quinta-feira, abril 27, 2006

Pontos de luz

Há alturas em que parece cair um manto de nevoeiro sobre as nossas vidas, que cobre tudo: as relações, o trabalho, as conversas, e que acaba por toldar a forma como vemos o mundo, os nossos juízos e conclusões.
Nessas alturas, mais do que nunca, precisamos de encontrar pontos de luz, que nos ajudem a continuar. E é nesses momentos que encontramos, aqui e ali, os amigos, a ligar os máximos do carro, a enroscar uma lâmpada, a acender uma vela com cheiro a baunilha, ou um isqueiro, ou um fósforo.
E assim é mais fácil não nos perdermos e não ir de encontro aos pedregulhos que por vezes surgem no caminho. E isso é bom.

JH

quarta-feira, abril 26, 2006

Gabriel García Márquez

"Estava aí havia mais de uma hora sempre a pensar na morte, quando começou o Outono."

Boa Viagem, Senhor Presidente, in Doze Contos Peregrinos

sexta-feira, abril 21, 2006

21 de Abril

Today I mourn...

JH

quinta-feira, abril 20, 2006

Grávida... eu?!

Em pouco tempo, três pessoas diferentes perguntaram-me se estou grávida. Já percebi que a notícia da minha "gravidez" corre alegremente nos corredores da Câmara de Lisboa.
Se insistem com a ideia, ainda começo a comprar roupa de bebé!

JH.

domingo, abril 16, 2006

Adam

"Actor de "Morangos com Açúcar" morre num acidente de viação" in site do Público.
Conheci o Francisco em 2002, naquelas andanças de anúncios e festas.
Custam a sair aqueles adjectivos que descrevem as pessoas, principalmente quando se prefixam com "era", "era alegre", "era...".
Esta notícia fez-me muita confusão, a JH enviou-me um sms a noticiar. Depois ouvi no rádio, como notícia de abertura. E depois repetem a cada hora.
Porque é que tem de ser assim? Já sabemos que em todas as "operações Carnaval/Páscoa/Férias/Natal" morrem pessoas em acidentes de viação. Quando são conhecidos faz mais confusão. Como é óbvio não acontece só aos outros.
Não sei as circunstâncias do acidente, mas um cuidado extra às 4 da manhã teria sido aconselhado.
Tenham cuidado a conduzir, excessos de velocidade e álcool, que estupidez!
Para quê? Alguém tem pressa de se despedir?

Um beijinho especial para o Chico Adam dos olhos mais azuis que conheci.

JM

"Se calhar temos de aplicar o pessimismo diariamente, como creme hidratante.
Senão, como nos recompomos quando a nossa fé é abalada e descobrimos que, ao contrário do que pensamos, o amor não move montanhas?"

Carrie, Sex and the City

JH

quinta-feira, abril 13, 2006

Até já...

No ginásio:

Um instrutor aproxima-se de mim e diz-me qualquer coisa. A princípio não percebo, tiro os phones e pergunto: "O quê?". Ele sorri e diz: "Até já!".
Olho para ele baralhada, balbucio qualquer coisa, pergunto se ele vai dar uma aula a seguir e esclareço que não posso ir. Ele fica calado, a olhar para mim e com um sorriso amarelo. Eu retribuo, com um sorriso ainda-mais-amarelo.
Então percebo: amarrada à cintura tenho uma camisola da nova campanha da TMN e, mesmo em cima do meu rabo, lê-se em letras garrafais: "Até já"!
Lindo...

JH

quarta-feira, abril 12, 2006

Ir a pé para o trabalho e almoçar em casa

Com pouca chuva e tempo mais ameno, decidi arriscar ir a pé para o trabalho. Foi mais perto do que pensava, os 15mins passam rápido e faz bem o exercício matinal para acordar.
Ontem experimentei outra variante, almoçar em casa. Uma maravilha! A comida já estava num tupperware e foi só aquecer em conjunto com a sopa. Vi as notícias na tv, fiz a cama, arrumei o quarto e até lavei a loiça! Poupa-se dinheiro, faz-se exercício (15min + 15min a pé) e apanho um sol fixe no caminho! Que isto de estar 12h numa sala sem janelas é mau. De tarde não tive sono pós-almoço.
Uma vez por semana não tem mal, apesar de almoçar sozinha, sinto que usufruo do meu espaço e de condições que devem ser aproveitadas. Viva a comida caseira!

E por falar em comida caseira, ontem fizémos um jantar muita bom: perca grelhada, arroz de alho e couve coração salteada. Depois disso cozinhámos bacalhau à brás, que é terrivelmente fácil!
Coze-se o bacalhau e desfia-se. É talvez a parte chata, mas sempre interpretei a tarefa de arranjar o peixe como sendo um puzzle em que as espinhas não são benvindas, basta saber onde estão e eliminá-las! 'Bota-se' cebola e azeite a alourar num tacho, mexe, bacalhau, mexe, ovos, mexe, batata palha, mexe, salsa/coentros e já está. Uma maravilha comprovada e até agora sem espinhas encontradas. Bom trabalho da JH!
JM

terça-feira, abril 11, 2006

Wishes don´t come true

Esta noite caiu-me a pulseira da sorte, daquelas brasileiras do Senhor do Bonfim. Tinham-me trazido do Brasil, eu não fazia questão de usar uma pulseira daquelas, mas mesmo assim ela durou no meu pulso esquerdo durante uns dois anos e meio.
Já estava fininha e nos últimos dias já a sentia mais larga.
Ontem à noite, ao tirar as luvas de cozinha, a pulseira caiu. Os desejos é que não se cumpriram...
Perguntei à Joana o que fazia com a pulseira. Ela tem a mesma teoria que eu: deita-se ao mar, na sétima onda (sétima onda a contar do quê?!)... deve ser um mito suburbano da Costa da Caparica...
Na dúvida, vou aproveitar o fim-de-semana na Costa para cumprir o ritual.
Mesmo sem os desejos realizados...

JH.

Ser feliz

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Posted by Mafalda, no seu blog. Plágio comunicado a priori!
JM

segunda-feira, abril 10, 2006

"E tu, onde deixaste as asas?"

JH

Ice Age 2







Ontem fomos ao cinema a pé! Meia hora de caminho até ao Alvaláxia.
Gosto e continuo a gostar dos filmes animados a computador, são anos de trabalho dos techis por cada filme e animação.
Muito giro, divertido e bom para desanuviar!
JM

sábado, abril 08, 2006

"Isto merece um post"

Tens razão, JM. Isto merece um post. "Isto" é uma "tarde de gajas" na Baixa e no Chiado.
Dia lindo de Primavera, calorzinho... Aproveitámos para ir às compras, claro!
E corremos mesmo as lojas todas: 3 Zara, 2 Bershka, 2 H&M, 1 Mango, 1 Pull & Bear. (falta alguma, Joana?)
Experimentar vestidos, cai-cais, tops, só a pensar no calor, e desejar que não volte a chover para podermos estrear tudo!
Para acabar, um delicioso croissant com doce de morango na Bénard, claro! (o único que o meu jejum de Quaresma permite...) Tão bom que apetece comer o guardanapo!
Depois, regressar de metro para casa e sair uma estação antes da nossa para andar mais um bocadinho a pé...
'Bora repetir nos saldos do Verão? :)

JH

sexta-feira, abril 07, 2006

Em repeat mode

and so it is
just like you said it would be
life goes easy on me
most of the time
and so it is
the shorter story
no love no glory
no hero in her skies
i can't take my eyes off of you
and so it is
just like you said it should be
we'll both forget the breeze
most of the time
and so it is
the colder water
the blower's daughter
the pupil in denial
i can't take my eyes off of you
did I say that I loathe you?
did I say that I want to
leave it all behind?
i can't take my mind off of you

damien rice

quarta-feira, abril 05, 2006

Dar sangue

A 1ªa vez que fui dar sangue, foi pela sugestão/convite da JH e estávamos em 99.
Fomos à sede da CGD, onde eles têm o Grupo de Dadores de Sangue, pertencente aos Serviços Sociais da CGD. Uma vez por mês, recebem as várias entidades, hospitais e institutos (Instituto Português de Oncologia, por exemplo) e as pessoas da Caixa e outros voluntários podem ir dar o seu contributo.
Nessa vez correu bem e senti que era uma boa acção que se podia fazer, civicamente, que ajuda muitas pessoas, e sinto-me "útil e prestável" à sociedade. Também podemos pensar que um dia podemos vir a precisar e que não deve ser em cima do acontecimento que se remedeia a situação. Se por um lado tenho um tipo de sangue "comum", isso também significa que pode servir a muita gente, e não são apenas os tipos "raros" que são mais precisos.
Ficamos a saber o tipo de sangue, são feitas análises gerais e às doenças infecto-contagiosas, nomeadamente as hepatites, tuberculoses e HIVs. Se houver algum valor preocupante eles comunicam (nunca me aconteceu), mas de qualquer modo, enviam para casa um resumo dos resultados. E ficamos a saber (confirmar) que não temos SIDA e outras doenças graves. Esses testes são muito caros e, apesar de confiar em mim e nas pessoas com quem me relaciono, ficamos sempre mais descansados por eliminar hipóteses.
Todas as pessoas saudáveis podem dar sangue. Existem, no entanto, condições que visam salvaguardar os próprios dadores e receptores da contribuição. Temos de ter mais de 18 anos, mais de 150cm e mais de 50kg. As mulheres podem dar de 4 em 4 meses e os homens de 3 em 3. Se dermos duas vezes num ano, ficamos isentos do pagamento das taxas moderadoras, pede-se o papel e altera-se o cartão de utente.
O processo pode variar dependendo da entidade envolvida mas no geral temos sempre inscrição, consulta médica, dádiva, paparoca e brindes. Chegamos e recebemos uma senha de vez, increvemo-nos ou confirmamos os dados e ficam com o cartão de dador para registar mais uma dádiva. Pode haver um médico ou enfermeiro a fazer a picadinha da hemoglobina, que se faz num dedo da mão e dói! Se tivermos um valor baixo (anemias) podemos ser recusados. Depois a consulta médica com a medição da tensão e registo do peso e altura. Nessa altura fazem-se uma série de questões importantes que pretendem avaliar a aptidão do dador: drogas, doenças, transfusões, operações, comportamentos sexuais, medicamentos, piercings e tatuagens recentes, contacto com pessoas ou países de risco, etc. Depois escolhemos o braço e deitamo-nos na maca. Picadinha e podemos ver que o nosso sangue é escuro, enquanto é recolhido para umas saquetas apropriadas, ao mesmo tempo que se recolhem amostras para tubinhos que vão para análise. Não tiram "litros" de sangue. De acordo com a constituição da pessoa, a dádiva oscila na ordem dos 0,4-0,6L. O tempo depende da pessoa, da veia, da velocidade com que sai o sangue, hoje demorei 10min. Comprime-se o sítio da picadinha e põe-se um penso. Descansamos um bocadinho e passamos à mesa da comida.
Já vi várias versões: sandes, sumos, água, café, cerveja (sem álcool), frango assado, salgados vários, bolos, bolachas, biscoitos... Temos de repôr o nível de sangue, não fazemos esforços nesse dia e bebemos muitos líquidos.
Finaliza-se a visita com a entrega de um saquinho de brindes onde está sempre presente uma flor ou manjerico (na devida altura). Ao longo do tempo contabilizo canetas, blocos, ímans, porta-moedas, porta-chaves, pratos, copos, tigelas, tshirts, etc.
Acho que antigamente pagavam para ter dadores, mas o belo do "voluntário" começou a sê-lo por interesse e abandonaram a ideia. O meu pai dá no hospital da Almada e agradecem quase sem mais nada.
Já levei vários amigos para dar sangue e já contabilizo algumas histórias. Renovar o sangue também é saudável, e esse é um dos motivos pelos quais o meu pai dá, para baixar os níveis de não-sei-quê.
Alguém ficou tonto? Alguém quer as datas das próximas acções de recolha?
Alguém chegou ao fim deste post? :o)
JM

terça-feira, abril 04, 2006

Dança Comigo

O programa da RTP1 é giro, gosto de ver. Até gosto mais da Sílvia Alberto que da Catarina Furtado, é mais sincera e menos exagerada. Acho piada vê-los a dançar, a evolução possível que percebemos. Mas muito mais giro era estar no papel deles. Não pela parte de aparecer no programa e dançar para os telespectadores. Mas a parte de ter profissionais a ensinar e a transformar-nos em dançarinos.
Se fizessem o programa para concorrentes do povinho, talvez não tivessem programa...

JM

segunda-feira, abril 03, 2006

Em contagem decrescente

Faltam pouco mais de dois meses para o casamento da minha mana, em que tenho a dupla responsabilidade de ser irmã da noiva e madrinha!
Até há dias, as minhas incursões aos centros comerciais e ao Chiado tinham como objectivo único procurar um vestido para usar.
No sábado fui a uma loja mesmo perto da minha casa, na avenida de Roma, e... à segunda tentativa, decidi o que vou usar.
Com a minha mãe demorou mais tempo, mas também comprou o vestido na mesma loja e no mesmo dia.
Só faltam adereços, sapatos e uma écharpe para a Fátinha.
Mas... uff... que alívio!

Agora só preciso de encontrar uma grande maquilhagem, mesmo das boas, que me impeça de ficar a parecer um palhaço triste quando a minha irmã entrar na igreja, de braço dado com o meu pai. É que eu vou chorar mesmo mesmo! Tenho a certeza.

JH

Últimas da miniM



a ponte é gira! até faz lembrar a torre eiffel!













acho que já reabriram o trânsito na ponte. mas ainda há muita gente por concluir a prova!












o relógio já marca 1h43 e a placa indica o km 20. claramente o pessoal da mini excede o dameia. Força, já só falta 1km e pouco e mais à frente estão uns senhores a tocar tambores alegres que dão o alento necessário para o sprint final!















o estádio do belenenses tem a melhor vista de todos! e já levava pastéis quentinhos para a sobremesa. que bem nos souberam!








vista assim... é comprida! e para o ano há mais! ...desta. em setembro temos a vasco da gama!

JM

sábado, abril 01, 2006

Prazeres da carne


O natal é quando um homem quiser e não é apenas na passagem do ano que se tomam decisões.
Decidimos voltar a comer carne sem restrições. Eu com a carne de porco e a Joana com a carne em geral. Para ir devagarinho, bifinhos grelhados ao almoço. Comemos carne mas saudavelmente!
(Ainda há mais fotos da miniM, mas estão noutro pc)

JM