do papel convence. Muitos tiros e pulos e correrias, esfarrapa-se todo mas é incansável. Seria o primeiro filme da saga, daí ter alguns pormenores ‘estranhos’ algo lamechas. Mas ficamos a perceber a criação do ‘shaken not stirred’, a relação com as mulheres e o mítico ‘Bond, James Bond’.
JM

segunda-feira, novembro 27, 2006

Lapsos

Ficou famoso o engano da pivot da SIC Notícias Marta Atalaya, que um dia, em directo, se enganou no nome de um deputado e lhe chamou... Broche de Freitas!

Por cá também temos as nossas pérolas...

Pessoalmente sempre tive muito trabalho a corrigir o nome do vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho, porque muitas vezes me esquecia do "v".

Há dias saiu uma notícia da Lusa sobre a vereadora da Câmara de Lisboa Maria José Nogeira Pinto. E a mesma senhora teve direito a um outro apelido: Nogueira Pitosa.

Uma das melhores foi uma notícia sobre o cantor Sanita Salomé...

Enfim, a malta diverte-se!

domingo, novembro 26, 2006

Obsession(s)

A miúda dos folhos avisou-me: "mandei-te uma corrente para pôres no teu blog".
O desafio é simples (ou talvez não...): descrever as nossas 10 obsessões.
ok... vou tentar.

1. Ginásio.
Tento ir pelo menos 3 vezes por semana e fico mesmo chateada quando não consigo ir (como esta semana).

2. Praia.
Não consigo conceber Verão sem praia. "Cresci" na praia do Norte e, uns anos depois, mudei-me para S. João. Sempre me questionei o que fazem os miúdos que vivem longe do mar no Verão.

3. Roupa interior
Tem de combinar sempre com a roupa que tenho vestida. Cuecas cor-de-rosa com uma camisola azul. Não dá. Esta "pancada" faz a minha gaveta de roupa interior ser completamente "tutti-frutti".

4. Revistas femininas.
Elle, Máxima, Activa, Happy, as várias versões da Glamour. Compro muitas e há sempre revistas destas espalhadas pela nossa casa. Gosto de ver as tendências da moda, os cremes, as maquilhagens e ler aqueles artigos "de gajas".

5. o Expresso e o Público
O Expresso ao sábado e o Público ao domingo (por causa da revista Pública). Senão, não é fim-de-semana.

6. Perfumes.
Não consigo sair de casa sem estar a usar um.

7. Frutos secos.
São a minha perdição. Passas, nozes, figos, amêndoas... quando chega o Outono, alimento-me como um esquilo.

8. Não jantar.
É muito raro chegar a casa à noite e cozinhar alguma coisa para mim. Para desespero da Joana M, que me chama a atenção para os legumes que se estão a estragar no frigorífico e o peixe que está congelado há meses. Opto sempre por comer cereais, fruta, queijos... É que não gosto de me ir deitar com aquela sensação de barriga cheia.

9. Inglês e espanhol.
Acho sempre que não falo suficientemente bem inglês, apesar de ter terminado aos 17 anos o curso todo do British Council. Sempre gostei de fazer exercícios de gramática, mas tenho saudades de falar inglês "on a daily basis".
A minha nova pancada é o espanhol. Quero aprender e melhorar os verbos.

10. Santiago.
Tenho a certeza que não sou feliz em mais lado nenhum como ali.


Vou passar a "maldade" à Joana M.


JH

quinta-feira, novembro 23, 2006

Uma música que não me sai da cabeça

I've found a way to make you smile
I've found a way
A way to make you smile

I read bad poetry
Into your machine.
I save your messages
Just to hear your voice.
You always listen carefully
To awkward rhymes.

You always say your name,
Like I wouldn't know it's you,
At your most beautiful.

I've found a way to make you smile
I've found a way
A way to make you smile

At my most beautiful
I count your eyelashes, secretly.
With everyone, whisper I love you.
I let you sleep.
I know you're closed eye watching me,
Listening.
I though I saw a smile.

I've found a way to make you smile
I've found a way
A way to make you smile

(R.E.M)

Acho tão linda esta imagem: contar as pestanas secretamente... claro que soa muito mais bonito em inglês. Aliás, esta letra está cheia de imagens maravilhosas. Outra: a de ler má poesia para o atendedor de chamadas. E só mais uma: gravar as mensagens para ouvir a voz da outra pessoa.
lindo lindo lindo!

quarta-feira, novembro 22, 2006

Actividades extra

Quando era mais nova, estudante, desde a primária, tive várias actividades extra. Andei na vela com Optimist, fiz natação muitos anos, tive breves aulas de flauta e de piano, estudei 2 anos de inglês e depois uns trabalhos no mundo da fantasia.
Comecei a estudar espanhol em Julho e vou no 3ª nível. Queria fazer o 4º e depois fazer um exame para certificado reconhecido internacionalmente, o DELE. Depois depende se acabo os 2 níveis restantes do espanhol. Depende da companhia e horários e trabalho.
E comecei em Outubro na hidroginástica. Tenho a semana preenchida, 2f + 4f espanhol, 3f + 5f hidroginástica. É bom sair 2 vezes por semana mais cedo para aprender uma língua estrangeira e debater assuntos em grupo. E apesar do custar sair da cama quentinha para ir para o frio inicial da piscina, sabe bem ginasticar dentro de água com músicas cheias de ritmo.

E depois queria estudar francês a sério, com aulas, para além das minhas sessões de estudo esporádicas aos domingos à noite, onde revejo os meus livros da escola e faço cópias. Tenho de comprar uma gramática. É giro fazer exercícios de gramática, é como se fossem pequenos jogos e adivinhas e depois vemos a solução e corrigimos logo os erros. São pequenas conquistas de batalhas fáceis, para eliminar o peso das guerras e injustiças do trabalho onde por vezes perdemos e percebemos que ainda temos muito para aprender.
Isto de só trabalhar e dormir chateia. Parece que a vida vai passando e aguardo ter mais tempo para fazer o que gosto. Mas como o tempo nunca chega, tem de se esticar o existente. A pilha de livros para ler não diminui. Na cabeceira tenho várias leituras fáceis para distrair. Já consigo ler a Glamour espanhola e perceber praticamente tudo. Está para começar uma leitura de um livro em francês e outro em espanhol.

Quando consigo também gosto de pintar. Tenho livros daqueles de colorir, mesmo de crianças, que pinto com lápis de cor, de cera e aguarelas. Diverte-me. Tenho várias ideias de quadros mas nunca saem muito bem. Também não lhes dou muito tempo e maturação, se não sai bem à 1ª fica como está...
Aqui estão 2 exemplos mas de paint-it-yourself, ie, tem o desenho e um guia para cores a pintar.
Estão em exposição permanente na nossa sala. A casa tem vários pregos pelas paredes, tinhamos de os tapar!
JM

Ainda o Caminho...

Ao longo do Caminho, fiz várias vezes uma lista mental das coisas que mais me agradavam e daquelas de que, por um motivo ou outro, eu não gostava.

Na lista dos "mi don't laiki" estavam:
- o ressonar dos companheiros nos albergues
- ter de lavar a minha roupa à mão e esperar durante alguns dias que ela secasse
- ter de montar a minha mochila todas as manhãs, porque cada coisa encaixa num sítio próprio, e se precisamos de alguma coisa, é preciso tirar tudo e voltar a arrumar a mochila do início
- as madalenas ao pequeno-almoço, a única coisa que havia para comer em muitos sítios

Na lista dos "mi laiki" estavam:
- o silêncio no meio dos bosques
- o contacto com os outros peregrinos
- o Outono a chegar, com as folhas douradas a cair ao nosso lado quando atravessávamos os bosques
- as pessoas que se encontram e que têm sempre uma palavra amável para nos dizer, um cacho de uvas para oferecer, ou simplesmente algo para nos contar, como o pintor Luís, que encontrámos a caminho do Mosteiro de Obona, um espaço lindíssimo e abandonado, e que nos relatou a história do sítio. Pessoas maravilhosas que Santiago coloca no nosso Caminho. É essa a magia.

Ainda antes de chegar a Santiago, a minha lista das coisas de que não gostava foi diminuíndo, até ao ponto de hoje náo fazer sentido dizer que houve algo de que eu não tenha gostado.
Porque percebi que tudo faz parte e que, sem estas "dificuldades", o Caminho não faria sentido. Porque o melhor é as pessoas em que nos transformamos enquanto fazemos o Caminho e, se possível, depois dele.
A ambição, a ganância, a vontade de conquistar, de chegar antes dos outros, o individualismo, tudo isso se perde.

A minha amiga Pilar fez, nos últimos dias, uma tendinite num tornozelo, o que a obrigou a caminhar mais devagar, apesar de, por aquela altura, já estarmos tão habituadas a andar que conseguíamos fazer uma média de 5 km/h. O pé dela obrigou-me a mim, também, a abrandar o ritmo, mas nunca admiti seguir o Caminho ao meu ritmo e deixá-la para trás.
Porque a beleza é ir fazendo o Caminho, sem pressa de chegar, e desfrutar de cada momento, com as pessoas que estimamos.

JH

Código Preto! Código Preto!

Foi isto que se ouviu, ontem de manhã, nos altifalantes do ginásio Holmes Place de Alvalade, onde eu estava "chorreando" (como dizem os espanhóis) depois de uma aula de RPM.
Os instrutores começaram por pedir às pessoas para sair do clube, e depois para atravessar para o outro lado da rua e depois para se afastar ainda mais. Lá dentro - porque nem tivemos tempo de ir aos balneários - ficou tudo: chaves, telemóveis, as nossas coisas pessoais, tudo dentro dos cacifos.
O motivo: uma ameça de bomba.
O resultado: mais de cem pessoas embrulhadas em toalhas no meio da rua (algumas a pingar, porque estava a decorrer àquela hora uma aula de hidroginástica), durante duas horas e dez minutos, o tempo que a polícia levou a revistar por completo o clube (que tem 4 pisos, restaurante, spa...).
O segundo resultado: uma discussão deontológica na Lusa sobre fazer ou não notícia das ameaças de bomba, que no total afectaram cinco clubes do Holmes Place.
A notícia saiu. Eu achei que foi a decisão correcta.

JH

terça-feira, novembro 21, 2006

Os 3 dias em Londres - tomo final


O Tiago recebeu-nos com a pizza e acompanhou-nos no último dia de ‘shopping’, depois do maravilhoso repasto de Yum Cha. Apesar de ter dormido aparentemente o suficiente, o amigo Tiago gosta sempre de mais um bocadinho de reflexão.

Ainda não desta que entrei no Harvey Nichols mas o Harrods é sempre giro para ‘passear’. Muito além da zona de livros, cds e decorações de natal apenas se pode comprar com os olhos. Tantos vestidos lindos… mas sem ocasião para os vestir.

Não vi a rainha nem esquilos, não andei no tobogan da Tate e não fui à torre de Londres. Mas tenho de deixar coisas para as próximas visitas! Sim Tiago? :o)
Depois a neura de regressar ao trabalho. Durou 3 dias.
Enfim, é a trabalhar que me posso dar ao luxo de ir a Londres e passar um dia inteiro nas lojas da Oxford Street, beber chá nas 3 lojas da Whittard, ver os punks em Camden e comprar muffins em Portobello Road.


JM

segunda-feira, novembro 20, 2006

O Caminho...

Com demasiado atraso e sem fotos (porque a minha máquina pifou no segundo dia e o cd de fotos que a Pilar fez não abre no meu pc... adiante!) , não posso deixar de falar um pouco sobre o Caminho Primitivo.

Foram 320 km e 15 dias de caminhada (com um dia de paragem em Lugo, onde apanhámos as festas de San Fróilan e o Dia da Hispanidade e da Virgem do Pilar), entre as montanhas das Astúrias e as planícies da Galiza, com duas últimas etapas a coincidir com o Caminho Francês.
Foi duro, muito duro fisicamente, porque o Caminho atravessa várias montanhas ao longo de dias consecutivos, sempre por volta dos mil metros de altitude... e depois 800 metros, e novamente 1100, e de novo 700, e depois 900...
Etapas verdadeiramente "rompe-piernas", como avisavam os guias do Caminho, horas e horas de subida sem parar, para depois iniciar descidas - numa manhã descemos, sem parar, dos 1000 metros para os 300, ao longo de cinco horas. Quem disse que a descer todos os santos ajudam?!

Mas o Caminho, que segue quase sempre por bosques, com ribeiros ao nosso lado e pequenas pontes de madeira absolutamente românticas, é maravilhoso! Reinou a paz, a tranquilidade.

Encontrámos albergues de peregrinos muito maus (noites em que optámos por pensões), mas o último (em Ribadiso de Baixo, a dois dias de Santiago) era um antigo hospital do século XV, com um ribeiro e uma plataforma para os peregrinos mergulharem os pés na água gelada. Lindo lindo lindo!
Após vários dias muito tranquilos, com poucos peregrinos ao longo do Caminho, "assustei-me" com a quantidade de gente no Caminho Francês, em que o Primitivo termina três dias antes de Santiago. Já me tinham avisado que o Caminho Francês (que começa na fronteira com França ou antes dela) era uma romaria, mas é incrível. Não há praticamente momento nenhum em que estejamos a caminhar sozinhas. Mas é animado, diferente, principalmente após tantos dias a ver sempre as mesmas quatro ou cinco caras!

JH

sábado, novembro 18, 2006

Filhos da mãe, estúpidos, falta de jeito, cobardes!

Quase todos os dias olho para o carro a ver se está tudo bem. Hoje de manhã abri a janela e achei curioso ver 3 carros alinhadinhos quase sem espaço entre eles, como raio estacionaram assim?
Depois percebi, batendo no meu carrinho. Sem bilhetes, claro.

Pelo estrago não foi uma batida suave.
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...
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...
^`/&%##!&)?
:(

JM

sexta-feira, novembro 17, 2006

Os 3 dias em Londres - tomo 4

Em Inglaterra concentra-se a maior parte das minhas bandas preferidas. Um grupo de peso na tabela são os Oasis.
Há uma certa dose de mau génio nos manos Gallagher, mas bem interpretado dá azo a muita gargalhada.
Já são mais de 10 anos a cantar e criar épicos da música.
Qual não foi o meu espanto quando decidir espreitar a programação do Koko, muito perto da casa do Tiago, e ia cantar o Noel no dia seguinte.
Que maravilha! Mas já estava obviamente esgotado.
No dia ainda ouvi os apelos do mercado negro, 100 e 75 libras. Bolas! Ah, estamos em Londres.

No dia seguinte soube que o preço normal era 50 libras.
Contentei-me com as reportagens nos jornais gratuitos e com um cartaz de rua, em pleno mercado de Portobello Road.
JM

Desculpe, é engano

Toca o telefone. Um 91-qqr-coisa.
- Estou?
-> Sim, boa tarde, é a mãe do Vítor?
- (É engano, nem sequer sou mãe!) Não, deve ser engano.
-> É o Vítor?
- (#"!%*?)& mau... agora tenho voz de homem? Estou um bocado rouca mas é um bocado constipação! Pensei em dizer, sou uma mulher, não sou o Vítor que é homem!) Não, deve ser engano.
- Ah Desculpe, é engano.
Pois, pois era...

JM

Ainda a IVG

Uma coisa que - já na altura do primeiro referendo, tal como agora - sempre me fez confusão é a nítida sensação de que os dois lados da "barricada" (o sim e o não) não estão a discutir a mesma coisa.
Porque o "sim" defende o direito à escolha, a possibilidade de a mulher, se assim o pretender, poder fazer um aborto num local seguro, com condições de higiene do século XXI e minimizando os riscos de complicações como a esterilidade ou a morte.
Porque o "não" lembra sempre que é pró-feto, que existe um ser humano desde o momento da concepção.

A minha dúvida é se alguém acredita realmente que os defensores do "sim" são a favor do aborto em si.
Lamento que as pessoas confundam as coisas e insistam em misturar na discussão o argumento pró-vida.
Porque o aborto existe. Clandestino, em vãos de escada, induzido com talos de couve ou agulhas de crochet.
E as mulheres têm o direito de poder escolher fazê-lo nas melhores condições possíveis. Claro, com acompanhamento psicológico depois, com todo o apoio possível, evitando que o recurso à IVG seja encarado como um contraceptivo.
É essa a discussão, porque pró-vida somos todos nós.

JH

quinta-feira, novembro 16, 2006

SIM! Pelo direito à escolha

Lembro-me que na altura do outro referendo não podia votar, ainda não tinha idade.
Já debati este tema várias vezes com amigos mas não se coloca a hipótese de mudar de opinião, sou a favor do aborto.
Há campanhas chocantes que me fazem suspeitar de manipulação de imagens e mensagens pouco justas.
Estudei na área das ciências, estudei o desenvolvimento e crescimento das células, sou racional. Tenho sentimentos e não sou nenhuma monstra, defendo o SIM.

JM

Os 3 dias em Londres - tomo 3


Consegui a proeza de passar um dia (+- das 11 às 18h) inteiro na Oxford Street, nas lojas, pois. Há sempre coisas em saldos o ano todo. A rua é gigante, as lojas são mais que muitas, durante a semana é mais calmo e a oferta é bestialmente maior e diferenciada. E ainda há muitas lojas onde nunca fui.
Há dois cruzamentos que seccionam a comprida avenida de lojas: Oxford Circus a meio e Tottenham Court Road no fim.
Aqui tenho o meio, onde se avista a Topshop na maior loja de moda europeia. É enorme, com vários pisos, muitas secções, multimarca, secção habitual para pessoas pequenas e grandes, em altura, DJ, etc. É um mundo que reúne muita coisa gira que dificulta a escolha. Geralmente o critério de pessoa forreta é sempre o mesmo: o preço.


Vi uma exposição na National Gallery (condenem-me, não contribui com as 2 libras sugeridas) onde estavam alguns originais do Van Gogh, como os girassóis. Ia tirar, inocentemente e sabendo que não tinha flash, uma foto com o telemóvel, para fazer de wallpaper. O guarda ia-me prendendo. Ai desculpe, mas não tem flash! Nem mexi mais na mala…
Ainda percorri uns corredores labirínticos com a minha mãe a ver algumas obras de pintores mais conhecidos, ou ‘polémicos’ como a Virgem dos Rochedos, muito referida no Código Da Vinci. Eu sabia que estava na altura de fechar e só tenho a dizer que os guardas são muito eficazes na tarefa de enchutarem as pessoas para fora do museu. Fiquei com a certeza de que fecham sempre às 6 em ponto, tal é a ênfase em conduzir as pessoas à saída!
JM

quarta-feira, novembro 15, 2006

A resposta é... SIM

Aborto: Tribunal Constitucional aprova pergunta para referendo

Lisboa, 15 Nov (Lusa) - O Tribunal Constitucional (TC) aprovou hoje, por maioria, a pergunta do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, aprovada em Outubro no Parlamento.

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?", é a pergunta aprovada pelo TC.

JH

Sonhos precisam-se

Ontem à noite, pediram-me para apontar num papel os meus sonhos.
Nunca pensei que fosse tão difícil.
Não devia ser assim uma resposta rápida, daquelas na ponta da língua, tipo concurso de televisão, em que o concorrente tem muito pouco tempo antes de soar uma buzina?
Mas não foi. Pensei muito, escrevi três coisas e cheguei ao final com a impressão que as prioridades estavam trocadas e que aquele que coloquei como o meu último sonho deveria ter sido, na verdade, o primeiro.
E se eu errei na resposta? Significa que estou a acertar ao lado da vida?

JH

Os 3 dias em Londres - tomo 2


Gosto de ir ao Sainsbury’s, tem um nome giro e há muitos. O Tesco é mais barato mas encontra-se menos, nos caminhos que fiz. Acho piada ver os símbolos das embalagens “Suitable for vegetarians” e às vezes também para os “vegans”. E o símbolo da bandeira, indicando produto nacional. Por observação própria dos códigos de barras, com a minha mana, já tinha percebido que os nossos produtos começam por 5 60… existe o movimento 560 a defender os interesses nacionais mas podíamos puxar ainda mais ao nacional. Mas é muito bom indicar a reciclagem, o eco ponto destino e outras informações úteis que vemos enquanto comemos ou esperamos pela fila para pagar no supermercado.

Tinham uma 'campanha' com sacos giros de designers convidados para incentivar à reutilização e reciclagem de sacos de plástico. Muito giros, os sacos! Há sítios onde se pagam os sacos por política (no Minipreço é também para contenção de custos). Acho bem! Se há coisa que me faz impressão é o desperdício, seja de comida, água, papel, sacos de plástico...
Viva a reciclagem!
JM

terça-feira, novembro 14, 2006

Os 3 dias em Londres - tomo 1

Assim que saí do avião reparei logo que a hospedeira de terra tinha uma coisa na lapela, nos jornais também tinha o mesmo símbolo junto ao título. O Tiago explicou, é uma papoila para ajudar e lembrar os militares da guerra, por aí. Ver em http://www.poppy.org.uk/


O tiago foi-nos buscar à estação de comboio e levou-nos passes semanais de bus. Das outras vezes tinha sempre andado de metro, mas é muito mais caro e as muitas escadas iam cansar mais a mamã. Os buses são eficazes e chegam a todo o lado. As faixas de bus existem, são eficientes e respeitadas. Além disso vê-se a vista e é sempre bom ir no 2º andar, no 1º banco.

JM

segunda-feira, novembro 13, 2006

Shame on me!

Daqui a dias faz um mês que eu voltei do Caminho de Santiago e... nem um postzito sobre uma das melhores coisas que me aconteceu nos últimos tempos.
O Apóstolo devia deserdar-me!

JH

Em casa de ferreiro, enche a galinha o papo...

Eu sou especialista em ser disléxica com as palavras. A minha última pérola foi esta magnífica versão de ditado popular:

"Ladrão que diz a verdade tem cem anos de perdão".

(gargalhada geral lá em casa, repetida para todos os clientes do café lá do prédio. mais gargalhada geral!)

Muito bom!

(e metem gente como eu a ver as notícias dos outros... está bonito, está! JLS, esta fica entre nós, sim?!)

JH

sexta-feira, novembro 10, 2006

Quentes e boas!

O S. Martinho é amanhã. Sou doida por castanhas, assadas de preferência, na comida em vários cozinhados, cruas para me entreter a descascá-las enquanto vejo tv. Na escola e faculdade davam castanhas na cantina, eu sempre fui às cantinas. Por vezes almoço com a mana na UAL. O preço nesta rentrée subiu de 3eur para 3,30, muito acessível portanto. A relação preço qualidade é boa e ainda trago o Diário Económico e o O Jornal Económico de borla. Também havia lá castanhas, mas não consegui apanhar porque a sra ia fazer intervalo para almoço L
Mas eis que a grande PTM surpreende e tem um sr a fazer castanhas para os colaboradores identificados. Podia-se levar no máximo dois pacotinhos com 2 cartões. Eu por acaso ando com 2 cartões porque circulo entre 2 edifícios…
Quentes e bem boas! Este fds quero mais!

Ontem fui ver outra vez o Jamie Cullum. Desta vez no Coliseu esgotado, com muitas tias e outra vez o sr “Armando José” na plateia. O jovem tem concertos giros, irreverentes, activos e surpreendentes. Foi para a fila central da plateia tocar e cantar com um membro da banda. E deu umas flores a uma sra.

É mais um inglês das minhas preferências. Mas o Robbie Williams ainda consegue ser mais ‘show man’. Não consegui ver a Madonna para mais uma comparação. A 1ª parte foi dos Nizlopi. 2 srs muito geeks, estranhos e engraçados, com contrabaixo e viola, muitos sons vocais e ritmo cantado. Fizeram a festa e nós rimo-nos com a música deles.

Finalmente o fds!

PS: o meu vestido de noiva está ‘prometido’ à minha tia costureira. Mas entretanto ela já se reformou, pelo que não sei se terá ‘paciência’ para o fazer quando chegar a altura. Quanto custam os vestidos dessas sras? Desde que seja simples, sem rendas e deslumbrante, pode ser!

JM

Wishlist

Quando eu for grande, quero casar-me com um vestido delas.


(depois de ter assistido, ontem à noite, na Quinta da Penha Longa, ao desfile de lançamento da colecção de 2007 das duas estilistas, que fizeram o vestido de noiva da minha irmã)

JH

quinta-feira, novembro 09, 2006

Life jacket under your seat / Fasten seat belt while seated

(Escrevi enquanto estava no avião, 4f passada. Bolas já fez uma semana...)
And again I’m heading my beloved London. The plane arrived late, almost an hour, with lots of Celtic soccer fans, happy to be singing in joy (late after, Benfica won).
Since Tiago’s in London, this is my 3rd visit, with a 3rd different guest: 1st was my sister, 2nd was Pedro and now my mom. I booked this flight in late July, getting the lowest price from Monarch.
In Lisbon we’re still going on 20 Celsius, but we’re expecting about 2 or 3 for a minimum in the cold London. The good news is blue sky and no rain!

Depois chegaram as malas e a da minha mãe vinha sem cadeado e se fecho. Algo de muito grave com muita força estragou a mala. Reportámos a situação. Na 6f foram entregar uma mala nova, muito parecida. Foram eficientes mas perdemos tempo na mesma à espera. Quem ganhou com isso foi a casa do Tiago, que levou uma limpeza e varridela já necessárias...

(Suspiro) Ainda não recuperei bem de voltar de 2 dias de férias. Londres tem este efeito.

JM

quarta-feira, novembro 08, 2006

Such a cliché...

Compras do dia: pensos, tampões e... um chocolate!
Viva o SPM!


(eheheh... um prémio para os homens que perceberem este post!)

JH

Anjo

I call you up
You pick up
You call my bluff
On the card to love
You hold too close
Your hands to your chest
I can read your eyes
But I confess
It's lonely far from you, oh

Even when you're right by me
It's only why I wait for you
To take my hand

Why do I beg like a child for your candy?
Why do I come after you like I do,
I love you?
Wherever you are
I swear
You be my angel
You

I play my cards the best I can
But I lose my luck
when you're not here
My darling heart
Won't you please give in?
I may be strong
But I want you back again

When you're not here it's hard to pretend
It's all alright again
When you're not here love it's hard to pretend
It's all alright but still

Why do I beg like a child for your candy?
Why do I run after you like I do,
I love you?
Whatever you are
I swear
You be my angel
You

Watch the deck
Count your cards
Makes no sense
That I'm always losing
When you're gone

Why do I beg like a child for your candy?
Why do I come after you like I do,
I love you
Whatever you are
I swear
You'll be my angel
You
When you're gone

(Angel, Dave Matthews Band)

Uma música e uma letra que descobri recentemente... e que faz cada vez mais sentido...

JH

sexta-feira, novembro 03, 2006

As minhas borboletas estão lindas!


Depois de devidamente cicatrizadas, aqui estão as minhas borboletas, lindas lindas lindas!

Para o Pedro, que me perguntava se é a mesma borboleta em várias posições ou se são três diferentes... Bem observado! Acho que são três... (miúdo, continua a aparecer por aqui!)

JH.

Mais um passo no caminho para a normalidade

Voltei ao ginásio, ao fim de quase dois meses de ausência. Tinha saudades daquilo!
Com uma inovação: passei a usar o elevador para ir do parque de estacionamento para o clube.
Antes, subia de escadas e depois tinha de voltar ao estacionamento pelo exterior, por uma rampa circular de mais de dois andares. As figuras que a minha fobia me faz passar... Mas agora sou uma menina mais crescidinha e já ando de elevador sozinha!
Palmas para a Joana! (para cantar com o som da música do Noddy, por favor!)
Daaaaahhh!

JH

terça-feira, outubro 31, 2006

De volta à civilização

Voltei a pintar as unhas de sangue-de-boi, o que já não acontecia há mais de um mês, por causa do Caminho e das férias.
E hoje passei a manhã no Colombo, às compras.
Sinto-me humana outra vez!

JH

o meu popó


Uma das novidades mais recentes na minha vida é um popó.
Tirei a carta de mota e andava a sonhar há 2 anos com uma vespa 250 GTS, preta com assento em cor de camelo. A mota é linda! Sempre quis ter uma mota desde os 12 anos mas nunca pude. “Já tens mota no nome” …
Apresentei o caso ao pai Mota e claro que a reacção não foi favorável. Passou de ‘não precisas de carro’ a ‘vou-te arranjar um carro’.
E foi assim, há cerca de 1 mês que tenho um popó pequenino que anda. De resto só queria mesmo fecho centralizado e vidros eléctricos. Não tem AC mas tem rádio com CDs, oferta do Pedro. Logo no 1º fds de uso foi logo baptizado com 8 pessoas em curtas viagens por Lisboa, passando por polícias e com algum nível de álcool na grande maioria dos ocupantes.
O projecto da mota não foi abandonado, só suspenso temporariamente.
Quase só uso o Micra aos fds para ir à Costa, por isso tenho o cuidado de o deixar bem estacionado durante a semana.
Na semana passada houve alguém simpático que o raspou de lado. Obrigadinho!
Ontem cheguei a casa e não queria acreditar no que estava a ver. Um vizinho simpático teve o cuidado de estacionar o carro colado ao meu, literalmente. Tem bastante espaço atrás mas nenhum à frente. Se eu quisesse sair seria muito difícil. Deixei um bilhete ontem, mas com o nevoeiro deve ter desaparecido a tinta.

Onde está a normalidade desta atitude? Quantas vezes bateu no meu? Nem consigo perceber se está danificado! Na volta quando chegar hoje ainda tenho a matrícula no chão ou assim.
Falta de civismo!!!
JM

segunda-feira, outubro 30, 2006

Parabéns atrasados!!

O nosso blog fez um aninho no dia 25 de Outubro, mas estas mães desnaturadas esqueceram-se de assinalar a data... Humpf!

Como nos aniversários e fins-de-ano, é altura de fazer um balanço, olhar para trás, recordar os momentos mais marcantes.

Foi um ano... intenso!

Eu e a Joana "emancipámo-nos" dos papás, alugámos casa juntas em Alvalade, stressámos com as confusões do esquentador, da fechadura da porta de casa, dos estores avariados, mas em meados de Fevereiro já estávamos bem instaladas e prontas a usufruir do nosso minúsculo T2!
Apesar de muitas vezes os nossos horários/vidas pessoais quase nem nos deixarem cruzar, tem sido bom "ter" a Joana em casa, uma amiga antiga com quem partilho histórias, confidências, (muitas) lágrimas e kleenex, dúvidas existenciais, conselhos, alegrias, gargalhadas, revistas de "gaja", tendências de moda, cremes, roupa e perfumes novos!

Num nível mais pessoal: a minha relação de sete anos terminou, "perdi" uma família, tentei "aprender" a estar sozinha, chorei muito, fiz o luto.
Perdi amigos (ou pessoas que eu julgava como tal), desiludi-me, conheci muitas pessoas novas, fui a festas, tornei-me uma "poffnet", passei quatro meses na praia, fiquei "preta"!
Fiz amigos novos (e estes, eu sei que o são...), reencontrei amigos antigos e apaixonei-me (apaixonámo-nos), against all odds...
Os meus pais juntaram-se, depois de 15 anos separados. Voltei a ter o meu pai em casa. Uma realidade nova, inesperada, feliz.
Nasceu-me um primo novo - o Afonso, o meu pequenino ET, que passou três das quatro primeiras semanas de vida no hospital, o que deixou a família muito preocupada, mas o nosso menino é muito forte e recuperou muito bem.
O meu priminho Bruno foi pai do Lourenço, na Alemanha e já nos visitou, com a família!
Fui madrinha de casamento da minha irmã e emocionei-me muito.
Fui promovida, descobri a maldade das pessoas e encontrei o apoio de muitas, a dar "aquela força" que me fez continuar.
Voltei outra vez a fumar e deixei outra vez de fumar (não completamente, como eu queria, mas a coisa vai...).
Fiz o Caminho Primitivo, aprofundei a minha amizade com a Pilar, conheci a família dela, que me recebeu como se fosse uma sobrinha e, em Avilés, senti-me realmente em casa. Falei muito espanhol, criei alergia ao francês, descobri um padre maravilhoso na Catedral de Santiago que se tornou mais um motivo para eu regressar lá.

E agora... que venha mais um ano de posts, desabafos, fotos, confidências e comments! Cabem todos cá!

JH

quarta-feira, outubro 25, 2006

Nos bancos de Santa Maria

Ando viciada num livro que me faz chorar. Em qualquer lado, onde quer que esteja. Abro o livro, as lágrimas começam a cair e eu não consigo impedi-lo. Nem quero.
Hoje de manhã foi na sala de espera da consulta de Alergologia, no Hospital Santa Maria.
Por causa de textos como este.

Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor. As palavras são só um princípio - nem sequer o princípio. Porque no amor os princípios, os meios, os fins são apenas fragmentos de uma história que continua para lá dela, antes e depois do sangue breve de uma vida. Tudo serve a essa obsessão de verdade a que chamamos amor. O sujo, a luz, o áspero, o macio, a falha, a persistência.

(ainda) Fazes-me falta, Inês Pedrosa

JH

terça-feira, outubro 24, 2006

Vistas de cima

Adoro tirar estas fotos e reconhecer os sítios, ver a própria casa, unir os pontos conhecidos da cidade como um mapa a 3D.
“Oeiras, essa bela cidade”, com o Inatel e suas piscinas, praias e marina.
Margem Sul power! O Cristo Rei, o garrafão da ponte, Almada, Seixal…
Mega bandeira da pátria no alto do Parque Eduardo Sétimo, a prisão, o espelho de água, o Eleven, o El Corte Inglês.

Centro de negócios lisboeta com os meus locais de trabalho mais recentes, sede da CGD, ex-BNU (edifício guitarra portuguesa by Taveira), PTM, PT-PRO, TMN. As torres do Técnico!
(Para a malta do IST, hoje vi o Carvalhosa ao almoço, igual, com o seu copo de vinho a acompanhar claro. Mas reza a história que já não manda foguetes. Não cheguei a mandar os meus…)

Finda a viagem de Verão. Já aí vem outra, hehehe.
Lo que pasa es que cuando puedo ir de vacaciones, casi siempre prefiero el extranjero. Viajar me encanta!

JM

segunda-feira, outubro 23, 2006

A walk in Stockholm


O design do hotel e zona de pequeno-almoço é simples mas bonito e agradável. Fomos ao Skansen, o museu ao ar livre com recriações e amostras de casas e cultura sueca ao longo dos tempos, animais escandinavos e pessoas vestidas à época que explicam factos e costumes.
A pé, voltámos à cidade e ainda vimos um bocadinho do museu de história porque tinha uma exposição sobre os vikings.
Atravessámos uma zona gira, não identificada no mapa, a lembrar o Soho de Londres ou NY, com cafés convidativos, pessoas giras, lojas alternativas, bom ambiente.
Comprámos trufas de chocolate numa loja muito apetecível, a última acção de pampering das férias.
Chuvinha a despedir no caminho rápido de volta ao hotel para apanhar as malas e entrar no Express de volta ao aeroporto.
A tentativa de gastar as últimas coroas ia para umas garrafinhas de absolut de vários sabores, mas não deixaram! Diziam que só voos internacionais podiam levar álcool, que raio, e nem que eu quisesse pagar o tax. Cá não é assim e não tinha encontrado as ditas à venda na rua. Portanto houve pessoas a ficar sem souvenir L
No voo de regresso vinha o sr Eriksson, filho e outros não identificados. Férias ou negociações futebolísticas?
Bom tempo no voo, é giro ver a geografia, as casinhas, estradas sinuosas, montanhas alcatifadas e não tão altas, uma praia, uma ilha? Onde estamos? França ou já Espanha?
Visto de cima é tudo bonito, sem preocupações, stress e confusões. As férias estão a acabar!!!!

JM

Livro de cabeceira

Abre-me The End of The Affair do Graham Greene e lê-me aquela passagem em que os dois amantes se afastam depois do primeiro reencontro. Maurice larga a mão de Sarah e caminha para longe, sem virar a cabeça, como se tudo o que há de importante no mundo estivesse nesse outro lugar, inexistente, para onde ose seus passos se dirigem. Mas Sarah tosse, e para combater o som cavo dessa tosse repetida ele tenta imaginar uma melodia que pudesse assobiar, mas não consegue. "I have no ear for music", pensa Maurice, penso eu, agora, à beira das lágrimas que rodam por ti no gira-discos. "People can love without seeing each other, can't they?", perguntava Sarah, depois de ter desistido de ti para te salvar. Ou de Maurice, é a mesma coisa.
Podemos amar no escuro, sim, podemos amar na luz sonâmbula da ausência, podemos tanto que inventámos Deus.

Fazes-me falta, Inês Pedrosa

JH

domingo, outubro 22, 2006

De regresso...

Após um mês de ausência, estou de regresso.
A tudo: a Portugal, à minha casa da Costa, à minha casa de Lisboa (logo à noite), à minha família, aos meus amigos, ao meu carro (que saudades do meu verdinho...), à Lusa (amanhã), ao ginásio (errr... um dia destes).
Enfim, de volta à minha "vida", depois de um mês fora que me pareceu muito mais longo.
Vi muitas caras, conheci muita gente, comi muitas coisas novas, visitei muitos sítios, fiz muitos km (a pé e de carro...), festejei os meus 26 anos em Santiago (obrigada a todos os amigos que me enviaram sms ou ligaram!).

Saí de Lisboa, com o Alexandre, no dia 24 de Setembro, rumo a Biarritz e Hossegor, no sudoeste de França, onde estava a decorrer uma etapa do campeonato mundial de surf.
Giro, muito giro. Ver os "prós" todos os dias ali, mesmo ao nosso lado, no mesmo restaurante, a cruzar-se connosco nas ruas... Roupas coloridas, muitas tatuagens, rastas, pés descalços. Boa onda! Gosto!
Depois de uns 4 dias, malas no carro e mais de 600 km até Clermont Ferrand, pra ver família do Alexandre. Visitar cidades, igrejas, monumentos, uma estância de neve, lagos perdidos no meio da montanha, aldeias adoráveis, todas em pedra, comer "truffaude" (não sei se isto se escreve assim - um puré de batata misturado com um queijo francês que se come com presunto e, no meu caso, com alface...). Muito bom!
4 dias depois, voltar a atafulhar o carro com as malas e... 1000 km até Avilés, perto de Oviedo, nas Astúrias, para me encontrar com a minha amiga Pilar, a minha companheira do Caminho Primitivo. Conhecer a família dela, gente absolutamente encantadora, sentir-me em casa, beber muita sidra, tentar imitar o gesto de entornar a bebida para um copo que se agarra abaixo da cintura, com a garrafa acima da cabeça, comer "favada", uma espécie de feijoada com muita carne (no meu caso, comer só os feijões), experimentar "coajada" com mel, uma sobremesa branca que eu acho que leva requeijão, mas não tenho bem a certeza...
E, no dia 03 de Outubro, com a mochila (outra vez com 10 kg!) às costas, começar o Caminho Primitivo, em direcção a Santiago de Compostela. Pela nossa frente mais de 320 km e 15 dias de caminhada por montanhas, bosques, "pueblos", cidades. (depois conto mais pormenores...)

Foi bom, muito bom! Mas é bom estar de volta!

JH

sexta-feira, outubro 20, 2006

Atrás no tempo


Viajar entre países com diferença horária é sempre engraçado, saímos da Finlândia às 8h35 e chegámos à Suécia às 8h35, sempre bom ter mais uma hora de dia! Mais uma vez, o voo devia funcionar de autocarro para os executivos a trabalhar nos seus portáteis durante a escassa hora de voo. As malas vieram, que eficiência!
Apanhámos o Arlanda Express para a cidade, ainda a poder gozar do bilhete a metade do preço por ter 25 anos. Será que vamos ter um serviço destes expresso no aeroporto novo? Não sei porquê, não me cheira, mas deviam, pelos exemplos europeus muito funcionais!
Ainda demos uma volta mas o hotel ficava mesmo por cima da estação de comboios, how convenient!
Como era cedo para check-in, iniciámos o passeio pela cidade, meio baptizada de chuvinha. Vimos a parte velha “Gamla Stan” com um render demorado da guarda do palácio real, ruas estreitas, lojinhas de souvenirs com os inevitáveis postais com as caras da família real, visitas históricas. Visitámos o museu Nobel que tinha uma exposição dedicada ao Einstein. Não consegui ver o placard do Saramago na estrutura rolante do tecto do museu.
Comemos num Sushi&Wok, para satisfazer o gosto da especialidade e provar modalidades diferentes. Em cada esquina, como não podia deixar de ser, uma Hennes&Mauritz, mais conhecida por H&M, a cadeia sueca que demorou a chegar ao nosso país.
Voltámos ao hotel para descansar um bocadinho, o início do dia foi cedo e cansativo. No hall do hotel há sempre bolachinhas, chá, café e água para os hóspedes, que simpatia!
Apanhámos um bus para ver a torre Kaknas, de TV com vista panorâmica. Um bocadinho isolado, mas na Suécia não há perigo, é o que nos dizem. De facto senti-me segura.

O bar Absolut, feito de gelo, era mesmo perto do hotel mas enche sempre e é muito pequeno, segundo testemunho real da mana Sara e cunhado João que lá foram uns dias antes. Não fomos.
JM

quinta-feira, outubro 19, 2006

Apanhar um avião a 20mins da hora e provocar o atraso do voo


O recepcionista do hotel era o mesmo de quando chegámos ao fim da tarde, o gajo fazia turnos de quantas horas? Não dormiu!
Levantar às 5 da manhã não foi muito agradável, mas o voo era muito cedo e ainda tínhamos de entregar o carro e enchê-lo de gasolina. Foi uma aventura que envolveu muita corrida aeroporto fora.
Assim que saímos do hotel, apesar das indicações do simpático recepcionista, que se despediu com um “adeus e boa viagem” em português, perdemos o caminho traçado. O que vale é que a cidade estava deserta, mas sendo ainda grandita e sabendo que os homens não são grande coisa a ler mapas, eu tive de me desdobrar entre condutora e orientadora no mapa e nas ruas. Passei os limites todos de velocidade para chegar ao aeroporto, já estávamos atrasados. Bomba de gasolina? Voltas e curvas, lá está ela. Fechada, com bombas automáticas. Mas o dinheiro era o mesmo de ontem, ou seja, não tínhamos troco. Pusemos o que deu e prosseguimos à tarefa seguinte que era entregar o carro no parque dos carros alugados. Fartei-me de falar com o senhor do rent-a-car pelo telemóvel. Entrei num parque pela entrada que não era a pretendida, e tive de falar pelo intercomunicador para o senhor me levantar a cancela para sair sem pagar :P
Depois não havia lugar para deixar o carro no local destinado da empresa. Ficou como pôde, mal estacionado e sem o depósito cheio. Depois pagámos um balúrdio pela diferença de gasolina que não pusemos.
Correria para o check-in, malas atrás. Chegámos sem fôlego e pedi quase sem voz à senhora que nos deixasse passar à frente da enorme fila. Faltavam 20mins para a hora do voo. Telefonou, falou, negociou (o voo já estava fechado) e lá nos despachou as malas. Ufa.
Mas faltava entregar as chaves do carro alugado. Mais correria pelos pisos e corredores do aeroporto, agora já sem malas de porão mas com as malas de cabine. Quando voltámos já nos chamavam pelo intercomunicador, se não nos apresentássemos em 2 minutos fechavam o embarque. Eles não iam fazer isso, pois não? Sei que teriam de tirar as malas primeiro, ou deveriam. Pronto, entrámos no avião. O capitão pede desculpa pelo atraso sem atribuir culpas. Obrigada! E as malas, será que vieram?

JM

segunda-feira, outubro 16, 2006

Experiências culinárias

Ia ter um jantar em casa, para 3 convidados. Um deles adoeceu e adiou-se a data.
E agora o que faço à carne picada? Hmmm… chamei-lhe bolinhas de carne, não são almôndegas!
Piquei cebola e alhos, juntei molho de soja, a salsa e coentros são do quintal.
Bolinhas em pão ralado...

e frigideira com elas, sem gordura, para serem meio grelhadas
Ficou bom!

Oh Nuno cozinheiro, qualquer dia junto-me a ti!

JM

sexta-feira, outubro 13, 2006

Bye bye Helsinki

O último hotel finlandês devia ter sido o primeiro. Uma decoração espectacular na recepção e quartos, simples, funcional e de fazer inveja ao IKEA sueco.

Aconselho o www.finnishdesignshop.com que é quase barato mas tem coisas muito giras.
O tecto por cima da cama tinha um quadro, tipo tela gigante, para uma pessoa estar deitada a olhar para cima.

O tema não me agradava particularmente, mas a ideia não é má.
A última noite em Helsínquia devia ter sido a primeira, nada como ter as sugestões de um ‘local’ ainda que por breve tempo (Daniel the Pilot), para aconselhar restaurantes e locais. Percebi que a cidade tem vida, existem pessoas a viver, muitos jovens na rua à noite, e muito freaky people. Durante a semana é a calmaria total e ao fim-de-semana é a loucura.
Jantei no Bakers, uma maravilha de scandinavian salmon de várias maneiras num só prato, o pãozinho e tostas maravilha, um queijinho com ervas maravilhoso, a água de cortesia. Ainda passámos num pub, mas para além de estarmos muito cansados, tinha fila à porta e estávamos de havaianas.
Fiquei com vontade de voltar a Helsínquia para viver uma noite de sábado e poder visitar as lojas de design finlandesas, muito apetecíveis.

JM

quarta-feira, outubro 11, 2006

Os verdes do quintal

Não tenho regado o quintal , a chuva tem feito esse favor. Os trevos e outros verdes nascem sem aviso e formam um tapete quase bonito, podiam não estar junto das coisas semeadas!
Um pimento vermelho (estará bom?) e um tomatinho sobrevivente
2 pimentos verdes (estarão bons?)

Será uma alface no meio dos trevos e outros verdes? De um pacote inteiro de sementes algumas vingam!

Será nabiças no meio dos trevos e outros verdes? Eu plantei!
Pelo menos os trevos sei que posso arrancar, agora os outros muitos verdes…
Plantei salsa de um lado e coentros no outro mas parece que está tudo misturado.

Gosto de abrir a janela e ver o dia. Afinal está céu azul, bolas, podia ter lavado a roupa!
O arco-íris ao fundo e um avião a ir embora.

Também faz parte da rotina ver o Monarch que vem de Londres logo cedo a chegar a Lisboa. Já apanhei esse voo e fui logo trabalhar de seguida. Mas todos os dias passa a hora diferente, os atrasos do costume.

Bom dia!

JM

segunda-feira, outubro 09, 2006

Estrada fora


É frequente ver os sinais de perigo e todos os anos há muitas colisões com mortes para ambos, condutores e animais. Não entendo é porque colocam tantos com medidas menos habituais, por exemplo: 7km, depois 5km, depois 4,3km, 2,6km…
Numa estrada de campo, passo um sinal com um avião, triângulo azul. Aeroporto? Metros à frente, as estrada alarga para o triplo. Mas que raio? Durante quilómetros assim está, larga e lisa, tal qual pista de aeroporto. Depois acaba e volta ao normal. Será que devia ter olhado mais para o céu, não fosse cair-me um avião em cima? É prática normal? Como cortam a estrada? Estranho!
Passámos em Nokia, uma localidade pequena, que suponho estar relacionada com a marca de telemóveis. Ou não. De facto, não sei do que estava à espera, talvez um telemóvel gigante feito estátua, mas não vi nada que indiciasse a tecnologia. Aliás, lojas de telemóveis como aqui aos pontapés, nem uma! Nem parece um país altamente avançado tecnologicamente. Ou então é porque isso não significa haver muita publicidade e lojas ostensivas.
Queria passar em Rauma mas de repente apercebi-me que a estrada já não ía para lá e não percebi onde devia ter saído. :P
Fomos até Turku onde andámos seguramente mais de 5km, muitos barcos restaurante, um castelo do século XIII.

Terminámos a longa caminhada com duas cervejas finlandesas, num local que fora um banco e onde se via a própria da porta velhíssima do cofre. Obviamente que as jolas custaram os olhos da cara, mas tinha de ser! Para amenizar o efeito cerveja finlandesa em estômago vazio, ia conduzir, umas batatas fritas acabadinhas de fazer, quentes e oleosas com ketchup, muito saudável!

O carro leva gasolina ou gasóleo? Errr…(ligámos para a companhia de aluguer) Bolas as bombas estão fechadas. Dá para pôr automaticamente, inserindo a nota. E que é de notas trocadas? :o(
JM

quarta-feira, outubro 04, 2006

Uma manhã bem passada em Tampere















Medalha de bronze: juicy mud cake, um bolo baixinho com uma camada por cima crocante mas com o interior que se desfazia no imediato, muito docinho e bom. O senhor estranhou muito o facto de irmos lá e pedir explicitamente o tal bolo, não sabia que vinha referido no guia. Atendendo a que estávamos em Agosto, será que éramos os primeiros a seguir as indicações preciosas do guia de 2006? Fomos de propósito à cidade para comer o bolo, depois de um farto pequeno-almoço de hotel, claro.
Vimos também o mercado local, gosto sempre de ver os mercados e feiras locais.
Voltámos ao hotel e, feitos lordes, fomos fazer uma massagem. Era a mais barata que havia, de 25min, a uma parte do corpo à escolha. As costas, claro. Muito bom! Fazia cócegas em algumas zonas, consoante o tipo de massagem, e em alguns lados doía. Segundo o massagista era normal, pela distribuição de peso que fazemos e pesos que carregamos aos ombros. Passou rápido e foi muito relaxante. Senti as costas leves e não me doía nenhuma parte. Pena ser caro!

Mais sinaléctica interessante. Em Amesterdão havia símbolos com bicicletas para não serem estacionadas em frente às montras.
Aqui é mais patins...

terça-feira, outubro 03, 2006

Hidroginástica


Hoje foi o meu primeiro dia das aulas de hidroginástica.
Desde pequena que fiz natação e daí resultaram uns ombros largos.
Deixei a modalidade em Fevereiro quando me mudei para Lisboa e agora decidi recomeçar o desporto regular. Tendo o Inatel ao lado de casa tinha de aproveitar! O horário da natação matinal não era compatível, mas havia 2 novas turmas de hidroginástica, 2x/semana, das 7h15 às 8h.
É giro, tem música mas não achei fácil... E 1…2…3……8 e vira, 1… (Bolas nunca mais chega o 8 e ainda tenho de virar mais 2 vezes!) “Não põe o pé no chão!” Mas assim custa mais! (Óbvio)
Tenho orgulho em fazer os 7 e 8 km das mini-maratonas mas quase não aguentava uma aula de 45mins de exercícios aquáticos! Estou convencida de que vou ficar com uns abdominais e braços de um verdadeiro atleta!
Alguém me quer fazer companhia? Hoje éramos só 6 e garanto energia para o resto do dia. Só custa um bocadinho levantar cedo mas ficamos logo acordados!

(a foto é cortesia do Google, a piscina do Inatel é interior mas com janela para o jardim e céu azul)
JM

segunda-feira, outubro 02, 2006

Um fds com tributos à cultura


No sábado estive 3h em limpeza da casa, que é pequena mas o raio do pó está em todo o lado e insiste em aparecer.
Deleitei-me com pastéis de Belém quentinhos, com açúcar e canela em pó polvilhados qb. O serviço é desorganizado mas a casa está sempre a abarrotar.

De noite fui à Aula Magna com a mana, nós e poucas mais pessoas… O espaço era grande demais para a ainda pouca popularidade dos The Feeling mas o concerto foi muito fixe. Não tenho culpa que sejam ingleses, o “Sewn” das rádios despertou-me a atenção e de facto veio-se a confirmar a veia britânica. A indumentária e pentados também condiziam com o estilo muito brit. Havia uma música chamada Rose, que percebemos ser dedicada ao nosso muy exportado Mateus. Digamos que nos momentos descontraídos e alcoólicos do grupo, o nosso vinho mereceu uma música… “I think pink is my color, I won’t drink from no other! Oh Rosé…”
Uma grande surpresa foi a banda da 1ª parte, os portugueses The Poppers. Temos banda! Cantam em inglês, ao estilo brit, com fardas ao estilo Beatles, a malta dos Olivais impressionou pela positiva!
Para um cheirinho das bandas: http://www.myspace.com/thepoppers e http://www.myspace.com/thefeeling.

No domingo o momento de família na Costa da Caparica e terminei o fds com uma visita à feira do livro da Bertrand, no Chiado, com saldos e muitos descontos. Comprei um livro pequeno de postais grandes, do género do livro “La Terre Vue du Ciel”, vistas do céu daquelas giras; custava 15eur e comprei por 2. Depois um livro de aviões e companhias aéreas, muito giro, grande de capa dura, custava 46eur e comprei por 18. Depois achei que 3eur por um dicionário de PT-Alemão-PT era um bom preço, para ter em casa; não gosto da língua mas se precisar de saber alguma coisa em especial, já tenho um dicionário! Para terminar, era um dos meus objectivos, mas por ser o último dia de feira já não havia quase nada de livros estrangeiros, um da Isabel Allende, em espanhol, para praticar, por 2eur! E pronto, com 25eur comprei 4 livros em mega saldos.
Gosto de ler e gosto de ir a concertos. Para que a nossa vida não seja só:
JM