segunda-feira, julho 31, 2006

Ir ao banco

2f de manhã, aventuro-me a ir ao banco. Péssima ideia.
Primeira fila, algumas pessoas à minha frente, não demora muito. Chega a minha vez. Ah, isso não é aqui, tem de ser ali.
Segunda fila, apenas uma pessoa à minha frente, cresceram ervas daninhas enquanto eu esperava.
Ah, isso não é aqui, tem de ser ali.
#$&%)(*?(#!=
Minha senhora…. “!$%)&* eu estive na outra fila e disseram-me que era aqui. Agora diz-me que é ali??? E este outro assunto, pode tratar?
Enquanto ela demora mais séculos a tentar tratar, volto à fila anterior, protesto e resolvo a 1ª questão. As ervas daninhas cresceram e criaram raízes.
Ah, não posso resolver aqui, tem de ser pelo telefone.
#”!&#?*=)”Faço quase tudo pelo e-banking, mas de infelizmente não se consegue fazer tudo.
Fiquei desiludida com o serviço do Millennium BCP.
E ainda fiquei com coisas para resolver…

Ps: Não me venham com comissões de levantar dinheiro no MB senão faço um buraco no colchão para o guardar!

JM

sábado, julho 29, 2006

Creio nos anjos que andam pelo Mundo,
Creio na Deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos amantes,
Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve antes.
Creio nos deuses de um astral mais puro
Na flor humilde que se encosta ao muro
Creio na carne que enfeitiça o Além.
Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do Mundo pelas rosas,
Creio que o amor tem asas de ouro.
Amén.

Natália Correia

JH

sexta-feira, julho 28, 2006

Lâmpada Fundida

O dia de trabalho começou com uma reunião no escritório às 8 da manhã. Tinha-me deitado à 1h, por isso não dormi muito. Mais o acumular da semana e de noites com poucas horas de sono, passei o dia cansada. Mas aquele incentivo das 6f é sempre motivador. Ah e tal, 6f, fim de semana à porta, saímos mais cedo... ou não.
O dia vai terminar agora, a estas belas horas.
Desmotivador é saber que vou entrar em casa e não vou poder acender a luz da sala, ontem quando entrei fez um mega flash e fundiu-se. Hoje de manhã saí à pressa e não a tirei, para saber qual comprar. Portanto não tenho lâmpada de substituição.
:o(

JM

Tortugas

Do projecto Tamar

JM

quinta-feira, julho 27, 2006

Nos primeiros dias andávamos de táxi, era mais seguro. Um dia arriscámos o ônibus. E pronto, tornámo-nos independentes.
Há muitos a passar, de empresas diferentes, com preços diferentes. Pode-se atravessar a cidade e ir até à igreja do Bonfim que fica a uns bons quilómetros e pagar 1,60R, de táxi eram mais de 40R.
Cada bus tem um destino e tem escrito no vidro e lateral os sítios por onde passa. Mesmo sem mapa, era fácil orientar, apesar dos nomes dos sítios serem estranhos mas cómicos. Autocarros velhos, muito ruidosos e aos solavancos, com condutores malukos. Ou então paga-se mais e anda-se nuns mais “finos” com ar condicionado e bancos almofadados. Transportes públicos diferenciados.

Por nossa iniciativa fomos ao jardim zoobotânico, muitos animais diferentes, plantas e árvores diversas, muito bem tratado, onças pintadas, leões, panteras, araras, papagaios, cascavéis e muitos outros dos quais era difícil memorizar o nome.


Visitámos o mercado modelo cheio de artesanato e vendedores ávidos de fazer negócio. Na parte de fora comemos o melhor acarajé, de rua, cheio de tudo o que tinha direito, molhos, camarões. Tal como o hot-dog em que é difícil dar a dentada sem cair ou sujar nada, assim era o acarajé. Dentada e cai um camarão. Outra tentativa e saía molho para cima das mãos ou da roupa...

Subimos o elevador Lacerda, que separa a cidade baixa da alta, nunca fecha, tem preço simbólico, desgraçado do senhor que tem a profissão de andar dentro do elevador a carregar nos botões para subir e descer, um calor imenso, um ar viciado, sempre muito cheio.

A impressão não foi muito boa, azar com o tempo, insegurança, irritação com a coisa de ser tratada como turista. Mas o desenrasca no estrangeiro anima-me. Conhecer os hábitos, entendê-los, adoptá-los. Rapidamente comecei a falar brasileiro, cc não me entendiam bem. É giro andar nas ruas e mercados das lojas “populares”, como se vê nas novelas na parte dos “pobres”. Passado algum tempo a impressão vai melhorando, apesar de terem sido férias stressantes. Mas… não é tão cedo que voo num charter!
JM

quarta-feira, julho 26, 2006

Fotos de Salvador


O prédio onde a Ivete Sangalo comprou 2 andares. Uma estátua feita por um italiano e onde a representação portuguesa era feita através de uma serpente...



Entre transportes para o morro de S. Paulo. Que bom, temos um bocadinho de céu azul!


Depois da subida inicial, um igreja pictoresca. Sempre as fitas amarelas e verdes...

Primeira vista da praia. Sim não é má... A maré está muito baixa.
Vista do outro lado com um bocadinho do morro. Transportes rudimentares mas eficazes.

JM

terça-feira, julho 25, 2006

A festa do Última Sé

é, desta vez, no Bicho, na 6ª feira à noite.

Promete...

JH

Impressões gerais de Salvador e do Brasil (parte 5)

Nunca tinha feito viagens com tantas excursões. Guiar no Brasil é sempre uma aventura com grande perigo e assim teríamos as explicações. Apesar de sucessivos adiamentos e cancelamentos devido ao mau tempo, a simpatia foi uma constante. Tinham era a parte do turista, que odiei. A onda de nos levar a certos restaurantes, determinadas lojas, preços combinados para turista, grrrrr…
Deu para “ver” a praia do Forte (muita chuva, um dos piores dias), conhecer o projecto Tamar (TArtarugas MARinhas), saber onde a Ivete Sangalo comprou 2 andares, de 2 milhões de reais cada (haja muita saúde…), onde fica a casa do Caetano Veloso e da Maria Bethânia, locais de Jorge Amado, perceber um pouco do candomblé e orixás…
Fomos um dia ao morro de S. Paulo, grande expectativa, o dia de maior sol e melhor tempo, até começar inevitavelmente a chover. Foram 4h de viagem para lá chegar, 4h para voltar, entre autocarro, barco, autocarro e barco, repete no regresso. Estivemos lá menos de 4h. Cheguei a molhar os pés no mar, mas estava frio e depois começou a chuviscar. Talvez com bom tempo e outra carga menor de viagem, fosse bonito e agradável.

JM

Ps: tenho várias fotos mas estou com dificuldades técnicas para as colocar...

segunda-feira, julho 24, 2006

Dia de S. Tiago


Amanhã é Dia de S. Tiago, mas é hoje à noite que, em Santiago de Compostela, se celebra.
Todos os anos, a fachada da Catedral é coberta por um fogo-de-artifício a imitar chamas, e a cidade enche-se de milhares de turistas e peregrinos para assistir ao espectáculo e mostrar a sua devoção ao Apóstolo.
Gostava de estar lá.

JH

Não olhar a Terra, não olhar o Homem
Não olhar o cão que contorna as ruínas
Não olhar o céu que brilha de explosivos
Não olhar a mão que deu a bofetada,
Nem o olho que a viu a tempo.

Hoje olhas pela paz, passeias pelas ruas
Viras a página, caminhamos juntos.
Hoje pela paz movemo-nos
Entre o Céu e a Terra
Entre o Céu e a Terra

Não há nada de mais precioso
Não há nada de mais luminoso.

Il Manifesto, Itália

JH

sábado, julho 22, 2006

O Caminho já começou









Os bilhetes de avião para Madrid e, depois, para Oviedo, já estão comprados.
Faltam dois meses e, acima de tudo, preparação física. Depois prometo relatar todas as etapas.

JH

sexta-feira, julho 21, 2006

O que é que tens de urgente para me dizer?

"O que tenho de urgente para te dizer é que o que tinha de urgente para te dizer já não é urgente."

Urgências, ontem à noite, no Maria Matos

JH

Impressões gerais de Salvador e do Brasil (parte 4)


As lojas vendem quase todas em prestações, 12 meses, 24meses. Pode-se comprar uma camisola e pagar a prestações como as compras do supermercado. Existe o pagamento à vista, em dinheiro, que muitas vezes dá desconto. Outra opção é comprar por atacado (muitas coisas) ou varejo (uma só coisa), +- como os revendedores. Na maioria, o preço é acessível, temos poder de compra!
Muitas farmácias e drogarias (principalmente Sant’ana), com o conceito das parafarmácias, como em NY e Londres. Aqui está difícil de arrancar a sério! Até se pode comprar só uma aspirina ou comprimido para a dor de garganta, em vez de todo o pacote que depois pode passar de prazo.
Mais uma vez muitas lojas abertas 24h.
Os bancos são diferenciados, não há cá multibancos como os nossos. Somos pioneiros, isso e a Via Verde! Portanto para levantar dinheiro tem de se procurar uma caixa do seu banco, seja Itaú, Bradesco, Banco do Brasil…
Alugam-se cartões de telefone na rua, por 5R, para fazer as chamadas que se quer.
A gasolina, gasóleo e álcool (há muitos veículos movidos a álcool) são mais baratos que cá. O barril já anda nos 78,10USD!!!! Lembro-me de começar a reparar nisso quando falavam que ia atingir o estonteante preço de 40USD, já vamos no dobro!

Não vi tantos biquinis e cangas como esperava, aos preços que tinha em mente, mas pulseiras do Bonfim era ao desbarato, bonecas baianas, havaianas e ipanemas muito mais baratas.

O dia dos namorados comemorou-se a 12 de Junho, pensava eu que era comum ser o 14 de Fevereiro.
Os santos comemoram-se, S. João, Sto António, festas nas ruas, arraiais, embora sem sardinhas e arroz doce.
Dança-se o samba e pratica-se capoeira.
Salvador tem centenas de igrejas, dos escravos, dos ricos, muito ouro, figuras tristes piedosas, negras, sorridentes e até marotas.

JM

quinta-feira, julho 20, 2006


Comida, muita comida, muito barata, muita fruta, maravilhosa, sucos, bolinhos, salgadinhos, lanchonetes, café da manhã:

Amendoim, paçoquinha, pão de queijo, queijo catupiry, queijo minas, queijo prato, aipim, mandioca, coco, tapioca, feijão fradinho, cocada, goiaba, mamão, maracujá, abacaxi, doce de leite, dendé, carne de sol, mingau (de chocolate, que maravilha!), bananas de vários tipos, melancia, milho, batata doce, siri, camarão, lagosta, acarajé, abará, coco gelado, manga, açaí, pinha, picolés, gelados kibon (os nossos Olá), cerveja (Skol, Brahma, Schin…), caipirinha, guaraná, pamonha, balas… é fácil comer de tudo.
Os doces são muito doces. As frutas são tropicais e muito baratas para o que estamos habituados, para as mangas e mamão, principalmente.

As brasileiras são cheínhas, mas também são muito gulosas.

O dendé dá cabo do estômago. No Senac, escola de cozinha no Pelourinho, buffet com qualquer coisa como 48 pratos mais umas quantas sobremesas. Para se provar a comida típica tem de ser um bocadinho de cada, sendo que cada prato não combina com os vizinhos, muita variedade, muita mistura.

Na rua consegue-se comer um cachorro por 1 Real (aprox. 35cêntimos). Ou então um salgadinho e um refresco por 1R. Coxinhas de frango por 0,25R.

Os ‘potes’ de iogurte têm sabores adaptados, em vez dos estritos habituais tutti-fruti, morango, banana, etc, há com sabor a goiaba, mamão, etc.

A necessidade é a mãe de todas as invenções, como há pobreza, criam-se empregos e necessidades.
Numa paragem de autocarro, uma pessoa vende chocolates. Vai ao supermercado, compra um pacote, daqueles com miniaturas de chocolates de vários sabores e depois vende à unidade. É como comprar um pacote de bolachas e vender individualmente.
Dentro dos autocarros vão entrando e saindo vários vendedores, devidamente identificados, autorização do Governo. Trazem a comida, bebida e tabaco aos passageiros. Portanto, numa viagem longa de autocarro, onde se atravessa a cidade inteira, com várias paragens e cruzamentos, se apetecer um chocolate, água, suco, pastilhas, balas, tabaco, compra-se ao vendedor. Não me pareceu mau! Comprei 4 chocolates diferentes (tipo Mars ou Twix) por 1R.
O discurso está montado: “compre um chocolate para você, para a sua família, amigos, vizinha, faça uma surpresa ao seu namorado, marido…”

JM

quarta-feira, julho 19, 2006

Neighbours... everybody needs good neighbours...

O alerta chegou já passava da meia-noite.
A Joana M chegou à sala e disse: "estou a ouvir o "lost" em stereo".
"Estranho". Realmente já me tinha parecido que a nossa mini-televisão da sala estava com um som diferente, mas pensei que talvez fosse problema da RTP1, ou assim.
Tirei o som à tv e continuei a ouvir as falas, mas desta vez vinham, definitivamente, da rua.
Fomos à janela. Era verdade. Ouvia-se o som claramente, aos altos berros, na rua.
Pensámos: ou o vizinho é surdo ou então vê mal (tendo em conta aquela reacção típica de todo o ser humano que, quando não vê bem as imagens, invariavelmente aumenta o som).
Arranjámos um culpado: o João, o nosso vizinho do lado, que estudou com a Joana no Técnico (ele há cada coincidência...).
Depois de algumas pancadas na parede sem qualquer efeito, a Joana começou a fazer uns telefonemas - era meia-noite e meia - para conseguir o número de telefone do vizinho barulhento. Lá conseguiu falar com o rapaz e ele negou. "Não, estou a ver a Sic Notícias." Coitado...
Afinal, lá descobrimos: era o vizinho de cima do João, que se comprometeu a ir lá pedir-lhe que baixasse o som da tv.
Minutos depois, a Joana recebeu uma mensagem do João: "Bati à porta, mas o vizinho não ouviu a campainha..."

JH

terça-feira, julho 18, 2006

Mafiosos!

Ontem começou a dar uma nova série - a 6ª, penso - dos Sopranos na 2:
Apanhei os Sopranos desde o início, e era uma verdadeira fã, mas por várias razões, escaparam-me alguns episódios e perdi o fio à meada.
Estava mesmo empenhada em passar a noite de segunda-feira com o mais neurótico dos mafiosos, pedir-lhe desculpa por o ter abandonado e implorar-lhe que não enviasse os seus carrascos a Alvalade para me castigar por uma ou duas séries de indiferença.
Mas o Tony é mânfio, sacaninha, não perdoa nada, toda a gente sabe, e lixou-me.
Não percebi nada do episódio, pensava que metade deles tinham morrido - o sobrinho e o tio, por exemplo, e não reconheci a outra metade das personagens.
Just shoot me!

JH

Impressões gerais de Salvador e do Brasil (parte 2)

No Inverno, as temperaturas têm um mínimo de 18/19ºC. É Inverno. Choveu todos os dias. Andei de camisola de manga comprida, chapéus de chuva. E molhámo-nos todos na mesma. E nem um mergulho :o(
No Verão, dizem que oscila entre os 35 e os 40, com muita humidade. Que sufoco!


Palavras escritas e ditas, para ler com sotaque: toalete (não tem erros), educandário, palito, terno, fone (tele-), Irã (o país), Madri (a capital), Amesterdã (idem), calcinha, sunga, Xerox PB e cor (chamamos Gillettes às lâminas… são as fotocópias), catchup (não tem erros), fone para celular (phones, kit mãos livres), checap (de saúde), manutenção semafórica (dos semáforos, pois então), chulepento (que cheira a chulé).
Frase: Jesus Cristo é o Senhor (IURD), muitas, uma gigante perto do maior centro comercial até ao presente (estão a construir outro ainda maior), Iguatemi.
Frase: O passeio é do pedestre. Verdade de La Palice! E no entanto… o que fazem os carros estacionados em cima deles?
Frase: Bebida e Condução não têm Sentido. Muito boa. Tinha um desenho mas não consegui fotografar. Tinha uma seta indicadora do sentido. Duplo significado de não fazer sentido, nem ter futuro, beber e conduzir. Apoiado!
Frase: Jogue limpo com Salvador, não deite lixo no chão (nos caixotes de lixo). Já que gostam tanto de bola e desporto, apela ao bom senso de não fazer “sujeira” literal nas ruas.

Muita publicidade aos colchões Ortobom. Não é muito interessante mas estava em todo o lado. De resto quase toda a publicidade falava ou estava relacionada com a copa, muito verde e amarelo.

Na TV, há muita novela, mais avançada do que cá. A minha mãe ficou contente, ficou a saber o futuro da novela que vê aqui.
Um concurso para o mecânico mais bonito do país. WTF? Explicaram-me, é por causa do Gianechini, da novela em que ele faz de mecânico (Belíssima). Ah, tá bem. Então deve ser difícil encontrar concorrente à altura, hehehe.
Os clips de música estrangeira têm legendas. Estranho. Mas útil! Percebe-se o que se canta, avalia-se a ‘categoria’ da letra, aprende-se a língua estrangeira de ouvido.
JM

segunda-feira, julho 17, 2006

Impressões gerais de Salvador e do Brasil (parte 1)

O campeonato do mundo de futebol, para nós o “Mundial”, para eles a “Copa”. Vive-se o campeonato com muita intensidade, o verde e amarelo encontram-se em todo o lado, nas ruas, nas montras, nos carros, nas pessoas, nas lojas, nos mercados, nos hotéis, nos táxis (com TVs portáteis para os condutores), nos ônibus, nas bandeiras, nas fitas, nas tshirts, na roupa em geral, nas unhas (edição especial de vernizes Riské em cores sugestivas)… No dia do 1º jogo do Brasil, fomos ao Shopping Barra, ver umas lojas (a chover, que mais fazer?). Nos altifalantes anunciava-se que o shopping ia fechar meia hora antes do jogo e reabria meia hora depois do jogo. Para que todos possam ver, portanto. Nos bancos anunciava-se um fecho antecipado, oficial e assumido! Passámos pelo supermercado antes de voltar ao hotel. E apanhar um táxi? Foi difícil, mas teria de existir, a necessidade de trabalho é demasiada para todos poderem abdicar de ver um jogo de futebol. A justificação de que nem todos os taxistas gostam de futebol seria aceitável, mas muito poucos devem encaixar nessa categoria. Nas ruas, os ônibus também fizeram pausa, ouviam-se cornetas a anunciar o quase início. Sentia-se uma agitação geral, um movimento stressante.
Os jogadores sobem ao gramado, os torcedores aplaudem, é a copa. A torcida começa, é escanteio mas o goleiro defende. É outro vocabulário. É golo, foguetes, gritos, uma alegria muito sonora, uma comemoração muito vivida e demonstrada.

(e que bonita a cor do céu hein? foi uma carga de água como já não se via há muito, com direito a derrocada na estrada...)

sábado, julho 15, 2006

Saudades de Santiago...

sexta-feira, julho 14, 2006

Férias em S. Salvador – Início (A tortura)

(continuação)
Estar na 1ª fila seria bom, dependendo da separação para os lugares da 1ª classe. Era uma espécie de cortinado pendurado em cima por ganchos e nos lados com velcro. Primeiro que a hospedeira conseguisse esticar o dito e encaixar nos bancos… o cortinado era à medida, por isso encaixava num gancho e quando ela ia encaixar no outro (depois de muito se esticar, era baixa), soltava-se o 1º. Isto repetido n vezes, já ela se ria. Lá conseguiu. A cena dos velcros não é muito inteligente ou funcional para se ir passando. Elas vinham com as bandejas com copos de água e tinham de passar pelo cortinado. Baixavam-se e o velcro ia cedendo, mas oferecia resistência. Era inevitável, bandeja na mão, hospedeira dobrada para passar por baixo, cortina resistente… água para cima de mim. A hospedeira riu-se com o próprio desastre, ai desculpe, e foi-se embora. Nem “molhou-se muito”, “quer alguma coisa para limpar?”, “peço desculpa” formal. Que falta de profissionalismo! (não é tão cedo que me volto a pôr num charter!)
Lá veio a comida, comeu-se. Os copos de chá eram de papel e diziam Air Luxor. Pois, não estragar, sabendo que a Air Luxor já não existe com esse nome há um tempo, mudou para High Fly… o stock devia ser muito.
Um som alto de música clássica, que raio? Era o som do filme, mas apareceu (muito) antes da imagem. Vá lá que rebobinaram e recomeçaram. Mas com o som vindo não se sabe bem de onde, para todo o avião, com as pessoas (tugas) a conversar em alta voz e pelo avião fora, era difícil seguir a história. Mas a escolha era boa, A Good Woman, com a Scarlet Johansson, já tinha visto mas gostei de rever.
O tuga quando aterra bate sempre palmas. Oh Daniel, ou os teus passageiros não são tugas ou as portas da cabine filtram o som, nos voos onde vou há sempre palmas na aterragem!
Aterrámos em Natal, 31º, boa boa!
Uma fila imensa para os papéis de alfândega, depois acabaram-se os papéis antes da nossa vez, etc.
Depois Maceió.
Finalmente Salvador.
Um dia cansativo! (não é tão cedo que me volto a pôr num charter!)

Ps: O Tiago Dores, membro do Gato Fedorento também ia no voo, grandes óculos escuros, muito bem parecido (leia-se melhor ao vivo que na TV). Não me conseguia lembrar do nome dele, só sabia do RAP e do Quintela, senão até o tinha chateado…

JM

quinta-feira, julho 13, 2006

Passarinhos


Isto de viver com a Natureza tem que se lhe diga.
Foi só no segundo dia que me apercebi, por acaso, que tinha montado a tenda a poucos metros de um ninho de passarinhos feito no chão. Estava tão bem camuflado que só peercebi do que se tratava quando vi uma data de boquinhas vermelhas escancaradas.





Receámos que, por causa do acampamento, a mãe já não os viesse alimentar e por isso démos-lhe bocadinhos de pão misturados com água, com uma pinça.





Entretanto tive de mudar a minha tenda de sítio, para não perturbar os passarinhos nem a vinda da mãe deles - que mais tarde chegámos a ver junto do ninho - e a coisa saiu-me tão bem que a tenda desmanchou-se toda com a ventania.

Férias em S. Salvador – Início (A tortura)

Corria o 10 de Junho, sábado, feriado.
As regras pedem para que se esteja no aeroporto com 180mins de antecedência. Em voos domésticos ou europeus não vale muito a pena, 2h antes é suficiente. Mas em voos intercontinentais, dependendo do destino, já se deve ir mais cedo pelas confusões que podem acontecer.
Tenho dito sempre que o nosso aeroporto não tem muito tráfego, quando comparado com qualquer um de Londres, Madrid, Frankfurt, etc. A eficiência e eficácia no processo de check-in, malas, autocarros, mangas, taxi-way, etc tem grandes potenciais de melhoria.
O aeroporto estava a abarrotar. Cheio de pessoas com vontade de ir de férias, famílias completas da avó ao neto, do fato de treino, das bagagens imensas e envoltas em plásticos, caixas volumosas com etiquetas, roupas e calçado menos adequado para viagem. É sempre uma boa alternativa para entreter a espera, observar as pessoas.
A suposta fila para o nosso voo (não é tão cedo que me volto a pôr num charter!) era interminável e ainda não tinham aberto os balcões de check-in.
Afinal é para outra fila. Mas este voo não vai para o mesmo sítio! É este, dizem os senhores representantes das várias agências de viagem. Mas… Tem escala. Tem? Ah… que chatice. Sai daqui, pára em Natal, depois em… Como? Duas escalas? Três viagens de avião? (não é tão cedo que me volto a pôr num charter!)
Claro que o voo saiu atrasado. Eles atrasam sempre é impressionante. Mas depois compensam porque marcam a hora de chegada já com o atraso engolido, ou seja, o tempo de voo dura sempre menos e chegamos à hora prevista. Ficamos com a sensação de que recuperámos o tempo perdido. A menos que o destino seja um aeroporto com muito tráfego e tenhamos de dar voltas à espera de um slot vago.
Euroatlantic, são portugueses, avião velho, claro. O lugar da minha mãe tinha o banco partido, o encosto não encostava. Ou ela ia sentada sem se encostar (8h?) ou ia deitada e o senhor do banco de trás nem podia lá caber. Cedi o meu lugar. Mas o avião parecia cheio, fiquei em pé quase até levantar voo, até quando finalmente descobriram um lugar vago. Por sinal bem bom, na 1ª fila, logo depois da 1ª classe, tem espaço para as pernas!
Muita fome, e frio. Podia-me arranjar um cobertor? Ah, cobertores para todos não há, vou ver se arranjo um. Tinha-me esquecido do casaco em cima da cama, e no avião está sempre frio. Arranjou-me um cobertor. Charter não tem cobertores para todos… (não é tão cedo que me volto a pôr num charter!)

(to be continued)
JM

quarta-feira, julho 12, 2006

De regresso

Pela primeira vez na vida fui, com uns amigos, fazer campismo selvagem. Gosto muito de acampar e já estava com algumas saudades. Achei que a falta de água corrente e de um wc seria, obviamente, complicada, mas até pensei que iria ter piada ver como me "desenrasco".
Fomos para uma barragem ao pé do Cercal, no Alentejo. Um sítio muito bonito e, acima de tudo, muito calmo.



vista da minha tenda


Estava a correr tudo muito bem, apesar das constantes alterações de clima - chuva, sol, encoberto mas muito calor - até 3ªf à noite...
A partir de meio da tarde, começámos a sentir um vento fortíssimo, com rajadas tão poderosas que fizeram a minha tenda desabar e partiram as varetas da tenda de um casal. Já víamos os relâmpagos ao longe e ao fim da tarde, vimos um incêndio do outro lado da margem, que não durou muito tempo.
O problema foi que, por volta das 21h, apareceu um novo fogo, mais perto, e o ar tornou-se irrespirável, por causa do vento, do fumo e da poeira. Entretanto a trovoada não parava e soubemos, por telefone, que aquele incêndio tinha sido provocado por um relâmpago.
Ok, foi a nossa deixa. Arrumámos tudo a correr, tudo pra dentro dos carros e, vamos embora!
Ouvimos depois nas notícias, à meia-noite, que aquele era um dos dois incêndios no país não circunscritos àquela hora...

este foi o primeiro incêndio


JH


quinta-feira, julho 06, 2006

Voz de canário ou de cana rachada?

(A cana tem voz??)
Já tinha escrito sobre as minhas semelhanças com a Diana, por termos nascido no mesmo dia. E referi a Britney Spears.
Afinal somos 4!
2 Dezembro 1978 – Nelly Furtado
2 Dezembro 1979 – Diana Moutela
2 Dezembro 1980 – Joana Mota
2 Dezembro 1981 – Britney Spears
Portanto temos 4 anos de boas colheitas, com duas cantoras de sucesso, milhares de discos e concertos pelo mundo. Devemos ser as 4 muito parecidas em feitio.
A BS já vai para o 2º filho… com 24 anos! Err...
Diana, será que fazendo um dueto resulta?

JM

quarta-feira, julho 05, 2006

Ex-Factor

It could all be so simple
But you'd rather make it hard
Loving you is like a battle
And we both end up with scars

Tell me,
who I have to be
To get some reciprocity
No one loves you more than me
And no one ever will

Is this just a silly game
That forces you to act this way
Forces you to scream my name
Then pretend that you can't stay

No matter how I think we grow
You always seem to let me know
It ain't workin'
It ain't workin'
And when I try to walk away
You'd hurt yourself to make me stay
This is crazy
This is crazy

I keep letting you back in
How can I explain myself
As painful as this thing has been
I just can't be with no one else
See I know what we got to do
You let go and I'll let go too
'Cause no one's hurt me more than you
And no one ever will

Care for me, care for me
I know you care for me
There for me, there for me
Said you'd be there for me
Cry for me, cry for me
You said you'd die for me
Give to me, give to me
Why won't you live for me

Ex-Factor, Lauryn Hill

terça-feira, julho 04, 2006

Español

Ontem foi a 1ª aula de español, muy bueno!
Sabe bem voltar a estudar, por vontade, não por obrigação. Arrastei e mana Sara e a amiga Mafalda para fazer o curso intensivo no Instituto Español, durante este mês de Julio. É engraçado ser uma turma muito heterogénea, com 12 pessoas de cursos diferentes, 2 de Odivelas, 2 do Barreiro, 2 da Costa da Caparica (eu sou semi), 2 de Almada, uma de Évora, um do Porto, um brasileiro. Engenheira Informática e de Ordenadores (yo), de Montes (Florestal, Sara), Assistente Social (Mafalda), depois temos enfermeira no IPO, antropologia, nutricionista, marketing, publicidade, ambiente, civil/construções, arquitecto, errr… não decorei todos.
Falamos portunhol, a professora de Madrid entende e corrige os errores.
O tempo passou rápido, rimos e aprendemos coisas novas.
Para mim tem a vantagem de sair do trabalho pelas 19 e picos, depois de negociar. A ver se consigo cumprir o horário.
Lunes, martes, miércoles, jueves, viernes, sábado e domingo. Muito parecido com o francês, vou-me baralhar toda!

JM

segunda-feira, julho 03, 2006

Roubado

"Num mundo que eu raramente compreendo, existem ventos de destino que sopram quando menos os esperamos. Por vezes sopram com a violência de um furacão, outras vezes mal os sentimos no rosto. Mas os ventos não podem ser negados, trazendo como muitas vezes trazem um futuro impossível de ignorar."

Nicholas Sparks

(roubado do blog Um Tempo Novo)

JH