Há muitos a passar, de empresas diferentes, com preços diferentes. Pode-se atravessar a cidade e ir até à igreja do Bonfim que fica a uns bons quilómetros e pagar 1,60R, de táxi eram mais de 40R.
Cada bus tem um destino e tem escrito no vidro e lateral os sítios por onde passa. Mesmo sem mapa, era fácil orientar, apesar dos nomes dos sítios serem estranhos mas cómicos. Autocarros velhos, muito ruidosos e aos solavancos, com condutores malukos. Ou então paga-se mais e anda-se nuns mais “finos” com ar condicionado e bancos almofadados. Transportes públicos diferenciados.
Por nossa iniciativa fomos ao jardim zoobotânico, muitos animais diferentes, plantas e árvores diversas, muito bem tratado, onças pintadas, leões, panteras, araras, papagaios, cascavéis e muitos outros dos quais era difícil memorizar o nome.
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Visitámos o mercado modelo cheio de artesanato e vendedores ávidos de fazer negócio. Na parte de fora comemos o melhor acarajé, de rua, cheio de tudo o que tinha direito, molhos, camarões. Tal como o hot-dog em que é difícil dar a dentada sem cair ou sujar nada, assim era o acarajé. Dentada e cai um camarão. Outra tentativa e saía molho para cima das mãos ou da roupa...
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Subimos o elevador Lacerda, que separa a cidade baixa da alta, nunca fecha, tem preço simbólico, desgraçado do senhor que tem a profissão de andar dentro do elevador a carregar nos botões para subir e descer, um calor imenso, um ar viciado, sempre muito cheio.
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A impressão não foi muito boa, azar com o tempo, insegurança, irritação com a coisa de ser tratada como turista. Mas o desenrasca no estrangeiro anima-me. Conhecer os hábitos, entendê-los, adoptá-los. Rapidamente comecei a falar brasileiro, cc não me entendiam bem. É giro andar nas ruas e mercados das lojas “populares”, como se vê nas novelas na parte dos “pobres”. Passado algum tempo a impressão vai melhorando, apesar de terem sido férias stressantes. Mas… não é tão cedo que voo num charter!
JM
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