quarta-feira, abril 01, 2009

London calling (again)

ZZzzz... Era uma vez... dois passageiros no aeroporto de Amesterdão que se sentaram à espera de um voo e ali ficaram...

Estes senhores acolhem o cansaço de quem passa a caminho, nomeadamente, de Londres...
Vamos a Londres! Não queres ir ter connosco no fds e mostras-nos a cidade, já que a conheces bem?
(Marquei viagem, a 4a só este ano :D)
Quantas vezes já cá vieste?... Errr... acho que é a 13ª... sem contar com escalas técnicas...


O avião saiu de cá atrasado, vinha cheio de escoceses vestidos a preceito, já muito alegres e a acenar. No dia seguinte perdeu no futebol contra a Holanda. No voo de regresso ainda me cruzei com escoceses no aeroporto, ainda vestidos com saias, mas já mais calmos.
O hotel Royal National era fraquinho, apesar da localização ser muito boa, pertíssimo de Russel Square e a 5mins a pé de Holborn. Estava apinhado de espanhóis, miúdos, provavelmente em viagens de finalistas de secundário. A recepção era uma permanente confusão, ruidosa, corredores e elevadores cheios, correrias e muita excitação de quem chega e quer festejar. Tentámos escadas, elevadores de serviço, fomos parar a recantos “proibidos” do hotel, cozinha, saída de lixo... O hotel tem seguramente umas largas centenas de quartos, a avaliar pelos tamanhos dos corredores (a realidade não ficou visível na foto).

Os aposentos tinham o mínimo, os colchões eram desgraçados e as almofadas fraquinhas, não incluía champô, e já nem esperava secador, que podia ser emprestado sob caução (20 libras e a precisar de reforma, mas estava frio e vento e serviu o propósito). As paredes deviam ser quase de esferovite, nem precisava de despertador porque acordava sempre com as sras da limpeza a passar com o carrinho no corredor, mais as conversas e aspiradores. Não que a limpeza dos quartos fosse notória ou de grande qualidade. Cumpria os mínimos, não passando pelos cantos... O pequeno-almoço era fraquinho, simples e básico, mas não havia queijo ou fiambre de espécie alguma para as torradas já feitas e mornas. Se quiséssemos ovos ou bacon era um preço adicional. Suficiente mas não impressionante. Se a exigência não for muita, serve o propósito para passar a noite. Ficaria lá novamente se o preço for competitivo e troco os euros de conforto adicional por bilhetes para ver musicais.
Na 6f jantei com uma colega do curso que fiz (passei, 2 meses depois recebi os resultados, certificada!!!), fomos a Covent Garden. Estava cheia de malta preparada para sair, aqueles saltos altos impossíveis, os vestidos de festa, a falta de casacos ou collants... e teenagers com caneleiras rosa forte, tutus, fitas no cabelo... é alguma festa? Não, é moda, há bares que são assim, noutros vai-se de patins... ahhh... há sempre de tudo!

Embora tenha cumprido a lista que preparei para o fds, faltam sempre coisas para ver e rever... ou não fosse Londres muito rica culturalmente! Um dia hei-de ir ao O2, de preferência em concerto.


Houve mercados, museu, convívio com VIPs, musical, monumentos, passeio... e compras... Todos com oyster card, andámos maioritariamente de metro e bus, sempre que possível no 1º andar e lugares da frente, pois claro!

A excelente companhia foi da Joana e do Alex, que rapidamente perceberam que mesmo 4 dias não eram suficientes para conhecer Londres!